Por questões estruturais, a EEEM Mariante, localizada no interior de Venâncio Aires – região do 18° Núcleo do CPERS (Santa Cruz do Sul) – teve um dos prédios da escola interditado no mês de junho desse ano. Após, os alunos(as) foram realocados para outro, mas nova surpresa: a extrema precariedade da instalação elétrica impediu a realização das aulas no local.

Agora, com toda a estrutura comprometida, os mais de 250 estudantes foram obrigados a retornar para o ensino remoto.

“Em um dos prédios a interdição é devido a problemas na estrutura e no outro é por causa da parte elétrica, com risco de curto-circuito ou incêndio”, explica a diretora Naira Elizabeth Rosa.

Foto: Roni Müller/Jornal Folha do Mate

Devido à situação, as aulas presenciais foram interrompidas e iniciou-se o ensino remoto. “No momento, o que conseguimos fazer é ter as aulas de forma síncrona e assíncrona na plataforma Google Sala de Aula, pelo WhatsApp, video-chamadas e também entregando material impresso, quando necessário. Mas tentaremos retornar ao presencial de forma escalonada, utilizando duas salas cedidas pelo município”, observa Naira.

Segundo a diretora, outro espaço perto da escola está sendo preparado, onde atenderão mais duas turmas: “Faremos revezamento e isso dará o total de seis turmas por dia, mas temos 15”, explica.

Para ela, a maior dificuldade, tanto para professores(as) quanto para alunos(as), é o acesso à internet, uma vez que muitos estudantes não dispõem de aparelhos e/ou de internet adequada. “Além disso, a falta do contato presencial acaba deixando muitas dúvidas para ambas as partes”, ressalta.

A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) está ciente dos problemas da escola e informou que a reforma da rede elétrica está em fase de elaboração de projeto.

“Ainda não temos nenhuma previsão concreta. Nosso sentimento é de apreensão e incerteza sobre como será o amanhã. Estamos vivendo e vencendo um dia de cada vez”, desabafa a diretora da escola.

O CPERS seguirá acompanhando e denunciando o descaso do governo Eduardo Leite/Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) com a educação pública gaúcha e com os professores(as) e funcionários(as) de escola. É urgente que a atual gestão providencie as reformas necessárias para garantir um ambiente de aprendizagem seguro e adequado a educadores(as) e estudantes.

Foto destaque: Leonardo Pereira/Jornal Folha do Mate

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Nesta quarta-feira (13), os núcleos do CPERS das regiões de Pelotas (24º) e Rio Grande (6º) realizaram o Encontro Regional dos Aposentados(as), em Pelotas.

O ponto de encontro foi na Associação dos Servidores da Universidade Federal de Pelotas (Asufpel), com o tema de Festa Julina “Arraiá do CPERS”, os professores(as) e funcionários(as) de escola aposentados(as) receberam informações jurídicas, das lutas da categoria, do IPE Saúde e da atual conjuntura política, além de muita diversão com as atividades culturais.

Glaci Weber, diretora do Departamento dos Aposentados(as) do CPERS, destacou os ataques dos governos de Jair Bolsonaro (PL) e Eduardo Leite/Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) e a luta da categoria.

A diretora conclamou os presentes para a Marcha das Aposentadas(os), que ocorrerá em Porto Alegre no dia 13 de setembro. A concentração será às 9h em frente ao CPERS, seguido de caminhada até o Palácio Piratini. “Nesse dia, nosso lugar é na rua.  Vamos entregar para o governo nosso abaixo-assinado e as moções de apoio que recebemos das Câmeras de Vereadores de todo o estado. Não podemos mais admitir o descaso do governo com os aposentados”, concluiu Glaci.

O representante do CPERS no Conselho de Administração do IPE Saúde, Antônio Alberto Andreazza, falou sobre a crise financeira pela qual a instituição passa e ressaltou a importância dos educadores(as) estarem mobilizados em defesa do IPE Saúde público e de qualidade.

