>> INSCRIÇÕES ENCERRADAS DIA 8 DE MAIO! 

O CPERS, em parceria com a empresa Alternativa Certa Concursos, oferece aos seus sócios(as) uma oportunidade imperdível: o curso preparatório para o concurso público do magistério estadual, sem custos.

Com aulas ministradas por professores(as) especializados(as) e experientes, o curso oferece todo o suporte necessário para que você possa estudar com qualidade e alcançar a aprovação.

O curso é online e dividido em módulos que abrangem as disciplinas comum a todos os cargos, previstas no edital do concurso, além de oferecer simulados e exercícios para que você possa treinar e aprimorar seus conhecimentos.

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Já totalizam em oito, o número de Câmaras de Vereadores que apresentaram moções de apoio ao reajuste salarial de 14,95% aos profissionais da educação das escolas estaduais, valor que foi estabelecido pelo Governo Federal, mas que Eduardo Leite (PSDB) não se dispõe a pagar.

A ação se expressa enquanto suporte à luta dos professores(as) e funcionários(as) de escola, que estão se mobilizando desde o início do ano para exigir valorização e respeito. 

>> Clique aqui e confira, na íntegra, a moção aprovada pela Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

A crescente mobilização dos vereadores(as) ajuda a enfrentar uma luta justa e importantíssima para a valorização dos profissionais que formam outros profissionais: os educadores(as).

O CPERS segue se movimentando e pressionando o governo e os deputados(as), para que o piso seja aprovado em sua totalidade para TODA a categoria, professores(as) e funcionários(as) de escola, da ativa e aposentados(as), com ou sem paridade. 

Para prestar apoio e solidariedade, junte-se a nós no ato estadual que acontecerá na próxima terça-feira (4), a partir das 9h, na frente do Palácio Piratini, em Porto Alegre, para que Eduardo Leite (PSDB) saiba que pagar um salário digno aos profissionais da educação é sua obrigação!

#ReajusteJá #CampanhaSalarial

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Os mais de 700 estudantes da EEEM Osvaldo Aranha, de Novo Hamburgo, estão sem aulas presenciais desde o dia 20 deste mês devido à falta de energia elétrica, causada pela queda de um poste de luz, localizado em frente à instituição.

A estrutura desabou no último dia 18, mas foi condenada ainda em 2017 e a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) estava ciente do problema e do risco de queda.

Desde que o desabamento ocorreu, os alunos(as) dos três turnos da instituição estão com aulas remotas. “Atualmente, como não temos nenhuma rede elétrica na escola, estamos com aulas online pelo classroom. A equipe da secretaria e demais funcionários estão trabalhando com as condições que temos”, relata a diretora da instituição, Verônica Paz de Oliveira.

Os alimentos conservados nas geladeiras e freezer precisaram ser armazenados em outro local para que não estragassem. “Armazenamos no mercado que fornece as compras para a escola”, explica Verônica.

A diretora também destaca que no último dia 20 foi colocado um poste de concreto no lugar do antigo, de madeira, para instalação da rede de baixa tensão elétrica. O serviço foi concluído no dia seguinte, mas a RGE detectou que havia necessidade de um transformador para viabilizar uma rede que atenda as reais necessidades da escola.

O governo havia se comprometido em instalar o transformador nesta quarta-feira (29), porém, não cumpriu com o prazo prometido. A nova previsão de instalação, de acordo com Verônica, é dia três de abril. 

“Ontem o chefe do administrativo da 2ª Coordenadoria de Educação me passou detalhes técnicos da substituição do poste e do transformador. Agora, aguardamos a nova data informada”, relata Verônica.

O CPERS seguirá acompanhando a situação e cobrando do governo Eduardo Leite (PSDB) que a estrutura necessária para o restabelecimento de energia da instituição ocorra com a máxima urgência. Não é possível admitir que estudantes, educadores(as) e comunidade escolar sejam prejudicados(as) pelo descaso e morosidade do Executivo estadual.

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Após muita luta do CPERS, foi finalmente publicado no Diário Oficial, no dia 9 de março, a tabela com os novos níveis de enquadramento da Gratificação de Diretores, porém, o valor não foi disponibilizado no contracheque deste mês, o que ocasionou grandes dúvidas à categoria.

