Começa nesta segunda-feira (25) a 23ª edição da Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, que conta com uma programação formada por atividades diárias até o dia 29 de abril. As lives serão transmitidas pela página da CNTE no Youtube.

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O tema “Reforma do Ensino Médio versus Currículo Integral” foi escolhido para iniciar a semana. Dentre as atividades sugeridas, está enviar e-mails para os Deputados Federais e Senadores pedindo a revogação da lei do Novo Ensino Médio. Também será promovido, a partir das 10h, um tuitaço com o mesmo tema.

Um debate com os estudantes, pais, mães e responsáveis, a partir da live produzida pela CNTE, também faz parte da sugestão de atividades. Para a live, marcada para 19h, foi convidado o professor de políticas educacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC), Fernando Cássio. Ele integra a Rede Escola Pública e Universidade (REPU) e o comitê diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. A mediação fica por conta de Guelda Andrade, Secretária de Assuntos Educacionais da CNTE.

O tema “A educação no centro do projeto de Nação: Um outro Brasil é possível!” promove a reflexão de que a soberania nacional e popular exige um projeto educacional articulado, construído em bases sólidas e democráticas, considerando que uma nação soberana deve estar vinculada a um Projeto Emancipador de Educação.

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A 23ª edição da Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública conta com uma programação formada por atividades diárias de 25 a 29 de abril de 2022, que serão realizadas de modo virtual, ainda devido aos cuidados decorrentes da pandemia do covid-19. Confira os palestrantes e mediadores já confirmados:

25/04 – Reforma do Ensino Médio versus Currículo Integral
Palestrante: Fernando Cássio
Professor de políticas educacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC). Integra a Rede Escola Pública e Universidade (REPU) e o comitê diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Mediação: Guelda Andrade – Secretária de Assuntos Educacionais da CNTE

26/04 – Piso e Carreira decentes para os profissionais da educação
Palestrante: Heleno Araújo
Presidente CNTE. Professor da Educação Básica da rede pública do Estado de Pernambuco e da rede municipal de Paulista.
Mediação: Girlene Lázaro – Secretária Executiva da CNTE

27/04 – O Papel do Estado na Garantia do Direito à Educação Pública, Gratuita e de Qualidade
Palestrante: Luiz Fernandes Dourado
Professor Emérito da UFG. Doutorado em Educação pela UFRJ e Pós-doutorado na EHESS/Paris. Dirigente da Anped e Anpar.
Mediação: Valéria Silva – Secretária Executiva da CNTE

28/04 – Um Projeto de Educação que garante uma Nação Soberana
Palestrante: Celi Taffarel
Mediação: Antônio Marcos R. Gonçalves

29/04 – Paulo Freire Vive em cada Educador Brasileiro que Luta por Educação e Qualidade, no chão da Escola Pública
Palestrante: Carlos Rodrigues Brandão
Psicólogo, doutor em ciências sociais pela Universidade de São Paulo (1980) e livre docente em antropologia do simbolismo pela Universidade Estadual de Campinas.
Mediação: Guilherme Mateus Bourscheid – Secretário Executivo da CNTE

O tema “A educação no centro do projeto de Nação: Um outro Brasil é possível!” promove a reflexão de que a soberania nacional e popular exige um projeto educacional articulado, construído em bases sólidas e democráticas, considerando que uma nação soberana deve estar vinculada a um Projeto Emancipador de Educação. As lives serão transmitidas pela página da CNTE no Youtube.

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Na manhã desta quarta-feira (20), entidades representativas do funcionalismo público reuniram-se com o governador, Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), para apresentar a insatisfação com o projeto encaminhado à Assembleia Legislativa de 6% de reajuste e cobrar reposição de 10,06% para todos(as) os servidores(as).

Desde que assumiu o cargo, esse foi o primeiro encontro do novo governador com as entidades. Durante a reunião, Ranolfo garantiu estar aberto ao diálogo e às necessidades das categorias.

“Todos conhecem a minha história como servidor público e não vai ser diferente na condição de governador do Estado. Vamos primar pelo diálogo e pela transparência”, garantiu.

