O Centro de Referência Diabetes nas Escolas (CRDE), da Santa Casa de Belo Horizonte, está oferecendo um treinamento on-line e gratuito destinado aos profissionais que atuam nas escolas com o objetivo de prestar os cuidados necessários aos alunos(as) com diabetes.

O treinamento pretende fazer com que pais e estudantes tenham segurança em relação ao tratamento durante o período escolar, já que a Diabetes tipo 1 surge na infância e na adolescência e traz sintomas como vontade urinar e perda de peso, além da origem autoimune.

“Este é um projeto da Santa Casa de Belo Horizonte, em fase de expansão, que visa disponibilizar o treinamento adequado para mais localidades no Brasil”, destacam a farmacêutica Janaína de Paula e a educadora física Daniela Fussieger, do Centro de Referência Diabetes nas Escolas de Porto Alegre.

A capacitação oferece guia adequado sobre prevenção, funcionamento, cuidados e manejo dos tipos 1 e 2 da doença, além de trazer conhecimento sobre hiperglicemia, hipoglicemia, monitoramento das glicemias e, principalmente, formas de auxiliar as crianças em possíveis situações de emergências.

A diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador do CPERS, Vera Lessês, realizou o curso recentemente. “É uma formação on-line, rápida e que traz todas as informações e orientações necessárias para que os educadores tenham noções básicas sobre como auxiliar os estudantes e o que fazer em casos de hiper ou hipoglicemia”, relata.

Os professores e funcionários das escolas, bem como pais, alunos e demais interessados, podem realizar o treinamento acessando diretamente o site diabetes.dj.emp.br ou pela aba diabetes no site do Instituto da Criança com Diabetes. Em caso de dúvida, podem enviar e-mail para diabetesnasescolas@santacasabh.org.br

 

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O mercado de trabalho brasileiro segue mostrando distorções entre homens e mulheres. Elas são minoria na força de trabalho, mas maioria entre os desempregados, por exemplo. Também têm maiores taxas de subocupação e de desalento. E ganham, em média, 21% a menos do que os homens.

Em boletim especial, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PnadC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o 3º trimestre de 2022, o Dieese conclui: mais um 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, sem muitos avanços para serem comemorados.

Nas eleições do ano passado, mesmo com o aumento das candidaturas femininas – 33,3% de registros a mais nas esferas federal, estadual e distrital, segundo a Agência Senado -, apenas 302 mulheres, no total, conseguiram se eleger para a Câmara dos Deputados, o Senado, Assembleias Legislativas e governos estaduais, enquanto o número de homens eleitos chegou a 1.394.

Quando se fala em violência, conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), uma mulher foi assassinada a cada 6 horas apenas no primeiro semestre de 2022.

No total desse período, 699 mulheres foram mortas em situações de violência doméstica ou devido a questões que envolvem desdém ou discriminação à condição de mulher, crime denominado de feminicídio.

São assassinatos cometidos por questões de poder, de misoginia, de não aceitação da mulher em outro papel que não seja aquele desenhado historicamente para ela pelo sistema social. Crimes praticados, majoritariamente, por companheiros ou conhecidos das vítimas.

A mulher no mercado de trabalho

Do total de pessoas fora da força de trabalho, 64,5% eram mulheres. Desse percentual, 5,7% delas estavam em situação de desalento, circunstância em que as pessoas querem trabalhar e estão disponíveis para o trabalho, mas não procuram colocação por acreditarem que não vão encontrar uma vaga ou ainda por não terem experiência ou serem muito jovens.

Do total de desalentados, 55,5% eram mulheres. Do total de mulheres ocupadas, a proporção de subocupadas, ou seja, que trabalharam menos de 40 horas, mas gostariam de trabalhar mais, foi superior à dos homens: 7,8% delas estavam nessa condição, enquanto entre os homens, o percentual ficou em 5,1%.

Quando se analisa essa informação por cor/raça, nota-se que, entre as negras, a situação é pior: o percentual de trabalhadoras negras subocupadas foi 9,3% maior do que o registrado entre as não negras, que ficou em 6,1%.

Foto: Agência Brasil

Maiores desalentos, desocupação e subocupação fizeram com que a taxa de subutilização das mulheres fosse de 25,3%, enquanto para os homens, estava na casa de 15,9%. Entre as negras, a taxa ficou em 30,2% e, entre as não negras, em 19,2%. Em termos de rendimentos, as mulheres ganharam, em média, 21% a menos do que os homens – o equivalente a R$ 2.305 para elas e a R$ 2.909 para eles.

Por setor de atividades, mesmo quando as mulheres eram a maioria, elas recebiam menos, em média. Nos serviços domésticos, as trabalhadoras representavam cerca de 91% dos ocupados e o salário foi 20% menor do que o dos homens. No grupamento educação, saúde e serviços sociais, elas totalizaram 75% dos ocupados e tinham rendimentos médios 32% menores do que os recebidos pelos homens.

