oto: Divulgação – Campanha pelo Direito à Educação

A Carta Compromisso pelo Direito à Educação nas Eleições 2022, formulada pela Campanha Nacional de Direito à Educação e outras entidades, e apoiada pela CNTE, defende 40 compromissos por uma Educação Pública justa e de qualidade.

Em vídeo, o presidente interino da CNTE, Roberto Leão, destacou a importância da Carta, convocando os candidatos que defendem a Educação Pública a assinarem o documento como uma demonstração de compromisso com a sociedade: “No mês de junho, lançamos a Carta Compromisso pelo Direito à Educação para ser firmada pelos candidatos que efetivamente têm compromisso com a melhoria da qualidade da educação pública no nosso país”.

O objetivo principal é garantir um financiamento adequado para a Educação Pública nos próximos governos. A Carta já recebeu mais de 130 assinaturas de candidatos de todos os estados do país, firmando um pacto com uma Educação Pública gratuita e de qualidade. Alguns dos compromissos incluem o piso salarial do magistério, a revogação do teto de gastos (Emenda Constitucional 95/2016), além de uma educação democrática e inclusiva, demandas defendidas pela CNTE.

Leão reforçou ainda a questão do piso salarial dos professores, tópico que tem sido constantemente violado por parte dos governos municipais e estaduais. “Estou aqui, reafirmando a importância desse documento e ressaltando um deles, que é a questão do piso salarial, profissional e nacional dos professores. Lei que no nosso entendimento é fundamental para a melhoria da qualidade da educação no nosso país e que, infelizmente, é constantemente violada e questionada por governadores e prefeitos, que insistem em ignorar a importância que ela tem, para que possamos ter uma escola de qualidade no nosso Brasil”, ressaltou.

Por fim, o presidente da CNTE apontou novamente a importância do documento e fez um apelo para que todos os candidatos que realmente estejam envolvidos com a causa, assinem a carta: “É fundamental, que quem tem compromisso com a melhoria da qualidade da educação, firme esse documento, para que possa efetivamente dizer que está defendendo a educação e um país melhor para todos e todas”.

Acesse a Carta Compromisso na íntegra clicando aqui.

Com informações da Campanha pelo Direito à Educação (13/09/2022)

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Neste período eleitoral, que se intensifica com a proximidade do dia 2 de outubro, os discursos e planos para a educação são muito bonitos no papel e nos discursos. Mas será que seu candidato realmente se importa com a educação e os educadores(as)?

Por mais de 30 dias o CPERS percorreu escolas dos 42 Núcleos do Sindicato para fazer esse questionamento aos professores(as) e funcionários(as) de escola – da ativa e aposentados – e debater sobre que projeto de futuro esperançamos para a educação pública do Rio Grande do Sul e do Brasil.

>> Clique aqui para baixar o comparativo entre os últimos quatro governos estaduais.

Assim como o explicado durante a #CaravanaPelaDemocracia, o Sindicato não tem a intenção de definir votos, mas é seu papel propiciar uma reflexão sobre as ações dos governos e parlamentos. Recordar o passado e analisar o presente é fundamental para se decidir o futuro! 

>> Clique aqui para baixar o encarte de como votaram os deputados(as) e senadores(as) em projetos que retiraram direitos dos educadores(as). 

Acesse os materiais e reflita você também sobre os cenários vivenciados e as possibilidades diante das eleições que se aproximam. O teu voto fará a diferença na eleição para assegurar um projeto a serviço do povo gaúcho(a) e brasileiro(a), bem como na defesa de uma escola pública laica, democrática, gratuita e de qualidade social.

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Alex Saratt (*)

Uma, duas, três Caravanas. Por Reposição Salarial, Da verdade e Pela Democracia. Quase mil escolas visitadas em cerca de 250 municípios, milhares de quilômetros rodados e entrevistas a aproximadamente 300 veículos de imprensa.

Poderíamos ficar horas a fio dissertando sobre a mobilização feita pelas Caravanas do CPERS. Mas, particularmente, interessa falar da mais recente – e com certeza não a última -, onde debatemos a democracia e o papel do Sindicato e da categoria nas escolas, nas ruas e nas urnas.

