Hoje (3), o Jornal do Almoço trouxe à luz uma denúncia, que está sendo feita há tempos pelo CPERS, e que precisa chegar a todos os gaúchos e gaúchas, para desmascarar o falso discurso de “prioridade para a educação” e do fazer de conta que “concede reajustes aos educadores” do governo Eduardo Leite (PSDB).

Em uma matéria tocante, foram apresentados os casos de duas funcionárias de escola, da limpeza e da merenda, que sofreram com o absurdo desconto da insalubridade, realizado neste mês.

É inadmissível e ultrajante que, em um estado que supostamente preza pelo bem-estar e dignidade de seus cidadãos, os funcionários(as) das escolas estaduais do Rio Grande do Sul sejam tratados com tamanho desrespeito e desvalorização.

A insalubridade é um direito fundamental para esses profissionais que trabalham incansavelmente na formação das futuras gerações. Não é apenas um valor adicional, é um reconhecimento merecido para esses educadores(as) que, diariamente, lidam com produtos que apresentam riscos à saúde e à segurança para garantir um ensino de qualidade.

Além da insalubridade, várias outras gratificações também têm sido sistematicamente burladas, prejudicando os trabalhadores(as) que deveriam ser beneficiados por esses adicionais. O mais preocupante é que o governo tem conhecimento dessa prática, mas pouco tem feito para coibir essa situação – e o CPERS tem denunciado em todas as oportunidades e pressionado por mudanças.

Para piorar, essa questão é parte de um problema maior, que tem suas raízes em uma defasagem histórica dos salários. A tabela salarial dos funcionários(as) da educação, que remonta a R$ 657,97 apresenta graves problemas, cuja maior parte da tabela inicial (nivel 1, classe A) fica abaixo do Salário Mínimo Regional. Além disso, estes educadores(as) sofrem com a estagnação salarial, que já perdura por quase uma década.

O que Eduardo Leite(PSDB) pretende com essa atitude vergonhosa? Deixar claro que não valoriza a educação, que não respeita aqueles que se dedicam a construir um futuro melhor para nossos jovens?

É inaceitável que trabalhadores(as) empenhados em suas atividades e que lidam diariamente com condições insalubres não recebam as gratificações devidas, agravando ainda mais a sua situação financeira. O governo deve assumir a responsabilidade de resolver essa questão.

Diante desse cenário degradante, o CPERS reforça o seu repúdio a essa ação do governo Leite (PSDB). O Sindicato já enviou um ofício ao governo exigindo uma audiência urgente para reverter esta situação absurda e injusta. A insalubridade é um direito inquestionável desses educadores(as), e não descansaremos até que ela seja efetivamente paga, como deve ser.

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A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), desta terça-feira (1°), em proibir o uso da tese de legítima defesa da honra como justificativa para a absolvição de condenados(as) por feminicídio tem apoio do CPERS, por meio de seu Departamento de Gênero e Diversidade.

Ao tomar essa importante medida, o STF demonstra respeito ao apelo do Sindicato e de diversas organizações, movimentos sociais e a sociedade em geral, afirmando, desse modo, seu compromisso em combater a impunidade em crimes contra as mulheres e garantir a proteção dos direitos femininos no país.

A proibição dessa tese representa um importante passo na busca pela justiça de gênero e pela equidade entre homens e mulheres.

O Departamento de Gênero e Diversidade do Sindicato, juntamente com movimentos feministas, organizações de direitos humanos e grupos de defesa das mulheres, tem sido incansável na luta por uma sociedade mais justa e igualitária. 

Temos trabalhado incessantemente para conscientizar a população, além de vereadores(as) e deputados(as), sobre a gravidade do feminicídio e suas causas profundamente enraizadas no machismo e na cultura do patriarcado.

A decisão do STF é uma conquista na luta de todas as mulheres que têm sofrido com a violência de gênero e para suas famílias, que muitas vezes são privadas da justiça diante de crimes tão brutais. 

