“O meu corpo é político. Sou uma mulher preta, retinta. Eu não quero ser só uma vencedora, uma guerreira, eu quero ver mais mulheres negras ocupando os espaços de luta e poder”.

Com estas palavras e com os olhos marejados de lágrimas, Jeysi Alvarez, do Quilombo Areal da Baronesa, importante pólo da resistência preta do bairro Menino Deus, de Porto Alegre, discursou para dezenas de representantes de entidades e movimentos sociais que coordenam a programação do #NovembroAntirracistaUnificado, entre elas o CPERS, nesta quarta-feira (23), durante a Roda de Conversa “Resistência e Territorialidade”.

A atividade, que ocorreu no Quilombo Areal da Baronesa, encerrou com chave de ouro a agenda, que em sua programação teve grande destaque para a Marcha Independente Zumbi Dandara, no 20 novembro, Dia Nacional da Consciência Negra.

A Roda de Conversa também integrou a programação do 2º Encontro do Coletivo pela Igualdade Racial do Sindjus (CIRS), fortalecendo espaços da luta antirracista.

Jeysi ainda firmou a importância da valorização de produções negras em diferentes espaços e da luta política para incluir crianças e jovens pretos no campo social, educacional e cultural.

“Sou filha do Prouni, filha das cotas e vou me formar em Serviço Social. Na academia, ainda carecemos de produções pretas para que a gente possa se aquilombar. Por isso, é importante debatermos escritores e escritoras negras, cientistas negros, porque temos competência para ocuparmos espaços de luta e poder. Saio da faculdade revigorada e com a esperança de trabalhar na minha comunidade”, destacou. 

Areal do Futuro constrói sonhos de dezenas de crianças e jovens negras do Menino Deus

O Quilombo Areal da Baronesa também abriga o projeto social Areal do Futuro, que reúne cerca de 70 crianças e jovens da comunidade, com aulas de dança – incluindo ritmistas, passistas, porta-estandarte e porta-bandeira -, percussão, time de futebol, computadores para estudos online, entre outras atividades.

De acordo com Cleusa Astigarraga, presidente do Areal do Futuro, o trabalho de resistência é diário.

“Lutamos e resistimos diariamente. Por isso, é essencial criarmos redes de apoio do nosso quilombo urbano, por todas as famílias e crianças que aqui pertencem. Na valorização da educação de crianças negras, que não é a mesma de crianças brancas. Somos a fortaleza cultural do Menino Deus”, frisou. 

Para Criselen da Rosa Silva, representante do Quilombo, é fundamental a preservação cultural e histórica do Areal da Baronesa.

“É muito importante para a gente que a nossa história e cultura não se percam. Estamos situados em um bairro da elite porto-alegrense, temos resistido muito fortemente. Se não fosse o peso cultural e histórico, não estaríamos aqui. A luta antirracista em todos os espaços é fundamental”, asseverou.

Conforme Edson Garcia, 2º vice-presidente e coordenador do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS, a unidade na luta é essencial.

“Tudo o que fazemos parte da luta política.  Educação e cultura caminham lado a lado. Por isso, o carnaval também é político, é resistência. Um samba que enaltece um orixá ou que fala de um problema social é a cultura mais pura. Precisamos nos apropriar na prática do verbo aquilombar na luta conjunta antirracista”, afirmou.

Também estavam presentes representantes do Sindjus, entre outras entidades, além de  Ubirajara Carvalho Toledo, do Instituto de Assessoria às Comunidades Remanescentes de Quilombo (Iacoreque) e Regina da Silva Miranda, Coordenadora Estadual  de Assistência Técnica e Extensão Rural com Comunidades Remanescentes de Quilombos do RS na Emater/RS-ASCAR.

O CPERS, por meio do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo, segue firme na luta contra o preconceito, o racismo e a violência contra corpos negros. É preciso unidade na valorização cultural e política de todos os pretos(as) gaúchos(as) e brasileiros(as). Antirracismo se combate na prática, todos os dias!

#NovembroAntirracistaUnificado #MêsDaConsciênciaNegra 

Confira o vídeo completo!

   

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Foto: Arquivo Pessoal

A agressão à professora, advogada e ativista política, Janaíra Ramos, não pode ser tolerada, tampouco passar impune.

Vítima do discurso de ódio, mentiras e violência, que tem em Jair Bolsonaro (PL), candidato derrotado o seu maior responsável e incentivador, Janaíra se soma à longa, triste e repulsiva lista dos que sofreram agressões – em alguns casos, letais – motivadas pela escalada fascista em curso no país.