Recuperamos a verdade histórica: o CPERS foi vanguarda quando, em 1979, protagonizou uma das primeiras greves durante a Ditadura Militar e, junto com outros movimentos, ajudou a pôr fim ao regime de exceção.

Lembramos que as escolas são nosso chão, nelas e delas extraímos a substância política, ética e pedagógica que alimenta a organização, a mobilização e a luta por condições de trabalho, salário, saúde, previdência e ensino-aprendizagem para quem está na ativa ou já fez sua parte no passado: professores, funcionários e aposentados.

Ressaltamos que foi sempre nas ruas, a público, que elevamos nossas bandeiras em defesa da educação, dos educadores, dos educandos e da escola pública. Para além das críticas e denúncias, apontamos também meios e soluções e disputamos ideias, recursos e perspectivas para transformar o sonho em realidade.

Destacamos, num momento de graves crises – econômica, sanitária, política e institucional – a importância e centralidade da luta eleitoral. Examinando projetos, programas e candidaturas aos governos e parlamentos, mostramos as diferenças entre os projetos postos, comparando históricos e experiências, discursos e práticas e apontando a necessidade de eleger representantes que estejam comprometidos com a agenda dos trabalhadores e trabalhadoras em educação.

Revogar o entulho golpista, privatista e autoritário, que retirou direitos, precarizou o trabalho e arrochou salários, impediu o desenvolvimento, o bem-estar e a inclusão social e compromete o presente e futuro do povo e da nação, passa irremediavelmente pelas urnas, no dia 2 de outubro.

Para a condução do país, é imprescindível uma mudança profunda na eleição da presidência da República. Torna-se urgente elegermos um chefe de Nação que respeite a vida, a verdade e o conhecimento – elementos indissociáveis da educação e da ciência.

O mesmo vale para a governança do Rio Grande do Sul: o atual projeto massacrou os educadores e prejudicou estudantes. O oponente mais próximo do atual governo nas pesquisas eleitorais foi conivente com a aprovação de medidas que atacaram de forma brutal a educação e a nossa categoria.

É preciso vislumbrar outras candidaturas que expressem o compromisso com aquilo que o CPERS sempre defendeu e seguirá lutando: os direitos históricos dos educadores(as) e uma educação pública de qualidade para todos e todas.

E não nos esqueçamos dos parlamentos! As bancadas na Assembleia Legislativa e nas duas casas do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal) devem sofrer uma renovação não só de nomes, mas de projetos. Eleger uma bancada de trabalhadores da educação é a única forma de construir um novo tempo – de esperança, melhoria e humanidade.

Seguem as lutas e mobilizações, segue o CPERS, tal como em seu hino, a “reivindicar verbas mais justas para o ensino e a categoria”, a “exigir nossos direitos” e a “ensinar democracia”. Por eleições livres, democráticas e pela mudança, unidos na luta!

(*) Professor de História e presidente em exercício do CPERS

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As eleições de 2022 no Brasil estão marcadas, nessa atual fase de campanhas partidárias, por um clima de violência política e intolerância ideológica nunca visto antes na história do país. Brigas, agressões e assassinatos transformaram o atual pleito eleitoral brasileiro em uma verdadeira panela de pressão, impondo um sentimento generalizado de medo em todas as pessoas, em especial aos/às militantes e candidatos/as que saem às ruas para garantir suas eleições.

O Brasil vem vivendo um momento insuportável: no último dia 7 de setembro, no Estado de Mato Grosso, um apoiador do atual Presidente da República matou a golpes de faca e machado um conhecido seu após uma discussão sobre o seu apoio ao ex-presidente Lula. Nesse mesmo dia, em Goiânia, em uma discussão dentro de uma igreja evangélica, outro homem foi morto a facadas após discordar do discurso de proselitismo político em favor do atual mandatário propalado pelo pastor no púlpito do local. No último dia 9 de julho, a mesma cena se repetiu em Foz do Iguaçu, quando o petista Marcelo Arruda foi morto a tiros, depois de um apoiador do Presidente Bolsonaro invadir a sua festa de aniversário e lhe alvejar com tiros de arma de fogo.