Apesar da receptividade, o governo insiste em não haver condições de conceder qualquer correção acima dos 6%, levando em consideração as limitações da legislação eleitoral e de responsabilidade fiscal.

Na ocasião, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, entregou ao governante um estudo elaborado pelo Diesse, que aponta, entre outras ponderações, as perdas salariais dos servidores(as) públicos – da ativa e aposentados(as) – desde o último reajuste, em 2014, e ainda ressalta que, o atingimento dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal não depende apenas do reajuste aos servidores(as), como alega o governo.

“Esse estudo do Dieese comprova que sim, é possível avançarmos nessa proposta. Esses 6% não recuperam sequer 1% de cada ano em que não tivemos reajuste. O ataque às nossas carreiras também fizeram com que o governo confiscasse o dinheiro que agora nos falta. Estamos aqui, com a pauta unitária dos servidores, exigindo uma reposição de, no mínimo, 10,06%”, destacou a presidente Helenir.

Também foi entregue a Ranolfo o dossiê com o levantamento da #CaravanaDaVerdade do CPERS, realizada neste ano, sobre a real situação das escolas estaduais.

Ao fim do encontro, ficou firmado o compromisso de uma reunião exclusiva do CPERS com o governo para tratar de pautas especificas da categoria, como o desconto da greve, o necessário reajuste dos funcionários(as) de escola e o reenquadramento de aposentadorias.

Na próxima terça-feira (26), a partir das 9h, os servidores(as) públicos reúnem-se novamente para um ato em defesa do IPE Saúde, por salário digno e pela revisão do valor do Salário Mínimo Regional.

Além do governador, participaram da reunião:

O secretário chefe da Casa Civil, Artur Lemos, o procurador-geral do Estado, Eduardo da Costa, o secretário de Planejamento, Governança e Gestão, Claudio Gastal, o subsecretário do Tesouro, Eduardo Lacher, a subsecretária adjunta do Tesouro, Juliana Debaquer, e o líder do governo, Frederico Antunes (PP).

Entidades presentes:

CPERS
Sindicato dos Servidores de Nível Superior (Sintergs)
União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (União Gaúcha)
Sindicato dos Servidores da Procuradoria-Geral do Estado (SindisPGE)
Sindicato dos Servidores da Caixa Econômica Estadual (Sindicaixa)
Sindicato dos Servidores Públicos Estado (Sindsepe)
Sindicato dos Técnicos Tributários da Receita Estadual (Afocefe)
Sindicato dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas do Estado (Sinapers)
Associação dos Técnicos Administrativos (Astap)
Associação dos Servidores do Quadro dos Técnico-científicos do Estado (Asters)
Associação dos Analistas de Planejamento, Orçamento e Gestão do Estado (Aapog-RS)

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ATENÇÃO: alerta de golpe!

Desde o lançamento do edital de antecipação dos precatórios, os golpistas estão tentando roubar dinheiro da categoria.

O golpe se dá da seguinte forma: eles entram em contato com os clientes por WhatsApp, se passando por advogados(as) ou servidores(as) do Judiciário, apresentando até documentos.

Em seguida, comunicam uma liberação antecipada e mais rápida no valor do precatório mediante pagamento por Pix. NÃO CAIA NESSA!

A assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, jamais solicitará qualquer transação. Se estiver em dúvida, contate o seu núcleo ou o jurídico pelo telefone (51) 3073-7512.

Para se informar sobre os precatórios, procure fontes de confiança, como o nosso site.

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Proporcionar vivências de forma lúdica para qualificar o aprendizado. É assim que a professora Alveni Teresinha dos Santos, da EEEF Eveline de Oliveira, em Candelária, costuma trabalhar com seus alunos(as). Nesta semana, em que se celebra a luta dos povos originários, estudantes do 3º ano, sob sua orientação, conheceram, na prática, a história e os costumes da cultura indígena.

Os hábitos, a localização em mapas das diferentes tribos, a confecção de objetos em argila, palha, penas e pedras foram algumas das atividades realizadas. Além disso, ocorreram momentos dedicados a experienciar costumes como o hábito do chimarrão, saborear o milho e a batata assada e o abraço à mãe terra.