A urgência maior nesse momento é garantir que o processo de transição aconteça dentro das regras da democracia e da civilidade. Condição indispensável para que isso aconteça é a segurança da população, com firme propósito das autoridades em coibir e punir aqueles que tentam instalar um ambiente de tensão, conflito e beligerância na sociedade.

O CPERS se solidariza com a professora Janaíra, nossa colega da rede estadual de educação, repudia a agressão, o agressor e todos aqueles que incentivam a violência e exige das instituições policiais e judiciais a tomada de providências tanto relativas ao caso quanto à situação geral.

Outrossim, reafirmamos nossas convicções e compromissos com a democracia, valor e princípio pelo qual fizemos a resistência e luta no recente período histórico e que ameaças e violências não nos intimidarão, nem nos calarão. Viva o povo brasileiro!

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Foto: Revista Fórum

O CPERS vem a público manifestar seu repúdio e preocupação com a tragédia ocorrida em duas escolas de Aracruz, no Espírito Santo. Um jovem invadiu as instituições armado com uma pistola e, conforme informações preliminares, deixou três mortos e nove feridos.

Os ataques ocorreram em uma escola pública e uma da rede privada. Três pessoas morreram e 13 ficaram feridas. Após os ataques, o atirador fugiu em um carro. A identidade e idade das vítimas ainda não foi divulgada. A polícia faz buscas na região.

Não podemos admitir que tragédias como essa sigam ocorrendo. É preciso garantir, com extrema urgência, a segurança de professores(as), funcionários(as) de escola, alunos(as) e toda a comunidade escolar que não podem ficar à mercê da insegurança que só cresce em nosso país, desde que foi implementada a política de liberação das armas pelo governo Bolsonaro (PL).

Um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) indica que mais de 6,3 mil assassinatos poderiam ter sido evitados no Brasil, se a gestão de Jair Bolsonaro (PL) não tivesse flexibilizado a comercialização de armas de fogo e munições.

O Sindicato manifesta seu profundo pesar pelas vidas ceifadas por esse ato de extrema barbárie. Pelo fim da violência nas escolas já! 

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Desde o dia 1º de setembro, o CPERS tem proporcionado a centenas de funcionários(as) da educação, dos 42 núcleos do Sindicato, o necessário debate sobre o fortalecimento da luta por valorização e respeito. Nesta quinta-feira (24), a iniciativa encerrou contemplando os educadores(as) do 9º e 11º Núcleos (Santo Ângelo e Cruz Alta, respectivamente).

Realizado no Centro Municipal de Cultura de Santo Ângelo, o Encontro iniciou com um momento cultural, através das canções apresentadas pelo professor, compositor e tesoureiro do 9° Núcleo, Mauro Antônio Notarjacomo.

Logo após, a diretora do 9º Núcleo, Maria Celeste Pereira Ramos Paiva, deu as boas-vindas aos participantes, salientando a importância da unidade nas mobilizações. “Nunca conseguimos nada de graça. Precisamos nos unir cada vez mais para conquistarmos o respeito aos nossos direitos”.

O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, destacou a relevância da luta por valorização. “Quando olhamos a tabela salarial dos funcionários da educação fica ainda mais evidente o tamanho da luta que ainda temos para que haja uma verdadeira valorização profissional”.

Saratt também ressaltou a atuação imprescindível dos funcionários(as) na rotina das instituições. “Muitas vezes, é através da nossa conversa com os funcionários que conseguimos abordar pedagogicamente situações de conflito e, até mesmo, dramáticas dentro da escola”, observou.

Ao fazer a análise da conjuntura atual, o 1º vice-presidente do Sindicato ressaltou que com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), há perspectivas de retomar políticas públicas, sociais e trabalhistas que repercutam positivamente em termos salariais, funcionais e previdenciários. “Além disso, é preciso organizar, mobilizar e lutar de maneira unitária para que o governo Leite ofereça políticas que tirem os funcionários da condição de miserabilidade em que se encontram e que permitam condições adequadas de trabalho e saúde”, pontuou.

A secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, evidenciou as consequências das ações dos últimos quatro anos do governo Bolsonaro, além dos ataques do Executivo Estadual à categoria. “Tentaram nos jogar uns contra os outros. Para evitar isso, temos que estar juntos, organizados e preparados. Sempre tivemos que lutar muito pelos nossos direitos. Conseguimos o pagamento dos dias de greve porque não nos calamos, pressionamos”, lembrou.

Situação de miserabilidade

A diretora do Departamento dos Funcionários(as) da Educação do CPERS, Sônia Solange Viana, destacou a inadmissível situação de miserabilidade em que os funcionários(as) de escola se encontram. “Tem funcionário que teve de deixar de morar em sua casa e ir para a residência de parentes, pois não têm mais como pagar o aluguel. Foi esse governo que nos jogou na miserabilidade, tendo que escolher entre comer ou pagar as contas básicas”.