O início do evento teve a saudação de boas-vindas do diretor do 24º Núcleo, Mauro Amaral, da vice-diretora do 6º Núcleo, Andréa da Rosa, da representante dos aposentados(as) do 24º Núcleo, Eloisa Sodré, e das diretoras do CPERS, Carla Cassais e Juçara Borges.

Ações Jurídicas

Marcelo Fagundes, advogado do escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, assessoria jurídica do CPERS, falou sobre as principais ações jurídicas do Sindicato, entre elas a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), que tem como objetivo reverter o desconto da previdência que os aposentados(as) passaram a pagar em 2019. A ação segue no Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda para julgamento.

Dança e música

Os professores(as) e funcionários(as) de escola aposentados(as) divertiram-se com a apresentação do grupo de dança Carnajunina, do Clube Cultural Fica Ahí, de Pelotas. Após a apresentação, os educadores(as) dançaram com o grupo, músicas típicas de Festa Junina.

Os Encontros Regionais são uma preparação para o Encontro Estadual dos Aposentados(as) do CPERS, que será realizado nos dias 29 e 30 de agosto, em Bento Gonçalves.

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🔔 No dia 13 de setembro, professoras(es) e funcionárias(os) de escola aposentadas(os) têm compromisso com a luta!

🚶🏽‍♀️ Marcharemos pelas ruas de Porto Alegre contra o confisco dos salários, pela revogação do reenquadramento de aposentadorias de 40h e em defesa do IPE Saúde público e de qualidade.

✊🏾 Vivemos um período de ataques constantes, com o agravamento da retirada de direitos. Marcharemos unidos e fortes, acreditando que, sim, é possível e urgente assegurar um novo tempo para os educadores(as).

💪🏾 A concentração será às 9h, em frente à sede do CPERS, e seguiremos em caminhada até o Palácio Piratini.

❗ Chega de descaso com quem dedicou uma vida inteira pela educação dos gaúchos(as).

#MarchaDasAposentadas #Dia13VaiTerLuta

🤝🏾 Contate o seu núcleo do CPERS e mobilize-se! 

1º – Caxias do Sul – 54.3223.2431
2º – Santa Maria – 55.3221.7262
3º – Guaporé- 54.3443.1232
4º – Cachoeira do Sul – 51.3722.3985
5º – Montenegro – 51.3632 2654
6º – Rio Grande – 53.3232.8685
7º – Passo Fundo – 54.3313.2247
8º – Estrela – 51.3712.1798
9º – Santo Ângelo – 55.3312.3755
10º – Santa Rosa – 55.3512.1564
11º – Cruz Alta – 55.3322.3184
12º – Bento Gonçalves – 54.3452.4775
13º – Osório – 51.3663.1886
14º – São Leopoldo – 51.3592.4968
15º – Erechim – 54.3522.1637
16º- São Borja – 55.3431.2647
17º – Bagé – 53.3242.4122
18º – Santa Cruz do Sul – 51.3713.1588
19º – Alegrete – 55.3422.2944
20º – Canoas – 51.3476.2656
21º – Uruguaiana – 55.3412.2734
22º – Gravataí – 51.3488.3712
23º – Santana do Livramento – 55.3242.3654
24º – Pelotas – 53.3225.2166
25º – Lagoa Vermelha – 54.3358.2559
26º – Frederico Westphalen – 55.3744.3441
27º – Três Passos – 55.3522.1917
28º – Soledade – 54.3381.1130
29º – Santiago – 55.3251.2602
30º – Vacaria – 54.3231.2308
31º – Ijuí – 55.3332.9711
32º – Taquara – 51.3542.1489
33º – São Luiz Gonzaga – 55.3352.2859
34º – Guaíba – 51.3480.3022
35º – Três de Maio – 55.3535.1942
36º – Cerro Largo – 55.98453.7847
37º – Carazinho – 54.3331.3551
38º – Porto Alegre – 51.3227.4143 / 3062.4146
39º – Porto Alegre – 51.3221.2380
40º – Palmeira das Missões – 55.3742.1373
41º – São Gabriel – 55.3232.5860
42º – Camaquã – 51.3671.5081

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Câmaras de vereadores(as) de mais de 60 cidades gaúchas já aprovaram as moções de apoio aos educadores(as) aposentados(as) e contra o brutal desconto previdenciário, proposto pela gestão Eduardo Leite/Ranolfo Vieira Júnior (PSDB).