É fundamental que continuemos apoiando e fortalecendo a luta contra o feminicídio e a violência contra a mulher, bem como colaborando para a criação de políticas públicas que protejam os direitos das mulheres e promovam a igualdade de gênero em todas as esferas da sociedade.

Reforçamos a importância de todas e todos se unirem na luta contra a violência de gênero e na construção de um futuro mais justo e seguro para as mulheres. A proibição da tese de legítima defesa da honra é um passo – de muitos que ainda precisam ser dados – para a construção de uma sociedade verdadeiramente igualitária, na qual todas as vidas sejam respeitadas e valorizadas.

Foto de capa: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) publicou, nesta terça-feira (1º), uma nota condenando o contingenciamento de verbas da educação e cobrando do Congresso Nacional a conclusão da votação do novo arcabouço fiscal, excluindo do teto de gastos os recursos da União para o Fundeb e as receitas destinadas à Ciência e Tecnologia.

>> Confira a nota na íntegra:

Na última sexta-feira (28/07), o Governo Federal editou o Decreto 11.621, alterando a programação orçamentária e financeira para a execução do Orçamento da União em 2023.

A referida alteração decorre de exigências, ainda em vigor, da Emenda Constitucional (EC) 95/2016, que impôs o limite de teto de gastos à administração pública federal. Ou seja, enquanto o novo arcabouço fiscal exigido pela EC 126/2022 não for aprovado pelo Congresso Nacional, a União continuará impedida de expandir seus custeios e investimentos para além da reposição inflacionária, desde que haja crescimento de receitas. E, em havendo déficits na programação orçamentária anual, os contingenciamentos continuarão prevalecendo até que a EC 95 seja revogada definitivamente.

Com base nesta regra nefasta de arrocho fiscal, o Governo Federal contingenciou recursos do orçamento deste ano, atingindo, também, as áreas de educação e saúde – R$ 332 milhões e R$ 452 milhões, respectivamente. Ocorre que esses dois cortes contrariam a perspectiva inicial do próprio Governo de isentar as duas pastas de quaisquer contingenciamentos em razão da EC 95.

A CNTE reconhece o esforço do atual Governo – com o apoio do Congresso Nacional – de recompor os orçamentos das áreas sociais no final de 2022, quando Jair Bolsonaro entregou o país em situação de terra arrasada, com flagrantes desvios de finalidade orçamentária na tentativa de conquistar a reeleição. Não havia dinheiro sequer para pagar as contas de luz das universidades ao longo do ano. Porém, a educação e a saúde não podem continuar sendo alvos desses contingenciamentos, pois são áreas sensíveis e que sofreram muitos retrocessos desde o golpe de 2016.

Neste sentido, a CNTE reitera a importância de o Congresso Nacional concluir a votação do novo arcabouço fiscal, excetuando da nova regra de gastos os recursos da complementação da União ao FUNDEB, além das receitas destinadas à Ciência e Tecnologia e ao Fundo Constitucional do DF. Isso é o mínimo que se deve garantir à sociedade, uma vez que o Congresso modificou o texto original do PLP 93/2023, apresentado pelo Governo, que, além de prever um arcabouço temporário (até 2027), deixava de fora do teto de gastos os mínimos constitucionais da educação e da saúde, além de outras rubricas sociais.

Em razão da conjuntura e do tempo exíguo – pois o país não suporta mais conviver com contingenciamentos orçamentários –, conclamamos os(as) deputados(as) a aprovarem o texto do arcabouço fiscal oriundo do Senado, com o compromisso de num futuro breve, após consolidada a retomada do crescimento econômico e concluída a reforma tributária – com a devida tributação dos super-ricos –, o Governo e o Congresso reverem a política de teto de gastos, a fim de preservar os investimentos necessários para promover a inclusão social e o desenvolvimento para todos(as).