Estes são os resultados trágicos que, ao terminarem em assassinatos, somam no Brasil, somente no primeiro semestre desse ano, um montante de 40 registros de mortos pela violência política, segundo levantamento feito Observatório da Violência Política e Eleitoral da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (OVPE-Unirio). As brigas e agressões resultantes também desse clima de violência política e intolerância ideológica que estamos vivendo atingem o país inteiro, em todas as suas regiões. É estarrecedor perceber que o Brasil atingiu, sem muito alarde, patamares altíssimos de violência política nunca antes verificada em nosso país. É fundamental percebermos que esse clima de violência e intolerância política e ideológica não surgiu no país do nada: é resultado direto de discursos de ódio propalados, sem nenhum pudor, nos últimos tempos no Brasil. As campanhas eleitorais de Guilherme Boulos e Fernando Haddad em São Paulo, bem como do presidenciável Ciro Gomes no Rio Grande do Sul, já denunciaram ataques
de militantes bolsonaristas contra si nesse atual pleito.

É necessário dar um basta a essa trágica situação. As forças democráticas precisam estar unidas para derrotar o fascismo e recuperarem o Brasil para a democracia. O ódio e a violência precisam ser varridos do nosso cotidiano político. Basta de agressão! Basta de mortes! Queremos um país aonde a paz e a justiça social imperem!

Brasília, 12 de setembro de 2022
Direção Executiva da CNTE

Foto destaque: Elineudo Meira / @fotografia.75
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A onda amarela das bandeiras do CPERS voltou a colorir as ruas de Porto Alegre, na manhã desta terça-feira (13), com o Ato Estadual em Defesa da Educação e a Marcha das Aposentadas(os).

Dezenas de mantas de tricô confeccionadas pelas mãos daquelas(es) que dedicaram a vida à educação abriram a caminhada histórica em defesa da democracia, contra o confisco dos salários dos aposentados(as), pela valorização dos funcionários(as) de escola, pelo pagamento integral do Piso e por um IPE Saúde público e de qualidade.

“Não tiramos o pé das ruas e da luta, como o ato de hoje comprova. Temos que direcionar nosso espírito combatente para o voto da mudança e reverter todo esse período de dor e perdas. Precisamos eleger governos e parlamentos que representem os anseios dos educadores e demais trabalhadores. Chega de fome, miséria, desemprego e sucateamento dos serviços públicos. Esta Marcha demonstra claramente que os educadores, unidos e fortes, farão a diferença”, asseverou o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt.

O vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia, destacou a crueldade dos governos Eduardo Leite (PSDB) e Bolsonaro (PL) contra a categoria. “Mais uma vez estamos nas ruas para defender os nossos direitos. Exigimos, por exemplo, uma reposição salarial real. O símbolo hoje é o tricô da resistência, pois os aposentados tiveram uma redução significativa em seus salários, prejudicando de forma brutal sua subsistência”, afirmou.

Após a concentração em frente à sede do CPERS, mais de mil professores(as) e funcionários(as) de escola seguiram em caminhada até o Palácio Piratini.  O dourado das bandeiras do Sindicato, o colorido das mantas de tricô e a esperança de um futuro melhor deram o tom da caminhada.

Tricô da Resistência: mais de 10 milhões de pontos de indignação

Organizado pelo Departamento dos Aposentados(as), o Tricô da Resistência resultou em mais de 30 mantas, confeccionadas por educadores(as) dos núcleos do CPERS, expostas na linha de frente da caminhada.

O objetivo, conforme a diretora da pasta, Glaci Weber, foi o de mostrar a indignação quanto à grave situação em que se encontram os aposentados(as).

“Foi a forma que achamos de mostrar a nossa inconformidade. Estivemos nas praças, nos núcleos e em nossas casas tricotando. A cada ponto dado representamos nossa revolta. Os educadores aposentados hoje, no Estado, recebem em média 2 mil a menos que o Salário Mínimo necessário. Merecemos respeito e dignidade para viver, mas os governos insistem em nos desprezar e massacrar. A nossa luta é forte, não vamos desistir”, expôs.

