Nos dias 12 e 13 de setembro, o CPERS, representado pelo 2º vice-presidente, Edson Garcia, a tesoureira Rosane Zan, a secretária-geral, Suzana Lauermann, e os diretores(as) Juçara Borges e Leonardo Echevarria, desembarcou em Brasília para debater a reforma sindical, a negociação coletiva no serviço público e a organização dos trabalhadores(as) em educação.

O debate integrou a programação do Seminário sobre a Nova Estrutura Sindical Brasileira, promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que também contou com a participação de representantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), entre outros.

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, abordou os desafios dos educadores(as) gaúchos no enfrentamento ao governo de Eduardo Leite (PSDB). “É muito triste o que a gente passa ano após ano, porque nós temos um acúmulo de perdas, acúmulo de falta de investimento. Data-base não temos, mesa de negociação não temos. Não temos políticas reais a partir do governo do Estado. Eduardo Leite, aquele que queria se candidatar a presidente da república, realmente maltrata os servidores e o sindicalismo. Direito à greve não temos, pois logo ameaça com desconto de salário”, afirmou Edson.

A tesoureira do CPERS, Rozane Zan, relatou a luta dos professores(as) e funcionários(as) gaúchos pela valorização e defesa dos direitos. “Nós vivemos um governo neoliberal no Rio Grande do Sul, onde o nosso direito de estar no meio sindical, trabalhar e fazer mobilização é ameaçado. É importe fazer, sim, esse debate,  sobre a forma como vamos nos organizar para o próximo período. A luta precisa continuar, o movimento sindical é ainda mais necessário nesse momento em que estamos vivendo”, concluiu Rosane.  

Juçara Borges, diretora do Departamento dos Funcionários(as) da Educação do Sindicato, destacou o desrespeito e desvalorização do governo Leite (PSDB) aos educadores(as). “No Rio Grande do Sul, os funcionários estão invisíveis aos olhos do governador. Temos que continuar a lutar para constarmos no censo escolar, pela valorização e piso  salarial para nós, funcionários da educação”, afirmou Juçara.

“Dentro da organização e luta permanente dos trabalhadores da educação, temos o desafio da nossa organização sindical que ainda não foi consolidada no país. Temos participado em conjunto com as filiais sindicais, conversando sobre a regulamentação da Convenção nº 151, pelo nosso direito de greve e pelo nosso direito à negociação coletiva. Em reunião com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, ela anunciou sobre a publicação do decreto que determina 90 dias para a regulamentação da 151, com uma posição a ser apresentada ao presidente Lula, e, em seguida, para envio ao congresso nacional. Dado esse motivo, planejamos o encontro com urgência”, comentou Heleno Araújo, presidente da CNTE.

Reforma sindical no governo Lula (PT) pauta debate no primeiro dia do Seminário

Na terça-feira (12), primeiro dia do Seminário, foram tratados os aspectos da reforma sindical no governo Lula (PT), mediado pelo diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fausto Augusto.

“Esse é um momento bastante importante para discutirmos o sobre o papel e a importância dos sindicatos e como eles, a partir do direito de negociação reconhecido no setor público, passarão a se organizar”, declarou Fausto.

Para ele, “a regulamentação da Convenção nº 151 é um começo para podermos avançar na expansão do direito da negociação do setor público, mas esse é só o primeiro passo nesse caminho bastante longo. Para isso, precisamos ter uma pauta e um trabalho muito bem reformulado”, apontou.

Ele conta que, com as organizações dos Grupos de Trabalho para regulação da Convenção nº 151, surge a urgência da organização das classes dos trabalhadores(as) em educação do setor público, para construção de pautas, de quem organizará as mesas de debate e quem irá participar dos processos de negociação de tudo que entrará em discussão nos próximos períodos.

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A partir deste ponto, Fausto mostrou aspectos que precisam ser levados em conta em relação à formação estrutural das organizações sindicais de trabalhadores em educação do setor público.

“Historicamente, as centrais defendem a filiação como a base importante nos sindicatos, mas a taxa de filiação dos profissionais da educação na totalidade corresponde, atualmente, a 20%. Dessa taxa, grande parte é aposentada. O índice de jovens trabalhadores(as) abaixo de 30 anos filiados é menor que 9%”, diz.