Após ser questionada pelo Sindicato, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que, devido à reestruturação administrativa da Seduc, os diretores e vice-diretores das escolas estaduais tiveram um aumento na gratificação que varia de R$ 1.300 a R$ 3.000, conforme o nível no plano de carreira do magistério gaúcho.

Devido às mudanças terem ocorrido no decorrer do mês de março e a publicação em Diário Oficial ter sido publicada no dia 9, os valores serão disponibilizados aos docentes em folha complementar com pagamento no dia 5 de abril.

A alteração na gratificação corrige um problema histórico e é um alento aos educadores(as) estaduais que exercem a função e sofrem com a desvalorização salarial e as pressões despropositadas da Seduc quanto ao trabalho que desenvolvem nas escolas. Seguiremos atentos na matéria para que o direito seja garantido para todos(as) e na sua integralidade!

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Para debater amplamente uma nova estrutura e avaliar a Lei 13.415/2017, que trata sobre o Novo Ensino Médio (NEM), foi criada, no Senado Federal, uma Subcomissão Temporária sobre o tema (Ceensino).

A presidenta do colegiado eleita pela casa, a senadora Teresa Leitão (PT/PE), terá 180 dias para ouvir todas e todos envolvidos com o NEM para discutir os desafios e as perspectivas da situação do modelo já implementado no país. A primeira reunião da subcomissão está agendada para 12 de abril e a revogação da NEM estará em debate.

“Nós queremos aproveitar as diversas ideias que temos pelo Brasil para analisar as experiências que existem e todo o processo de implantação desse modelo para propor algo que possa, de fato, corresponder ao grande desafio que é o ensino médio, a fase final da educação básica”, disse a senadora em seu discurso de posse.

O presidente da Comissão de Educação, Flávio Arns (PSB-PR), apontou para o fato de que aproximadamente 30% da população sequer chega a se matricular no ensino médio, representando uma significativa perda de alunos na transição do ensino fundamental para a próxima etapa da aprendizagem.

 “Restam muitas dúvidas e dificuldades, muitos aspectos a serem esclarecidos sobre o novo ensino médio. Trazer especialistas para a subcomissão é extremamente relevante e inadiável”, avalia. “Um grande debate acontece no Brasil sobre o novo ensino médio e nada mais adequado do que o Senado, através da subcomissão, destinar tempo e esforços específicos para debater os desafios, circunstâncias e possibilidades”, concluiu.

Além de Teresa Leitão, o colegiado ainda será composto por Augusta Brito (PT-CE), Professora Dorinha Seabra (União-TO), Izalci Lucas (PSDB-DF) e Astronauta Marcos Pontes (PL-SP).

>> Saiba mais –  Reforma do Ensino Médio aumenta exclusão nas escolas

Ouvir para poder mudar

Estudantes e professores/as de todo país têm sentido na pele os prejuízos deste Novo Ensino Médio, que nunca foi debatido com quem está realmente envolvido no modelo.

Para a Confederação dos Trabalhadores da Educação (CNTE), é muito importante esta subcomissão no Senado para ampliar o debate sobre o NEM e revogar este modelo, que está prejudicando a juventude, principalmente os mais pobres e toda comunidade escolar.

“A escola reduziu a perspectiva da formação humana, cidadã e científica dos nossos estudantes quando, com este Novo Ensino Médio, tira disciplinas importantes e coloca unidades curriculares que não têm valor profissional para nossos jovens e exclui os alunos e as alunas mais pobres da escola. Além disso, o prejuízo também impacta os/as professores/as, que perdem aulas da disciplina que ele foi formado para completar a sua carga horária com unidades curriculares que não têm nada a ver com a nossa formação e com o trabalho que desempenhamos. É um efeito dominó”, destaca o presidente da CNTE, Heleno Araújo.

O dirigente conta que a confederação está ajudando a criar esta subcomissão e foi responsável por pressionar o Ministério da Educação (MEC) para mudar a postura em relação ao tema.

“Falamos com o ministro sobre a urgência da revogação do NEM e ressaltamos a importância de formar uma coordenação para pensar uma nova estrutura do ensino médio e ouvir todos e todas envolvidos/as, inclusive nós do Fórum Nacional de Educação (FNE), que a CNTE coordena”, afirma Heleno.