Os 42 núcleos do CPERS são responsáveis pela mobilização nas regiões.

>> Baixe o modelo de moção e envie aos vereadores(as) da sua cidade

Desde a aprovação da Lei Complementar 15.429/2019, pelos deputados(as) da base do governo, aposentados(as) que recebem abaixo do teto do INSS tiveram seus contracheques confiscados.

A Lei instituiu novas alíquotas previdenciárias, adequando os parâmetros de aposentadoria à Reforma da Previdência do governo Bolsonaro (PL).

Com esta nova legislação, o Estado passou a confiscar R$ 340,00 milhões ao ano dos educadores(as) inativos(as), deixando quem contribuiu uma vida inteira sem ter até o que comer.

Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) segue na Justiça

Em 2020, o CPERS entrou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), ajuizada em parceria com outras entidades sindicais de servidores(as) estaduais, que segue em andamento.

O julgamento pelo TJ/RS estava marcado para janeiro deste ano, mas não houve apreciação de mérito, o que significa que a ação ainda deve aguardar pela decisão do STF.

O CPERS segue vigilante na matéria e tem acompanhado de perto todos os desdobramentos, sobretudo na requisição de que o julgamento aconteça o mais breve possível.

A hora é agora

Vamos para cima dos vereadores(as) para exigir justiça e salário digno.

Baixe e imprima o modelo de moção, envie aos vereadores(as) da sua cidade, converse e fale sobre a situação de miséria dos aposentados(as).

Municípios que já aprovaram Moções:

Atualizado em 02/8

1 Alpestre
2 Alto Alegre
3 Barra do Guarita
4 Barros Cassal
5 Bom Jesus
6 Butiá
7 Cachoeira do Sul
8 Campestre da Serra
9 Campina das Missões
10 Campos Borges
11 Capivari do Sul
12 Casca
13 Catuípe
14 Cerro Largo
15 Charqueadas
16 Chuí
17 Cidreira
18 Crissiumal
19 Cruz Alta
20 Dilermando de Aguiar
21 Dom Pedrito
22 Erechim
23 Esmeralda
24 Faxinal do Soturno
25 Guaporé
26 Humaitá
27 Ijuí
28 Imbé
29 Independência
30 Ipê
31 Itati
32 Mambituba
33 Mariana Pimentel
34 Mato Castelhano
35 Montenegro
36 Morrinhos do Sul
37 Mostardas
38 Muitos Capões
39 Nova Esperança do Sul
40 Osório
41 Palmares do Sul
42 Palmeira das Missões
43 Passo Fundo
44 Pelotas
45 Pinhal da Serra
46 Pinhal Grande
47 Pinheiro Machado
48 Porto Alegre
49 Porto Lucena
50 Porto Xavier
51 Quevedos
52 Rio Grande
53 Salvador das Missões
54 Santa Cruz do Sul
55 Santa Rosa
65 Santa Vitória do Palmar
56 Santiago
57 Santo Ângelo
58 Santo Antônio da Patrulha
59 São Domingos do Sul
60 São Jerônimo
61 São José do Inhacorá
62 São José dos Ausentes
63 São Martinho
64 São Pedro do Sul
65 Segredo
66 Senador Salgado Filho
67 Soledade
68 Tapejara
69 Tavares
70 Terra de Areia
71 Torres
72 Três Cachoeiras
73 Três de Maio
74 Três Forquilhas
75 Ubiretama
76 Vacaria
77 Xangri-lá

 

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O Estatuto da Criança e do Adolescente completa 32 anos de existência nesta quarta-feira (13). Este importante instrumento de proteção e preservação de direitos é essencial em um país como o Brasil, tão marcado pela desigualdade social.