De acordo com Fausto, os principais pontos a serem levados em consideração antes da construção da pauta dos trabalhadores em educação para levar ao debate são:

1- Encontrar meios de sindicalizar profissionais jovens que estão entrando no mercado de trabalho;

2- Organizar uma representação dos aposentados dentro dos sindicatos e as pautas a serem defendidas;

“É importante que a CNTE comece debates que vão costurando e organizando a participação do setor público para a construção da pauta”, afirmou. “Além de tudo que vem antes da 151, temos que pensar  no que virá após a sua regulamentação, senão, ela se tornará ‘letra-morta’, como outras regulações que não foram levadas além após a sua regulamentação”, completou.

Segundo dia do Encontro debate os desafios da estrutura sindical nos próximos períodos

O segundo dia, realizado na quarta-feira (13), discutiu as negociações coletivas do serviço público com a regulamentação da Convenção nº 151 e da Recomendação nº 159 da OIT, e os desafios da estrutura sindical da CNTE nos próximos períodos.

Durante a manhã, os debates foram ministrados pela advogada do grupo LBS para a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e especialista em servidores públicos Camilla Cândido. A partir das 14h, a mesa de exposição e conversa ficou sob o comando do presidente da CNTE, Heleno Araújo, e do assessor jurídico Eduardo Ferreira.

De acordo com Heleno, a realização do encontro se deu pela urgência da construção das propostas e pautas das organizações sindicais, sinalizada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, com a publicação do decreto que estabelece o prazo de 90 dias para apresentação na regulamentação da Convenção nº 151.

Segundo Camila, a negociação coletiva tem sido um assunto acumulado desde 2010. Ela aponta ainda que, com a regulamentação da Convenção nº 151, será possível trazer a democratização do trabalho para os profissionais do serviço público. “O fato é que as negociações coletivas do setor público acontecem, porém, não possuem uma regulamentação que as tornem obrigatórias. Dessa forma, alguns prefeitos e governadores acabam por ignorar esse direito. Com isso, o que resta aos servidores é fazer greves ou judicializar”, enfatizou.

Atualmente existem três pontos que pautam a liberação da 151, sendo eles a 1) organização estrutural dos sindicatos; 2) a liberação sindical; e 3) a garantia da negociação coletiva. Segundo ela, os primeiros dois pontos andam consideravelmente enfraquecidos, e o terceiro não possui regulamento no país. “Precisamos fortalecer cada um desses pontos, e o primeiro passo para isso é estabelecer a regulamentação para termos a negociação coletiva de entidades do serviço público”, frisou.

A partir do cenário atual e da importância da garantia da negociação coletiva, ela aponta dois principais focos que as organizações sindicais precisam desempenhar para a regulamentação da Convenção nº 151.

1.O primeiro é criar um bom projeto no âmbito do Grupo de Trabalho para apresentação ao Governo Federal; e

2. Conquistar a aprovação no Congresso Nacional.

“A nossa última oportunidade aconteceu há 13 anos, e não conseguimos. Se não conseguirmos agora, então, quanto tempo mais será preciso para termos essa regulamentação da negociação?”, ela questiona.

Estrutura Sindical da CNTE e afiliadas

Durante a tarde, foi a vez de Heleno Araújo e  Eduardo Ferreira coordenarem a mesa de palestras e debates. O momento foi dedicado especificamente à categoria e à composição das organizações sindicais dos trabalhadores da educação. “Diante dos desafios à frente, temos que fortalecer a nossa relação sindical, buscando conjunturas para melhor atender as pautas das organizações sindicais. Temos que ter na ponta da língua os nossos posicionamentos”, comentou Heleno.

A respeito dessa organização, Heleno apontou os pontos da 4ª Plenária Intercongressual da CNTE que representantes de sindicatos precisam debater junto aos membros das entidades, de modo que possam trazer novas contribuições para a Confederação, destacando:

1) A manutenção ou não da Confederação dos Educadores Americanos (CEA);

2) A alteração do sistema de adimplemento das mensalidades das filiadas à CNTE para garantir a participação das filiadas em Congressos como o de 2026; e

3) A forma de organização de filiação à CNTE.