>> Saiba mais – Em reunião com Lula, CNTE pede revogação do novo ensino médio

Para CNTE, subcomissão também precisa ser criada na Câmara

É extensa a lista de pessoas e entidades ligadas à educação que qualificam negativamente a reforma do Ensino Médio e pedem a revogação da Lei 13.415/2017, inclusive a CNTE, que faz campanhas e mobilizações contra a legislação desde a aplicação desta legislação.

Para o sindicalista, que fala que este modelo não tem nada que se aproveite, é importante a subcomissão no Senado, mas também precisa ser criado um colegiado neste molde na Câmara, porque para revogar este NEM precisa de uma outra Lei que precisa ser enviada e aprovada nas duas casas.

“Depois de debater esta pauta com todos os segmentos e setores envolvidos no ensino médio, precisamos elaborar um Projeto de Lei (PL) para tramitar na Câmara e no Senado e revogar o NEM que está em vigor. Com as subcomissões nas duas casas discutindo anteriormente esse tema contribui para melhorar a estrutura da proposta e agilizar que o PL seja aprovado”, explica Heleno.

Uma alternativa positiva para o ensino médio é necessária

Heleno relata que o NEM também será tema de debate ampliado no FNE. “Com certeza seremos ouvidos por estas subcomissões enquanto FNE para essa construção coletiva e a CNTE está coordenando este fórum, que também vai formar um grupo de trabalho temporário para discutir o tema com objetivo de levar ideias e propostas ao Congresso Nacional . Nossa participação em todo este processo tem um só objetivo: construir uma alternativa positiva para o ensino médio brasileiro”, finaliza.

Fonte: CNTE

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Democracia Viva, Educação Presente! Com o tema que destaca a importância da educação para a manutenção da democracia em nossa sociedade, o CPERS realiza nos dias 26, 27 e 28 de maio seu XI Congresso Estadual, no Fundaparque em Bento Gonçalves (Rua Alameda Fenavinho, 481).

O Congresso Estadual, criado na reforma estatutária de 1994, é a instância máxima para a definição da linha política, educacional e sindical do CPERS. A cada três anos, a categoria é convocada para revisar o estatuto, propor alterações e debater as teses elaboradas pelas diferentes correntes políticas que compõem a entidade.

Os três dias de evento na Serra serão de intensa discussão sobre a conjuntura e o plano de lutas, além do balanço da atuação do Sindicato desde o último Congresso, realizado em 2019.

Os 42 núcleos do CPERS devem realizar, entre os dias 17 de abril e 10 de maio, assembleias regionais para a eleição dos delegados(as) que representarão cada região do estado no Congresso, na proporção de um delegado(a) para cada 50 sócios(as). É de competência da Diretoria do Núcleo a marcação da data da Assembleia Regional, a qual deverá ser comunicada à Direção Central, até 5 (cinco) dias antes de sua realização, sob pena de invalidação. Todo associado(a), que comprovar o desconto no contracheque e constar na lista de aptos até 60 dias antes do pleito, pode votar e ser votado.

>> Clique aqui para conferir e baixar o Regulamento do XI Congresso Estadual do CPERS

Teses e resoluções

Qualquer sócio(a) ou grupo de associados(as) pode inscrever teses que serão divulgadas em caderno especial produzido pelo CPERS. O texto deve abarcar total ou parcialmente os seguintes itens: conjuntura estadual, nacional e internacional; balanço do Sindicato; sindical; políticas específicas; plano de lutas (educacional, salarial, sindical, previdenciário e funcional); e reforma estatutária.

As teses devem ser remetidas para a Comissão Organizadora do Congresso, composta pela Direção Central do CPERS, pelo e-mail secgeral@cpers.org.br até o dia 10 de abril.

Já as resoluções devem ter no máximo 60 toques (caracteres) por linha nas laudas, em um total de 10 linhas, e devem ser entregues à comissão até o dia 12 de maio, também pelo e-mail secgeral@cpers.org.br.

A programação detalhada do Congresso será divulgada nas próximas semanas.

