A Secretaria Estadual de Educação (Seduc), representada pela secretária Raquel Teixeira e com o apoio do governo Eduardo Leite (PSDB), mantém firme o propósito de avançar no processo de municipalização do Ensino Fundamental nas escolas estaduais.

O CPERS tem alertado educadores(as) e a sociedade sobre essa realidade há tempos, mas as intenções se tornaram ainda mais explícitas após a publicação de uma coluna da jornalista Rosane de Oliveira, nesta segunda-feira (31).

O título da matéria, “Sem alarde, municipalização do Ensino Fundamental já começou no Rio Grande do Sul”, levanta a questão: sem alarde para quem? Para o Sindicato, trabalhadores(as) da educação e as comunidades das escolas atingidas pelas municipalizações, desde o governo Satori (MDB), o assunto não é novidade.

O processo, que transfere a responsabilidade do Estado para os municípios com o objetivo de cortar gastos, reflete uma política perversa que teve início na gestão anterior e continua com o governo Leite (PSDB).

Um dos argumentos mais utilizados tanto pela Seduc quanto pelo presidente da Assembleia Legislativa, Vilmar Zanchin (MDB), que vem realizando reuniões regionais para tratar o assunto pelo estado, é a melhoria da qualidade do ensino. No entanto, o CPERS defende que, muito antes da municipalização, é imprescindível investir efetivamente na infraestrutura das instituições, valorizar salarialmente professores(as) e funcionários(as) de escola e respeitar o projeto político-pedagógico das escolas para melhorar a educação estadual.

A municipalização representa muito mais do que uma troca de gestão; ela acarreta a descontinuidade do processo pedagógico, rompe vínculos e desestimula estudantes, contribuindo para a evasão escolar. Além disso, ao municipalizar as escolas do estado, educadores(as) podem ficar sem seus postos de trabalho.

O CPERS continuará exigindo que a vontade das comunidades escolares seja respeitada e orienta as instituições ameaçadas de municipalização a mobilizarem-se.

Até o momento, através da resistência, diversas tentativas de municipalização já foram impedidas. Por isso, é imprescindível que pais, estudantes e educadores(as) permaneçam firmes na luta para barrar o avanço do processo.

Audiências públicas, reuniões com as comunidades escolares para organizar o apoio da sociedade, abaixo-assinados e pressão nos deputados(as), vereadores(as), secretários(as) de educação e prefeitos(as) são algumas das ações recomendadas.

Seguiremos na luta, acompanhando de perto a situação e defendendo veementemente o ensino público contra mais este ataque de Eduardo Leite (PSDB) à educação.

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Na última sexta-feira (28), aconteceu a primeira reunião do Fórum Permanente para Acompanhamento da Atualização Progressiva no Valor do Piso Salarial Nacional dos Profissionais do Magistério Público da Educação Básica.

A convite do MEC, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) reuniu-se em debate para avaliar questões sobre o pagamento do Piso em todo o país, para todos os profissionais que trabalham no ambiente escolar, conforme estabelece a lei em vigor.

Durante o encontro virtual, que contou com a participação do presidente da CNTE, Heleno Araújo, da vice-presidente, Marlei Fernandes e da secretária de Formação, Marta Vanelli, um dos principais pontos abordados foi a necessidade do devido reajuste nos salários dos professores(as) da educação do país, de forma igualitária.

Embora alguns municípios e estados tenham manifestado o pagamento do salário com reajuste de 14,9%, o repasse não tem sido cumprido de forma integral na tabela salarial. Apesar de ser definido pelo Governo Federal, são os estados e municípios os responsáveis pelo repasse.

“No Paraná, se você perguntar para o governador, ele vai dizer que está pagando o piso. Mas nós, trabalhadores(as) da educação, vamos dizer que ele não está pagando o piso, porque transformou o piso inicial, que era para o nível de ensino Normal, em Licenciatura Plena”, comentou a vice-presidente, Marlei Fernandes.

Em janeiro deste ano, o Piso Salarial dos professores foi reajustado em cerca de 14,9%, por meio da portaria 17/2023: o mínimo, que era R$ 3.845,63, passou para R$ 4.420,55. Ainda segundo a Lei n.º 11.738/2008, que institui o Piso, é estabelecido que o reajuste seja efetuado anualmente no mês de janeiro.