“Enquanto nós não nos reconhecermos como educadores, como vamos querer que a sociedade e os nossos colegas da escola nos reconheçam? Somos profissionais capacitados e precisamos nos reconhecer como tais, bem como exigir o devido respeito e valorização por parte do governo”, disse a também diretora do Departamento dos Funcionários(as) da Educação do Sindicato, Juçara Borges.

Para repassar informações jurídicas, o Encontro contou com os esclarecimentos repassados pelo advogado Rodrigo Seben, representando a assessoria jurídica do Sindicato, escritório Buchabqui e Pinheiro Machado.

“Vários direitos foram conquistados no decorrer desses 77 anos de história do CPERS, praticamente. Infelizmente, nos últimos anos, foram diminuídos pelas políticas reformistas e de ataque aos trabalhadores”, constatou.

Para falar sobre a situação do IPE Saúde, o Encontro contou com a diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador(a) e representante do CPERS no Conselho de Administração do IPE Saúde, Vera Lessês. “Orientamos a categoria a sempre que tiver dúvida conversar conosco e também a denunciarem para nós situações como falta de especialistas, para que possamos fazer a cobrança necessária”.

Avaliação positiva dos Encontros

No último Encontro, que iniciou e encerrou na região das Missões, a diretora Sônia Solange Viana avaliou que a iniciativa foi muito significativa, forte e com excelente participação dos educadores(as), que estavam ansiosos por ter novamente os encontros presenciais.

“Tivemos sempre um público muito atento e interessado. A luta por valorização passa por respaldarmos a categoria sobre os seus direitos. Seguiremos firmes e unidos na busca por respeito e uma vida digna aos nossos valorosos colegas, funcionários da educação. Encerramos com muito orgulho e sucesso”, finalizou, lembrando que o Encontro Estadual dos Funcionários da Educação ocorrerá em outubro de 2023.

Em todos os Encontros, Sonia fez um resgate da história de luta dos funcionários, relatando os avanços obtidos. “A conjuntura, nos últimos oito anos, foi muito difícil. Tivemos um empobrecimento histórico no Estado. Mas temos esperança de que com a eleição de Lula conseguiremos minimizar a retirada de direitos que tivemos. No Estado, precisaremos seguir firmes na luta para que o governo Leite tenha um olhar mais cuidadoso para a importância do trabalho dos funcionários da educação. Também já pedimos a CNTE para que recoloque em pauta novamente o Piso Salarial Nacional para os funcionários”, acrescentou.

“Fechamos com chave de ouro os Encontros, que demonstraram a necessidade de estarmos juntos, discutindo e ouvindo os colegas, e mobilizando para a luta. Sabemos que juntos somos mais fortes. Teremos muitos outros encontros pela frente”, considerou Juçara Borges.

Para Saratt, a jornada de quase três meses de realização dos Encontros foi fechada com grande êxito. “A qualidade e a profundidade dos debates permitiram colocar a conjuntura dentro de uma perspectiva de organização, mobilização e luta, além de reforçar a formação política e sindical dos funcionários. Chamou a atenção para a importância e centralidade desse segmento para o conjunto das ações educativas que acontecem nas escolas e também para a luta sindical. Esperamos que, unidos e fortes, nesse novo período que se abre no Brasil, consigamos avançar tendo a garantia de valorização profissional e salarial, condições de trabalho, de saúde e de reconhecimento profissional”.

O CPERS seguirá firme na luta por reconhecimento, piso salarial e concurso público para qualificar a carreira e a profissão destes profissionais. Lutamos também pelo fim das terceirizações e a precarização do trabalho nas escolas públicas. Basta de descaso e desvalorização.

Funcionários(as) de escola estão na miséria, recebendo salário base de R$ 657,97 e acumulando dívidas impagáveis. Não é justo! Somos todos educadores(as) e unidos e fortes vamos assegurar um novo tempo para a educação!

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Nesta quarta-feira (23), ocorreu uma reunião virtual entre a direção da EEEF Ataliba Rodrigues das Chagas, do distrito de Batovi, São Gabriel, o Conselho Escolar da instituição, a Promotoria Regional de Educação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, a Secretaria da Educação do RS (Seduc) e o CPERS para tratar dos sérios problemas no transporte escolar e no acesso à instituição.

Em julho deste ano, o CPERS conferiu de perto a situação da escola do campo, que atende mais de 200 alunos(as), em sua maioria filhos e filhas de assentados. Em dias de chuva forte, é impossível ter aulas devido à precariedade das estradas. É comum que ônibus e carros atolem no trajeto e, às vezes, são necessários tratores para desatolar os veículos.