Com o objetivo de entender como as desigualdades do mercado de trabalho afetam a família, buscou-se, por meio da PnadC trimestral, observar a inserção das mulheres chefes de família no mercado de trabalho e examinar os efeitos da situação por elas vivida sobre as famílias.

Salários menores e mais tempo para colocação no mercado de trabalho

Os indicadores mostraram o que se vivencia na prática: um contingente de mulheres que ganha menos se insere de forma precária e leva mais tempo em busca de colocação no mercado de trabalho.

Esse quadro faz com seja perpetuada a situação de vulnerabilidade não só da mulher chefe de família, mas de todos os familiares, com a transferência de milhares de crianças e jovens da escola para o mercado de trabalho, para que contribuam com a renda da família.

Os últimos anos foram de retrocessos no país, devido à falta de investimentos e políticas capazes de garantir emprego, saúde e até mesmo a vida das mulheres. O caminho para uma sociedade mais justa e com igualdade de gênero parece ter ficado ainda mais longo.

A desigualdade de gênero no mercado de trabalho reproduz e reafirma esse desequilíbrio já existente em todas as esferas da sociedade, sob a forma do machismo. A partir dos papéis atribuídos a homens e mulheres, negros e negras, desenham-se as desigualdades e as relações de poder, seja econômico, sexual ou político.

Para o CPERS, o caminho para a mudança passa por refazer pactos, reforçar políticas transversais de igualdade de gênero, garantir igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, reduzir a desigualdade econômica e aumentar o número de mulheres em posição de liderança, entre outras ações.

O Sindicato, por meio do Departamento de Gênero e Diversidade, defende que é preciso que o país cresça e gere renda e emprego de qualidade, priorizando a diminuição das desigualdades sociais, de gênero e raça/cor para que as mulheres tenham mais voz na sociedade, via negociação coletiva e políticas públicas.

Foto de capa: José Paulo Lacerda/CNI

 

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Nesta terça-feira (7), além de Ato Estadual, que reuniu centenas de trabalhadores(as) da educação em caminhada pelo centro de Porto Alegre, representantes da Direção Central do CPERS também pressionaram lideranças de partidos, na Assembleia Legislativa, para exigir 14,95% de reajuste para todos(as) os educadores(as), professores(as) e funcionários(as) de escola – da ativa ou aposentados(as) -, com e sem paridade.

A caminhada dos educadores(as) culminou em um ato em frente ao Palácio Piratini, com diversas falas que cobraram do governo do Estado o pagamento integral do reajuste previsto pelo MEC.

Dentre as ações do dia, dirigentes do Sindicato entregaram ao chefe de gabinete da Casa Civil, Jonatan Bronstrup, pedido de mais uma audiência com o governador Eduardo Leite (PSDB). Na ocasião, também foi entregue a pauta de reivindicações da educação pública estadual, aprovada na Assembleia Geral da categoria, realizada no último dia 3.

“Entregamos o resultado da nossa última Assembleia, que rejeitou o índice apresentado pelo governo e reafirmou os 14,95% para todos, além da nossa pauta de reivindicações que inclui questões pedagógicas, estruturas das escolas, falta de profissionais, salário digno e a questão do IPE Saúde”, explicou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer. 

Durante visita aos gabinetes dos deputados(as), os representantes do Sindicato entregaram um documento elaborado pelo Dieese, que apresenta argumentos e dados que demonstram que é possível garantir salário digno para toda a categoria, desde que haja vontade política.

“Pedimos aos deputados para que conversem com o governo e pressionem para que o governador nos receba em nova audiência para que, de fato, possamos discutir o reajuste para toda categoria”, afirmou Helenir. 

O estudo traz à tona o que o CPERS já vem salientando há anos: funcionários(as) de escola têm um dos piores salários do Rio Grande do Sul, com um básico de R$657,97, e há margem para que o governo conceda o merecido e urgente reajuste para esta parcela da categoria.

Além da exigência do índice, o Sindicato cobra ainda que não seja absorvida a parcela de irredutibilidade no subsídio. “Essa é uma manobra cruel do governo para que paguemos o aumento com dinheiro do nosso próprio bolso”, alertou Helenir.



“Queremos realmente uma negociação e isso passa pelo governo não impor o que quer, mas sim avançar na proposta, contemplando a totalidade da nossa categoria e o reajuste previsto pelo MEC. Continuaremos pressionando para que o governador reconheça nosso direito e cumpra com a Lei”, destacou a presidente do CPERS. 

Confira, abaixo, o estudo desenvolvido pelo Dieese com 25 argumentos para garantir 14,95% de reajuste para todos os educadores(as):

1. Considerando que de acordo com o INPC/IBGE, a inflação acumulada entre novembro de 2014 e janeiro de 2023, deduzida a revisão geral (6%) concedida em 2022, chega a 54,32%. Educadores da ativa e aposentados já perderam mais da metade do seu poder aquisitivo.