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Fundamentais para o funcionamento das escolas estaduais, os funcionários(as) da educação, aos olhos cruéis do governo Eduardo Leite (PSDB), parecem ser invisíveis.

Agentes educacionais representam 90% dos piores salários do Rio Grande do Sul e, de acordo com o INPC/IBGE, entre novembro de 2014 e fevereiro de 2023, deduzida a Revisão Geral (6%) concedida em 2022, acumulam perdas inflacionárias que ultrapassam 55%, ou seja, já perderam mais da metade do seu poder de compra.

Pior: cerca de 12 mil servidores(as) precisam de um completivo, já que não recebem nem o Salário Mínimo Regional.

Além do irrisório salário base de R$ 657,97, para 40 horas, que nem de longe supre as necessidades básicas, muitos precisam trabalhar dobrado para suprir a falta de profissionais nas instituições de ensino estaduais. A sobrecarga de trabalho, não raro, gera acúmulo de funções e adoecimento.

Vale ressaltar que funcionários(as) de escola são reconhecidos(as) pela LDB, fazem parte do quadro de servidores(as) da Seduc, possuem Plano de Carreira próprio e merecem ser reconhecidos e respeitados(as) pelo que são: educadores(as).

Mesmo diante de toda essa bruta realidade, o governo do Estado quer excluir servidores(as) de escola do reajuste de 2023 e não abriu vagas para agentes educacionais no edital do concurso para a área da educação. Como sobreviver nestas condições?

A realidade de quem está no chão da escola 

Por conta da função que exerceu durante 24 anos, muitas vezes trabalhando por três ou quatro profissionais, a auxiliar de serviços complementares, Luciara Soares Macedo Damasceno, teve sérios problemas na coluna que a levaram à cirurgia e ao uso de medicação contínua.

“Era como uma escravidão. Era obrigada a limpar de dez a 12 salas de aula em meia hora. Trabalhava 12 horas corridas para dar conta. A minha doença foi derivada do meu trabalho”, desabafa.

Devido ao problema de saúde, Luciara passou a atender no xerox da EEEB Osmar da Rocha Grafulha, o CIEP de Pelotas, e cuidar da portaria.

O salário não cobre todas as despesas mensais e para honrar seus compromissos, a educadora precisa fazer empréstimo e conta com a ajuda do esposo.

“Estou sempre atolada em empréstimos, o valor que recebo por mês não cobre meus gastos. Minha medicação é de uso contínuo e muito cara”.

Não fosse a Reforma da Previdência, Luciara teria se aposentado em agosto de 2022, aos 53 anos de idade e 30 de serviço. Agora, a aposentadoria, tão aguardada e necessária, só virá em 2031.

“Sonhei tanto com isso, aí veio essa reforma desumana. Agora, quando me aposentar, terei 62 anos. Quando soube disso, entrei em depressão. Me sinto profundamente decepcionada”, preocupa-se.

Trabalho aos finais de semana para aumentar a renda

Carla Ramos da Costa, 50 anos, trabalha há mais de 12 anos como merendeira da EEEF Professora Ondina Cunha, em Pelotas.

Além do trabalho árduo exercido diariamente para atender aos quase 200 estudantes, ela precisa trabalhar aos finais de semana para conseguir recursos que supram os gastos mensais.

“Há muito tempo o que recebo não é suficiente e tenho que me virar fazendo extras. Trabalho em buffets e faço salgados por encomenda. É bem difícil. Sempre estou com empréstimos no banco e consignados em financeiras”, relata.

“A gente está sempre esperando uma margem sobrar para poder pagar alguma conta que ficou para trás. Sempre correndo, pois nunca é o suficiente”, conta Carla.

Diante do fato de o governo ter excluído os funcionários(as) de escola do reajuste, Carla se diz humilhada: “Fico indignada, pois fazemos parte da equipe de profissionais da escola tanto quanto os professores. Sem nosso trabalho, o que seria da escola? Estou muito revoltada com essa desvalorização. É muito constrangedor não conseguir cumprir com meus compromissos financeiros.”

Alexandre Molina Ribeiro, que trabalha há oito anos como monitor contratado nas escolas EEEF Aurélio Porto e EEEF Dr. Jorge Guilherme Moojen, ambas em Montenegro, também passa pelos mesmos problemas.