Pela imediata revogação da EC 95/2016!
Pelo fim dos contingenciamentos nos orçamentos do MEC e da Saúde! Por mais investimentos nas áreas sociais!

Brasília, 01 de agosto de 2023
Diretoria da CNTE

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Atenção, educador(a)! Inscreva-se na 5ª edição da Mostra Pedagógica do CPERS e embarque em uma jornada de descobertas e inspirações.

Professores(as) e funcionários(as) da rede estadual estão convocados a participar e evidenciar a força transformadora do conhecimento e da educação pública.

Com o tema “Escola Livre, Educação Presente”, a Mostra abre as portas para um ambiente educacional onde a liberdade, a criatividade e a diversidade de ideias são celebradas como poderosas ferramentas de crescimento.

A atividade é um convite à inovação e uma homenagem à dedicação de cada educador(a) pelo trabalho que desempenha no chão da escola, fortalecendo a comunidade escolar e promovendo o intercâmbio de ideias e conhecimentos.

Os 42 núcleos do CPERS promoverão exibições regionais, de agosto a novembro, e os educadores(as) precisam se inscrever com até cinco dias de antecedência ao evento em sua região. Os projetos e trabalhos selecionados ganharão destaque na fase estadual da Mostra, que acontecerá em Porto Alegre, em dezembro, com data a ser definida. As experiências selecionadas serão ainda reunidas em uma publicação especial.

A Mostra Pedagógica é uma oportunidade para construirmos juntos(as) uma escola pública cada vez mais inclusiva e enriquecedora, destacando que a excelência da educação floresce em meio às adversidades.

Cada projeto inscrito é um passo em direção ao futuro que queremos construir para nossos estudantes, inspirando-os a serem cidadãos criativos e críticos.

E aí, está pronto(a) para fazer história? Inscreva-se e mostre que o poder transformador da educação nasce do amor e da dedicação dos educadores(as), apesar da desvalorização e descaso do governo Eduardo Leite (PSDB) com o ensino público e os professores(as) e funcionários(as) de escola.

Juntos(as), vamos escrever um capítulo na história da educação estadual. Seja a mudança que queremos ver no mundo. Contamos com você, educador(a), para inspirar, inovar e revolucionar!

▶️ INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

1. Somente sócios(as) do CPERS terão suas inscrições validadas para a Mostra Pedagógica;
2. Os anexos (como documentos, trabalhos por escrito ou em PowerPoint, fotos e vídeos) devem ser enviados para o e-mail mostracpers5@gmail.com;
3. As inscrições podem ser realizadas com até 5 (CINCO) dias de antecedência à Mostra Regional do seu núcleo. Clique aqui para conferir o cronograma das etapas regionais da Mostra;
4. Clique aqui para acessar o regulamento completo da Mostra Pedagógica;
5. Se tiver dificuldades no preenchimento do formulário ou outras dúvidas, entre em contato pelo e-mail secgeral@cpers.org.br ou pelo fone (51) 3254.6000.

 

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Resgatar o passado e debater os desafios do futuro são alguns dos objetivos dos Encontros Regionais dos Aposentados do CPERS, que nesta quarta-feira (2), foi sediado pelo 1° Núcleo do Sindicato, em Caxias do Sul.

A iniciativa, que ocorreu no Auditório do Sindserv, contou ainda com a presença de educadores(as) de Estrela (8º Núcleo), Santa Cruz do Sul (18º Núcleo) e Montenegro (5º Núcleo).

>> Clique aqui para conferir vídeos com trechos do Encontro

Ao longo do dia, os participantes acompanharam importantes debates sobre a atual conjuntura política, tanto nacional quanto estadual, tiraram dúvidas com a assessoria jurídica e participaram de atividades culturais.