Neste cenário, cotidianamente crianças e jovens são vítimas não só da omissão das famílias, mas também do estado, considerando-se a falta de políticas públicas para assegurar uma infância e juventude segura e com a garantia de seus direitos elementares.

Não restam dúvidas de que o ECA trouxe avanços significativos no que tange a compreensão de crianças e jovens como sujeitos de direito. Conforme relatórios da UNICEF, desde sua promulgação em 1991 foi verificada, por exemplo, a queda nas taxas de mortalidade infantil e de trabalho infantil.

Apesar dos reconhecidos avanços, ainda há muito a progredir, como demonstram os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que revelou que quase 36 mil meninas e meninos de até 13 (treze) anos foram vítimas de agressão sexual no ano de 2021 no país.

A realidade atual deixa claro que ainda há muito o que avançar. É necessário agir urgentemente para evitar situações como casos de estupro, violência física e desrespeito à privacidade, que juntos, revelam as lacunas e os desafios da Lei.

O panorama de violência, trabalho infantil e evasão escolar, dentre outros, causam impactos negativos ao pleno desenvolvimento dessa camada tão sensível da sociedade. A verdade é que o atual governo federal tem violado, atacado e desconstituído o ECA.

Um ponto fundamental a ressaltar é o de que o Estatuto prevê que “a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”. Considerando-se a precariedade das escolas públicas estaduais, a falta de estrutura e o quadro incompleto de educadores(as) em inúmeras instituições, constata-se que esse direito não está sendo respeitado.

Omissão inadmissível, visto que, não raro, é na escola que os problemas são percebidos. O olhar atento dos educadores(as) permite identificar situações que vão desde conflitos familiares a abusos.

O CPERS, através do trabalho realizado pela Comissão de Educação e pelos 42 núcleos do sindicato, empenha-se para fazer valer o Estatuto, tão essencial para impedir que crianças e adolescentes sejam expostos a uma sub-cidadania, em sua face mais cruel – a da exploração, da opressão e da exclusão social.

No atual contexto político, onde a educação e os direitos mais essenciais são colocados à deriva, torna-se imprescindível reafirmar as políticas previstas no ECA para preservar a saúde física e mental das crianças e jovens e de seus direitos fundamentais.

Uma sociedade livre, justa e solidária só se constrói através do respeito à dignidade, a superação das desigualdades e o desenvolvimento pleno das crianças e dos adolescentes.

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A pesquisa nacional Educação, Valores e Direitos revelou que a maioria dos brasileiros é favorável às cotas raciais.

Coordenada pelas organizações Ação Educativa e Cenpec, a pesquisa inédita foi realizada pelo Centro de Estudos em Opinião Pública (Cesop/Unicamp) e Instituto Datafolha, no marco da articulação de organizações da sociedade civil em defesa do direito à educação e contra a censura nas escolas.

Foram ouvidas 2.090 pessoas em todo o país sobre questões consideradas polêmicas relativas à política educacional. A realização da pesquisa contou com recursos do Fundo Malala.

Quando perguntados sobre a adoção de cotas raciais, 50% dos entrevistados se mostraram a favor e 34% disseram contra. A Lei nº 12.711/12, que estabelece a reserva de vagas nas instituições federais de ensino superior e técnico para estudantes de escolas públicas e, dentre esse público, para pretos, pardos e indígenas, completa 10 anos em 2022, quando é prevista uma avaliação da política.

Em 2016, a lei 13.409 alterou a Lei de Cotas estabelecendo uma sub-cota para estudantes com deficiências. “O apoio às cotas raciais demonstra que a população avança no entendimento de que ela é um instrumento fundamental para acelerar o enfrentamento das imensas desigualdades raciais no país”, afirma Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do Cenpec.

Balanço da Lei de Cotas
Nesse marco dos debates sobre a avaliação da Lei de Cotas, a Ação Educativa e o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Educação Superior da UFRJ realizaram uma outra pesquisa que trata do balanço da implementação da Lei de Cotas, considerando a diversificação promovida no perfil de estudantes das instituições de ensino superior, mudanças no currículo e a maior presença de iniciativas antirracistas nas universidades.

