A 4ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre decidiu dar o prazo de 48 horas (até esta segunda-feira) para Eduardo Leite (PSDB) e o Estado explicarem os motivos do pagamento de pensão ao ex-governador, após sua renúncia no final de março, quando passou a receber cerca de R$ 20 mil por mês.

Na decisão, assinada nessa quinta-feira (16), o juiz Fernando Carlos Tomasi Diniz afirma que “são ponderáveis os argumentos dos autores (da ação) no tocante à interpretação um tanto forçada de regra intertemporal feita pela Procuradoria-Geral do Estado para justificar o pagamento proporcional ao ex-governador”.

A seguir, o juiz destaca que não há urgência que justifique decidir sobre o caso sem ouvir os argumentos do ex-governador e do governo do Estado. O juiz também sinaliza no texto que, caso o pagamento da pensão seja declarado ilegal, Leite poderá ser condenado a devolver os valores recebidos.

“Já antecipo, acaso reconhecida a ilegalidade do pagamento, os valores recebidos deverão ser repetidos a partir desta data. Ou seja, não será aceita a alegação de recebimento de boa-fé”, escreveu Diniz.

Enquanto milhares de educadores(as) vivem na miséria, fruto do assalto dos contracheques e extermínio de direitos por sua política cruel, Leite continua recebendo proventos normalmente.

São oito anos sem reposição salarial, inflação nas alturas, perdas de gratificações, contracheques com UM CENTAVO de “aumento”, educadores(as) pagando o reajuste com dinheiro do próprio bolso, aposentados(as) tendo que voltar a pagar a previdência e funcionários(as) sem nem um percentual do Salário Mínimo Regional. Não é justo!

O CPERS seguirá atento, denunciando a imoralidade de Eduardo leite (PSDB) e cobrando políticas do atual governo que incluam prioritariamente a educação, além da valorização dos educadores(as) da ativa e aposentados(as).

 

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O CPERS manifesta a sua mais profunda solidariedade aos familiares do jornalista Dom Philips e do indigenista Bruno Pereira, desaparecidos desde o dia 5 de junho, na Terra Indígena Javari, no Amazonas.

Nesta quinta-feira (15), a brutalidade de seus assassinatos foi confirmada por dois homens presos pela Polícia Federal. As vidas de Dom e Bruno foram ceifadas por uma política de morte violenta e antidemocrática, que silencia todos aqueles que buscam denunciar os abusos a nosso povo e nossa terra.

Estes dois guerreiros foram vítimas da necropolítica nefasta que decide quem vive e quem morre, com base no interesse financeiro que prioriza o lucro no lugar da vida, com o consentimento e apoio de Jair Bolsonaro (PL).

Bolsonaro destruiu toda e qualquer rede de proteção às tribos e à natureza na Amazônia, deixando livre o terreno para o tráfico e seus cartéis, garimpo ilegal, tráfico de madeira e outras mazelas. Fez de caso pensado e anunciado, quando disse que iria “dar uma foiçada” na Fundação Nacional do Índio (Funai) – triste alegoria que se concretiza na morte de dois trabalhadores(as) engajados em um mundo mais justo e menos desigual.

De acordo com o relatório da ONG Global Witness, o Brasil é o quarto país do mundo que mais mata ambientalistas. No Brasil e no Peru, é estimado que três quartos dos assassinatos aconteceram na região da Amazônia, com ativistas que protegiam a floresta.

No levantamento, também consta que há suspeitas de que quase 30% dos ataques tiveram relação à luta contra a exploração de recursos como extração de madeira, mineração e agronegócio em grande escala. Desse total, exploradores da indústria madeireira são suspeitos pelo maior número de assassinatos, respondendo por 23 casos.

O Sindicato repudia os discursos e a política genocida de Bolsonaro – que despreza a vida, promove a violência e a destruição, além do desmonte dos serviços públicos e da organização da sociedade brasileira.

Exigimos que os responsáveis diretos e indiretos sejam encontrados, julgados e punidos e que toda a política de destruição representada pelo atual governo seja derrotada e o Brasil supere esse período de barbárie e fome.

A investigação não pode terminar nos dois assassinos confessos. A teia de crimes precisa ser investigada, desfeita e seus cabeças penalizados; sobretudo aqueles que ditam políticas que abrem espaço para o crime.

Nosso carinho e empatia aos colegas e a todos os defensores dos direitos humanos, dos povos indígenas, do meio ambiente; indigenistas e defensores da vida.