2. Não conceder a inflação fere a previsão constitucional de irredutibilidade salarial, pois negar este repasse possui o mesmo efeito prático da redução.

3. No mesmo recorte temporal, o preço da Cesta Básica – calculada pelo Dieese, com base nos custos médios da capital – aumentou de R$ 342,62 para R$ 757,33; o equivalente a 121%. Cabe lembrar que os alimentos têm um peso maior no orçamento daqueles que ganham menos.

4. Além do arrocho salarial, os educadores(as) amargam um auxílio-refeição extremamente defasado, de R$ 12,12, enquanto o preço médio da refeição é de R$ 28,71 (IEPE/UFRGS). Neste item, até 2018, o Estado vinha realizando reajustes de acordo com o índice geral da inflação. Nos anos seguintes isso deixou de ocorrer acarretando até o final de 2022 perda de 9,55% (INPC/IBGE).

5. Por mais de 60 meses, a maior parte dos servidores receberam salários atrasados e parcelados, desprovidos do direito de conhecer o dia do pagamento do próprio salário com o mínimo de antecedência. Esta política inviabilizou a programação pessoal e financeira dos trabalhadores(as) e empurrou muitos ao endividamento que perdura até os dias atuais.

6. Com a aprovação das Reformas Previdenciárias no país e no estado, os aposentados(as) passaram a pagar pesadas e abusivas contribuições, que podem somar um salário inteiro perdido ao longo de um ano de descontos.

7. Educadores aposentados foram duramente atingidos pela mudança no desconto previdenciário. Em dezembro de 2019, o montante descontado a título de Previdência RPPS (dos inativos no total do executivo), totalizava R$ 19,1 milhões, em dezembro de 2020, totalizou R$ 60,1 milhões, um aumento de 40,9 milhões (214,3%). Mas na SEDUC, é que a situação foi mais crítica – em 2019, totalizavam um desconto previdenciário de R$ 517 mil, em 2020, passaram a totalizar R$ 26,8 milhões, portanto um aumento de 26,2 milhões (5.076%), no desconto previdenciário, em favor do estado. Situação essa sustentada pelos educadores aposentados até hoje.

8. O governo promoveu uma série de reformas que resultou em intenso processo de retirada de direitos e conquistas dos servidores; mudanças nos planos de carreira, eliminação de vantagens e redução de adicionais.

9. Tais reformas promoveram alteração brutal do demonstrativo de pagamento do magistério. Agrupou em uma única rubrica as gratificações extintas, chamando essas de “Parcela Autônoma” – que permanece congelada desde a Reforma.

10. Criou a “Parcela de Irredutibilidade” que agrupa as vantagens pessoais dos professores (triênios – resultado de anos de dedicação à escola pública), que não apenas foi congelada, mas pior, tem sido utilizada para absorver reajustes devidos, como foi o caso da concessão de reajuste do piso do magistério em 2022, que embora o governo tenha anunciado a concessão de 32% de reajuste na tabela salarial, apenas 14% da categoria recebeu esse índice – sendo que a maior parte dos aposentados recebeu ao invés de 32% apenas 5,53% – quando já tinha, na época, uma perda inflacionária superior a 50%.

11. O Estado quando elaborou as projeções de Impactos Fiscais do reajuste do Piso do magistério para 2023, no âmbito do Regime de Recuperação Fiscal e, homologado junto à Secretaria do Tesouro Nacional estimou conceder o índice de reajuste do Piso do Magistério nesse ano, sem absorção da parcela de irredutibilidade, agora, encaminha proposta à Assembleia Legislativa considerando absorver. Propiciando com isso que, muitos professores fiquem sem receber reajuste.

12. Funcionários de escola estão entre os piores salários do Estado e foram excluídos do Projeto de Lei 139/2023. O salário base destes é atualmente R$ 657,97. A não concessão do repasse integral da inflação no Piso Regional atinge diretamente esse grupo de trabalhadores, que mensalmente precisam receber um completivo para atingir o mínimo. Dados da Secretaria da Fazenda de 2022, organizados pelo Dieese, mostram que dos quase 13 mil servidores do estado que recebem completivo 82,9% estão nas escolas.

13. O contingente de servidores que entrega serviços públicos cai sistematicamente. Em 2015 a SEDUC contava com 97.986 servidores ativos e em 2023 conta com 73.312, ou seja -25,2% (-24.674 educadores), o que ocasiona diversos desdobramentos, entre eles enorme sobrecarga de trabalho.

14. Desde 2015, a folha dos ativos da SEDUC encolheu nominalmente 0,6%, enquanto a inflação no mesmo período foi de 62,83%.