“As cotas nas universidades públicas constituem políticas de sucesso, que têm gerado transformações fundamentais no sentido de democratizar as instituições de ensino superior, historicamente brancas e elitistas.

Para avançar, precisamos aprofundar a institucionalização dessas políticas e retomar os investimentos no ensino superior e, em especial, em políticas de permanência estudantil que foram drasticamente cortados a partir da aprovação da Emenda Constitucional 95 em 2016”, avalia Denise Carreira, uma das coordenadoras da pesquisa, e integrante da coordenação da Ação Educativa e da Rede de Ativistas pela Educação do Fundo Malala.

“Nossa pesquisa revela que a resistência às cotas diminuiu nas universidades e que mesmo nos cursos mais seletivos elas têm contribuído para a mudança do perfil do alunado. Elas têm gerado não somente a inclusão de população negra, indígena e de pessoas com deficiência, mas mudanças na agenda da pesquisa e do currículo dos cursos do ensino superior”, afirma Rosana Heringer, coordenadora do LEPES/UFRJ e uma das coordenadoras da pesquisa.

A discussão sobre discriminação racial na escola
A pesquisa do DataFolha mostrou ainda que a presença de temáticas raciais nas escolas tem um apoio massivo entre a população. De cada dez entrevistados, nove concordam que a discriminação racial deve ser debatida pelos professores nas escolas.

Um índice ainda maior defende a tolerância religiosa: 93% concordam que a escola pública deve respeitar todas as crenças religiosas, inclusive o candomblé, a umbanda e as pessoas que não têm religião.

“Esses dados demonstram que a população entende que a educação é um espaço fundamental para o combate ao racismo no Brasil. Temos a necessidade de implementar efetivamente programas que tratem das relações raciais, que enfrentem o racismo dentro das salas de aula e que valorizem a história e a cultura afro-brasileiras e indígenas”, afirma a socióloga Suelaine Carneiro, coordenadora de Educação e Pesquisa do Geledés – Instituto da Mulher Negra.

Sobre a Ação Educativa
Criada em 1994, é uma organização de direitos humanos, sem fins lucrativos, com uma trajetória dedicada à luta por direitos educativos, culturais e da juventude.

Desde a sua fundação, integra um campo político de organizações e movimentos que atuam pela ampliação da democracia com justiça social e sustentabilidade socioambiental, pelo fortalecimento do Estado democrático de direito e pela construção de políticas públicas que superem as profundas desigualdades brasileiras, bem como pela garantia dos direitos humanos para todas as pessoas. Desde 2018, a Ação Educativa é apoiada pelo Fundo Malala.

>> Saiba mais aqui. 

Sobre o Cenpec
Cenpec é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que há mais de 30 anos trabalha pela promoção da equidade e qualidade na educação básica pública brasileira. Por meio da produção de pesquisas e de tecnologias educacionais, contribui no desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens, na formação de profissionais de educação, na ampliação e diversificação do letramento e no fortalecimento da gestão educacional e escolar.

Em parceria com redes de ensino, espaços educativos e outras instituições de caráter público e privado, atua dentro e fora das escolas públicas para diminuir as desigualdades e garantir uma educação de qualidade a todos e todas.

>> Saiba mais aqui.

Fonte: Portal Gênero e Educação

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Neste sábado (9), a ETE Senador Ernesto Dornelles, de Porto Alegre, foi palco para o lançamento de dois livros escritos por educadores da instituição. As obras são “Política Ambiental de Educação”, do vice-diretor e supervisor pedagógico, Milton Esmerio, e “Procurando Vestígios”, de autoria do funcionário de escola que atua no setor da merenda, Carlos Alberto Soares.

A publicação de Esmerio apresenta caminhos ao fazer pedagógico cotidiano, na perspectiva da constituição do ecocidadão planetário, capaz de construir novas éticas e percebendo a Terra como única comunidade. “Esse momento é só de agradecimento. Foi um caminho de muita dedicação e estudo e hoje lançar o livro aqui é emocionante demais”, disse.