O atual governo passou a confiscar a contribuição de todos os aposentados(as) do estado. Esse desconto, em muitos casos, representa a retirada de um salário por ano. “O que ganhamos não é o suficiente. É um total descaso dos governos por aqueles que se dedicaram a vida inteira e ainda se dedicam à educação. Queremos nossa dignidade de volta, exigimos respeito”, destacou Juçara Borges, que integra o Departamento dos Aposentados(as) do CPERS.

Conforme Glaci, as mantas serão doadas a instituições de apoio a idosos.

Ainda durante o ato, foram expostas milhares de caixas de remédio para representar a grande dificuldade dos aposentados(as) em adquirir suas tão necessárias medicações. Segundo dados do Dieese, a inflação histórica acumulada dos idosos quando comparada com o índice geral de inflação é superior e a discrepância se acentua nos últimos anos. É por isso que os aposentados(as) sentem ainda mais a falta de dinheiro para o remédio, comida e tratamentos de saúde.

“Muitas vezes temos que escolher entre comer ou comprar os remédios. Esse governo nos trata como passado, mas somos o presente, o futuro, a história”, desabafou Glaci.

“Nenhum estado aplicou de modo tão cruel a PEC da morte, a Reforma Trabalhista e Previdenciária como aqui no Rio Grande do Sul. Por anos entregamos o nosso melhor nas escolas. O mínimo que merecemos agora é poder viver com dignidade. Por isso, essa categoria tão aguerrida não vai parar de lutar pelos seus justos direitos”, disse o representante dos aposentados(as) na Direção Executiva da CNTE, Sérgio Antônio Kampfer.

“Estou desde 1970 aqui nesta praça. Desde que vieram os governos de direita, neoliberais, não cessam os ataques aos nossos direitos. A nossa força precisa ser muito maior. Se não fosse a nossa luta, pior seria a nossa vida. Precisamos de deputados que nos apoiem. Antes de votar, verifiquem quem votou contra ou a favor dos projetos que nos beneficiavam”, alertou a aposentada Jussara Domingues.

CPERS exige reunião com o governo

O encerramento do ato ocorreu após a Direção Central do CPERS buscar uma auto-agenda com o governo do Estado com o intuito de entregar as mais de 80 moções de apoio aos aposentados(as) e contra o desconto previdenciário e o abaixo-assinado com mais de mil assinaturas de educadores(as) de todo o RS contra o reenquadramento de aposentadorias. Com a postura que vem adotando, o governo não recebeu a direção do Sindicato.

Os dirigentes foram recebidos na porta do Palácio Piratini pela assessoria da Casa Civil: “Notificamos o governo e pedimos uma audiência para discutirmos as questões colocadas, que são tão fundamentais para a nossa categoria. Afirmaram que até o final da tarde de hoje retornarão com a data. Seguiremos atentos e cobrando para que essa reunião ocorra o mais rápido possível”, afirmou Saratt.

O CPERS seguirá pressionando para a rápida realização da reunião e pela valorização dos educadores(as) e dos serviços públicos, pela garantia de reajuste salarial e suspensão da Previdência. O caminho é longo, mas a vitória é certa!

 

 

 

 

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Em uma parceria inédita, IPE Saúde e Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama) unem esforços em prol da prevenção ao câncer de mama. O acordo de cooperação foi assinado nesta segunda-feira (12/9) entre as duas instituições e prevê o monitoramento de dados de saúde e orientações personalizadas para as usuárias. O projeto piloto será realizado com servidoras (ativas, inativas e dependentes) da Secretaria de Educação, na faixa etária entre 35 e 69 anos.

As usuárias serão contatadas por e-mail e SMS para conversar com a assistente virtual Victória, que fará questões sobre hábitos e características relacionadas à saúde via Whatsapp. Os primeiros contatos ocorrerão a partir de 15 de setembro.