“É importante encaminhar a nossa postura sindical e não criarmos surpresas nas nossas organizações sindicais. Se são temas polêmicos, vamos discuti-los até encontrarmos uma forma para manter o fortalecimento da nossa organização”, disse.

A respeito da construção de coletivos de negociação, Eduardo apontou a necessidade de se atentar às especificidades que o campo da educação possui para estabelecer parâmetros legais e normativos para as categorias tratadas.

“Temos 27 unidades federadas, 5.570 municípios. Cada um desses lugares tem seu sistema de carreira, com as suas regras. Imagina como vai ser uma mesa de negociação em cada município?”, questionou.

“Precisamos dar vazão nacional para algumas pautas, como o Fundeb, em ter um Sistema Nacional de Educação, e que dentro do projeto desse sistema esteja prevista uma câmara de valorização dos profissionais de educação onde muitas outras coisas podem ser consensualizadas nela sem, claro, perder de vista a regulação da Convenção nº 151, na qual os trabalhadores da educação também se enquadram”, declarou Eduardo.

Fotos: Renato Braga

Clique aqui e confira a galeria de fotos do evento

*Com informações da CNTE

 

 

 

 

 

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A 38ª edição da Revista Retratos da Escola da CNTE acaba de ser publicada. Com o tema “Valorização de Funcionários e Funcionárias da Educação Básica”, a revista traz um dossiê com relatos e artigos sobre formação, carreira, salários, condições de trabalho e de saúde daqueles profissionais. O editorial destaca que a educação é resultado do esforço conjunto entre professores e funcionários(as).

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A NOVA EDIÇÃO DA REVISTA

Segundo João Antonio Cabral de Monlevade (2023), “são cerca de 2 milhões os(as) que atuam nesse trabalho no país, em secretarias escolares, cozinhas, atividades de limpeza, vigilância, multimeio didático em bibliotecas, videotecas, brinquedotecas, laboratórios das ciências naturais e informática – eles(as) estão em todos os espaços das escolas brasileiras”.

Além de Monlevade, Luiz Fernandes Dourado e Rosselini Diniz Barbosa Ribeiro – um trio de doutores em Educação – assinam a organização da Revista.  “O dossiê inicia com uma breve apresentação escrita pelos(a) organizadores(a), seguida de oito textos que estimulam e atualizam o debate acerca da necessária valorização dos funcionários(as), com importantes reflexões sobre o tema”, sintetizam a editora Leila Scheibe e a secretária de Assuntos Educacionais da CNTE, Guelda Andrade.

ENTREVISTA

As políticas e os desafios da educação básica são o fio condutor da entrevista com Fátima Cleide, Horácio Reis e José Valdevino Moraes. Ao ser questionado sobre as principais políticas regulamentadas e ações realizadas, nas duas últimas décadas, direcionadas à valorização dos(das) funcionários(as), Valdevino lamenta que exista “apenas” um curso superior em Tecnologia da Educação e Processos de Trabalho na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, além daquele que ainda está em implementação no Instituto Federal do Paraná – IFPR.

“Avalio ser necessário o maior número possível de educadores(as) com a maior capacidade intelectual possível atuando na educação; mas ainda prevalece, na sociedade e em grande parte das Instituições de Educação Superior, a mentalidade de que funcionários e funcionárias são apenas serviçais, no sentido de apenas desenvolver atividades de preparação do espaço escolar”, explica Valdevino.

Sobre a Revista Retratos da Escola

Criada em 24 de abril 2007 e lançada em outubro do mesmo ano, a revista Retratos da Escola marca a concretização de um importante projeto da CNTE: a produção de um canal que, ao permitir o diálogo direto entre a instituição e os sujeitos atuantes no setor educacional, produzisse um ambiente propício à reflexão da realidade social da educação pública no país.

A linha editorial da Retratos da Escola busca privilegiar temas que permitam o debate, sobretudo, de áreas como: a formação profissional; o trabalho educativo, suas condições e práticas; e a organização escolar e dos sistemas educacionais. A revista tem se destacado pela sua penetração nos meios sindicais da educação básica, assim como pela sua ampla utilização nos diversos cursos de formação inicial e continuada que formam os docentes no país.