15. Considerando que o estado fechou o ano de 2022 com superávit de 3,34 bilhões, e que isso significa que as receitas foram maiores que as despesas, apesar da política de redução de ICMS implementada pelo governo federal com a aprovação das leis complementares federais 192 e 194 – que reduziu as alíquotas de ICMS de energia, combustíveis e comunicações de 25% para 17% e a base de cálculo de apuração do ICMS incidente sobre a energia elétrica. De acordo com o próprio governo do estado, o superávit orçamentário teria sido ainda maior, não fosse a perda de arrecadação de R$ 5,7 bilhões registrada no segundo semestre em decorrência dessas medidas. Nessa esteira, nota-se que o governo estadual está negociando com a União compensação dessas perdas via abatimento de dívidas.

16. Considerando que na Justificativa do PL 139/2023 o governo expressa preocupação diante de incertezas sobre arrecadação futura, mesmo após notícias sobre as reonerações dos combustíveis e outros, vale destacar que há um pessimismo exacerbado em relação ao orçamento do estado, sobretudo quando o que está em jogo são verbas alimentares (salário). O projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2023 já considera as perdas de receitas da LC 194/2022 e apresenta déficit. Havendo compensação desses valores, o déficit orçado de R$ 3,8 bilhões para esse ano pode transformar-se em novo superavit. Para o ano de 2022, a LOA (que já previa o fim da majoração do ICMS) estimava déficit orçamentário de R$ 3,2 bilhões, contudo, agora, os resultados consolidados revelaram superávit de R$ 3,34 bi. Em 2021 não foi diferente, estimou que o estado fecharia o ano com déficit de R$ 8 bilhões, e o balanço consolidado apontou superavit de R$ 2,5 bilhões – diferença entre o orçado e o realizado de R$ 10,5 bilhões.

17. Considerando que na Justificativa do PL 139/2023 foi incluído que o limite para a concessão de reajuste no piso do magistério se justifica por limitação de ordem legal, em relação à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), destaca-se que o Estado fechou o ano comprometendo 47,8% da sua receita com despesa de pessoal. Tendo em vista que o limite máximo imposto pela LRF é de 49% o espaço fiscal existente (entre tais percentuais) corresponde a pelo menos R$ 567 milhões. Corrobora destacar que o limite do último ano chegou a 47,8% com significativa influência da queda da arrecadação do 2º semestre (que deve ser compensada pela União), e aspectos metodológicos impostos pela Secretaria do Tesouro Nacional em função da adesão do Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Para ilustrar, o percentual de comprometimento em 2021 foi de 41,37%. Até meados de 2022 o percentual não ultrapassou 46%.

18. Considerando que o Estado pode destinar até 100% dos recursos do Fundeb para pagamento de pessoal da educação (professores e funcionários de escola), mas encerrou o ano de 2022 com saldo na conta do Fundeb de R$ 431 milhões (RREO – Anexo 8).

19. Considerando que há outros recursos vinculados à educação além do Fundeb, para gastos na educação que não seja pagamento de pessoal, como é o caso do Salário Educação que fechou o ano de 2022 com saldo 476 milhões (RREO – Anexo 8).

20. Considerando que uma das motivações para a Lei Nacional do Piso do magistério é diminuir a distância da remuneração dos educadores à de outros profissionais com a mesma escolaridade, e que no Rio Grande do Sul professores da rede estadual recebem em média 41,4% da remuneração média de outros servidores com a mesma escolaridade (RAIS).

21. Considerando que o contingente de alunos a serem atendidos na educação pública estadual gaúcha teve crescimento de 3,7%, ou seja, mais 28.080 matrículas no último período. Conforme dados do Censo Escolar (MEC/INEP) organizados pelo Dieese, o número de matrículas na rede alcançou 777.421 matrículas.

22. Considerando que o Rio Grande do Sul concede em torno de 20,1 bilhões em renúncias fiscais por ano. Considerando somente as de ICMS – que há influência legislativa, que representam em torno de 13 bilhões (SEFAZ/RS), o que equivale a 20,3% do que poderia ter sido arrecadado – o dobro do que é concedido por São Paulo, por exemplo. As renúncias fiscais aumentaram de 2014 a 2021 em 60,6%.

23. Empresários gaúchos estão bem mais otimistas que o próprio governo em relação ao crescimento da economia gaúcha em 2023. De acordo com as projeções elaboradas pela FIERGS, FECOMERCIO/RS, FARSUL e FEDERASUL o crescimento do PIB do Rio Grande do Sul deve ser entre algo entre 4,88% e 5,86% – expectativas bem superiores também àquelas do mercado (Boletim Foccus, Fev/23) para o PIB brasileiro que projeta alta de 0,84% para 2023.

24. Considerando os resultados recordes na exportação gaúcha (DEE/RS). O Rio Grande do Sul, registrou alta de 4,4%, exportações do agronegócio atingem maior valor da série histórica em 2022 . Mesmo com impacto da estiagem, vendas do Estado somaram US$ 16,0 bilhões no ano passado. As vendas do agronegócio do Rio Grande do Sul representaram em 2022 71,5% do total vendido pelo Estado ao exterior. No ano marcado pela estiagem que afetou a produção de soja, principal produto da pauta de exportações, o RS registrou queda no volume total embarcado (-15,5%), fato compensado pelo aumento nos preços médios dos itens (+23,5%).