O Fórum

Instituído pela Portaria 1.086/2023, o Fórum Permanente conta com 12 membros titulares; três representantes do MEC, sendo esses, um da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), que também atuará como secretária-executiva do Fórum, um do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e um do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Entre os integrantes, ainda há três secretários estaduais de educação, indicados pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed); três secretários municipais de educação, indicados pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime); e três representantes dos profissionais da educação pública básica em redes estaduais, municipais e do Distrito Federal, indicados pela CNTE.

Marlei conta que, com o Fórum Permanente, serão definidas diretrizes para resolver as pendências que acontecem nos estados e municípios, por meio da reafirmação da legislação e da construção de consensos. “Teremos normativas que de fato sejam aplicadas em todos os espaços, nas redes estaduais e municipais de educação”, completou.

Segundo a secretária de Formação da Confederação, Marta Vanelli, “foi muito importante o MEC recompor o Fórum para debater o Piso. A CNTE apresentou um documento e a expectativa é que se consiga debater os assuntos, de modo a dirimir dúvidas e questionamentos infundados dos gestores.”

Ela ainda afirmou que o Fórum deverá se reunir mensalmente, para debater outros temas urgentes da agenda.

Fonte: CNTE

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Nesta terça-feira (1º), a partir das 19h, o Ministério da Educação (MEC) dará início ao ciclo de seminários intitulado “Programa Escola em Tempo Integral: princípios para a Política de Educação Integral em Tempo Integral”.

Na abertura dos encontros, que será transmitida ao vivo pelo canal do MEC no YouTube, especialistas debaterão sobre a educação básica no Brasil, seus desafios e oportunidades, bem como a relevância da educação integral e a expansão do tempo para o direito a uma educação inclusiva e democrática.

A conferência de abertura, que tem como tema “Passado, presente e futuro da educação integral no Brasil”, contará com a participação de Renato Noguera e Pilar Lacerda.

Após a abertura virtual, o ciclo de seminários percorrerá o Brasil com encontros presenciais, em todas as cinco regiões do país, entre agosto e outubro. Em Porto Alegre, o evento será realizado nos dias 27 e 28 de setembro; as inscrições serão realizadas pelo MEC.

Ao término dos seminários presenciais, será consolidado um documento nacional com os princípios orientadores da educação integral por etapas e modalidades na educação básica, considerando os debates realizados nas cinco regiões do país, previsto para chegar às redes de ensino e comunidades escolares no primeiro trimestre de 2024.

O Programa Escola em Tempo Integral

Na manhã desta segunda-feira (31), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionará a lei que institui o Programa Escola em Tempo Integral.

Criado com o objetivo de ampliar a oferta desta modalidade nas escolas de educação básica em todo o Brasil, conforme prevê o Plano Nacional de Educação instituído pela Lei 13.005/2014, o Programa também tem como finalidade a elaboração da Política Nacional de Educação Integral em Tempo Integral por meio de ações técnicas e estratégicas do MEC junto aos sistemas de ensino e escolas. A meta para os anos de 2023 e 2024 é alcançar 1 milhão de novas matrículas.

Educação em Tempo Integral no Rio Grande do Sul

Segundo análise de dados do Censo Escolar, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2022, o RS ocupava a penúltima colocação entre os estados brasileiros no que diz respeito à oferta de Educação em Tempo Integral.

Apenas 4,7% da rede de Ensino Médio estadual ofertava essa modalidade de ensino, percentual ligeiramente pior que o registrado em 2021 (4,8%).

>> Leia também:

 

Informações: MEC

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Foto destaque: Paula Giolito / Agência O Globo

Nesta quarta-feira (26), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgou o relatório “A tecnologia na educação: uma ferramenta a serviço de quem?”, que aborda o uso compulsório de ferramentas tecnológicas em sala de aula.

A constatação dos resultados é a mesma que o CPERS vem denunciando há anos: não há dúvidas que as ferramentas auxiliam na educação, mas o custo para que o acesso a aparelhos, aplicativos e internet seja igualitário é muito alto, o que faz com a desigualdade social se escancare ainda mais.