Atualmente, a função é desempenhada apenas por ele, em ambas as escolas, quando seriam necessários pelo menos mais dois profissionais. “Nem sempre é fácil lidar com a contrariedade e até a rebeldia de alguns alunos. Além disso, temos alunos especiais que necessitam de uma atenção mais direcionada”, explica.

Quanto ao irrisório salário, ele endossa o exposto por Carla e Luciara. “É uma pouca vergonha o nosso salário. A gente vive de forma muito apertada, administrando a miséria que recebemos para poder passar o mês e sobreviver. Quem precisa pagar aluguel, deve passar fome. Tudo aumentou e estamos nessa situação. Qual a dignidade que se tem?”, questiona.

Para conseguir dar conta das despesas mensais, Alexandre também precisou buscar uma alternativa para aumentar a renda. “Dou aulas de box em uma peça da minha casa para grupos pequenos. Se não for assim, não tem como terminar o mês com esse salário. Quando comecei, há oito anos, dava para comprar quatro botijões de gás. Hoje, apenas um”.

CPERS segue pressionando pelo justo reajuste de 14,95% para toda a categoria

Para o Sindicato, é urgente que o governo inclua os funcionários(as) de escola na proposta de reajuste indicada pelo MEC, de 14,95%. É inadmissível que estes educadores(as), tão essenciais no cotidiano das instituições escolares, sigam ignorados.

O governo alega a falta de recursos para deixar os funcionários(as) fora do aumento, porém, um estudo realizado pelo Dieese demonstra que o Executivo estadual tem plenas condições de pagar o reajuste integral para TODA a categoria, professores(as) e funcionários(as), da ativa e aposentados(as), com e sem paridade.

Seguiremos fazendo a necessária luta para a valorização salarial e o reconhecimento dos nossos valorosos funcionários(as) de escola.

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Na manhã desta terça-feira (28), o CPERS participou de Audiência Pública promovida pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, que tratou do reajuste salarial da educação – estipulado pelo MEC em 14,95% -, e a sua aplicação nas redes Municipal e Estadual de Ensino do Rio Grande do Sul. A proponente do encontro foi a deputada Sofia Cavedon (PT), presidente da Comissão.

A desvalorização e o desrespeito dos governantes (estaduais e municipais) com os professores(as) e funcionários(as) de escola foram denunciados por diversas entidades, que destacaram a importância do reajuste salarial e valorização dos educadores(as).

O Sindicato luta pelo reajuste de 14,95% para todos(as) os educadores(as): professores(as) e funcionários(as) de escola, da ativa e aposentados(as) – com ou sem paridade -, concursados(as) e contratados(as), e sem o confisco da parcela de irredutibilidade.

O governador Eduardo Leite (PSDB), de forma intransigente, oferece 9,45% e deixa de fora da proposta de reajuste os funcionários(as) de escola e aposentados(as) sem paridade.

Logo na abertura da audiência, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou que alguns cargos do Executivo tiveram até 100% de reajuste salarial, mas quando chega a vez da educação, o governo diz que nunca tem dinheiro.

“Quando chega a vez dos educadores não tem dinheiro. É sempre a mesma justificativa. Na proposta do governo, quase 30 mil aposentados terão reajuste zero, porque eles vão pagar o reajuste do próprio bolso. Ao longo da nossa carreira, acumulamos vantagens para nos dar um pouco de estabilidade na aposentadoria, já que não temos fundo de garantia. Agora, o governador está nos tirando isso. Somente 19 mil aposentados vão ganhar reajuste”, aponta Helenir.

A presidente ainda explicou que a categoria tem feito forte mobilização na Assembleia Legislativa, visitando os 55 gabinetes dos deputados(as) estaduais e fazendo reunião com as bancadas dos partidos para pressionar pelo reajuste para todos(as) os trabalhadores(as) da educação.

“Procuramos todas as bancadas dos partidos, mas estão fugindo desse debate. Eles deveriam ter argumentos para debater, mas se escondem porque não podem sustentar o discurso de não ter dinheiro para o nosso reajuste salarial”, conclui.

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, ressaltou ser de extrema importância o debate sobre o reajuste de 14,95%.