A partir dos resultados coletados por meio desta ação inovadora, o IPE Saúde terá conhecimento do diagnóstico situacional deste grupo de usuárias com relação a fatores de risco, hábitos e utilização do sistema, como, por exemplo, rotina de exames, estadiamento do câncer, detecção de casos de câncer de mama inicial, possíveis reclamações e melhorias, o que permite ações mais assertivas com foco na prevenção. Ao mesmo tempo, as usuárias receberão orientações, dicas de saúde e acesso aos serviços de acolhimento disponibilizados pelo Imama.

Mais informações estão disponíveis na página do projeto: https://www.ipesaude.rs.gov.br/programa-florescer.

Câncer de mama

No Brasil, o câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente em mulheres de todas as regiões, após o câncer de pele não melanoma. As taxas são mais elevadas nas regiões Sul e Sudeste. Em 2022, estima-se que ocorrerão 66.280 casos novos da doença. O câncer de mama é também a primeira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil. A incidência e a mortalidade por câncer de mama tendem a crescer progressivamente a partir dos 40 anos (Inca), o que reforça a importância de ações voltadas à prevenção e monitoramento nesta faixa etária.

Quando detectado precocemente, o câncer de mama tem cerca de 95% de chance de cura.

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Nos próximos dias 17,18,19 e 20 de setembro, em Recife (PE), na celebração do Centenário de Paulo Freire, trabalhadores/as da educação do mundo todo vão debater, entre outros temas, um modelo político educativo alternativo à onda de privatização da educação, que está acontecendo no mundo todo.

>>Veja programação completa

A vice-presidente da Internacional da Educação para a América Latina (IEAL) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Fátima Silva, relata que educadores e educadoras do Brasil, América Latina e do mundo estarão em Recife para celebrar o centenário de Paulo Freire e para vivenciar o legado dele como inspiração para o debate sobre educação pública.

“Como Paulo Freire dizia, o educador muda a vida das pessoas e as pessoas modificam o mundo. Por estarmos no estado onde ele nasceu e viveu, e onde ele começou sua vida profissional, é importante ressaltar o legado deste grande educador pernambucano e quanto é importante para a educação pública no mundo”, reflete a dirigente.

Combate à privatização da educação

O coordenador regional da IEAL, Combertty Rodríguez, estará presente na celebração. “Paulo Freire tem uma proposta de ação educativa e coloca como questão central a política pública de educação inclusiva e que pode combater de fato a onda privatista da educação. O pensamento do patrono da educação vai nos inspirar para pensarmos como organizar políticas neste movimento pedagógico em cada um dos países”, afirmou.

Para ele, é importante criar coletivamente um conjunto de ações contra a privatização e comercialização da educação que estão acontecendo no mundo com o objetivo de eliminar a presença do estado e a alterar a definição de uma política educativa que tenha no fundo o interesse pelo lucro.

Segundo Combertty, a celebração também tem o objetivo de alertar sobre o que está acontecendo com a educação no mundo e juntos articular a nível mundial uma forma de combater, o que ele chama de privatização e a comercialização da educação.

“A gente precisa se organizar para defender uma educação pública de qualidade, inclusiva e debatida com toda a comunidade escolar, trabalhadores, trabalhadoras, alunos e alunas. E não tem ninguém melhor para nos inspirar que Paulo Freire”, destacou Combertty, que finalizou: “As expectativas desta celebração é reforçar com todas as nossas organizações filiadas o pensamento de Paulo Freire e adotar esta reflexão como central para que seja discutida em cada um dos países como inspiração para organizar políticas deste movimento pedagógico”, finalizou Combertty.

Dia 19/09 – Plenária Popular de Educação

No dia 19 de setembro, o foco da celebração do Centenário de Paulo Freire será na Universidade Federal de Pernambuco, onde o patrono da educação fez a sua primeira graduação e também começou a dar aulas. A Plenária Popular de Educação vai debater sobre educação mundial, com representação de todas as nações e exigirá de todos os povos reflexões profundas acerca da soberania de cada povo.

No encerramento da atividade está prevista uma caminhada até a estátua de Paulo Freire. O monumento fica na área do Lago do Cavouco, próximo ao Colégio de Aplicação e ao Centro de Educação, dentro da universidade, na Av. dos Funcionários.