25. Considerando que a valorização salarial dos educadores também é prevista na Lei de Diretrizes e Bases (art. 67, § 2º) e no Plano Nacional de Educação – PNE (Lei nº 13.005/2014 – Meta 18), ressaltando que o PNE além de ter sido construído com participação popular é o epicentro da política educacional brasileira, portanto, trata-se de metas, que alcançadas e somadas, buscam recolocar o país em novo e melhor estágio de desenvolvimento.

 

 

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Entre os dias 3 e 5 de março, foi realizada a 24ª Plenária Nacional do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. O diretor da Comissão de Comunicação do CPERS, Leonardo Preto Echevarria, participou do evento, representando o Rio Grande do Sul.

“A retomada dos trabalhos do FNDC, no período do Governo Lula, e a volta da Conferência Nacional de Comunicação após dez anos é muito importante para que possamos fomentar o debate da comunicação com o governo federal, como um todo, principalmente vindo da sociedade civil. Teremos também a volta dos comitês regionais, que, por conta da pandemia da Covid-19, tiveram suas atividades de formação suspensas. Devemos analisar e debater sobre como é feita a comunicação pública e assim democratizá-la em todos os espaços”, explica o diretor.

Pedido de demissão do ministro das Comunicações

Na plenária, foi aprovada a moção que pede a demissão imediata do ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil). O ministro tem forte vinculações com bolsonaristas e é alvo de denúncias, publicadas na imprensa, de uso indevido de aeronaves oficiais para participação em eventos particulares. Ele também chegou a usar recursos do orçamento secreto em obras de asfaltamento de estradas que dão acesso a propriedades rurais de sua família, no Maranhão.

Recriação do Conselho da EBC

Além desta, também foi aprovada a moção em defesa da recriação do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação. Trata-se, na visão da entidade, de um espaço fundamental para a garantia do caráter público da empresa, pois acolhe a participação da sociedade civil e, com ela, aponta diretrizes para o funcionamento da EBC.

Em 2016, logo após o afastamento da presidenta Dilma Rousseff (PT), uma das primeiras medidas de Michel Temer (MDB) foi modificar a lei que criou a EBC, pondo fim ao mandato do presidente da empresa e também extinguindo o Conselho Curador.

Por força dessas mudanças, que objetivaram retirar o caráter público da empresa, o Conselho então existente foi cassado. A sociedade brasileira restou sem participação direta na governança da comunicação pública, o que abriu ainda mais espaço para as mudanças que foram impostas à empresa. Leia aqui a moção na íntegra. 

Nova coordenação

Durante o evento também foi eleita a nova gestão do FNDC. Os eleitos para a Coordenação Executiva, o Conselho Deliberativo e o Conselho Fiscal da entidade terão mandato de dois anos.

A coordenação-geral será exercida por Admirson Ferro Jr. (Greg), da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Já a secretaria-geral será comandada por Maria José Braga, representando a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Também compõem a Coordenação Executiva eleita a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, a Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) e o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

A eleição teve a participação de 56 delegados(as) de entidades nacionais e de comitês estaduais do Fórum, além de 34 observadores(as), em formato híbrido. No total, foram cerca de 90 participantes, de 18 unidades da Federação.

Representando o Rio Grande do Sul, além do CPERS, o Núcleo Piratininga de Comunicação e a CUT RS também participaram do encontro.

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A formação da sociedade brasileira tem a educação como um fator fundamental e as escolas são um espaço privilegiado de luta contra o machismo e a misoginia. Mas para que isso aconteça é preciso valorizar as educadoras e educadores e oferecer condições dignas de trabalho, ação que inclui formação, bons salários e liberdade a quem está à frente da sala de aula.

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) levará às ruas como uma das bandeiras em defesa de um país mais justo e igualitário a efetiva implementação da Lei Nacional do Piso, uma conquista ainda em disputa no Brasil e que afeta majoritariamente as trabalhadoras.

Segundo o Censo Escolar, em 2020, 81% das 2,2 milhões de pessoas que exercem a profissão na educação básica são professoras. Porém, o levantamento aponta que os homens recebem 12% a mais do que as mulheres.

Isso ocorre porque, conforme os níveis escolares avançam, a presença feminina cai: são 96% dos professores da educação infantil, 88% no ensino fundamental I, 67% no fundamental II e 58% no ensino médio.

Para reverter esse processo, a CNTE defenderá nas mobilizações em todo o país a implementação do ajuste do Piso em toda a carreira (incluindo Professores/as e Funcionários/as da Educação) como forma de ampliar o investimento, equilibrar as condições para as educadoras e educadores e combater a desigualdade.