>> Clique aqui para conferir o relatório completo

A tecnologia na área educacional tem sido amplamente adotada nos últimos 20 anos. Neste período, o número de estudantes em cursos online saltou de 0, em 2012, para pelo menos 220 milhões, em 2021. Um investimento que não vemos sendo desembolsado quando se trata da valorização dos educadores(as) e da infraestrutura das escolas.

O estudo da Unesco aponta que uma atenção excessiva à tecnologia, geralmente, tem um alto custo. Estes recursos, quando deixam de ser investidos, por exemplo, em melhorias de salas de aula, na profissionalização de educadores(as) ou aquisição de livros didáticos para crianças em países de baixa ou média renda, provavelmente, colocarão o mundo em uma posição ainda mais distante de alcançar o objetivo de uma educação de qualidade e acessível para todos e todas.

Ainda é relatado que os produtos de tecnologia evoluem tão rapidamente, sendo trocados em média, a cada 36 meses, o que dificulta a avaliação do impacto no aprendizado. Além disso, a Unesco aponta que a maioria dos estudos são conduzidos pelas próprias empresas de tecnologia: “Boa parte das evidências são produzidas pelos que estão tentando vendê-las. A Pearson financiou seus próprios estudos e contestou uma análise independente que demonstrava que seus produtos não tinham impacto algum”, denuncia o documento.

Consequências negativas na aprendizagem

Um dos pontos destacados no estudo, reflete sobre como o uso intensivo dessas plataformas e dispositivos podem gerar um impacto negativo na educação e no aprendizado dos alunos(as).

A convivência e a interação entre estudantes e educadores(as) é parte fundamental do desenvolvimento cognitivo e pensamento crítico. Quando substituídos por uma tela, as capacidades individuais que deveriam avançar são comprometidas.

Foto: Divulgação/MCTIC

Uma avaliação de 23 aplicativos de matemática, usados no nível primário, demonstrou que alunos(as) passaram a se concentrar na memorização, ao invés de habilidades avançadas.

O relatório conclui reforçando que a tecnologia deve ser introduzida na educação com base em evidências que demonstrem que ela seria apropriada, igualitária, escalonável e sustentável. Em outras palavras, seu uso deve atender aos melhores interesses dos estudantes e complementar uma educação baseada na interação humana.

O uso desregrado das tecnologias nas escolas estaduais do Rio Grande do Sul 

Segundo dados apurados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de janeiro de 2022 até julho de 2023, a Seduc já empregou cerca de R$ 224 milhões em repasse de recursos da educação para empresas de tecnologia, terceirizando funções e responsabilidades que seriam do governo.

Dinheiro esse que poderia estar sendo investido em alguma obra emergencial, dentre as tantas necessárias na rede pública, ou ainda na valorização salarial dos servidores(as), que acumulam quase 60% de perdas inflacionárias desde 2014.

Foto: Divulgação/CPERS

Qual a real intenção dessas instituições com o ensino público e por que a Seduc permite? A resposta é simples: a educação básica do estado é vista por estes entes como fonte de lucro e nicho de mercado.

Para o CPERS é preciso avaliar se essas ferramentas são realmente úteis para o dia a dia das instituições estaduais de ensino. Não podemos permitir que a gestão das escolas públicas – e o dinheiro dos gaúchos(as) – seja repassado imprudentemente aos grandes empresários.

O Sindicato seguirá vigilante nas formas de aplicação e investimento de verba pública em determinadas tecnologias e na luta incansável por uma educação igualitária e acessível para todos(as) e exigindo respeito ao projeto político-pedagógico de cada escola.

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“Já perdemos alguns alimentos das geladeiras e, se a luz não voltar logo, vamos perder as carnes que estão no freezer. Vamos perder tudo. E na segunda-feira as aulas já retornam. Como vamos receber os estudantes sem luz?”, desabafa Dulce Delan, assistente financeira da EEEB Presidente Roosevelt, de Porto Alegre, que está sem energia elétrica desde quarta-feira (26).

Às vésperas do retorno das aulas, a escola já abriu diversos protocolos junto à Equatorial Energia – CEEE para a resolução urgente do problema, mas até o momento nada foi feito.