“Todos os dias são para pensar o povo indígena. Porém, diante da data, a sensibilização e o olhar para a sua cultura, contextualizando com a forma que vivem atualmente e os problemas que enfrentam, tornou-se necessária a abordagem”, observou a educadora, que em 2021 realizou o curso Pedagogias Indígenas.

O objetivo, de acordo com a professora, foi de explorar diferentes habilidades e competências, ir além da leitura e da cópia de textos. “Além de conhecerem a cultura indígena, busquei sensibilizá-los com a realidade de hoje para que percebessem que trazemos conosco heranças desses povos. Tudo em uma linguagem própria para a faixa etária deles.”

“Estas práticas pedagógicas são possíveis porque a escola está organizada para isso. É um trabalho de equipe”, ressalta Eveline.

A experiência pode ser apreciada pelos estudantes do 1º, 2º e 4º ano ao visitarem as instalações.

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Enquanto o governo Bolsonaro usa o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para liberar verba para aliados, o Ministério da Educação (MEC) trava a liberação de R$ 434 milhões a prefeituras de todo o país e deixa parada obras de creches, escolas, salas de aulas e quadras.

De acordo com levantamento da Folha de S. Paulo, os valores referem-se a 1.369 prefeituras. No total, 1.780 obras que já estavam firmadas entre municípios e o governo federal, a partir de 2012, estão aptas a receber dinheiro federal, porém, o governo Bolsonaro não realiza as transferências.

Do total de processos vinculados a recursos atrasados do FNDE, transformado em balcão de negócios pelo governo Bolsonaro, há casos em que os municípios já concluíram as obras por conta própria – o que representa 43% do total. Outros 45% constam como obras em execução e 12% como paralisadas.

No entanto, o atraso do repasse de verba que já estava firmada, ocorre ao mesmo tempo em que há prioridade nos pagamentos de recursos da educação de interesse de aliados do presidente Bolsonaro.

Um dos casos que mais chama a atenção diz respeito a compra de kits de robótica. O governo de Jair Bolsonaro (PL) destinou R$ 26 milhões de recursos do MEC (Ministério da Educação) para a compra de kits de robótica para escolas de pequenas cidades de Alagoas. As escolas, de acordo com reportagem da Folha, têm problemas de infraestrutura básica, como falta de salas de aula, de computadores, de internet e até de água encanada.

Os municípios contemplados com os tais kits têm contratos com uma mesma empresa de aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Os recursos para os equipamentos de robótica vieram das emendas de relator do Orçamento, controladas em parte por Lira.

O estado de Alagoas, colégio eleitoral de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, é o mais beneficiado. Somente 1,4% dos recursos atrasados do FNDE são relacionados a prefeituras de Alagoas. Mas, chama atenção que 26% de tudo o que foi pago em 2021 foi para lá. Principalmente para as prefeituras comprarem os kits de robótica da Megalic. A empresa é do pai do vereador de Maceió João Catunda e ambos são aliados de Lira. O vereador, a empresa e o presidente da Câmara negam irregularidades.

Atualmente o FNDE é controlado por indicações do centrão. O presidente, Marcelo Lopes da Ponte, era assessor de Ciro Nogueira (PP-PI), atual ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro e um dos líderes do bloco de apoio à atual gestão federal.

À Folha, a secretária de Educação da cidade de Flexeiras (AL), Maria José Gomes afirmou que Arthur Lira atuou para liberar os recursos federais para a compra de equipamentos de robótica. Além disso, a prefeitura também contou com uma consultoria de uma assessora parlamentar ligada ao vereador João Catunda.

Ao mesmo tempo em que recebe dinheiro para comprar os kits de robótica, Flexeiras tem uma creche com as obras paralisadas na mesma rua da Secretaria de Educação. Mas, segundo dados do FNDE, não há recursos atrasados do órgão para essa prefeitura.

Se de um lado o governo Bolsonaro trava a liberação de verbas que já estavam empenhadas, por outro, o FNDE acelerou uma política de distribuir empenhos para novas obras de aliados, isso para atender aos pedidos de políticos e lobistas, como os pastores que circulavam no MEC.