Além da medida, a confederação aponta outras bandeiras que se somarão às pautas de combate ao machismo em todo o país, conforme destaca a Secretária de Relações de Gênero da entidade, Berenice Jacinto.

“As centrais sindicas e os movimentos populares e feministas estão se organizando para uma luta conjunta e o piso na carreira é uma das bandeiras, ao lado de outras questões fundamentais como o fim das escolas militarizadas, que são uma afronta à democracia e à pluralidade da educação. Sabemos que as mulheres são as mais afetadas quando a liberdade está ausente, porque só nos ambientes democráticos conseguimos lutar e avançar em direitos iguais”, avalia.

Pluralidade para igualdade

A dirigente aponta ainda os prejuízos que dois retrocessos recentes ligados à onda conservadora que tomou o país trazem para elas. O primeiro deles é a reforma do ensino médio. Implementado durante o governo do golpista Michel Temer (MDB), o projeto apresenta como proposta aulas complementares que não incentivam a autonomia e o empoderamento feminino ao ignorarem noções de desenvolvimento coletivo e da consciência de classe, fundamentais para reverter a lógica machista.

“A fragmentação dos complementos curriculares do ensino médio tirou a qualidade do ensino e adotou uma perspectiva de baixa qualidade de formação para o mercado de trabalho. Como base da pirâmide social, as mulheres perdem duas vezes, porque as disciplinas básicas caem em qualidade e prejudicam nossa formação e nossa ascensão, e porque as aulas que se propõem a ser de formação técnica ficam restritas a um modelo de trabalho baseado na lógica privatizante e tecnicista que não nos favorece”, explica.

Berenice destaca também projetos como o Escola Sem Partido, que vive uma perspectiva de retomada mesmo após a derrota no campo jurídico, e busca estrangular qualquer discussão sobre igualdade de gênero no país.

O antídoto a essas investidas, define, é aprimorar o processo de formação em espaços como as organizações sindicais para que um olhar plural se faça presentes também nas escolas.

Para isso, a CNTE apresenta ferramentas como a recém-lançada revista Mátria que visa contribuir com o debate sobre o empoderamento feminino e mostrar bons exemplos e caminhos para a divisão de poderes. “A Mátria tem um papel muito importante de trazer o olhar das trabalhadoras da educação para o modelo que queremos, com a valorização das dirigentes sindicais e das lideranças que vemos ocupar espaços. Nossa publicação pretende ser um instrumento valioso no processo de formação das nossas companheiras e companheiros”, reforça a secretária da CNTE.

Fonte: CNTE 
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Neste domingo (5), o CPERS lançou a campanha salarial pelo reajuste de 14,95% para TODA a categoria, professores(as) e funcionários(as) de escola – da ativa ou aposentados(as) -, com e sem paridade.

Com veiculação no horário nobre da TV, a peça publicitária foca no diálogo com a sociedade e na exposição das dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores(as) da educação na rede estadual gaúcha.

Além das inserções em rádio e TV e ações coordenadas nas redes sociais, a entidade também prepara mobilizações presenciais, iniciando nesta terça (7), com o Ato Estadual em Defesa do Reajuste de 14,95% para Todos(as), com saída às 10h, da sede do Sindicato (Av. Alberto Bins, 480, Porto Alegre). Contate o seu núcleo e mobilize!

Fique atento às nossas mídias, compartilhe os conteúdos e marque o CPERS nas redes sociais. A hora é agora! Reajuste de 14,95% para TODOS(AS) já!

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Com a Casa do Gaúcho lotada, a Assembleia Geral do CPERS, realizada nesta sexta-feira (3), reuniu milhares de educadores(as) para reafirmar a luta em defesa do reajuste de 14,95% para toda a categoria, sem abatimento da parcela de irredutibilidade.

Em votação, os trabalhadores(as) da educação rejeitaram a proposta de 9,45% apresentada pelo governo Eduardo Leite (PSDB).

“A categoria aprovou de forma democrática e soberana a rejeição do índice apresentado pelo governo e reafirmou a defesa dos 14,95% para toda a categoria, incluindo os educadores que perderam a paridade e os funcionários de escola, excluídos na proposta do governador”, endossou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Além de estar abaixo do índice definido pelo MEC, a proposta do Executivo estadual segue com a política cruel de abatimento do reajuste na parcela de irredutibilidade. Na abertura da Assembleia, Helenir ressaltou que os educadores(as) gaúchos(as) não aceitarão esta manobra cruel do governo. “Não vamos pagar o reajuste do nosso próprio bolso”, frisou.

Além da pauta salarial, professores(as) e funcionários(as) de escola aprovaram a pauta de reivindicações da educação para 2023, em temas que abrangem a carreira, a defesa intransigente do IPE Saúde público e de qualidade aos segurados(as), as condições de trabalho e de estrutura das escolas estaduais e questões pedagógicas como a luta pela revogação do Novo Ensino Médio. Os educadores(as) também aprovaram um calendário de lutas em defesa dos 14,95% para toda a categoria.