No dia 19 ainda, terá apresentação Cultural, debate sobre o legado de Paulo Freire na Educação Mundial com a presença de trabalhadores e trabalhadoras da África, Europa e América Latina. Nita Freire, Eleite Santiago e Sérgio Haddad vão falar sobre o legado de Paulo Freire na Educação brasileira.

101 anos

Convocada pela IEAL, pela Rede Latino-Americana de Estudos sobre o Trabalho Docente (RED ESTRADO), pela CNTE e parceiros, a celebração do Centenário Paulo Freire ocorreu de forma virtual em 2021, quando o patrono da educação completou 100 anos em 19 de setembro. Devido à pandemia a celebração do centenário foi ampliada e neste ano acontece a programação completa de forma presencial. Desde o ano passado os organizadores estão realizando diversos eventos para relembrar o legado do patrono da educação, em sua grande maioria de forma online.

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Durante o mês de setembro se intensificam as ações voltadas para a prevenção do suicídio, tendo o dia 10, este sábado, como a data escolhida para marcar o Dia Mundial de Combate ao Suicídio. O objetivo é reforçar a importância da prevenção.

Segundo dados da última pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019, foram registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo, sem contar com os episódios subnotificados. Com isso, estima-se que mais de um milhão de casos ocorram por ano. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia.

Ainda de acordo com a OMS, todos os anos mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que HIV, malária, câncer de mama ou guerras e homicídios.

Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a quarta causa de morte depois de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal. Trata-se de um fenômeno complexo, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, sexos, culturas, classes sociais e idades.

Pedir ajuda e ajudar

Se informar para aprender e ajudar o próximo é a melhor saída para lutar contra esse problema tão grave.

O reconhecimento dos fatores de risco e dos fatores protetores é fundamental e pode ajudar, mas o acolhimento dos familiares e pessoas próximas ainda é a melhor alternativa. Se você acha que está tendo problemas relacionados à sua saúde mental ou conhece alguém que está passando por alguma dificuldade, procure ajuda!

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail ou chat 24 horas, todos os dias.

Os contatos com o CVV podem ser feitos pelos telefones 188 (24 horas e sem custo de ligação),  pessoalmente (nos mais de 120 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br, por chat e e-mail. 

Saiba como ajudar:

– Ouvir, demonstrar empatia, apoiar e manter a calma;
– Levar a situação a sério e verificar o grau de risco;
– Perguntar sobre tentativas de suicídio ou pensamentos anteriores;
– Conversar com a família e amigos imediatamente;
– Remover os meios para o suicídio em casos de grande risco;
– Contar a outras pessoas, conseguir ajuda;
– Permanecer ao lado da pessoa com o transtorno;
– Procurar entender os sentimentos da pessoa sem diminuir a importância deles;
– Aceitar a queixa da pessoa e ter respeito por seu sofrimento;
– Procurar ajuda profissional.

O que não fazer

Jamais ignore a situação de uma pessoa com comportamentos e pensamentos suicidas. Não tente dizer que tudo vai ficar bem, diminuindo a dor da pessoa, sem agir para que isso aconteça.

A principal medida é não fazer com que o problema pareça uma bobagem ou algo trivial. Procure ajuda imediatamente e, principalmente, não deixe a pessoa sozinha em momentos de crise nem a julgue por seus atos. 

A defesa da vida e da saúde mental dos professores(as) e funcionários(as) de escola, da ativa e aposentados, integra a pauta de lutas do CPERS, por meio do Departamento de Saúde do Trabalhador. Não hesite em procurar ajuda nos casos em que os servidores(as) se sintam em situação difícil, deprimidos ou percebam os colegas neste tipo de situação.

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Nos anos 70, o CPERS foi um dos primeiros sindicatos a sair às ruas para defender a democracia na época da ditadura. Em 1979, o Magistério foi a primeira categoria do estado e a segunda do Brasil a entrar em greve após o Golpe Militar.

A coragem daqueles educadores(as) mostrou que novos tempos estavam chegando e serviu de alento a trabalhadores(as) de todas as carreiras, que foram obrigados a sufocar seus anseios durante todo o período repressivo.