“Estamos lutando por um salário digno, para sobreviver e até mesmo para ir à escola. Alguns não têm nem mais dinheiro para isso. É uma realidade muito cruel e, ao ouvir todos e todas aqui, ficamos ainda mais entristecidos de ver que é um ataque cruel dos governantes estaduais e municipais para a destruição da educação pública. Aqui no Estado, Eduardo Leite usa a parcela de irredutibilidade. O nosso reajuste salarial é uma falácia, hostil e desumana”, conclui Edson.

Suzana Lauermann, secretária-geral do CPERS, destacou a importância de poder ouvir os colegas dos municípios e reforçou a necessidade do reajuste se estender para os funcionários(as) de escola.

“Temos 25 mil funcionários de escola que recebem 657 reais de básico. É desumano a gente ter colegas nessa situação e, mesmo que o governo conceda os 14,95%, não vai superar o completivo, que muitas vezes é maior que o próprio salário. Ouvimos muitos relatos de colegas que não têm dinheiro nem para comer. Se é para valorizar a educação, não podem valorizar só os prédios, tem que valorizar professores, funcionários de escola e aposentados”, ressalta Suzana.

“Hoje nós somos a categoria mais sucateada, nós estamos há nove anos sem um reajuste real. Estamos amargando a maior miserabilidade da história da nossa categoria. Os funcionários estão, sim, dentro do Fundeb e podemos receber o reajuste pelo Fundo. Para pagar o aumento para os funcionários de escola precisaria de 75 milhões e o Estado tem mais de 400 milhões do Fundeb. Então por que não dar o reajuste?”, destaca a diretora do Departamento de Funcionários(as) da Educação do CPERS, Sonia Solange Viana.

Sonia também ressaltou a difícil realidade de alguns educadores(as): “Tem funcionários catando latinha e fazendo comida à noite para vender no outro dia para sobreviver. Pessoas com dívidas enormes com o Banrisul. Precisamos urgente que o governo sente com o CPERS para conversar sobre um reajuste para os funcionários de escola”.

“Nós estudantes estamos aqui para dizer que estamos com vocês na luta pelos 14,95% do reajuste salarial. Vemos professores sendo desvalorizados e desrespeitados, é inadmissível que isso esteja acontecendo com os nossos educadores. Nossas escolas não têm o mínimo de infraestrutura para nos receber. Mas sabemos que o jogo deles é sucatear para depois privatizar, como vemos em outros estados. Eduardo Leite joga o mesmo jogo sujo do governador do Paraná”, frisa o vice-presidente sul da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Kaick Silva.

Descaso com os educadores aposentados e da ativa

Leonor Ferreira, professora aposentada e diretora do 39º Núcleo do CPERS, conta que trabalhou por anos em uma escola na periferia de Porto Alegre, onde ocorriam tiroteios constantes e que chegou a adoecer pela dura realidade que enfrentava. Após anos se dedicando à educação, acumulou vantagens como o difícil acesso, a unidocência e triênios – estas que foram para a parcela de irredutibilidade – e agora, é de onde o governo retira os seus reajustes salariais.

“Gasto 300 reais em medicamentos, tenho mil reais de empréstimo no Banrisul, e ainda pago o desconto da previdência e do IPE Saúde. O que sobra para nós? Temos aposentadas que estão em uma situação pior que a minha. Trabalhei para que eu tivesse uma velhice digna, para me divertir, pois eu não saia de dentro da escola. E, mais uma vez, não vou ter aumento, pois vão retirar da minha parcela de irredutibilidade”, destaca Leonor.

Roselia Siviero, diretora de Assuntos Educacionais da Associação dos Trabalhadores(as) em Educação de Porto Alegre (ATEMPA), destacou que o Piso dos professores(as) da capital não era discutido até 2013, pois o município recebia 40% acima do valor estabelecido pelo MEC. “Em 2016, o governo Marquezan começou a conceder 0% de reajuste para o magistério. Os 14,95% de reajuste de 2023 não cobrem o déficit desse período, que segundo o Dieese, ultrapassa os 20%”, afirma.

Para a deputada Sofia Cavedon (PT), proponente da audiência e presidente da Comissão de Educação da Assembleia, é uma crueldade do governador não conceder o reajuste para todos(as).