Clamamos por justiça às vítimas da violência de Estado, do descaso que deixa criminosos agirem livremente, destruindo a mata e tirando a vida daqueles que a defendem. Justiça para Dom e Bruno!

Ilustração: Cris Vector

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A Direção Central do CPERS informa que nos dias 16 e 17 de junho o atendimento na área administrativa da sede do Sindicato, em Porto Alegre, estará suspenso em razão do feriado de Corpus Christi.

Informamos que o alojamento e a portaria do Sindicato funcionarão normalmente.

A cantina da sede durante o feriado estará fechada voltando às suas atividades na segunda-feira (20), às 7h30.

Desejamos um bom feriado!

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Alex Saratt (*)

A generalização das terceirizações, prática empresarial capitalista que destitui a dignidade, os direitos e os ganhos dos trabalhadores, acentua o caráter degradante do trabalho em tempos de crise e pandemia.

Na esteira do Golpe parlamentar-judiciário-midiático contra o mandato legítimo da Presidenta Dilma vimos que a dita ponte para o futuro era um amargo regresso ao pior do passado, especialmente naquilo que dizia respeito à proteção ao trabalho.

Não à toa uma das primeiras medidas foi aprovar a Reforma Trabalhista e, de forma complementar, liberar as terceirizações indiscriminadamente. Sob a promessa de redenção do emprego e vantagens aos trabalhadores, um massacre programado e amplamente favorável ao capitalismo.

Desdobramento dessa tendência pró-capital, as terceirizações ganharam forte adesão e cresceram exponencialmente nos órgãos públicos, em particular na Educação, atingindo setores básicos para o trabalho escolar não-docente atribuídos aos funcionários da educação, cujas funções são reconhecidas como área técnica específica e aos quais a legislação reconhece como profissionais da educação.

A administração pública do Estado do Rio Grande do Sul é exemplar nesse aspecto. No Governo Ranolfo, sucessor orgânico do projeto liderado pelo ex-governador demissionário Eduardo Leite, a terceirização tem significado a precarização do serviço público, a impossibilidade de novos concursos, a mão de obra barata e desprotegida e a desprofissionalização no segmento de funcionários, com grave ameaça de chegar às funções docentes e mesmo administrativas das escolas.

São recorrentes as denúncias sobre a burla aos direitos trabalhistas mais básicos: salário e vales transporte e alimentação. Embora a SEDUC, informal e extraoficialnente, tenha reconhecido o fracasso dessa prática gerencial cruel com os trabalhadores – na realidade, a maioria composta por mulheres, chefes de família, moradoras das periferias – e afirmado que sustaria tal modelo de contratação, o fato é que ainda são constatados casos que configuram em verdadeiros crimes trabalhistas.

Temos clareza quanto ao papel deletério do trabalho precário, seja no aspecto laboral, seja na questão sindical, afinal cria a situação de uma segunda representatividade no mesmo local de trabalho, uma das tônicas da Reforma Trabalhista e elemento central no desmonte da organização classista dos trabalhadores.

Cabe denunciar essa prática lesiva feita pelo Governo Ranolfo/Leite, registrar nossa solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras e apoiar a iniciativa dos representantes desse segmento na luta por seus devidos direitos.

Pensamos que um outro cenário é possível de se construir a partir do debate rigoroso quanto aos projetos e compromissos das diferentes candidaturas que postulam a Presidência da República e o Governo do Estado.

É hora daqueles homens e mulheres “que vivem do trabalho” responderem nas urnas e nas ruas aos ataques e violências que sofre a classe trabalhadora. É preciso abrir caminhos com geração de emprego e renda e dar um basta na praga das terceirizações.

(*) Presidente em exercício do CPERS

Artigo publicado originalmente no Sul Vinte Um.

Foto destaque: Luiza Castro/Sul21

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Dando continuidade aos Encontros Regionais dos Aposentados(as), na última sexta-feira (10), centenas de educadores(as) dos núcleos de Cerro Largo (36º núcleo), São Luiz Gonzaga (33º núcleo) e Santiago (29º núcleo) reuniram-se no auditório do Colégio Estadual Eugênio Frantz, em Cerro Largo.

Professores(as) e funcionários(as) de escola ouviram informações e orientações quanto a situação do IPE Saúde, análise da conjuntura política estadual e nacional e a necessária luta contra os ataques aos direitos da categoria, além de informações da assessoria jurídica do Sindicato.