O livro de Soares vem carregado de poesias românticas e fala do dia a dia do ser. O autor deixa clara sua visão diferenciada e observa os detalhes nas relações pessoais e políticas. Através das palavras poéticas, busca demonstrar que o ser é e pode ser transformador.

“Hoje é um dia muito emocionante. Estar aqui com os alunos, meus colegas e minha família é muito gratificante. Escrever é um ato solitário, mas que se transforma em fatos universais, pois pode mudar a si e ao ambiente em que se vive”, observou Soares.

O lançamento ocorreu no auditório da instituição e contou com apresentações culturais do projeto Música na Escola, desenvolvido pelos estudantes da Ernesto Dornelles.

Os alunos(as) também realizaram uma performance com a leitura de trechos dos livros, em homenagem aos escritores.

Logo após, ocorreu a sessão de autógrafo.

“Nos orgulhamos muito do trabalho que realizamos aqui. Apesar das dificuldades, procuramos sempre fazer dar certo”, disse a diretora da escola, Isabel Lopes.

A diretora do Departamento de Educação e tesoureira do CPERS, Rosane Zan, prestigiou o lançamento das obras. “É um orgulho participar do lançamento dessas obras escritas por nossos colegas educadores. Mais uma vez mostramos, através dos nossos professores e funcionários, a qualidade da escola pública”.

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Na próxima terça-feira (12), os deputados(as) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul devem votar o PL 140/2022 – que altera as diretrizes do Conselho Estadual de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (CACS-Fundeb).

Com a promulgação da Emenda Constitucional n.º 108, de 26 de agosto de 2020, que incluiu o art. 212-A, na Constituição Federal, para tratar do Fundeb, foi editada a Lei Federal n.º 14.113, de 25 de dezembro de 2020, dando nova regulamentação ao respectivo Fundo. Isso impôs uma atualização da Lei estadual vigente (15.197/18). Por conta disso, e com certo atraso, o governo do Rio Grande do Sul encaminhou à  Assembleia o PL 140. 

Entre as principais mudanças, está a ampliação de representantes no Conselho, seguindo regramento federal, como mais um integrante do Conselho Estadual de Educação (CEEd) e representantes de organizações da sociedade civil, escolas indígenas e quilombolas. 

No entanto, na Lei estadual anterior entre esses representantes, registrava de forma explícita a representação do CPERS, que foi suprimida no PL 140/2022.

Com objetivo de corrigir essa mudança, o Sindicato encaminhou ofícios aos deputados(as) estaduais, nesta quinta-feira (7), para que seja garantida a representação como na lei anterior.

>> Confira a íntegra do ofício aqui.

Segundo informações do Dieese, o CACS-Fundeb tem o objetivo de realizar o acompanhamento e o controle social sobre a distribuição, a transferência e a aplicação dos recursos do Fundo. Contudo, no Rio Grande do Sul não é bem assim.

Para a perplexidade (ou não) da comunidade gaúcha, o Conselho nem ativo está, conforme pode ser visto pelo cadastro disponível no site do FNDE (do governo federal). Desde o início de 2021, os conselheiros não são convocados. Não há publicação de atas, reuniões, relatórios e pareceres referentes às atividades do Conselho (e isso tudo está previsto na lei anterior e na nova).

Atualmente, no mínimo 70% do valor do Fundeb deve ser direcionado para o pagamento dos profissionais da educação, incluindo servidores(as) de escola, podendo chegar a 100%. Em 2021, de acordo com levantamento realizado pelo Dieese, o montante de recursos do Fundo foi de R$ 5,5 bilhões (sendo R$ 2,8 bi transferidos aos municípios gaúchos). Sem Conselho ativo, não há rigor no controle e transparência sobre a aplicação desses montantes.

O CPERS reivindica a sua nomeação explícita entre os representantes do CACS-Fundeb para que os trabalhadores(as) da educação estadual tenham voz em um tema tão urgente à educação gaúcha. Na próxima terça (12), estaremos pressionando os deputados(as) para que garantam a representação do Sindicato no Conselho.