“O que percebemos é um cópia e cola de todos os governantes dos municípios, com a mesma desvalorização e opressão aos educadores que ocorre em nível estadual pelo governador Eduardo Leite. É maquiavélico o que Leite vem fazendo, suprindo as vantagens dos aposentados. É um enorme prejuízo o que estão fazendo com quem dedicou a vida e a saúde à educação”, destacou a deputada.

Ao fim da audiência, foi encaminhado que a ata do encontro, com os relatos do CPERS e das entidades que representaram 11 municípios do RS, será enviada ao governador Eduardo Leite (PSDB), para a secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, e para a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), exigindo que municípios e o governo do Estado cumpram a Lei do Piso Nacional.

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Na próxima terça-feira (4), o projeto do governo do Estado para o reajuste da categoria será votado na Assembleia Legislativa. Precisamos mostrar nossa força!

Participe do Ato Estadual, a partir das 9h, em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, para pressionar pelo reajuste de 14,95% para TODOS(AS) os trabalhadores(as) da educação, professores(as) e funcionários(as) de escola, da ativa e aposentados(as), com ou sem paridade.

Exigimos também a manutenção e intocabilidade da parcela de irredutibilidade e a aplicação integral do índice de 14,95% na carreira.

Vem com o CPERS lutar por valorização salarial e respeito! Reajuste de 14,95% para TODA a categoria já!

#ReajusteJá #CampanhaSalarial

Contate o seu núcleo do CPERS e mobilize-se. A hora é agora! 

1º – Caxias do Sul – 54.3223.2431
2º – Santa Maria – 55.3221.7262
3º – Guaporé- 54.3443.1232
4º – Cachoeira do Sul – 51.3722.3985
5º – Montenegro – 51.3632 2654
6º – Rio Grande – 53.3232.8685
7º – Passo Fundo – 54.3313.2247
8º – Estrela – 51.3712.1798
9º – Santo Ângelo – 55.3312.3755
10º – Santa Rosa – 55.3512.1564
11º – Cruz Alta – 55.3322.3184
12º – Bento Gonçalves – 54.3452.4775
13º – Osório – 51.3663.1886
14º – São Leopoldo – 51.3592.4968
15º – Erechim – 54.3522.1637
16º- São Borja – 55.3431.2647
17º – Bagé – 53.3242.4122
18º – Santa Cruz do Sul – 51.3713.1588
19º – Alegrete – 55.3422.2944
20º – Canoas – 51.3476.2656
21º – Uruguaiana – 55.3412.2734
22º – Gravataí – 51.3488.3712
23º – Santana do Livramento – 55.3242.3654
24º – Pelotas – 53.3225.2166
25º – Lagoa Vermelha – 54.3358.2559
26º – Frederico Westphalen – 55.3744.3441
27º – Três Passos – 55.3522.1917
28º – Soledade – 54.3381.1130
29º – Santiago – 55.3251.2602
30º – Vacaria – 54.3231.2308
31º – Ijuí – 55.3332.9711
32º – Taquara – 51.3542.1489
33º – São Luiz Gonzaga – 55.3352.2859
34º – Guaíba – 51.3480.3022
35º – Três de Maio – 55.3535.1942
36º – Cerro Largo – 55.98453.7847
37º – Carazinho – 54.3331.3551
38º – Porto Alegre – 51.3227.4143 / 3062.4146
39º – Porto Alegre – 51.3221.2380
40º – Palmeira das Missões – 55.3742.1373
41º – São Gabriel – 55.3232.5860
42º – Camaquã – 51.3671.5081

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Folhas pautadas apoiadas nos joelhos, falta de estrutura, aula embaixo das árvores, falta de merenda, água e energia. Foi nesta situação que a diretora do CPERS, Juçara Borges, juntamente com a Diretora Geral do 22° Núcleo do Sindicato (Gravataí), Letícia Coelho Gomes, encontraram as crianças e jovens da escola Kuaray Rete, da comunidade indígena Tekoá Karanda’ty, localizada no município de Cachoeirinha, na última sexta-feira (24).