Após a acolhida da diretora do 36º Núcleo, Romi Genice Rohleder Gertz, o grupo Sineta da Resistência apresentou a dança vencedora da etapa regional dos Encontros realizados em 2019.

A diretora do Departamento dos Aposentados(as) do CPERS, Glaci Weber, fez uma retomada das lutas realizadas nos últimos dois anos, os ataques dos governos Bolsonaro (PL) / Eduardo Leite (PSDB) / Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) e ressaltou a importância de escolher representantes que valorizem os trabalhadores(as) em educação.

“Este é um ano decisivo para o futuro da educação pública e para a nossa tão necessária valorização. Precisamos estar atentos e depositar nosso voto em quem nos respeita e quer uma educação pública de qualidade”, frisou.

Já a diretora Rosane Zan abordou o tema “A importância dos Aposentados(as) na história do CPERS”.

Representando a assessoria jurídica do Sindicato, o advogado Rodrigo Sebben, do Escritório Jurídico Buchabqui e Pinheiro Machado Advogados Associados, apresentou informes e atualizações jurídicas de interesse da categoria.

Também estiveram presentes no encontro a diretora do Departamento dos Funcionários(as) do CPERS, Juçara Borges, o diretor do núcleo de São Luiz Gonzaga, Joner Alencar Marchi Nascimento e a diretora do núcleo de Santa Rosa, Eloisa Maria Womer.

Finalizando o encontro, o diretor do núcleo de Santiago, Leandro Wesz Parise, destacou o papel do CPERS para assegurar os direitos dos trabalhadores(as) em educação. “Foi muito gratificante ver a grande participação dos aposentados. Foi uma ótima oportunidade para destacarmos a importância da atuação do CPERS em temas como Previdência, mudança no plano de carreira, perspectivas de futuro e o papel social do sindicato para a categoria e a sociedade”.

Nas próximas semanas serão realizados Encontros Regionais dos Aposentados(as) em diversos outros núcleos do CPERS, como preparação para a etapa estadual que deve acontecer nos dias 29 e 30 de agosto deste ano.

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O governo de Jair Bolsonaro enviou ao Congresso Nacional, na semana passada, um projeto de lei cedendo integralmente à iniciativa privada as operações de exploração de petróleo e gás natural, no regime de partilha da camada Pré-sal, o que na prática agrava ainda mais os efeitos da Lei 13.365 (proposta pelo senador José Serra, em 2016), que tinha reduzido para 30% a participação da Petrobras e da Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A – PPSA na exploração da camada Pré-sal.

Pelo projeto, o governo pretende antecipar a venda de toda a sua participação em áreas ainda não licitadas no Pré-sal ao valor de R$ 398 bilhões, e sem a participação das empresas públicas nacionais, exatamente num momento de alta nos preços dos combustíveis que não será devidamente contabilizada nesta operação de lesa-pátria.

Mas a proposta do governo não para por aí. O projeto também prevê acabar com a vinculação do Fundo Social do Pré-sal para as áreas sociais de educação, saúde, ciência e  tecnologia, cultura, esporte, meio ambiente, retirando, nesta única operação, quase R$ 200 bilhões apenas da educação.

Essa perda de recursos se soma a outras já impostas às áreas sociais, a partir do golpe institucional de 2016, quando o governo Temer aprovou a Lei 13.586, isentando as petroleiras internacionais em mais de R$ 1 trilhão em recolhimento de impostos. Além de afetar a produção de insumos nacionais, a medida comprometeu a destinação de royalties para a educação e a saúde, bem como a vinculação de impostos prevista nos artigos 198, 212 e 212-A da Constituição Federal. Apenas na esfera federal, a perda de recursos do Ministério da Educação será superior a R$ 180 bilhões, sem contar os prejuízos a estados e municípios, através do FPE, do FPM e de outras fontes de tributos que sofreram isenções.

Além dos prejuízos financeiros estimados com a nova operação privatista de Bolsonaro no Pré-sal – segundo a Federação Única dos Petroleiros – FUP, o custo de produção no Pré-sal gira em torno de US$ 28,00 e a cotação do barril está em quase US$ 150,00 no mercado internacional -, a soberania energética corre sérios riscos e os preços dos combustíveis poderão subir ainda mais no Brasil. A participação da Petrobras e da PPSA no Pré-sal é a garantia de que parte da produção será destinada ao mercado interno, que hoje tem
capacidade de produção de 90% do diesel e da gasolina consumidos no Brasil. E caso o governo tivesse investido na conclusão da refinaria Abreu e Lima (PE) e no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), o Brasil não apenas teria autossuficiência no refino dos combustíveis como se posicionaria entre os principais exportadores de petróleo no mundo.