Conheça as outras edições da Retratos da Escola aqui.

Fonte: CNTE

 

 

 

 

 

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Em um importante desdobramento jurídico, o Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a análise da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4848, referente ao dispositivo da Lei do Piso do Magistério, nesta terça (12).

Nessa decisão, o STF confirmou a constitucionalidade do parágrafo único do artigo 5º da Lei Federal nº 11.738/08, que estabelece a atualização anual do piso salarial dos professores(as) pelo mesmo índice de crescimento do valor anual mínimo por aluno, estabelecido pelo Ministério da Educação, sem necessidade de Lei, conforme, erroneamente, defendem os municípios e estados.

Trata-se de uma vitória para a categoria, consolidando o direito ao reajuste anual do piso. No entanto, é importante esclarecer que essa determinação não afeta as demais ações judiciais movidas pelo CPERS, representadas por sua assessoria jurídica, o escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, que estão temporariamente suspensas no STF.

O Sindicato está aguardando por uma definição no Tema 1218, que trata sobre os reflexos automáticos da adoção do piso no vencimento inicial da carreira nas demais faixas e classes escalonadas.

O CPERS mantém sua postura vigilante e atuante perante a Corte Constitucional, buscando a confirmação da decisão proferida pelo STF e a garantia do direito dos educadores(as) gaúchos ao piso e ao seu escalonamento na carreira. Continuaremos acompanhando de perto o desenrolar desse processo e informaremos a categoria sobre qualquer desenvolvimento relevante.

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Educadores(as), estudantes, pais e a comunidade escolar da EEEM Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, localizada no bairro Tupinambá, em Cachoeira do Sul, estão mobilizados contra a decisão autoritária da 24ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), que prevê para o próximo ano (2024) a transferência professores(as) e de oito turmas do 2º ao 5º ano, para a EEEF Juvêncio Soares, no bairro Soares da cidade.

A diretora da instituição, Marilda Lena Baptista, conta que no dia 18 de agosto foi chamada na 24ª CRE, onde foi comunicada da decisão das transferências de cerca de 200 estudantes.  “Segundo o que me foi passado, essa seria uma tentativa de não fechar a EEEF Juvêncio Soares, que atualmente está com poucos alunos”, declara.

Assim que a diretora avisou a todos(as) da possível transferência desses estudantes, provocando o esvaziamento da escola, a comunidade não aceitou a decisão. De lá para cá, muitas mobilizações ocorreram, reuniões com os pais e alunos(as), abraço na escola, audiências na Câmara de Vereadores da cidade, encontros com a Seduc.  Nestas mobilizações, o CPERS estava presente através da diretora do 4º Núcleo (Cachoeira), Dina Marilú Machado Almeida, e do vice-diretor, Jucemar Gonçalves da Costa.

CPERS na luta em defesa da educação pública

Nesta quarta-feira (6), a diretora da escola, acompanhada de pais e o vice-diretor do 4º núcleo (Cachoeira do Sul), Jucemar Gonçalves da Costa, reuniram-se com o 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt.

A diretora expôs que a comunidade escolar é contra a transferência das crianças por muitos motivos, mas o principal é que escola oferece turno integral para os estudantes. “São 13 anos de turno integral e que as famílias, a maioria dos bairros Tupinambá, Bom Retiro e Barcelos, estão satisfeitas com a metodologia de ensino e ressaltam a qualidade da estrutura e do ensino da Escola Liberato, que atende o Ensino Fundamental, o Ensino Médio e o EJA”, esclarece.

O 1º vice-presidente do CPERS, Saratt, destacou que o Sindicato estará presente na luta contra o esvaziamento da Escola Liberato e contra a possível municipalização da Escola Juvêncio Soares.

“Nós rechaçamos essa decisão da 24ª CRE e queremos que a escola Liberato siga prestando o serviço que há muitas décadas vem fazendo com excelência à comunidade. Lutamos para que a escola Juvêncio encontre alternativas, seja através de uma política de incentivo à matrícula de novos alunos, ou adoção, por exemplo, do turno integral, que oferece uma outra perspectiva e qualidade para as crianças da comunidade”, afirmou.