Os membros da retomada Mbya Guarani estão instalados há um ano e meio na área. O local, com cerca de 124 hectares, é o motivo de uma disputa judicial entre herdeiros e poder público, uma vez que coleciona multas estratosféricas e há anos não é ocupado por ninguém.

Enquanto isso, os infantes da aldeia enfrentam graves problemas de estrutura, oferta de recursos básicos e alimentação desde a instalação das famílias na área, em 2021. As crianças da comunidade só puderam ter acesso à educação agora, em 2023, com a chegada do professor Mbya, Arlindo Ribeiro, que anteriormente lecionava em Santa Catarina. Mesmo assim, não se encontram matriculadas na rede de ensino.

“Estamos aqui há um ano e meio e estamos passando bastante dificuldade. Fizemos todos os documentos necessários, para oferecer as aulas de educação indígena, mas o poder público não faz nada. Eu vim aqui para ajudar a comunidade e dar continuidade à educação indígena aqui na aldeia”, explica o professor Arlindo.

No entanto, ele se vira como pode e oferece aulas ministradas em modelo multisseriado (com turma de várias idades e anos escolares diferentes) e bilíngue, ensinando português e guarani ao mesmo tempo. “Os jovens e as crianças estão alegres porque estão estudando. Eles me perguntam ‘Arlindo, tem aula hoje?’”, conta o docente da Kuaray Rete.

Contudo, lamenta que não seja possível lecionar todos os dias: “Quando chove, as aulas não acontecem”. Ele diz que é por isso que frisam os pedidos de lonas. “Com esse material podemos fazer um barraquinho e as crianças teriam aula mesmo com chuva”.

Apesar disso, tanto o professor quanto os outros membros da comunidade, entendem a importância do poder público manifestar interesse em ajudá-los. Arlindo explica que é professor inscrito pela Secretaria da Educação (Seduc), mas ainda não assinou o contrato. Além dele, Adriana, membro responsável pela merenda, também aguarda declaração do órgão para validar sua inscrição. 

“Pedimos muito ao pessoal da Seduc para estarem se movimentando e fazer a escolinha urgentemente para podermos começar a atender melhor a comunidade”, comenta o professor.

Para Luciano Acosta, líder da comunidade Tekoá Karanda’ty, é importante conseguir estrutura escolar para as crianças, pois isso também colabora para a preservação da língua. E ele completa: “Por isso também temos um professor Guarani. Tem que ter escola na aldeia. Estamos lutando para ter uma escola dentro da aldeia!” 

A diretora do CPERS, Juçara Borges, demonstra preocupação com o estado em que se encontram os Mbya Guarani, da aldeia Tekoá Karandaty. “As crianças já estão tendo aula sem nenhuma estrutura, sentadas nos sofás, e não chega a merenda para elas; o professor está dando aula embaixo das árvores. Elas precisam estar matriculadas, pois é um direito garantido no ECA e na Constituição.”

Para a diretora do 22° Núcleo, Letícia Gomes, a Seduc não demonstra interesse em entrar em contato com os órgãos e os ministérios responsáveis, mesmo a aldeia apresentando estado de emergência. “É preciso ao menos uma estrutura, o Estado teria que promover isso. Se chove, não tem aula. A merenda não chega, mesmo a 28ª CRE sabendo da existência de uma merendeira”.

Atualmente, existem sete famílias ao todo na comunidade. Estima-se que no momento residem 40 pessoas no total, todas sem suporte do Estado e lutando para continuarem existindo, mesmo com a situação precária em que se encontram.

Na tarde desta segunda-feira (27), o Ministério Público visitará a aldeia para observar a atual situação da comunidade e, a partir disso, delegar ações cabíveis à 28ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Seduc, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e demais órgãos responsáveis pelo fornecimento de água, energia e estrutura que os Mbya Guarani precisam.

O CPERS continuará acompanhando os trâmites da situação, se manterá informado sobre os próximos movimentos da 28ª CRE, Seduc e dos demais órgãos responsáveis e pressionando pela resolução dos problemas enfrentados pela comunidade, visto que é uma situação de caráter grave e urgente. O Sindicato defende uma educação pública e de qualidade para todos(as) e defende que a manutenção da língua e da cultura é essencial para a preservação dos povos originários do Brasil.

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