Se a situação hoje já é difícil em função da política de preços da Petrobras, ela deverá ficar ainda pior no curto prazo, caso Bolsonaro e Guedes avancem com a privatização do Pré-sal. Para se ter noção dos perigos da proposta, o Brasil necessitaria importar apenas 9% do diesel para atender sua demanda interna. Contudo, as flexibilizações no marco regulatório do Pré-sal, que limitaram a presença das empresas públicas na exploração e comercialização de petróleo e derivados, faz com que 45% da produção concentrada nas petroleiras internacionais, e isentas de impostos, seja remetida ao mercado externo, tendo o Brasil que comprar de volta 25% do diesel para o consumo interno. E essa manobra é mais um fator que encarece o preço final para o consumidor brasileiro. Pior: com a privatização de 100% dos blocos ainda não licitados no Pré-sal, essa conta ficará cada vez mais desigual para o povo brasileiro, que terá menos combustíveis refinados internamente, precisando pagar preços mais caros pelo petróleo produzido no país, que é exportado isento de impostos e reimportado com sobrepreço!

Além de agravar o problema dos preços dos combustíveis, entregando a soberania energética às petroleiras internacionais e retirando mais recursos da educação e de outras políticas públicas com a extinção do Fundo Social do Pré-sal, o (des)governo Bolsonaro e Guedes pretende intervir, também desastrosamente, na composição dos preços da gasolina, do diesel e do gás, sem atacar a política de preços da Petrobras, hoje a principal causa da alta dos combustíveis num cenário em que a Petrobras ainda detém o controle parcial da
produção no país. O PLP 18/2022, que isenta parte do ICMS cobrado pelos estados da federação sobre os combustíveis, além de não resolver o problema (pois a redução no preço final será irrisória e se diluirá no curto prazo com novas altas no mercado internacional), comprometerá gravemente a arrecadação de impostos que financiam as políticas públicas (educação, saúde, segurança etc), devendo a educação perder até dezembro deste ano de 2022 cerca de R$ 25 bilhões em ações de manutenção e desenvolvimento do ensino. Trata-se de verdadeira ingerência nas políticas públicas com alto grau de deterioração da capacidade de atendimento do Estado em diversas áreas.

É passada a hora de o Congresso rever o PLP 18/2022, já aprovado na Câmara dos Deputados e pendente de votação no Senado, e de rejeitar totalmente a proposta de privatização do Pré-sal, que compromete a soberania energética do país, acarretando preços mais altos nos combustíveis e perdas bilionárias para a sociedade, com a extinção do Fundo Social.
A recente visita de Bolsonaro aos Estados Unidos da América, onde pediu “ajuda” ao presidente Joe Biden para derrotar o ex-presidente Lula nas eleições de outubro próximo, foi precedida, não por acaso, pelo envio do projeto de privatização do Pré-sal ao Congresso Nacional. Ou seja: o atual presidente manifesta ao império estadunidense a clara intenção de entregar as riquezas energéticas do país, em troca de “apoio” a sua reeleição. Mais um crime que, infelizmente, ficará impune, entre tantos outros cometidos pelo atual presidente passíveis de impeachment.

Enquanto as riquezas do Brasil são entregues ao capital internacional, mais de 33 milhões de pessoas passam fome diariamente no país e outras quase 100 milhões vivem na pobreza e em insegurança alimentar. E esse é o principal crime que o atual presidente comete com a população, devendo ser julgado em definitivo no próximo dia 02 de outubro pelos eleitores brasileiros.

Chega de entreguismo!

Chega de ameaça de golpe!

Chega de fome e miséria!

Em defesa da democracia e da soberania nacionais!

Brasília, 13 de junho de 2022
Diretoria da CNTE

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Nesta quinta-feira (9), entidades e movimentos ligados ao direito à educação assinaram a carta aberta “Pela revogação da Reforma do Ensino Médio (Lei 13.415/2017)”.

O documento elenca 10 evidências que apontam que a Reforma é um projeto de educação avesso à democracia, à equidade e ao combate das desigualdades educacionais.