“Quem construiu esse Sindicato? Quem conhece o valor dessa entidade? São vocês, que se formaram nas ruas, na luta, enfrentando a Ditadura. Nessa época, nós íamos para a capital sem a certeza de saber se voltaríamos. Por toda essa história de resistência, que muito me orgulha, é uma imensa alegria estar com vocês hoje”, destacou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, durante a abertura do Encontro.

Glaci Weber, diretora do Departamento dos Aposentados do Sindicato, ressaltou a importância das inúmeras iniciativas que o CPERS realiza para acolher esta importante parcela da categoria. “Quero salientar que eu sozinha não faço nada. Conto com a ação dos diretores de núcleo, dos representantes dos aposentados e de vocês, nossos tão valorosos aposentados, sempre presentes em nossas mobilizações e atividades. Essa participação nos mantém ativos e unidos”, frisou.

O advogado da assessoria jurídica do CPERS, Escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, Marcelo Fagundes, explicou sobre algumas ações realizadas em prol dos direitos dos aposentados(as). “Aguardamos a data do julgamento da ação sobre o desconto previdenciário. Acreditamos que será declarado inconstitucional. Seguimos firmes na luta para que vocês tenham a devolução desses valores”, afirmou.

Após a explanação, Fagundes e a advogada Carolina Buchabqui, responderam dúvidas dos educadores(as).

Desafio de Danças Folclóricas Internacionais anima o público

À tarde, os educadores(as) prestigiaram a apresentação dos grupos participantes do Desafio de Danças Folclóricas Internacionais.

Pela ordem de sorteio, apresentaram-se as dançarinas dos Núcleos de Montenegro, Santa Cruz do Sul e Caxias do Sul. O ritmo definido por sorteio para este Encontro foi a dança do ventre.

Após avaliação das apresentações pelo júri, composto pelas educadoras Helena Buchaim, Michele Martins Nunes e Bruna de Lima Jacintho, o grupo selecionado para a etapa estadual do Encontro dos Aposentados foi o de Santa Cruz do Sul.

Aposentadas sim, inativas não!

O encontro também foi marcado por diversos momentos emocionantes, em que os(as) educadores(as) aposentados(as) reafirmaram que, apesar de governos que insistem em desprezar a educação, eles não desistem da luta.

Juçara Borges, diretora do Departamento dos Funcionários(as) da Educação, lembrou da frase que já se tornou lema dos educadores(as) aposentados(as): “Aposentados sim, inativos não”.

“Em todas as lutas do Sindicato vocês estão presentes. Então, se hoje somos essa entidade forte, é porque estamos juntos”, ressaltou Juçara.

Também participaram da atividade a secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, a tesoureira Rosane Zan, a diretora e representante do Sindicato no Conselho de Administração do IPE Saúde, Vera Lessês, o diretor Leonardo Preto Echevarria e os diretores(as) dos núcleos participantes, David Orsi Carnizella (Caxias do Sul), Eloede Maria Conzatti (Estrela), Elisabete de Vargas Pereira (Montenegro) e Cira Maria Gassen Kaufmann (Santa Cruz).

>>>Confira abaixo as datas e os núcleos que sediarão os próximos encontros: 

Sede: Guaporé
Data: 03/08/2023
Núcleos: Guaporé, Bento Gonçalves, Lagoa Vermelha e Vacaria

Sede: Três Passos
Data: 16/08/2023
Núcleos: Três Passos, Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Três de Maio

Sede: Porto Alegre
Data: 17/08/2023
Núcleos: 38º e 39º Núcleos de Porto Alegre, Guaíba, Canoas e Gravataí.

Sede: Osório
Data: a definir
Núcleos: Osório, Taquara e São Leopoldo

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Fotos e informações: CUT/RS

A anulação do leilão de privatização, o fim do sigilo do processo e a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, foram algumas das demandas apontadas por partidos, deputados e deputadas, centrais e sindicatos, durante plenária unificada realizada nesta terça-feira (1º), em Porto Alegre.