11 linhas de transporte atendem a instituição, mais duas linhas transportam alunos(as) do Ensino Médio para a cidade. No momento, destas 11 linhas, sete estão paradas. Em torno de 150 estudantes estão sem aula, desde a primeira quinzena de outubro, por falta do transporte. As aulas online ficam descartadas, uma vez que a cobertura da internet é completamente limitada na região.

Durante a reunião, ficou encaminhado que a Seduc irá apresentar uma proposta de retorno do transporte escolar, até sexta-feira (25).

O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, analisa que a reunião avançou no sentido que a promotoria assumiu compromissos mais consistentes junto à causa, o governo do Estado se viu obrigado a reconhecer a sua inaptidão e a responsabilidade pelo atraso e pelos prejuízos na educação dos estudantes.

“A articulação entre o CPERS , a comunidade escolar e entre outros representantes políticos locais ajudou a garantir que os encaminhamentos sejam tomados com agilidade e prioridade, existem compromissos e prazos definidos e nós esperamos que eles sejam cumpridos. Do contrário, o Sindicato, junto com os demais atores sociais e políticos, vai tomar as providências no campo judicial”, conclui Saratt.

“Nós, do 41° Núcleo, acompanhamos esta luta há muito tempo e, infelizmente, a situação só é remediada com muita pressão e com a cobrança forte da promotora Rosângela. A reunião foi proveitosa no sentido de forçar que a Seduc agilize, o que tem sido difícil em função da burocracia”, destaca o diretor do 41º núcleo (São Gabriel), Pedro Moacir Abrianos Moreira.

“Ficou claro que a comunidade vai continuar mobilizada para garantir o transporte para encerrar o ano letivo vigente e quer algo mais ágil da parte da Seduc para o início normal do ano letivo de 2023”, afirmou Moreira.

“Esta situação já se tornou rotineira. É insustentável e o prejuízo no aprendizado é enorme. Temos alunos que este ano sequer conseguiram acessar a sala de aula, outros que perderam mais de meio ano letivo. Se um pai não matricula seu filho na escola é penalizado, mas quando é o Estado que não garante os direitos básicos, nada acontece”, desabafa o presidente do Conselho Escolar da instituição, Claudinei Ludwig.

Também participaram da reunião a comunidade escolar, os vereadores(as) de São Gabriel, Malu Bragança (proponente da reunião), Sildo Cabreira, a deputada estadual, Sofia Cavedon, o diretor do Departamento Administrativo da Seduc, Rômulo Medeiros Saraiva, e a coordenadora da 19º Coordenadoria Regional da Educação, Ana Alice Campagnaro.

O Sindicato reafirma que continuará acompanhando a situação da EEEF Ataliba Rodrigues das Chagas para uma rápida resolução da situação.

Encaminhamentos da reunião:
a) Os Vereadores Malu Bragança e Sildo Cabreira verificarão o projeto de Lei Municipal para regulamentar a idade da frota do transporte escolar em São Gabriel;

b) Gilse Mattos, da Seduc, irá agilizar a assinatura dos quatro contratos com análise mais avançada, que ainda necessitam de renovação, dos quais dois são referentes à EEEF Ataliba Chagas;

c) O diretor Rômulo, da Seduc, irá verificar a possibilidade de pagar o transportador por indenização, bem como para transportar os alunos(as) em “caronas” nas linhas de transporte já existentes e remeterá informação à PREduc/SM até o dia 25 de novembro;

d) A deputada Sofia Cavedon (PT) irá propor audiência pública para discutir os entraves à oferta contínua do transporte escolar de qualidade para os alunos(as) da rede estadual de ensino e verificará com o INCRA a questão da melhoria das estradas no interior dos assentamentos;

e) A PREduc/SM aguardará, até sexta-feira (25), o encaminhamento plausível, se não houver, o MP fará pedido judicial de multa ao Estado do RS e sequestro de valores para o transporte escolar.

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ensino a distância, que tem excluído milhares de alunos do direito à educação de qualidade e aprendizagem, tem crescido no Brasil com o governo de Jair Bolsonaro (PL), e preocupados, especialistas defendem a revisão deste modelo no novo governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo dados do Censo da Educação Superior 2021, divulgado no inicio deste mês, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), entre 2020 e 2021, essa modalidade a distância teve um aumento de 23,3% entre esses anos, enquanto o ingresso em graduações presenciais reduziu 16,5%.  Romualdo Portela de Oliveira, professor e diretor de pesquisa e avaliação do Cenpec, afirma que o ensino a distância aprofunda a desigualdade aos mais pobres, já que mesmo no ensino presencial, essa desigualdade também existe.