De 2017 a 2019, a média de valores aprovados por ano era de R$ 82 milhões. Em 2020, saltou para R$ 229,4 milhões e, no ano passado, pulou para R$ 441 milhões.

Informações: Revista Fórum, Marcelo Hailer, 19/04/2022
Imagem destaque: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Em mais uma tentativa de cobrar do governo uma resposta sobre o reenquadramento dos professores(as) que tiveram suas aposentadorias de 40h transformadas em subsídios de 20h, dirigentes do CPERS buscaram, nesta terça (19), uma auto-agenda com a diretora do departamento de Recursos Humanos da Seduc, Cleusa Flesch.

A mudança impactou diretamente no bolso dos aposentados(as), que tiveram seu salário confiscado pelo governo Eduardo Leite/Ranolfo Vieira Júnior (PSDB).

Após quase 1h de espera, Cleusa recebeu apenas a diretora do departamento de Aposentados(as) do Sindicato, Glaci Weber. A imprensa e os diretores(as) Amauri Pereira e Juçara Borges ficaram de fora do debate.

No dia 14 de fevereiro, o Sindicato já havia encaminhado ofício para a Seduc solicitando a reunião; no dia 31 de março, buscou uma auto-agenda. Em ambos os casos, não obteve nenhum retorno da Seduc. No dia 4 de abril, o CPERS havia marcado uma reunião com a Secretaria, que foi desmarcada.

“Esse assunto é muito sério. Solicitamos inúmeras vezes uma reunião e não tivemos resposta alguma. Estamos sendo cobrados pela categoria e exigimos uma resposta urgente. Trata-se de uma grande injustiça com os nossos aposentados”, explanou Glaci.

Para a diretora Juçara Borges a mudança prejudicou fortemente a categoria e é imprescindível uma rápida solução. “Estamos indignados. Diminuiu o ganho de quem mais precisa e deu a vida pela educação pública. A realidade é que o governo saqueou os aposentados”.

“Não deveria ser assim. Trata-se de um total desrespeito com os nossos aposentados”, destacou o diretor Amauri Pereira

A procuradora-geral adjunta para Assuntos Administrativos, Drª Marília Vieira Bueno, em conjunto com a diretora do departamento de Recursos Humanos da Seduc, Cleusa Flesch, comprometeram-se a estudar o caso para dar uma resposta o mais breve possível.

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) repudiou a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 13 de 2021. Em nota pública, a entidade qualificou como “antidemocrática” a forma pela qual o texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

A PEC isenta de responsabilização judicial ou administrativa gestores municipais e estaduais que não investiram em Educação de acordo com os patamares mínimos legais e constitucionais nos anos de 2020 e 2021. Associações de prefeitos alegam que a pandemia impediu o emprego das verbas. A regra aprovada pela Câmara determina que o dinheiro não investido seja aplicado nos anos subsequentes.

A CNTE afirma que durante o processo legislativo houve “atos meramente protocalares”. “Embora a Câmara dos Deputados tenha criado Comissão Especial para tratar da PEC 13, não houve efetivamente nenhum debate entre os parlamentares, tampouco com a sociedade”, diz a entidade.

A representação dos trabalhadores em educação criticou ainda a ausência de critérios para a aplicação futura das verbas não investidas: “Para a sociedade, restará a tarefa de acompanhar sistematicamente a aplicação dos recursos educacionais remanescentes de 2020 e 2021”.

“A CNTE repudia a prática antidemocrática que se instalou no parlamento nacional, e que novamente alijou o debate público sobre um tema de enorme impacto na vida de milhares de estudantes e trabalhadores em educação. Ainda que a PEC fosse aprovada – algo que consideramos desnecessário –, era imprescindível estabelecer critérios para a recomposição dos orçamentos da educação em 2022 e 2023, quiçá por meio de aprovação de planos de ações nos parlamentos subnacionais”, complementa o texto.

Antes da aprovação da PEC pela Câmara, a CNTE vinha chamando o Proposta de “inócua”. Isto porque, apesar da pandemia, poucos municípios não cumpriram o mínimo estabelecido em lei. Além disso, segundo a entidade, havia formas de aplicar o dinheiro mesmo em meio à crise sanitária – principalmente na remuneração de docentes.