O ato lotou o Plenarinho da Assembleia e contou também com a participação de prefeitos e vereadores de várias cidades, que vieram reforçar a luta contra a venda da empresa pública que atende 307 dos 497 municípios gaúchos e 6 milhões de pessoas, cerca de dois terços da população do estado.

O CPERS esteve presente representado pelo 2° vice-presidente da entidade, Edson Garcia.

Baseados nos pareceres do Ministério Público de Contas e no voto técnico pela anulação do leilão, com mais de 300 páginas, da conselheira Ana Cristina Moraes, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), parlamentares do PT, Psol e PCdoB ressaltaram as graves irregularidades cometidas pelo governo Eduardo Leite (PSDB) na definição do preço de venda da Corsan.

Os deputados anunciaram que irão acionar o Ministério Público, o TCE e a Polícia Civil para tentar reverter a privatização. O principal ponto de contestação é o valor da venda da estatal, arrematada em leilão por R$ 4,1 bilhões.

“Ainda não estamos falando de corrupção, mas há uma incompetência grave. Se privatizar foi um erro, a venda a preço vil é um crime. Vamos procurar os conselheiros do TCE e protocolar novas informações que demonstram a ilegalidade e os prejuízos ao Estado pelo leilão. Este processo não está encerrado”, disse o deputado Miguel Rossetto (PT).

O presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, elogiou a resistência e a luta dos funcionários da Corsan “contra o tornado neoliberal que não respeita a lei e tenta capturar o Tribunal de Contas”. Para ele, “nós estamos desafiados a defender um estado soberano, o que passa pela redução da taxa de juros”.

Amarildo defendeu a realização de um ato em frente ao TCE, durante mês de agosto, “para denunciar o desmonte do Estado” e cobrou a abertura da CPI da Corsan na Assembleia. Até agora somente os 14 deputados dos três partidos de oposição de esquerda assinaram o pedido, faltando cinco adesões para atingir o número exigido de 19 parlamentares.

O presidente do Sindiágua-RS, Arilson Wünsch, denunciou as ilegalidades envolvendo o processo de privatização e a assinatura do contrato de venda entre o governador e a Aegea, empresa vencedora do leilão em lance único. Ele lembrou “a saída de um diretor da Corsan que foi desmanchar a CEEE e hoje está na Equatorial” e também “um procurador do Ministério Público que saiu e, dez dias depois, passou a trabalhar para a Aegea”, dentre outras relações nada republicanas.

Arilson rebateu a afirmação do governador de que conselheiros do TCE “estão procurando pelo em ovo”, apontando várias irregularidades e dizendo que Leite tenta “desqualificar quem vota contra”.

“Vamos derrubar e anular esse leilão”, apontou o presidente do Sindiágua-RS, entidade que está de aniversário nesta terça-feira, completando 38 anos de lutas em defesa da água pública, da Corsan e da vida.

Houve ainda manifestações dos deputados Jeferson Fernandes (PT), Luciana Genro (Psol) e Bruna Rodrigues (PCdoB) e do prefeito de São Sepé, João Luiz Vargas (PDT), dentre outros.

Ao final da plenária, foi apresentado e lido um manifesto dos parlamentares e entidades sindicais sobre a situação da Corsan e denunciando o processo nebuloso de privatização. Confira a íntegra do texto abaixo:

Manifesto pela Anulação do leilão da Corsan               

A população gaúcha está diante do caso mais nebuloso de sua história recente. A venda da Corsan é repleta de irregularidades e suspeitas. Está comprovado que a companhia foi vendida por um valor muito abaixo do que ela realmente vale. Uma diferença de ao menos R$ 1,5 bilhão desfavorável ao Rio Grande do Sul.

Desde 2018, quando garantiu que manteria a Corsan pública, o governador Eduardo Leite quebra a própria palavra e adota medidas graves. Leite permitiu a farra com dinheiro público que beneficiou dezenas de consultorias contratadas sem licitação.