Segundo o relato de Dulce, nesta quinta-feira (27), uma equipe esteve no local e identificou que o problema está em uma chave no poste em frente à escola; no entanto, os técnicos não tinham os equipamentos adequados para resolver o transtorno naquele momento.

A preocupação da educadora é, principalmente, com a retomada das aulas na próxima segunda-feira (31) e com os alimentos que estão sendo perdidos devido à falta de luz. “Já abrimos vários protocolos de reclamação, e não temos previsão do conserto”, relata.

O CPERS, desde o início do governo Eduardo Leite (PSDB), denuncia a questão das privatizações do patrimônio público do Rio Grande do Sul.

Em 2021, Leite (PSDB) privatizou a CEEE e, de lá para cá, as reclamações só aumentaram. O atendimento à população piorou, e a atual gestão insiste em tirar de sua responsabilidade serviços essenciais para gaúchos e gaúchas. Além da energia elétrica, agora, tenta privatizar também a água, através da venda da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).

O Sindicato reforça a luta em defesa de um Estado forte, com serviços públicos de qualidade para a população gaúcha, e na defesa dos trabalhadores(as) e dos direitos dos servidores(as) estaduais. Seguiremos atentos e acompanhando de perto a situação da Presidente Roosevelt e exigindo a urgente resolução do problema, para garantir uma educação de qualidade aos alunos(as) da instituição.

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Foto de capa: Marcelo Casal Jr./ Agência Brasil

Considerada uma das questões mais relevantes para o país, a proposta de Reforma Tributária (PEC 45/19), que está em tramitação no Congresso Nacional, tem gerado interesse entre diversos agentes econômicos da sociedade brasileira.

Em nota técnica, divulgada nesta terça-feira (25), o Dieese analisa a proposta explorando as formas de financiamento do Estado e oferecendo uma visão abrangente sobre o sistema tributário brasileiro em comparação com países centrais.

>> Leia a nota completa aqui

Um dos destaques do estudo é a simulação dos impactos da isenção de impostos em alguns produtos alimentícios básicos, utilizando dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.

A ideia por trás dessa medida é clara e nobre: tornar esses produtos mais acessíveis, principalmente para os mais pobres. Contudo, ainda é preciso esperar a confirmação do Senado Federal e definir quais alimentos farão parte da tão aguardada cesta isenta.

Enquanto diversos segmentos do governo federal já discutem quais produtos seriam ideais e saudáveis para compor essa cesta, é importante destacar que nem todos os itens da Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese, estão garantidos para serem desonerados. Além disso, vale lembrar que a carga tributária média apresentada no estudo é uma aproximação nacional, mas que pode variar significativamente entre diferentes estados.

Simulação do custo da cesta básica de alimentos com e sem tributos
Capitais selecionadas – junho de 2023

Uma questão que também merece atenção é o possível impacto nos preços finais ao consumidor. A redução dos tributos nem sempre é repassada integralmente para os preços, uma vez que a estrutura de mercado de cada produto pode influenciar essa dinâmica.

Trazendo um pouco mais de números para essa discussão, se considerarmos que os produtos da Pesquisa do Dieese fossem desonerados completamente, ou seja, com alíquota zero, as cidades do país poderiam experienciar uma queda média de aproximadamente R$ 67,00 por mês ou cerca de 9 a 10% do valor atual. Isso significa que, em um ano, cada pessoa poderia economizar potencialmente em torno de R$ 800,00.

Os desafios do sistema tributário no Brasil

Vale destacar que o sistema tributário atual do Brasil enfrenta uma série de desafios. A alta carga de impostos indiretos, que afeta a todos, independentemente dos rendimentos, contrasta com a menor participação dos impostos diretos, que incidem sobre patrimônio e renda. Essa disparidade favorece os mais ricos e sobrecarrega os menos favorecidos, perpetuando uma injustiça social.

A concentração de impostos indiretos e a falta de uma tributação mais efetiva sobre ganhos de capital e grandes fortunas agravam essa desigualdade. Além disso, a excessiva concessão de isenções fiscais, a falta de regulamentação adequada e o chamado “planejamento tributário”, praticado por empresas, acabam por distorcer ainda mais o sistema, tornando-o menos justo e eficiente.