“Os gestores com eventuais sobras de recursos [poderiam] proceder ao rateio desses valores entre os
profissionais da educação (em parcela única), sem necessidade de flexibilizar a regra constitucional da vinculação de impostos para a área educacional. O estado de São Paulo e outros entes da federação estão adotando esse mecanismo, tornando inócua a PEC 13”, disse a CNTE em dezembro de 2021.

(Reconta Aí, Rafael Locateli, 12/04/2022)

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Emoção e resistência. Esses foram os sentimentos que predominaram durante a formatura da primeira turma de Ensino Médio da Escola Estadual Indígena Nhamandu Nhemopu’ã, da aldeia Tekoá Pindó Mirim, de Itapuã, município de Viamão.

O CPERS esteve presente na celebração, realizada nesta quarta-feira (13), e comprovou que a luta pela escola pública por uma educação inclusiva e para todos(as) vale a pena. 

Apesar das dificuldades no período da pandemia, sem a possibilidade de aulas online, sete alunos(as) completaram a primeira fase dos seus estudos e agora almejam um futuro através da possibilidade do ensino superior. 

O diretor da escola, Leandro Subtil Moura, destacou a importância do momento para os alunos(as) e como a finalização do estudo básico é mérito da persistência deles. 

“Os alunos hoje se formando, passaram por muitas dificuldades. Diferente de outras escolas, eles não tiveram acesso às aulas online e recebiam atividades em forma física. Mesmo assim, com todas as dificuldades, eles conseguiram concluir e vencer essa difícil etapa. Eu me orgulho muito deles e de poder contribuir com essa história”. 

Para o professor de Língua e Cultura Guarani, Arnildo Verá Moreira, a escola indígena é mais que um espaço escolar, ela significa a perpetuação de toda uma cultura.

“Essa é a escola para nós! Onde ensinamos as crianças o nosso modo de vida e assim chegamos a uma escola diferenciada”.

O professor ainda ressalta a importância da inserção da cultura Guarani no dia a dia, não só das crianças indígenas: “Nossa escola é bilíngue porque só com o ensino ocidental a gente não é nada, vocês também deviam estudar o ensino tradicional, não só pela questão indígena, porque para nós o ensino tradicional é mais que isso, é o ensinamento de família, de mãe, pai, vô e vó, que vocês também poderiam ter nas outras escolas”. 

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, salientou que a luta dos povos originários é a luta de todos(as).

“Quero deixar um pedido para os nossos formandos: não parem por aqui! Nós lutamos pela escola pública e queremos ver vocês na universidade pública. Continuem, é direito de vocês. A educação indígena, enraizada na cultura indígena significa resistência. Contem conosco, o CPERS estará sempre ao lado da luta dos povos originários”. 

O 1° vice-presidente, Alex Saratt, também acompanhou a formatura.

O CPERS acredita que a luta pela preservação da cultura dos povos originários é diária e transpassa a defesa de uma educação que respeita as suas peculiaridades. 

Que os cantos dos nossos indígenas, aldeados ou vivendo nos grandes centros urbanos, continuem ecoando junto à luta pelo direito de existir e preservar seus territórios e corpos.

Viva a Nhamandu Nhemopu’ã!

Confira também:

>> Comunidade de escola indígena de Viamão pressiona governo para resolver problemas estruturais

>> Abandono: comunidade de escola indígena em Itapuã segue sem aulas presenciais por falta de estrutura

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Em janeiro deste ano, o Rio Grande do Sul aderiu ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), vendido com um viés de salvação pelo ex-governador Eduardo Leite (PSDB), mas que, na prática, condenará futuras gerações à miséria.

Amparado por liminar, o Rio Grande do Sul está com o pagamento de dívida com a União suspenso desde 2017 (R$ 14,5 bilhões até dezembro de 2021). Ao aderir ao RRF a intenção é afastar o risco fiscal – visto que uma eventual suspensão obrigaria a retomada do pagamento do serviço da dívida original – e poder financiar em 30 anos os saldos não pagos já acumulados com encargos.