Diz trecho do documento: “Na contramão de tudo o que vinha sendo encaminhado, temos hoje uma Reforma do Ensino Médio que, em vez de integrar, desintegra. O compromisso da atual Reforma do Ensino Médio não é com a consolidação do Estado Democrático de Direito e nem com o combate às desigualdades sociais e educacionais no país. A Reforma está a serviço de um projeto autoritário de desmonte do Direito à Educação como preconizado na Constituição de 1988”.

O CPERS, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e a REPU (Rede Escola Pública e Universidade) estão entre as entidades signatárias.

Leia, abaixo, a íntegra da carta ou faça o download neste link.

Leia também:

>> Novo currículo do Ensino Médio gaúcho é retrocesso civilizatório

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Na próxima terça-feira (14), a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul pode votar a PEC 274/19, que coloca em risco o futuro da educação fundamental no estado.

De autoria do deputado Eric Lins (PL), a proposta busca alterar a redação do art. 216 da Constituição Estadual. A alteração pretendida consiste na modificação do caput do artigo, com o acréscimo de escolas rurais juntamente com as urbanas, bem como a modificação do verbo “deverá” para “poderá”.

>> Confira o parecer da assessoria jurídica do CPERS sobre a PEC 274/2019

Sem qualquer fundamentação pedagógica, o projeto fragiliza as exigências da Constituição, que garante que todo estabelecimento escolar a ser criado na zona urbana deverá ministrar o Ensino Fundamental completo e ainda prevê que aquelas que apresentam a modalidade incompleta, serão progressivamente transformadas em escolas fundamentais completas.

A legislação trata o Ensino Fundamental como um momento essencial para o desenvolvimento das crianças, seja por meio do texto atual da Constituição Estadual, seja por meio da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

O CPERS manifesta posição contrária ao projeto e chama a categoria para que pressione os deputados(as) para que digam NÃO À PEC 274/2019.

É preciso rejeitar esta proposição que retrocede a um modelo que favorece a fragmentação e a descontinuidade da aprendizagem dos alunos(as).

#NãoàPEC274

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As quatro maiores centrais sindicais no Rio Grande do Sul – CUT, CTB, Força Sindical e UGT – divulgaram, nesta quinta-feira (9), um documento defendendo a unidade do campo democrático e popular nas eleições majoritárias deste ano no Estado.

Na carta as entidades destacam que as eleições de 2022 serão cruciais para o futuro da classe trabalhadora no Rio Grande do Sul e no Brasil: “O projeto dos nossos inimigos de classe no poder significa para a classe trabalhadora índices medíocres de reajuste do piso salarial, congelamento e atraso dos salários dos servidores, precarização dos serviços públicos, venda de patrimônio público e ataques sucessivos aos nossos direitos”.

É preciso unidade na luta contra os ataques brutais à democracia brasileira para a retomada do desenvolvimento, da geração de emprego e renda, do combate à fome e de melhores condições de vida. 

Confira a íntegra do documento abaixo:  

CENTRAIS SINDICAIS DEFENDEM UNIDADE DO CAMPO DEMOCRÁTICO E POPULAR NO RIO GRANDE DO SUL

“Quero, aqui na frente de vocês, sem meias-palavras, fazer um apelo aos partidos de esquerda. A verdade nua e crua é essa, juntos nós temos muito mais chances, juntos somos muito mais fortes” (Lula, Porto Alegre, 02.05.2022)

Vivemos uma das piores conjunturas na história da classe trabalhadora no Brasil e no Rio Grande do Sul. As eleições deste ano representam uma grande oportunidade para mudar os rumos do país e do estado.

Em âmbito nacional, viveremos uma das maiores disputas liderada por uma frente democrática e popular que apresentará um programa de reconstrução do país e de combate ao fascismo.

No estado persistem as indefinições para montagem de uma frente democrática e popular que possibilite uma vitória eleitoral. Frente a essas dificuldades, cabe a nós, enquanto representantes da classe trabalhadora, apelar para as lideranças do campo que construiu as pré-candidaturas de Lula e Alckmin, para que façam todo o esforço possível e necessário para construir as convergências no rumo de uma campanha unitária, contagiante e vitoriosa.  

Temos consciência de que as consequências das derrotas eleitorais recaem nos ombros da classe trabalhadora e fortalecem as classes dominantes e seus projetos de domínio do capital, exclusão social e massacre  do povo.  