“As consequências [do ensino a distância] é difícil prever, mas a gente precisa ter estabelecimento da qualidade do ensino no Brasil, assim como no ensino presencial. Precisamos que a educação oferecida tenha qualidade, conteúdos, valorização do(a)  professor(a), tanto a pública como a privada”.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) é terminantemente contra qualquer formação a distância na educação básica, especialmente se as redes de ensino não asseguram condições para implementar o EaD, ainda que em caráter emergencial.

E caso seja necessário este formato, a entidade afirma que é preciso seguir as regras estabelecidas no Decreto 9.057, de 25.05.2017, que exige a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com pessoal qualificado, com políticas de acesso, com acompanhamento e avaliações compatíveis, entre outros itens.

Prioridades do MEC
Para o professor, o estrago causado pela gestão Bolsonaro é grande e os desafios do novo governo são imensos após uma “situação de rebaixamento” da qualidade do ensino. Para ele, uma das prioridades do próximo ministro do Ministério da Educação (MEC) é recompor o orçamento da pasta.

O governo Bolsonaro deixou uma herança desafiadora para o Lula no Ministério da Educação (MEC): a redução orçamentária para 2023. Segundo o portal UOL, na educação básica, a diminuição é de 34% em comparação a 2019 – primeiro ano de governo do atual chefe do Executivo.

No PLO (Projeto de Lei Orçamentária) de 2019, o governo de Michel Temer (MDB) previa R$ 7,9 bilhões — em valores corrigidos pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) — para a educação básica, que compreende desde a creche até o ensino médio. Para 2023, a proposta de Bolsonaro é um orçamento de R$ 5,2 bilhões.

>> Saiba mais – Lula assume MEC com orçamento da educação básica 34% menor que Bolsonaro

“O governo (Bolsonaro) é o mais incompetende que já tivemos, o novo governo (eleito) tem que começar do zero. Eles destruíram a educação brasileira”, afirma Romualdo Portela, que completa: “temos, também, que recompor o orçamento, pois tivemos redução nos investimentos, e estabelecer um patamar de direção na política da educação, que é o MEC, e restabelecer o diálogo com o ensino básico.

Ele defende ainda revisão do Plano Nacional de Educação (PNE) para 2024 e encaminhar para a aprovação no legislativo e recompor o Conselho Nacional de Educação (CNE) que hoje está “cheio de bolsonaristas”. “Tem uma agenda que tem que ser recomposta”, finaliza o professor.

Fonte: CNTE

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Foto destaque: José Cruz/Agência Brasil

Durante a campanha eleitoral, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o reajuste da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A ideia é ampliar a faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil — hoje, esse limite é de R$ 1.903,98, mas esse valor não é atualizado desde 2015.

Em estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a pedido do CPERS, a alteração poderá impactar diretamente mais de 180 mil educadores(as), da ativa e aposentados(as), da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul.

>> Confira aqui a íntegra do estudo

Segundo o Departamento, há uma defasagem na tabela de cálculo do imposto de renda no Brasil de 134,65%, desde 1996.

Entenda a proposta de Lula

Uma das principais propostas da campanha, a correção desta tabela é considerada uma necessidade urgente e está na lista de medidas a serem implementadas ainda no primeiro ano de governo.

Embora a proposta careça de detalhes, o Dieese elaborou uma simulação considerando a tabela vigente e corrigindo-a de forma que a primeira faixa isenta seja de até R$ 5 mil, conforme divulgado.

Confira abaixo a tabela simulada: 

Considerando a tabela simulada incidindo sobre a remuneração bruta de outubro de 2022, dos atuais 188 mil servidores(as) vinculados à Secretaria de Educação (Seduc), pelo menos 182 mil educadores(as) serão beneficiados de alguma forma pela mudança.

Cerca de 110 mil deixarão de pagar Imposto de Renda e outros 72 mil poderão ter redução na retenção de IR no contracheque.

Também elaborado pelo Dieese, você pode conferir, abaixo, um exemplo de educador(a) que recebe remuneração bruta (já descontada a previdência) de R$ 5 mil e que, atualmente, retém na fonte R$ 505,64. Com a mudança na tabela, esse servidor ou servidora não terá retenção e, portanto, um aumento no líquido de 11,3%.

Além dos educadores(as), a proposta do governo eleito deve trazer benefícios para milhares de outros trabalhadores(as) brasileiros, que – com o aumento dos preços – sentem diariamente o impacto do alto desconto no bolso.