A proposta de Reforma Tributária deve abordar os impostos diretos, permitindo uma redução mais significativa da carga dos tributos indiretos. Essa medida tornaria a estrutura de arrecadação do país mais alinhada com a de nações desenvolvidas. Além disso, é fundamental garantir que haja recursos suficientes para financiar políticas públicas em um projeto de Estado Nacional e seguridade social em níveis adequados e sustentáveis ao longo do tempo.

Outro ponto que dificulta a justiça tributária é a sonegação, que, diante da falta de instrumentos eficazes de cobrança, prejudica significativamente o financiamento necessário para áreas essenciais como saúde, educação, habitação, infraestrutura e energia limpa.

Frente a essa realidade, a proposta de uma Reforma Tributária ganha importância não apenas para os setores empresariais e governamentais, mas, principalmente, para a população em geral. É fundamental assegurar que os mais ricos, com maior capacidade contributiva, paguem uma parcela justa de impostos e que os recursos arrecadados sejam eficientemente destinados para o benefício de toda a sociedade.

Essa reforma não pode ser tratada somente como uma questão técnica, mas como uma pauta central na construção de um Brasil mais justo e próspero para todos(as). Para tanto, é preciso superar os obstáculos políticos e encontrar um consenso que permita a implementação de mudanças significativas.

O futuro do país está atrelado a essa discussão e é responsabilidade de todos os atores envolvidos buscar soluções que contemplem a justiça tributária, a equidade social e o desenvolvimento sustentável. Somente assim será possível vislumbrar um cenário onde os recursos públicos sejam aplicados de forma mais eficiente e justa, contribuindo efetivamente para o bem-estar de toda a população brasileira.

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Foto destaque: Ricardo André Frantz

Em fevereiro deste ano, durante reunião com representantes da direção central do CPERS, o governador Eduardo Leite (PSDB), anunciou que um possível reajuste para a categoria estaria condicionado à compensação das perdas de ICMS. Pois bem, no início do mês de julho, o Rio Grande do Sul recebeu a primeira parcela desse ressarcimento, no valor de R$ 994,98 milhões, de um total de R$ 3 bilhões que serão ressarcidos até 2025.

Em 2024, mais R$ 1,3 bilhão serão ressarcidos e, em 2025, mais de R$ 670 milhões entrarão nos cofres estaduais. Vale ressaltar, todos esses valores são relativos às perdas de ICMS de 2022.

A recomposição afeta positivamente as finanças públicas do Estado e dos municípios gaúchos e abre espaço para a negociação pela revisão geral dos salários dos servidores(as), que equivale às perdas financeiras provocadas pela desvalorização da moeda, decorrente da inflação. Os educadores(as) estaduais acumulam perdas de quase 60%, mesmo com o ajuste de 6% do último ano.

Em comparativo lançado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que apresenta um panorama das negociações salariais pelo Brasil, no setor público, servidores(as) estaduais de diversos estados estão recebendo a revisão geral no ano de 2023.

>> Clique aqui para conferir a íntegra do estudo

Em alguns dos estados que já concederam reajustes, os percentuais ficaram acima da inflação do último período, como os casos da Bahia (14,8%), do Rio Grande do Norte (14,95%) e do Pará (15%).

Portanto, assim como anunciado pelo governador, ainda em fevereiro, há margem para a abertura de uma mesa negociação pela revisão geral, basta vontade política.

Por que o Rio Grande do Sul está recebendo estes valores? 

A compensação se deve à nova classificação dos combustíveis, energia elétrica e telecomunicações como bens e serviços essenciais.

>> Confira aqui um panorama dos repasses para o RS, elaborado pelo Dieese

Em 2022, com a LC 194, o RS passou a receber a alíquota do tributo ao teto de 17%, ao invés dos 25% vigentes antes da lei. Após um acordo entre o governo Lula (PT), os Estados e o Distrito Federal, esses valores serão abatidos das parcelas dos contratos de dívidas dos entes com a União.