Informações: Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)

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O CPERS manifesta apoio e solidariedade ao deputado federal Glauber Braga (PSOL/RJ), que está sendo vítima da perseguição por parte do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP/AL).

Durante a sessão do dia 31 de maio, que discutia o fim de incentivos tributários para a indústria petroquímica, o deputado questionou Lira, se não tinha “vergonha” de defender a privatização da Petrobrás.

A pergunta fazia referência ao esforço de Lira, que atua para articular maioria simples de votos para aprovação de um Projeto de Lei que libera a venda das ações da Petrobrás, que hoje estão em posse da União.

Prontamente, o deputado teve o microfone desligado e recebeu ameaças de ser retirado do plenário. Logo em seguida, o Partido Liberal (PL), atual partido do presidente Jair Bolsonaro, apresentou um pedido de cassação contra o progressista.

O deputado Glauber dedica seu mandato à defesa das estatais, esteve na linha de frente da luta contra a venda da Eletrobrás e agora está na defesa da Petrobrás.

O CPERS destaca que o processo instaurado é uma arbitrariedade e comprova o projeto do governo Bolsonaro de privatizar a Petrobrás e acabar com o patrimônio do povo brasileiro.

O Sindicato se solidariza com o combativo deputado Glauber Braga, o qual é um exemplo de resistência e coragem na Câmara dos Deputados.

Foto destaque: Carta Capital

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O Ensino Domiciliar, o chamado homeschooling, vem sendo debatido no Congresso Nacional e está sendo duramente criticado por entidades e especialistas da área da educacional que avaliam o projeto como mais um processo de exclusão e de desmonte na educação pública brasileira.

Segundo pesquisa nacional Educação, Valores e Direitos, coordenada pelo Cenpec e pela Ação Educativa, e realizada pelo Datafolha e pelo Centro de Estudos de Opinião Pública (CESOP/Unicamp), 8 a cada 10 brasileiras e brasileiros rejeitam esta proposta de Educação Domiciliar e 9 em cada 10 pessoas concordam que as crianças devem ter o direito de frequentar a escola mesmo que seus pais não queiram.

“É inaceitável que com tantos obstáculos enfrentados pelos estudantes, incluindo os cortes orçamentários e a ausência de soluções, a prioridade seja avançar com o homeschooling, um projeto que está em total desconexão das urgências dos estudantes e dos brasileiros”, destaca Jade Beatriz, presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

A educação brasileira passa por uma série de ataques como o corte do orçamento, na merenda, no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e em vários outros temas caros para a área. Sem contar os escândalos de corruções no Ministério da Educação (MEC) e a prisão do ex-ministro da pasta Milton Ribeiro e dois pastores.

Para Beatriz, a escola é essencial para formação do indivíduo, para ampliar sua visão crítica e plural na sociedade e para o desenvolvimento de habilidades sociais.”O homeschooling é, sobretudo, um projeto de desmonte da educação pública. Que retira do Estado a função de investir em educação, e acontece sob a justificativa conservadora de ‘formar os cidadãos’ de acordo com suas crenças e costumes”, ressalta.

Além disso, aponta a estudante, o ensino individual leva em conta apenas a visão da família e há grande perda no aprendizado e na formulação de ideias pois não haverá contato com a diversidade. “E ainda, a criança perde o espaço de proteção, quanto à identificação de violências e abusos, que muitas vezes ocorrem nas casas de crianças e jovens”.

Coalizões, Redes, Entidades Sindicais, Instituições Acadêmicas, Fóruns, Movimentos Sociais, Organizações da Sociedade Civil e Associações lançaram um manifesto público, com mais de 400 assinaturas, alertando para o extremo risco de uma possível autorização e regulamentação da educação domiciliar (homeschooling) no Brasil.

Em Nota Técnica, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação defende que a educação domiciliar é inconstitucional e afronta o direito à educação e a própria democracia.

Fonte: CNTE

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