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No primeiro diálogo da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) com a equipe de transição do governo Lula, que aconteceu nesta terça-feira (22), na sede da entidade, os(as) dirigentes sindicais entregaram para o coordenador do GT Educação, José Henrique Paim, um documento que aponta pautas emergenciais para o próximo período, tanto para a etapa da transição, quanto para o Ministério da Educação (MEC). [veja aqui o documento na íntegra]

O presidente da CNTE, Heleno Araújo, e a ex-presidente da entidade e senadora eleita, Teresa Leitão, participaram da reunião como membros do GT.

Para a vice-presidente da CNTE, Marlei Fernandes de Carvalho, o objetivo da reunião foi cumprido, o movimento sindical CUTista da educação foi ouvido e se abriu uma agenda de diálogo de forma permanente. “Fomos ouvidos e indagados sobre várias questões e respondemos todas à altura. Nós voltamos a ressaltar que o MEC tem que ter uma política, de fato, indutora da relação dos federados e do sistema de ensino para que a gente possa recuperar a força da educação que nós precisamos ter no país e a CNTE é de fundamental importância neste processo”, afirmou.

O documento apresentado destaca a conjuntura política do momento e que o próximo governo precisará se empenhar para revogar a Emenda Constitucional 95 (EC 95), com a qual se torna impossível implementar as políticas de inclusão social e de valorização dos serviços públicos que o país tanto necessita. Fora a ação emergencial que será preciso fazer antes mesmo de Lula assumir, como a PEC da transição.

A CNTE registra ainda, em documento, que o governo Lula precisa fazer um revogaço de medidas administrativas que impactaram negativamente a educação, como por exemplo, a Lei 13.415 (Reforma do Ensino Médio), e na redução dos currículos escolares, que promovem um verdadeiro apartheid socioeducacional. Além disso, a entidade cita outras pautas prioritárias no documento por eixos: no campo da Gestão Democrática, Financiamento e Valorização Profissional.

O tom da conversa, que aconteceu também de forma online, e contou com a participação de toda a diretoria da CNTE, foi produtiva e respeitosa, segundo a secretária-geral da CNTE, Fátima Aparecida da Silva. Ela destacou o documento entregue pela CNTE, que foi bastante amplo porque tratou de toda a política educacional brasileira, mas ao mesmo tempo representou toda luta da entidade em defesa de uma educação de qualidade.

“Nosso documento pede a retomada das políticas de educação que estavam em curso em 2016, ano em que veio o golpe e destruiu tudo. O próximo ministro da educação vai ter que ter um diálogo mais permanente com a sociedade brasileira, com as entidades representativas de classe e os estudantes, porque a educação é uma das pautas prioritárias da sociedade. Este é só o primeiro momento de diálogo com a equipe de transição, o que nós nunca tivemos nestes quase quatro anos de governo Bolsonaro”, ressaltou Fátima.

A CNTE finaliza o documento apontando que espera contar com esse compromisso na gestão do MEC, e de todo governo Lula, e que novas propostas vão ser enviadas depois de mais debates internos da entidade. “Em março de 2023, a CNTE promoverá sua 4ª Plenária Intercongressual, visando atualizar o plano de lutas da entidade e apontar propostas da categoria para o governo Lula. Portanto, além das contribuições ora repassadas neste documento, em breve, a Confederação encaminhará novas pautas para a futura gestão do MEC”, diz trecho final do documento entregue ao GT educação da equipe de transição do governo Lula.

Fonte: CNTE
Foto: Mariana Leal

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Nesta terça-feira (22), o CPERS fez-se presente da Roda de Conversa Comunicação Antirracista, que integra a programação do #NovembroAntirracistaUnificado, que reúne dezenas de entidades dos movimentos sindicais e sociais.

A atividade, que ocorreu na sede do SindiCaixa, em Porto Alegre, contou com a participação de Caique Oliveira, publicitário e social media da Fenajud, e Jeanice Dias Ramos, jornalista e diretora do Sindjors, além de representantes do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS, entre outras entidades.

Para o 2º vice-presidente e coordenador do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS, professor Edson Garcia, é imprescindível dar a devida importância a esta luta tão necessária não apenas neste mês de novembro, mas também durante o ano inteiro com ações que efetivamente combatam o racismo no dia a dia.

“O Novembro Antirracista, como batizamos este de 2022,  está sendo construído por várias mãos e contempla atividades específicas a alguns grupos e também coletivas. Isto dialoga com a prática do nosso povo e, principalmente, do nosso Coletivo Estadual, que segue as trilhas de Zumbi e Dandara, que sempre foi a do trabalho coletivo, do aquilombamento”.