Duas delas configurando episódios de conflito de interesse e suspeita de fornecimento de informações privilegiadas. A Alvarez & Marsal, por exemplo, prestou serviços simultâneos para a Corsan e para a AEGEA. Já a CMT Advocacia tem em seu quadro societário um irmão e um primo de um alto diretor da AEGEA.

Durante todo o processo, o Governo Leite atropela as instituições. O leilão da Corsan, realizado em dezembro do ano passado, ocorreu mesmo com o Tribunal de Contas do Estado apontando problemas na definição do preço de venda (valuation) e impedindo a assinatura do contrato.

No momento do certame, apenas a AEGEA estava em plenas condições de participar e, também por isso, apresentou o preço mínimo.

De lá para cá, o governador Leite e sua equipe seguiram em uma pressão descabida para que o contrato entre Governo do Estado e AEGEA fosse assinado. A preocupação deles nunca foi com a defesa do interesse público nem com a correção do processo. Em uma ação inédita em mais de 80 anos de existência do Tribunal de Contas e articulada com o presidente Alexandre Postal, o governo obteve uma decisão precária que permitiu a assinatura do contrato mesmo antes da corte concluir o julgamento do processo que está em fase final de tramitação.

Não por acaso o Governo Leite pede a manutenção do sigilo do processo, mesmo quando o julgamento for concluído, e trabalha para barrar a instalação de uma CPI na Assembleia Legislativa. Um momento que afronta as atribuições do Poder Legislativo de fiscalizar o Poder Executivo e atentam contra os princípios da administração pública da publicidade e transparência.

Sem jamais corrigir os problemas técnicos do processo, Eduardo Leite assinou o contrato com a AEGEA menos de duas horas depois de receber a autorização do presidente do Tribunal de Contas Alexandre Postal, com o claro intuito de estabelecer o fato como consumado.

O Tribunal de Contas do Estado, no entanto, precisa concluir o julgamento do mérito. Na Primeira Câmara do TCE já se estabeleceu a maioria para anulação do leilão e os atos que o sucederam.

Dos três conselheiros do colegiado, dois já votaram pela anulação. Resta um voto que ainda não foi proferido e será impossível os demais conselheiros desconsiderarem as mais de 300 páginas do voto da conselheira Ana Cristina Moraes, que apontou várias irregularidades e o flagrante prejuízo ao erário.

Além da maioria no colegiado, a anulação do leilão também tem o aval do Ministério Público de Contas.

Diante de tudo isso, os partidos e entidades defendem:

– A anulação do leilão de venda da Corsan e, consequentemente, a assinatura do contrato entre Governo do Estado e AEGEA;

– O fim do sigilo do processo para que a população gaúcha conheça os fatos;

– Instalação da CPI da Corsan na Assembleia Legislativa, para que seja cumprido o dever constitucional de fiscalização dos atos do Executivo.

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Nesta terça-feira (1°), na sede do CPERS Sindicato, representantes das entidades que compõem a Frente dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (FSP/RS) reuniram-se para discutir os rumos da luta durante o segundo semestre de 2023 e elaborar estratégias para combater os desmandos do governo Eduardo Leite (PSDB).

Em destaque, neste mês de agosto, a FSP/RS realizará o seminário “Os Mitos da Austeridade Fiscal: perspectiva nacional e gaúcha”. O encontro está agendado para o dia 18 de agosto, sexta-feira, a partir das 14h, e será transmitido ao vivo pelas redes das entidades que fazem parte da Frente.

O evento contará com a participação de nomes de renome tanto em âmbito nacional quanto estadual, incluindo Fausto Augusto Júnior, diretor-técnico do Dieese; Juliane Furno, economista-chefe do IREE; Carlos Paiva, especialista em economia regional e gaúcha; e Anelise Manganelli, economista do Dieese.