A diretora Marilda conta que esteve reunida com o diretor-geral da Seduc, Paulo Burmann. “Ele assegurou que o assunto não estaria ventilado na Seduc, mas que iria conversar com a 24ª CRE e visitar a escola com uma definição do problema. Estamos aguardando”, destacou.

Nesta quinta-feira (14), ocorre audiência pública, na Câmara de Vereadores de Cachoeira do Sul, às 19h, com a presença da presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, e demais membros da Direção Central, representantes da direção do 4º núcleo (Cachoeira do Sul), integrantes da EEEM Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha e EEEF Juvêncio Soares, estudantes, pais, mães e a comunidade escolar. O encontro visa debater a situação das duas instituições.

Seguiremos vigilantes e ativos na luta contra o esvaziamento da EEEM Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha e contra a municipalização da EEEF Juvêncio Soares.

O CPERS continuará exigindo que a vontade das comunidades escolares seja respeitada e orienta as instituições ameaçadas de municipalização a mobilizarem-se. Até o momento, através da resistência, diversas tentativas de municipalização já foram impedidas. Por isso, é imprescindível que pais, estudantes e educadores(as) permaneçam firmes na luta para barrar o avanço do processo.

Audiências públicas, reuniões com as comunidades escolares para organizar o apoio da sociedade, abaixo-assinados e pressão nos deputados(as), vereadores(as), secretários(as) de educação e prefeitos(as) são algumas das ações recomendadas.

É fundamental que o governo invista na infraestrutura das instituições de ensino, valorize salarialmente professores(as) e funcionários(as) de escola, da ativa e aposentados(as), e respeite o seu projeto político-pedagógico para qualificar a educação.

Estaremos mobilizados, acompanhando de perto a situação e defendendo veementemente o ensino público contra mais este ataque de Eduardo Leite (PSDB) à educação pública gaúcha.

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Em meio à ameaça de Arthur Lira (PP/AL), presidente da Câmara dos Deputados, em trazer de volta o risco de aniquilar os serviços e servidores(as) públicos no Brasil ao pressionar pela votação da PEC 32 (Reforma Administrativa), a diretoria do CPERS se reuniu, nesta segunda (11), com o deputado federal Alexandre Lindenmeyer (PT/RS) para clamar pela não aprovação da Proposta.

Com a Reforma, cargos públicos poderão ser ocupados por apadrinhados políticos sem qualificação profissional, o trabalhador(a) poderá ser perseguido politicamente e desligado, aposentados(as) poderão perder a paridade, os planos de carreira entrarão em extinção, assim como os concursos públicos.

Será necessário intensificar a mobilização para colocar um fim a essa proposta de destruição do serviço público. Nós somos radicalmente contra essa PEC 32, pois ela abre a possibilidade para que cada novo governo eleito demita quem está no serviço público e coloque seus correligionários”, explica a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Na ocasião, o deputado Lindenmeyer (PT/RS) comprometeu-se em lutar para derrotar a PEC em Brasília. Além da presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, participaram ainda da reunião a tesoureira Rosane Zan, as diretoras Juçara Borges e Alda Maria Souza e o advogado da assessoria jurídica (Buchabqui e Pinheiro Machado), Marcelo Fagundes.

O CPERS, juntamente com a Frente dos Servidores(as) Públicos (FSP), está organizado contra esse mecanismo neoliberal elaborado pelo governo Bolsonaro, sob a articulação de Paulo Guedes, que busca enfraquecer os direitos dos trabalhadores(as).

No dia 26 de setembro, ocorre paralisação e ato público unificado por reajuste já, contra a PEC 32, entre outras pautas. Às 9h, os manifestantes se concentrarão na Praça da Matriz, e às 14h, se reunirão em frente ao Palácio Piratini.

Contate o seu núcleo e mobilize-se! Estamos juntos na luta contra a reforma administrativa e pela valorização dos professores(as), funcionários(as) de escola e demais servidores(as), da ativa e aposentados(as)! 

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Pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), na quarta-feira (6), mostra que a cesta básica em Porto Alegre teve queda de 2,13% no mês de agosto, passando a custar R$ 760,59.

>> Leia o levantamento completo aqui.