O projeto dos nossos inimigos de classe no poder significa para a classe trabalhadora índices medíocres de reajuste do piso salarial, congelamento e atraso dos salários dos servidores, precarização dos serviços públicos, venda de patrimônio público e ataques sucessivos aos nossos direitos.

Esse projeto conservador representa também a propagação da ideia de que o mercado é o único propulsor das atividades econômicas e a ausência de políticas públicas, que incentivem a retomada da indústria e dos empregos, a valorização da agricultura familiar e a produção de alimentos saudáveis.

Tal projeto hoje no poder trouxe para a classe trabalhadora a intensificação da insegurança social, a violência contra as mulheres e a população LGBTQIA+ e o assassinato de jovens negros e pobres nas nossas periferias. Recrudesce o conservadorismo e visões de mundo que hegemonizam cultural e ideologicamente a sociedade, levando a um estado fascista e policialesco que pretende acabar com a democracia e as instituições.

Nós, do movimento sindical gaúcho, nos sentimos no dever histórico de nos manifestar junto aos partidos democráticos e populares na direção de construir a unidade nesta dura disputa e, assim, podermos realizar uma campanha vigorosa, cheia de esperança e vitoriosa, em sintonia com os desafios do nosso tempo e as expectativas da classe trabalhadora.

Porto Alegre, 9 de junho de 2022.

CUT – Central Única dos Trabalhadores

CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

Força Sindical

UGT – União Geral dos Trabalhadores

Imagem destaque: Antonio Augusto / Ascom-TSE

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A 1° Formação de Educadores (as) em Direitos Humanos & Diversidade de Gênero e Sexualidade na Escola é uma ação do Observatório LGBTQIA+ na Educação, que visa combater a LGBTQIA+fobia escolar e promover a inclusão, acolhimento, equidade e permanência de estudantes LGBTQIA+ nas escolas por meio da sensibilização de educadoras e educadores para o tema da Diversidade de Gênero e Sexualidade.

A formação acontecerá entre o dia 28 de junho (Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+) e o dia 16 de agosto, sempre nas terças-feiras, das 19h às 22h30.

INSCRIÇÕES:

As inscrições para participar da formação vão até às 23h59 do dia 12 de junho. As vagas são limitadas e a formação é gratuita!

Para a INSCRIÇÃO é cobrado o valor de R$ 20,00, que será revertido para a sustentabilidade do projeto Observatório LGBTQIA+ na Educação e para a realização de futuras ações de impacto social para a Comunidade LGBTQIA+.

Observação: Caso você realize a inscrição, mas não seja selecionado para a realização do curso, terá o valor pago no ato da inscrição devolvido!

PASSO A PASSO PARA REALIZAR A INSCRIÇÃO:

1. Realizar o pagamento do ingresso de inscrição via Sympla. Clique aqui! 

2. Enviar o comprovante de pagamento da inscrição para o e-mail observatoriolgbtqianaeducacao@gmail.com com o título “INSCRIÇÃO FORMAÇÃO_SEU NOME”

3. Você receberá em resposta um formulário de inscrição.

4. Preencher esse formulário e encaminhá-lo preenchido como resposta para o mesmo e-mail

5. Você receberá, até o dia 20 de junho, um e-mail nosso com a resposta sobre a seleção para a participação na formação.

6. Caso você não tenha sido selecionado para participar da formação, responda o e-mail com os dados do seu PIX ou Conta Bancária que devolveremos o valor de 20,00 da Inscrição até o dia 24 de junho (2,50 ficam retidos pelo Sympla como taxa de serviço).

PROGRAMAÇÃO

Serão 8 encontros e em cada oficina um tema diferente:

28/ Junho – Diversidade de Gênero e Sexualidades: pra começo de conversa.

05/ Julho – Educação em Direitos Humanos

12/ Julho – A LGBTQIA+fobia nas Escolas

19/ Julho – Estratégias e Práticas de Prevenção e Combate ao Bullying e a LGBTQIA+fobia Escolar

26/ Julho – Educação na Diversidade: diferenciar para incluir

02/ Agosto – Práticas de Diversidade, Equidade e Inclusão de Estudantes LGBTQIA+ nas Escolas

09/ Agosto – Vivência Lésbica nas Escolas

16/ Agosto – Vivência Transgênera nas Escolas

A (form)ação é uma realização do Observatório LGBTQIA+ na Educação com o apoio e patrocínio da ONG Global Changemakers.

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