Com o objetivo de fornecer subsídios teóricos para o enfrentamento do debate imposto pelo capital e a grande mídia, o seminário debaterá o falso mito da necessidade de uma agenda de austeridade fiscal que, na prática, condena o povo brasileiro e gaúcho a serviços essenciais cada vez mais precários e desidratados.

A abordagem neoliberal, que resulta em congelamento de salários e na desvalorização do funcionalismo estadual, busca a eliminação dos serviços públicos, essenciais para o bem-estar de toda a sociedade, especialmente os grupos mais vulneráveis – uma situação que não podemos permitir.

Além do seminário, nos próximos meses, a FSP/RS intensificará suas ações na luta por reajustes salariais, implementação de uma data-base e revogação dos descontos previdenciários.

Acompanhe as redes das entidades para mais informações. Mobilize-se!

Representando o CPERS, estiveram presentes na reunião a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, a secretária-geral Suzana Lauermann, a tesoureira Rosane Zan, assim como as diretoras Juçara Borges e Vera Lessês.

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Em mais uma medida que beneficia os cofres do Estado e prejudica os trabalhadores(as) da educação, o governo Eduardo Leite (PSDB), novamente, retira direitos dos educadores(as) e faz com que os mesmos paguem com o dinheiro do próprio bolso.

Neste mês de julho, funcionários(as) de escola contratados(as), que amargam os piores salários do funcionalismo estadual, com um básico de R$ 657,97 e uma defasagem de quase 60% desde 2014, quando ocorreu o último reajuste para esta parcela da categoria, finalmente, esperavam respirar um pouco mais aliviados(as).

O pagamento da gratificação de insalubridade, aprovado na Assembleia Legislativa em dezembro do último ano, seria pago retroativamente para os agentes educacionais da alimentação e da manutenção das escolas estaduais.

Alguns tinham a expectativa de receber até mais de R$ 2 mil com estes valores retroativos, mas, como a crueldade do governo Leite (PSDB) não conhece limites, a realidade foi bem diferente. Ao acessarem seus contracheques, lá estava o valor, porém, logo abaixo, já constava um estorno do mesmo valor, e para alguns o que restava eram míseros UM centavos.

O que ocorre é que, mesmo com a aprovação do direito à insalubridade, este valor está sendo descontado do completivo, um adicional pago a mais de 8 mil funcionários(as) de escola que recebem abaixo do valor do Salário Mínimo Regional. Ou seja, é como se os servidores(as) estivessem pagando este direito com o dinheiro do próprio bolso, assim como o ocorrido nos últimos dois reajustes do magistério, que foram retirados da parcela de irredutibilidade.

O CPERS repudia essa ação do governo Leite (PSDB) e está buscando uma audiência com o governo do Estado para reverter esta questão que precisa ser resolvida, pois a insalubridade tem que ser efetivamente paga e não retirada do completivo. Seguimos unidos e fortes na luta por valorização e respeito para todos os trabalhadores(as) da rede estadual de ensino.

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A noite desta segunda-feira (31) foi marcada por muita emoção, animação e respeito ao passado. Na quadra da Imperadores do Samba, em Porto Alegre, centenas de mulheres negras e pessoas que têm afinidade com a luta feminista e antirracista reuniram-se para celebrar o encerramento do primeiro “Julho das Pretas Unificado do Rio Grande do Sul”, em um ato político e cultural.

Com diversas intervenções artísticas e falas emocionadas, o evento marcou o fim de um mês de celebração, mas não o fim da luta e resistência em defesa da vida e existência das mulheres negras.

Esta foi a primeira edição do Julho das Pretas com ações articuladas por todo o estado, que contou com um mês inteiro de atividades com o intuito de celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, Dia Nacional de Tereza de Benguela e Dia Nacional da Mulher Negra, celebrados no dia 25 de julho.

O 2º vice-presidente do CPERS e coordenador do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do Sindicato, Edson Garcia, participou da atividade e reforçou que a luta não pode parar. 