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De 23 a 26 de julho, pelo menos 100 educadores – em sua maioria, mulheres – de 18 organizações filiadas à Internacional da Educação América Latina (IEAL), estão reunidos em San José, capital da Costa Rica, para o Encontro Regional da Rede de Trabalhadoras da Educação.

Durante o evento, as educadoras compartilham experiências e apresentam a situação dos direitos das mulheres e da igualdade de gênero em seus países, além de analisar os cenários políticos.

Representando o CPERS, participam do encontro a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, a secretária-geral Suzana Lauermann, a tesoureira Rosane Zan e as diretoras Carla Cassais, Sandra Régio, Sonia Solange Viana e Vera Lessês.

Observatório e workshops

No primeiro dia do encontro, a oficial de gênero da OIT para a América Central, Panamá, República Dominicana e Haiti, Larraitz Lexartza, fez uma apresentação sobre a Convenção 190 da OIT. A ratificação desse convênio é promovida pela IEAL por meio de uma campanha.

Já no segundo dia, a Rede lançou o Observatório de Igualdade de Gênero “Sumemos Igualdad” (Adicionemos Igualdade), página na internet cujo objetivo é dar visibilidade às informações sobre as condições do trabalho das profissionais da educação da América Latina. O observatório está dividido em três temas: igualdade de gênero no mundo do trabalho, avanços e retrocessos nos direitos trabalhistas e direitos das mulheres no trabalho educacional.

“Com isso, avançamos para a igualdade de gênero, relatando a participação e liderança das mulheres nos sindicatos de educação, destacando seu trabalho na educação, vida familiar e organização política”, explica a Rede, em mensagem no site.

Foram promovidos, ainda, dois workshops: 1) ”A opinião pública também é nossa: comunicação para mulheres sindicalistas” e 2) “Tocar, dançar e cantar na perspectiva sindicalista”.

O primeiro forneceu aos participantes ferramentas básicas de comunicação para professores posicionarem seus problemas e agendas dentro e fora das organizações e gerar reflexões; e o segundo mostrou o potencial da música em espaços de protesto social.

Para o último dia do evento está prevista uma exposição relacionada com a campanha da IEAL “¡Por la Pública! Escola Criamos” , que se opõe à privatização da educação e ao comércio educacional e busca reivindicar maior financiamento do Estado para a educação pública, pelo Observatório Latino-Americano de Políticas Educacionais (OLPE).

Antes do encerramento da atividade, o Escritório Regional fará o lançamento oficial do volume 9 da Revista RED, que este ano trata da sobrecarga de tarefas da mulher e aos desafios da conciliação de trabalho e vida familiar.

Conjuntura Nacional

Ainda no segundo dia do encontro, Berenice D’arc, secretária de Relações de Gênero da CNTE, apresentou o painel “Conjuntura Política e o Papel das Mulheres no Brasil” e falou da renovação da esperança que a eleição de Lula (PT) trouxe às mulheres brasileiras e latino-americanas.

Como exemplo de ações implementadas, citou a recriação do Ministério das Mulheres, a retomada para ratificação da Convenção 190 (sobre violência e assédio no trabalho) da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a sanção da Lei 14.611, que trata da igualdade salarial entre homens e mulheres.

Sobre a Rede de Trabalhadoras da Educação

Desde 2005, a Rede é uma estrutura de trabalho conjunto formada pelo Comitê Regional da IEAL, para o fortalecimento dos sindicatos por meio da implementação de políticas sindicais que promovam a participação e militância das professoras. A iniciativa se sustenta no fato de que as organizações sindicais da educação são constituídas por, pelo menos, 70% de mulheres.

Fonte: CNTE

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O Ministério da Educação (MEC) anunciou recentemente o seu programa de expansão das escolas de tempo integral no Brasil que, por meio de um programa de política pública, reúne um conjunto de estratégias que, desde assistência técnica, pedagógica e financeira aos Estados e Municípios, tem como objetivo melhorar nossos indicadores educacionais. O cerne da proposta governamental é ampliar o turno escolar para, no mínimo, 7 horas diárias ou 35 horas semanais.