Com o exemplo das décadas passadas e neste momento de nova ameaça à democracia e às eleições livres, o CPERS buscou renovar o debate através da #CaravanaPelaDemocracia.

Em pouco mais de 30 dias, o Sindicato visitou aproximadamente 300 escolas e cerca de 90 rádios por todo o Rio Grande do Sul, promovendo o importante debate sobre a defesa intransigente da democracia e a necessidade de votar em projetos que valorizem os educadores(as) e a educação pública. 

O presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt, durante visita às escolas da região de Osório (13° Núcleo), avalia como positiva a 3ª Caravana do CPERS.

“Estamos no último dia desta terceira Caravana, que revela muito êxitos no debate nacional e estadual. Percorremos cerca de 300 escolas no RS; tivemos um alcance muito bom sobre as questões referentes aos nossos direitos, ao IPE Saúde, à Previdência, além da importante discussão eleitoral de que futuro queremos para a educação pública”.

O presidente ainda ressalta que, no próximo dia 2 de outubro, os trabalhadores(as) da educação e a sociedade têm uma importante decisão nas mãos.

“Temos que fazer uma discussão muito criteriosa e honesta quanto aos governos e parlamentos. Precisamos tomar as rédeas em nossas mãos para fazer a mudança pelo voto consciente e avançar nas conquistas sociais para todos os professores, funcionários de escola, da ativa e aposentados, e nossos estudantes brasileiros e gaúchos”.

Acompanharam a Caravana no 13⁰ Núcleo, a diretora do CPERS Alda Bastos e a diretora-geral do Núcleo, Marli Aparecida de Souza.

No encerramento da Caravana, o vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia, visitou escolas da região de Guaíba (34º Núcleo) e destacou que, mesmo após quase sete meses do início do ano letivo, ainda foram encontradas escolas com problemas estruturais graves.

“Realizamos uma Caravana extremamente importante, na qual tivemos a possibilidade de dialogar com a base de trabalhadores e trabalhadoras da educação a respeito das nossas questões. Infelizmente, verificamos que ainda há muito descaso por parte do governo quanto à infraestrutura das escolas. Muitas seguem com problemas como falta de energia elétrica e telhados quebrados, além da falta de professores e funcionários”. 

Participaram da #CaravanapelaDemocracia em Guaíba, a diretora do 34° Núcleo, Daniela Peretti Rivas, a tesoureira, Tânia Beatriz Deszuta, e a aposentada, Elisabete Oliveira. 

Dia 13 de setembro vai ter luta!

Dia 13 de setembro, o CPERS encerra a Caravana com um ato em defesa da educação em Porto Alegre.

Educadores(as) de todo o estado tomarão as ruas da Capital contra o confisco dos salários dos aposentados(as), pela valorização dos funcionários(as) de escola, pelo pagamento integral do Piso e em defesa do IPE Saúde público e de qualidade.

Vivemos um período de ataques constantes, com o agravamento da retirada de direitos. Marcharemos unidos e fortes, acreditando que, sim, é possível e urgente assegurar um novo tempo para os educadores(as).

A concentração será às 9h, em frente à sede do CPERS, e depois seguiremos em caminhada até o Palácio Piratini.

Clique aqui e saiba como participar!

>> Confira as escolas visitadas na #CaravanaPelaDemocracia nesta sexta (9):

> Região de Osório (13° Núcleo) 

IEE Marcilio Dias (Torres)
EEEF Justino Alberto Tietboehl (Torres)
EEEB Sagrada Família (Morrinhos do Sul)
EEEM Assis Brasil (Tramandaí)
EEEM Luiz Moschetti (Capão da Canoa)
EEEM Jose de Quadros (Arroio do Sal) 

> Região de Guaíba (34° Núcleo)

 CE Cônego Scherer (Guaíba)
 EEEM Izaura Ibanez Paiva (Guaíba)
 EEEM Dr. Ruy Coelho Gonçalves (Guaíba)
 EEEM Professora Aglae Kehl (Guaíba)


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