>> Clique aqui para conferir a pauta de reivindicações completa e confira abaixo as propostas de mobilização aprovadas: 

  1. Rejeitar a proposta do governo que está na Assembleia Legislativa e reafirmar os 14,95% de Reajuste para toda a categoria – professores(as), funcionários(as), aposentados(as), com e sem paridade, sem a utilização da parcela de irredutibilidade;
  2. Realizar paralisações para pressionar pelo pagamento dos 14,95% para toda a categoria:

      >> Calendário de mobilização:

  • 07/03 – Ato estadual para pressionar o governo do Estado em defesa dos 14,95% para toda categoria;
  • 15/03 – Luta pela revogação do Novo Ensino Médio e valorização dos educadores(as)
  • 22/03 – Dia de paralisação e luta da CNTE pelo piso e carreira;
  • Realizar paralisações e atos em dias de votações de projetos que afetem a categoria (reajuste do piso, reestruturação do IPE/SAÚDE, etc.);
  • Realizar atos em defesa da educação e do IPE/Saúde;
  • Organizar plenárias regionais pelos núcleos para debater o projeto de reestruturação do IPE-SAÚDE;
  • Participar das atividades alusivas ao Dia Internacional das Mulheres.
  1. Realizar forte campanha de mídia pela reposição de 14,95% para toda a categoria;
  2. Elaborar faixas em defesa dos funcionários(as), para serem colocadas em frente às escolas;
  3. Buscar a unidade com os Sindicatos Municipais na luta pelo Piso Salarial;
  4. Denunciar a falta de professores(as), funcionários(as) e especialistas no estado do Rio Grande do Sul, denunciando também as demissões, resultado da aplicação do Novo Ensino Médio;
  5. Retomar as questões dos nomeados(as) e contratados(as) que ainda não receberam a insalubridade, prevista para o final de janeiro, e quando recebem, o valor é totalmente descontado no completivo;
  6. Realizar a cobrança para chamarem os contratos de professores(as) e funcionários(as) inscritos no banco de espera;
  7. Realizar Curso Preparatório online para o concurso destinado aos associados(as) do CPERS;
  8. Definir palavra de ordem: Fim da guerra, construção da paz, respeitando a autodeterminação dos povos;
  9. Política em defesa dos contratados(as), lutando para não haver exonerações após o concurso;
  10. Apoio à iniciativa do Prof. Tomaz Wonghon, ex-presidente da CNTE, de criar uma comissão para fazer um levantamento de todos os sócios, que se encontram com necessidade de atendimento especializado, para auxiliar nas suas reivindicações junto ao IPE Saúde;
  11. Nota de repúdio à municipalização de escolas na cidade de Esteio;
  12. Repudiar veementemente a postura da 28ª Coordenadoria de Ensino através de nota de repúdio sobre sua postura autoritária e por não atender as demandas dos professores e funcionários;
  13. Nota de Repúdio às Vinícolas que se utilizam de trabalho escravo em Bento Gonçalves;
  14. Nota de Repúdio ao vereador Sandro Fantinel, de Caxias do Sul, que proferiu falas racistas e xenofóbicas na câmara de vereadores;
  15. Nota de Repúdio ao governo estadual e sua política de terceirização dos funcionários(as) de escola.

Porto Alegre, 3 de março de 2023.
Assembleia Geral do CPERS/Sindicato.

Marque na agenda: terça-feira (7) tem luta! Participe do Ato Estadual em defesa dos 14,95% para todos(as) os educadores(as), em Porto Alegre. Contate seu núcleo e mobilize!

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Desde outubro de 2022, a EEEM João Triches, em Caxias do Sul, está sem funcionário(a) para realizar a limpeza e a manutenção do prédio e do pátio da instituição. Seriam necessários cinco profissionais para atender a esta demanda. Na falta deles, a vice-diretora da escola assumiu a função.

Nesta quinta-feira (2), o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, e a vice-diretora do 1º Núcleo do Sindicato (Caxias do Sul), Solange Carvalho, estiveram no local para verificar de perto a situação.

Além da falta de funcionários(as), a escola sofre as consequências de um forte temporal, que atingiu a região nesta quarta-feira (1º). Sem a proteção dos equipamentos de para-raio, que foram furtados, um raio atingiu as instalações elétricas, que sofreram uma sobrecarga, fazendo com que o fogo comprometesse especialmente as instalações da secretaria e atingisse os sensores e as câmeras de vigilância.

“Mais uma vez encontramos uma situação bastante degradante das condições estruturais das escolas, além da falta de profissionais. O que deixa claro que a educação nunca foi prioridade para este governo, ao contrário do que o governador afirmou durante toda a sua campanha eleitoral”, destacou Saratt.

O CPERS seguirá vigilante e acompanhando de perto a situação EEEM João Triches e pressionando a Seduc para que os problemas estruturais e de recursos humanos sejam solucionados.