O nobre objetivo do Programa do MEC “tem como finalidade a perspectiva do desenvolvimento e formação integral de bebês, crianças e adolescentes a partir de um currículo intencional e integrado, que amplia e articula diferentes experiências educativas, sociais, culturais e esportivas em espaços dentro e fora da escola com a participação da comunidade escolar”. São exatamente nesses termos que o programa ministerial é divulgado na sua página institucional eletrônica.

Sabemos bem que o atual modelo educacional brasileiro guarda enormes desafios para a implementação de um projeto dessa magnitude. A ampliação do horário do turno escolar dos nossos sistemas de ensino exigira mudanças profundas nos currículos, nas jornadas de trabalhos dos profissionais da educação e nos próprios espaços escolares. Esse último ponto, a que se refere a noção da infraestrutura escolar, talvez seja o gargalo que exigiria maior investimento inicial do programa ministerial. Afinal, como poderíamos garantir a ampliação proposta pela escola do tempo integral sem os espaços físicos mínimos e adequados para manter as crianças e jovens nesse modelo?

Mas o principal desafio da nossa educação atualmente é transpor o modelo proposto pelo MEC, avançando ainda mais na proposta ministerial. Para garantir as interações com as subjetividades dos principais atores de nossas escolas e práticas pedagógicas de um novo modelo educacional que, de fato, concretize o direito à educação que tanto almejamos, é necessário avançar para a concepção de uma escola de formação integral.

A ampliação do tempo e dos turnos escolares, na proposta do MEC, é fator muito importante para qualificarmos a nossa educação, já prevista na Meta 6 do atual PNE, que acabará já no ano que vem e que passou muito longe de ser cumprida. A proposta era que, até o ano que vem, tivéssemos no Brasil uma jornada diária de 7 horas em, pelo menos, 50% de nossas escolas públicas da educação básica. Em 2021, chegamos a 22.4%% das escolas abarcadas por esse modelo. O outro objetivo da meta era que, aqueles 50% das escolas brasileiras aptas a oferecer uma jornada diária de 7 horas, pudessem abarcar 25% das matrículas da educação básica. Em 2021, só tínhamos quase 15,1% dos estudantes brasileiros nessa educação em tempo integral.

Mas a ampliação da jornada diária da escola brasileira deve vir acompanhada de uma formação integral. Por isso, mais importante do que falarmos em escola de tempo integral, é a gente se apropriar do que vem representar uma escola de formação integral.

Uma escola de formação integral preza, sobretudo, por uma educação inclusiva, para todos e todas. As dimensões formativas dos estudantes perpassarão várias dimensões do conhecimento, para além do meramente curricular, ou de um currículo que não trate as dimensões físicas, intelectuais, culturais e sociais como equiparados na sua importância. E para uma escola de formação integral prosperar, temos que fomentar uma política educacional que preze pela valorização profissional dos(as) educadores(as), professores(as) e funcionários(as) da educação. Precisamos de profissionais preparados para trabalhar as questões pertinentes ao currículo e ao projeto político-pedagógico de nossas escolas. É uma tarefa árdua que deve ser empreendida tanto pelos cursos de formação inicial e continuada quanto pelos sistemas de ensino e pelas próprias escolas, levando-se em conta, também, a democratização e eficiência da gestão.

Quanto ao aspecto curricular, os profissionais necessitarão compatibilizar as atividades pedagógicas de classe e extraclasse, ressignificando o aprendizado dos estudantes. O contexto social da escola, com a cidade, com o bairro, com as famílias e universidades, por exemplo, é importante porque integra a escola às realidades do mundo, mediante a valorização do trabalho como princípio educativo. É fundamental que aprimoremos a sintonia entre os(as) profissionais da educação básica com os cursos de licenciatura das universidades, de modo que se consolide um caldo mais positivo e favorável para que, somente assim, o magistério e as atividades escolares em geral voltem a ser atrativos para a nossa juventude cogitar as atividades inerentes às escolas como possíveis futuros profissionais.