“Missão cumprida! Encerramos este ‘Julho das Pretas Unificado’ de forma muito especial, com uma grande atividade politica, social e festiva. O CPERS é um defensor da política antirracista e compromete-se diariamente com ela. A exemplo do que fizemos no ‘Novembro Antirracista Unificado’, fizemos novamente agora: nos somamos para, logo após, dividirmos os aprendizados com mais parceiras e parceiros de lutas. E esta luta, aqui, é uma das mais importantes, pois a mulher negra tem o dom de mover as estruturas da sociedade”. 

Na abertura do ato, foi celebrada a luta unificada contra o racismo.

“É importante que a gente aproveite esse espaço para dizer o quanto a nossa existência, os nossos corpos são importantes. Nós somos sujeitos e sujeitas políticas, por isso nós temos que ocupar diversos espaços para a garantia da nossa existência”, conclamou a professora Terezinha Juraci. 

“Nós somos a maioria e quando nós ousarmos ocupar espaços, especialmente, os espaços de tomada de decisão, nós mulheres negras faremos a revolução nesse país”, destacou Ana Magalhães, assistente social. 

Durante todo o mês de julho, unidas e empoderadas, as mulheres negras elevaram suas vozes e honraram a história e a luta de suas ancestrais, que deixaram um legado de força e coragem. 

Em meio a um mundo que, muitas vezes, invisibiliza e tenta silenciar, é fundamental que as mulheres negras permaneçam firmes e orgulhosas de sua identidade, cultura, força e resiliência. Que o espírito do “Julho das Pretas” permaneça pulsante ao longo do ano, inspirando a luta por igualdade, justiça e reconhecimento.

✊🏾 Viva as mulheres negras gaúchas!

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O CPERS, por meio do Departamento de Gênero e Diversidade, expressa veementemente repúdio e indignação diante do terrível caso de estupro ocorrido na noite do último sábado (29), em Belo Horizonte, onde uma jovem de 22 anos foi vítima do crime hediondo.

Diante desta triste realidade, é imperativo que manifestemos nossa repulsa a esse ato de violência brutal, que desrespeita a integridade, a dignidade e a liberdade da mulher, violando seus direitos fundamentais e colocando em xeque a segurança de todas, em espaços públicos e privados.

Os dados não negam que este assunto deve ser amplamente debatido e combatido em todos os campos político, jurídico e social.

De acordo com levantamentos apresentados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em relação aos casos de agressão sexual envolvendo indivíduos não considerados vulneráveis, observou-se um aumento de 7% entre os anos de 2021 e 2022. No ano anterior, foram registradas 16.837 vítimas em todo o Brasil, enquanto em 2022, o número saltou para 18.110.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou um estudo que aponta a ocorrência de 19.393 casos de estupro em maiores de 18 anos no Rio Grande do Sul anualmente. A pesquisa estima que o número real de registros no estado seja 30 vezes maior do que os casos oficialmente denunciados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde.

O CPERS ressalta a importância de intensificar as campanhas de conscientização e educação contra a cultura do estupro e quaisquer formas de violência de gênero.

É fundamental que haja um esforço conjunto da sociedade, instituições governamentais e organizações civis para erradicar o machismo e a misoginia, promovendo o respeito e a igualdade de gênero em todas as esferas da sociedade.

Neste momento de dor e tristeza, solidarizamo-nos com a vítima e seus familiares. Nos comprometemos, ainda, a fortalecer nosso engajamento na luta contra a violência de gênero e a buscar a construção de um mundo mais justo, seguro e igualitário para todas.

É urgente que a sociedade se una em busca de um futuro em que todos(as) possam viver sem medo, onde a empatia e o respeito prevaleçam, e onde não haja espaço para a perpetuação de crimes tão abomináveis como o ocorrido em Belo Horizonte.

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