De acordo com Caique Oliveira, publicitário e social media da Fenajud, uma pessoa preta quando fala de racismo automaticamente se machuca, porque se trata de suas dores.

“Cada vez que tiver que entrar em um lugar e tiver que falar sobre o racismo, eu vou me machucar. Eu preciso que os meus filhos e os meus netos não sintam a dor que eu sinto. Eu me machuco e luto por aqueles que ainda não nasceram”, destacou.

“O antirracismo de fato é na ação que você faz no dia a dia. Se você é uma pessoa branca sempre parta do ponto que você é racista. Se você está num local de trabalho e ninguém é preto, onde você vai trabalhar o seu antirracismo? Por que não podemos ocupar os mesmos espaços que vocês?”, questionou.

Já para Jeanice Dias Ramos, jornalista e diretora do Sindjors, o racismo é perverso, ele mata e te faz adoecer.

“Precisamos entender a perversidade do racismo sobre corpos negros e combatê-lo com muita força, a partir de uma luta diária antirracista, praticada em todos os campos da sociedade”, frisou.

O evento foi organizado pelo Coletivo pela Igualdade Racial do Sindjus (CIRS) e pelo Sindjus/RS, dentro da programação do Novembro Antirracista Unificado.

As atividades culturais e de formação que integram a 2ª edição do Encontro do CIRS, em Porto Alegre, iniciaram no dia 21 e seguem até 23 de novembro.

Confira, abaixo, as atividades deste 23 de novembro (quarta-feira):

12h: Almoço no Quilombo Areal da Baronesa

Local: Quilombo Areal da Baronesa (Rua Luiz Guaranha – Bairro: Praia de Belas)

14h: Debate sobre resistência e territorialidade

Local: Quilombo Areal da Baronesa (Rua Luiz Guaranha – Bairro: Praia de Belas)

– Criselen da Rosa Silva – Representante do Quilombo Areal da Baronesa

– Onir Araújo –  advogado e integrante da Frente Quilombola/RS

– Ubirajara Carvalho Toledo – Instituto de Assessoria às Comunidades Remanescentes de Quilombo (Iacoreque)

– Regina da Silva Miranda 0 Coordenadora Estadual  de Assistência Técnica e Extensão Rural com Comunidades Remanescentes de Quilombos do RS na Emater/RS-ASCAR

16h: Marcha da Resistência e Cultura

Trajeto: Quilombo Areal da Baronesa até o Largo Zumbi dos Palmares

19h: Roda de Samba – Projeto Estude, Trabalhe e Sambe*

Local: Boteko do Caninha (Largo Eduardo Zácaro Faraco, 439 – Santana -Sede da Ashclin)

*Sugestão de atividade: Consumo à parte e ingresso solidário (contribuição espontânea ou doação de alimentos ou produtos de higiene)

#NovembroAntirracistaUnificado #MêsDaConsciênciaNegra #20N

   

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A Emenda 95, que incluiu o teto de gastos na Constituição, provocou a queda dos recursos orçamentários destinados ao setor da educação, afirmaram, nesta segunda-feira (21), os especialistas ouvidos em audiência pública da subcomissão temporária criada para acompanhar a situação do setor durante a pandemia.

O subsecretário de Planejamento e Orçamento do Ministério da Educação (MEC), Adalton Rocha de Matos, reconheceu que o orçamento da pasta, que vinha crescendo entre 2004 e 2018, passou a apresentar queda contínua a partir de 2018. Ele atribuiu a queda dos recursos à pandemia e aos efeitos da Emenda 95, do teto de gastos.

Ao reconhecer a dificuldade orçamentária de universidades e institutos federais, Matos defendeu a aprovação da PEC 24/2019 (que tramita na Câmara e pode servir de base à PEC da Transição) para permitir a esses entes públicos retirar do teto de gastos a captação própria de recursos e as que são fruto de parcerias e convênios (inclusive com organismos internacionais).

— Algumas tramitações de legislações estão no Congresso Nacional. Uma delas é a PEC 24. Eu acho que seria de bastante importância para essa questão de recomposição orçamentária, até porque ela faz exatamente o descolamento entre as receitas próprias das universidades e institutos do teto de gastos, ou seja, ela dá uma folga para que as universidades e institutos arrecadem receitas próprias e elas não estejam no teto. E isso é importante, porque a gente atende reitores diariamente, e uma das questões que os reitores trazem para a gente é exatamente sobre a impossibilidade de fazer convênios ou celebrar novos contratos por conta do teto de gastos, que acaba comprimindo ainda mais a possibilidade deles de ter alguns financiamentos externos — declarou Matos.