Outro pilar de uma escola de formação integral é a necessidade imperativa de uma gestão democrática. O Projeto Político e Pedagógico (PPP) de nossas escolas deve voltar a ser, nesse modelo de uma formação integral, tarefa de toda a comunidade escolar, e não só uma obrigação formal e burocrática. A sua elaboração, bem como o seu desenvolvimento e a avaliação do projeto, devem ser produto coletivo de todos os atores educacionais. O PPP tem por princípio superar a recorrente divisão social do trabalho e as práticas autoritárias existentes na escola, fomentando os conselhos escolares, grêmios estudantis, associações de pais, de moradores, dentre outros grupos constituídos na comunidade escolar. Só assim, poderemos avançar para um modelo educacional que não se preocupe somente com o aumento da jornada diária, mas, sobretudo, com uma formação mais ampla e geral, portanto mais integral, dos nossos estudantes brasileiros, já tão atacados com a essa proposta de Novo Ensino Médio, a antítese de uma Escola de Formação Integral.

Por Heleno Araújo, professor, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e atual coordenador do Fórum Nacional da Educação (FNE) – 24/07/2023.

Fonte: CNTE

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Nesta terça-feira (25), o 2º vice-presidente e coordenador do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS, Edson Garcia, participou de um evento especial em Pelotas. O encontro homenageou líderes e heroínas negras, celebrando o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, além do Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.

O Coletivo Estadual teve um papel fundamental na atividade, promovida pelo 24º Núcleo. Graças ao compromisso e empenho desse grupo, uma demanda importante foi atendida: o lançamento do nome do Coletivo Regional de Igualdade Racial e Combate ao Racismo – Mestre Griô Sirley Amaro. O Coletivo Regional de Pelotas foi fundado em 2016. 

>> Confira mais informações do Coletivo aqui.

“Este momento é realmente significativo, mas não se limita a hoje. É o primeiro núcleo do CPERS em que estamos nomeando o Coletivo, e isso tem uma grande importância para nós, principalmente, porque estou há mais de 20 anos na sala de aula e sempre lutei por um sindicato que verdadeiramente defendesse nossos direitos e nos representasse”, asseverou Edson.

A educadora, Bernadete Seixas de Ávila, que é membro do Coletivo, destacou a história de vida da Mestre Griô Sirley Amaro.

Seu filho, Eduardo Amaro, estava presente na atividade. Ele ressaltou que propagar a história de Griô é essencial em um mundo que parece perder seus valores. Por isso, seguir seus passos é uma forma de honrá-la e inspirar as futuras gerações.

“Minha mãe foi minha maior herança, deixando um legado cultural e valores inestimáveis para mim e para a nossa comunidade. Sua capacidade de transitar em todos os meios me inspira. Sua ausência é uma dor constante, mas seu ensinamento sobre ética, respeito e educação é o maior tesouro que carrego”, frisou.

Os representantes do Coletivo Regional de Pelotas, composto por Ana Paula Dias Rosa, Bernadete Seixas de Ávila, Carmem Lúcia Balhego Fão, Maria Goreti Dias Pinto, Noemia Izolmira Medeiros, Ramão Pinheiro e Simone Barcelos, compartilharam o mesmo entusiasmo e comprometimento com a causa.

A educadora Ana Paula Dias Rosa, que também é tesoureira do 24º Núcleo, explicou que tudo começou em 2015, quando Edson fundou o Coletivo Estadual, em Porto Alegre, e desafiou os núcleos a criarem seus coletivos, como apêndices do Estadual.

“As adversidades foram muitas, mas nossa convicção e compromisso com a causa nos impulsionaram a seguir em frente. Com resiliência, encontramos soluções para cada obstáculo que surgia, mantendo o foco em nosso objetivo maior: construir um espaço que representasse nossa luta e valores”, destacou Ana Paula.

Este momento é verdadeiramente especial. O Coletivo é de extrema importância para nós dentro do CPERS e sua relevância se destaca ainda mais diante das condições de exclusão e racismo que ainda persistem em nossa sociedade. Nossa união e compromisso com essa causa são fundamentais para promover a justiça e a igualdade que almejamos”, afirmou o diretor do 24º Núcleo, Mauro Amaral.

Ao final do encontro, todos(as) firmaram o compromisso em continuar a semear um futuro em que a igualdade e a cultura afro-brasileira florescerão, abrindo caminhos para a transformação e o respeito mútuo com a luta antirracista e a real efetivação desta política nas escolas do Rio Grande do Sul, a começar pela implementação da Lei n° 10.639/03. 

  

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