O problema é que se trata de assegurar a continuidade do pagamento, por mais 30 anos, de uma dívida que o estado já paga há 20. É um endividamento que ocorreu com anuência da União e que pode ser caracterizado como uma política de Estado. Vale lembrar que o montante ainda é objeto de discussão jurídico-pericial, visto que há uma liminar vigente.

Congelamento das carreiras dos servidores(as)

Para ingressar no RRF, uma das exigências era aprovar a lei de Teto de Gastos. Aprovada através da Lei 15.756, no início de dezembro de 2021, introduziu teto para as despesas primárias – aqueles gastos necessários para a prestação de serviços públicos à sociedade – que ficam limitadas à variação da inflação (IPCA/IBGE) do ano anterior, com vigência até 2031.

Nenhum segmento foi poupado. De acordo com o Decreto 56.368, publicado em fevereiro desse ano, os órgãos não podem: conceder reajuste, aumento ou adequação de remuneração dos servidores(as), exceto a revisão geral (inflação); veda admissão ou contratação de pessoal, realização de concurso público, criação de despesa obrigatória de caráter continuado e qualquer medida que implique reajuste de despesa obrigatória. Ou seja, significa o congelamento das carreiras. Mesmo contratos temporários, somente serão permitidos no número de cargos já autorizados em lei.

Importante destacar que as vedações independem do cumprimento do teto de gastos. Mesmo havendo espaço fiscal estão vedadas.

O escandaloso arrocho dos servidores(as) não beneficiará a população com a redução de impostos. Pelo contrário, a sociedade, além de ser penalizada com a escassez de serviços públicos, no Decreto 56.368/22 é vedada a alteração de alíquotas ou bases de cálculo de tributos que impliquem a redução da arrecadação.

A educação e os benefícios fiscais concedidos às empresas

O Rio Grande do Sul concede R$ 9,3 bilhões por ano em renúncias fiscais deixando de arrecadar ICMS, IPVA e ITCD. A educação, que tem como fontes de financiamento o ICMS e o IPVA, por exemplo, anualmente, deixa de receber muitos recursos. Para se ter uma ideia, o orçamento de toda a educação para 2022 é de R$ 9,1 bilhões, ou seja, o montante de renúncias passado supera o orçamento futuro de toda a educação pública estadual.

Na Lei Complementar 159/17, atualizada pela LC 178/2021 que regulamentou o RRF, está prevista redução dos incentivos fiscais, em pelo menos 20%. Contudo, no decreto do governo, ao invés de fazer constar essas reduções, consta apenas vedação na concessão ou ampliação de novos benefícios, mantendo as benesses atuais como estão.

Patrimônio Público gaúcho pelo ralo

Um dos focos do RRF é a desestatização. O ex-governador Eduardo Leite (PSDB) conseguiu aprovar o fim do plebiscito para a privatização de estatais, vendeu a Sulgás, a CEEE Distribuição e a CEEE Transmissão e anunciou – mas não conseguiu concretizar – a venda do controle da Corsan. Mesmo assim, não colocou as contas do estado em dia. Pelo contrário,  garantiu fonte de renda à iniciativa privada, deixando  a população gaúcha a esmo e tendo que arcar com o aumento de tarifas e a precarização dos serviços pós-privatização.

Soberania ameaçada

O RRF ameaça à soberania do estado, pois fica submetido às decisões do Conselho de Supervisão do Regime de Recuperação Fiscal (CSRRF-RS), composto por três membros (duas pessoas indicadas por Jair Bolsonaro (PL) e uma pelo governador do Estado). E no âmbito estadual, as decisões sobre qualquer ato que possam incidir nas vedações precisam passar pelo Comitê Estadual de Supervisão do RRF, também composto por três integrantes: Secretário Chefe da Casa Civil, o Secretário da Fazenda e o Procurador do Estado.

A adesão ao Regime de Recuperação Fiscal deixa clara a herança da gestão de Eduardo Leite (PSDB): um governo engessado por um acordo que limita a autonomia do Estado e impõe o mais rígido controle de gastos da história.

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