Rosilene Corrêa Lima, Secretária de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), estimou que a Emenda 95, desde que passou a vigorar em 2017, retirou mais de R$ 70 bilhões de recursos federais da educação. Ela salienta que o Brasil precisa tratar a educação como investimento, e não como gasto.

— Quero enfatizar a urgência em revogar a Emenda Constitucional 95. [Mantendo] a responsabilidade fiscal que sempre tivemos e precisamos ter mesmo com o nosso país, mas ela é muito danosa à educação, à saúde, à assistência social (…). Que o MEC tenha um orçamento que possa garantir as condições de investimento e de despesas nas nossas universidades, nos nossos institutos, mas, sobretudo, trazer de volta também e recompor os programas que ao longo desse período aí, têm sido esvaziados — disse a professora, apontando também para a situação da educação básica.

Auditorias
O auditor fiscal Moisés Rocha Bello, da Secretaria de Controle Externo da Educação, da Cultura e do Desporto, do Tribunal de Contas da União (TCU), enumerou os processos de fiscalização em andamento, incluindo os relacionados às denúncias de que os repasses de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) aos municípios seriam condicionados por pastores que atuariam no MEC na gestão do então ministro Milton Ribeiro. De acordo com Bello, foi concluída uma inspeção pela “unidade técnica”.

— É como se fosse uma miniauditoria dentro de processo de prestação. Ele atualmente está aguardando o posicionamento do ministro relator, já foi concluído pela unidade técnica, e o relator aqui neste caso é o ministro Walton Rodrigues — informou Bello, segundo o qual também está em planejamento uma auditoria operacional, com intenção de abordar as estruturas de governança do MEC e do FNDE, com foco na transferência de recursos aos estados e municípios.

Ainda segundo Bello, houve uma queda de recursos federais para os programas educacionais no âmbito do Fundeb, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), em razão da retração econômica decorrente da pandemia de covid-19.

— No último monitoramento que foi feito em 2021, identificou-se a necessidade de crédito adicional para o Pnae, o que, de fato, se confirmou no quarto bimestre de 2021, quando houve uma suplementação ao Pnae na ordem de R$ 250 milhões mais ou menos — declarou Moisés Rocha Bello.

Pacto nacional
Ana Caroline de Souza Rodrigues Dick, auditora federal de Controle Externo da Secretaria de Macroavaliação Governamental do TCU, detalhou os repasses da União por meio do Fundeb. Ela apontou aumento dos repasses, que até 2026 chegarão a R$ 65 bilhões por ano. Ela observou, porém, que há a União segue com dificuldades orçamentárias para efetuar os repasses.

— Foi apurado (…) que houve o uso indevido de fontes da seguridade social para despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino no valor de 12 bilhões, e o TCU efetuou recomendação para que essa prática não continuasse. Assim, a gente chama a atenção para o fato de que já há um déficit nas despesas da seguridade social no valor de 218 bilhões em 2021, então, a dificuldade de fontes é o grande problema: fontes estáveis para financiar despesas continuadas da União — Ana Caroline Dick.

O presidente da subcomissão, senador Flávio Arns (Podemos-PR), lamentou que a educação esteja sofrendo “severos cortes orçamentários”, agravados pela pandemia. Para ele, em 2023 será preciso um pacto nacional suprapartidário, incluindo o Congresso Nacional e os governos federal, estaduais e municipais, para a recomposição orçamentária do setor da educação. Entre os objetivos do pacto, disse Arns, deve estar a recuperação da infraestrutura escolar, “que infelizmente apresenta níveis baixíssimos na rede pública”.

Transição
Arns também informou que o colegiado apresentará seu relatório final na próxima reunião (ainda sem data definida). Para ele, o trabalho a ser apresentado terá muita consistência, por tratar de todos os graves efeitos da pandemia sobre a educação. O senador avalia que o relatório da subcomissão será importante para todos os envolvidos no debate nacional sobre educação, inclusive ao governo de transição relacionado à futura gestão do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.

— Digo às pessoas que assumirem o Ministério da Educação que terão um subsídio dos mais importantes. Temas como acesso dos alunos à escola; valorização dos profissionais para que as pessoas tenham interesse pela carreira docente; a tecnologia na escola (…). Devemos pensar também numa internet banda larga de qualidade, porque 70% da internet existente nas escolas não permite aos profissionais fazer um trabalho de maior qualidade. Pensar também na internet na casa dos alunos. E quanto custa ter uma escola com banheiro, água potável, energia elétrica, computador, transporte, valorização dos profissionais, e também recompor a aprendizagem — afirmou Flávio Arns, já adiantando muitos dos dados atualizados do relatório.

(Agência Senado, 21/11/2022)

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