Sua escola também enfrenta dificuldades? Clique aqui, responda ao formulário do CPERS e ajude o Sindicato a defender a educação pública!

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Foto: Reprodução

O CPERS vem a público repudiar as falas racistas e xenofóbicas do vereador de Caxias do Sul, Sandro Fantinel (sem partido), proferidas durante tribuna da Câmara de Vereadores na última terça-feira (28).

Na ocasião, Sandro se manifestou sobre o caso de trabalho análogo à escravidão, registrado nas vinícolas de Bento Gonçalves, e pediu que os produtores da região “não contratem mais aquela gente lá de cima”, se referindo a trabalhadores vindos da Bahia, que foram encontrados em situação de trabalho extremamente precária nas vinícolas da serra gaúcha.

Foram mais de 200 trabalhadores resgatados em condições degradantes e desumanas em um alojamento durante a colheita da uva nas fábricas. Assim como muitos, eles vieram da Bahia para o Rio Grande do Sul com a promessa de salários dignos e despesas pagas pelos contratantes, o que não aconteceu.

Durante a fala, o vereador Sandro Fantinel também disse: “Os baianos, a única cultura que eles têm é viver na praia tocando tambor” e ainda sugeriu que agricultores deixassem de lado a contratação do “povo que só quer saber de carnaval e festa”.

O CPERS, através do seu Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo, repudia as falas do vereador, assim como todas as formas de racismo e aguarda que medidas sejam tomadas pelas instituições responsáveis.

Apesar da expulsão do partido Patriotas e da investigação por parte do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Civil, o Sindicato acredita que a punição precisa ser rigorosa, uma vez que é vergonhoso assistir um parlamentar, eleito pelo povo, proferir falas desse cunho em pleno ano de 2023.

Lembremos que em novembro do ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) passou a considerar como crime de racismo os atos que discriminam brasileiros que vivem no Nordeste. Segundo a Lei n.º 9.459/97, serão enquadrados aqueles que possam vir a praticar, induzir ou incitar a discriminação, ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Além disso, quem comete xenofobia é passível a reclusão de um a três anos e multa.

Pessoas nordestinas sofrem diariamente com o racismo e com a xenofobia e é intolerável continuarem sendo marginalizadas e discriminadas ainda nos dias atuais. Entendemos que uma sociedade de valor, é aquela que respeita as diferenças, as honra e celebra.

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Chegou o mês de março e com ele as mobilizações em defesa de um mundo mais justo e igualitário ganham evidência. Quem acompanha os movimentos sindical e sociais sabe que a batalha não se restringe a esse período e conquistas como a paridade nas direções das instituições sindicais comprovam isso.

Mas sabemos também do simbolismo do 8 de Março e toda força que carrega a partir da luta empenhada por aquelas que abriram caminhos e nos indicaram possibilidades.

Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação (CNTE), este é um mês de muito orgulho, porque traz mais uma edição da revista Mátria, nossa publicação que alcança a maioridade absoluta com o 21º número. São mais de duas décadas de reportagens que promovem debates, ideias e propostas para um novo modelo de sociedade.

Este número convida você a prestar atenção na capa. A partir da imagem da foto já histórica das mulheres presentes na posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, construímos a ideia da diversidade que esperamos ver se realizar após um período tenebroso de retrocessos e violência.

O grande destaque desta edição fica por conta da ocupação do poder por olhares e fazeres femininos, dentro e fora do Executivo, Legislativo e Judiciário. Inclusive no movimento sindical. Sabemos que ainda é necessário avançar muito, especialmente quando falamos de lugares de decisão, mas não podemos deixar de celebrar os avanços.

Abrimos este número com uma entrevista exclusiva com a comandante do Ministério das Mulheres, Cida Gonçalves, e conversamos também com a primeira senadora eleita por Pernambuco, Teresa Leitão, e a primeira mulher titular do Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil, Luciana Santos.

Seguimos em marcha com uma reportagem sobre como o feminicídio ainda se faz presente em nosso país e como destrói famílias.

Tratamos também da pobreza e dos desafios enfrentados por mães de todo o país para manter os filhos na escola e como a mercantilização da educação compromete o futuro de milhares de jovens na América Latina.

Abordamos ainda um tema lamentavelmente atual, os ataques terroristas nas escolas e mostramos como discursos extremistas têm alimentado ações assim.

A Mátria apresenta também o perfil de Sonia Guajajara, à frente do primeiro ministério indígena de um país em crise social diante da miséria dos povos originários, a luta das trabalhadoras rurais para manter viva a diversidade nacional e mais uma série de dicas culturais para aprender, lutar e levar para a sala de aula o debate sobre o machismo e o patriarcado.

 >> A Mátria é distribuída gratuitamente para sindicatos, escolas e bibliotecas públicas e você também pode ler aqui

Fonte: CNTE 
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