A análise mostra que dos 13 produtos pesquisados, nove registraram recuo de preço: a batata (-19,51%), o tomate (-11,19%), o leite (-5,61%), o arroz (-3,89%), o óleo de soja (-3,25%) o café (-2,26%), a farinha de trigo (-2,17%), a manteiga (-1,92%) e o feijão (-0,99%). Por outro lado, quatro itens ficaram mais caros: a banana (4,93%), o pão (2,07%), o açúcar (1,29%) e a carne (0,65%).

De janeiro a agosto de 2023, a cesta registrou recuo de 0,66%. Sete itens apresentaram queda: o óleo de soja (-28,03%), o café (-10,69%), a banana (-10,51%), a farinha de trigo (-8,78%), a batata (-8,39%), a manteiga (-1,65%) e o tomate (-1,26%). Em sentido contrário, cinco ficaram mais caros: o feijão (9,54%), o arroz (5,11%), o leite (4,97%), o açúcar (4,90%) e a carne (0,80%).

Custo da cesta básica fica menor em 17 capitais

O estudo demonstra que o valor do conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 16 das 17 capitais onde o Dieese realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Entre julho e agosto de 2023, as quedas mais importantes ocorreram em Natal (-5,29%), Salvador (-3,39%), Fortaleza (-2,85%), João Pessoa (-2,79%) e São Paulo (-2,79%). A variação positiva foi observada em Brasília (0,35%).

Porto Alegre foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 760,59), seguida de São Paulo (R$ 748,47), Florianópolis (R$ 743,94) e Rio de Janeiro (R$ 722,78). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 542,67), João Pessoa (R$ 565,07), Salvador (R$ 575,81) e Recife (R$ 580,72).

Na comparação dos valores da cesta, entre agosto de 2022 e agosto de 2023, nove capitais tiveram redução do preço médio, com variações que oscilaram entre – 5,24%, em Vitória, e -0,08%, em Curitiba. Outras oito cidades apresentaram elevação, com destaque para os percentuais de Fortaleza (2,50%), Porto Alegre (1,67%) e Belo Horizonte (1,23%).

A pesquisa divulga que nos oito meses de 2023, o custo da cesta básica diminuiu em 12 cidades, com taxas mais expressivas em Vitória (-9,32%), Goiânia (-8,96%), Belo Horizonte (-7,22%) e Campo Grande (-7,06%). Os maiores percentuais foram registrados em Aracaju (4,15%) e Recife (2,77%).

Cesta x salário mínimo

 Segundo o documento, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica, em 2023, passou de 111 horas e 8 minutos, em julho, para 109 horas e 1 minuto, em agosto. Já em agosto de 2022, a jornada média foi de 119 horas e 8 minutos.

O Dieese aponta que quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em agosto de 2023, 53,57% do rendimento líquido para adquirir os produtos alimentícios básicos, e, em julho, 54,61%. Em agosto de 2022, o percentual ficou em 58,54%.

Cesta Básica Porto Alegre – Números de agosto de 2023

• Valor da cesta: R$ 760,59
• Variação mensal: -2,13%
• Variação no ano: -0,66%
• Variação 12 meses: 1,67%
• Jornada necessária para comprar a cesta básica: 126 horas e 46 minutos.
• Percentual do salário mínimo líquido para compra dos produtos da cesta: 62,29%
• Salário Mínimo Necessário deveria ser de R$ 6.389,72 ou 4,84 vezes o salário mínimo de R$ 1.320.

Foto destaque: EBC/Agência Brasil

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Nesta quarta-feira (6), o CPERS, juntamente com as demais entidades que integram a Frente dos Servidores(as) Públicos (FSP) do Rio Grande do Sul, debateu temas críticos relacionados aos direitos dos servidores(as) gaúchos e a resistência aos ataques do governador Eduardo Leite (PSDB).

Na ocasião, foram abordados pontos fundamentais que impactam diretamente a vida dos trabalhadores(as): a necessidade urgente de reajuste já para todos(as), aumento do Salário Mínimo Regional, a resistência à PEC 32, o fim do desconto previdenciário dos aposentados(as), a retirada da Insalubridade e do Local de Exercício do completivo dos funcionários(as) da educação, entre outros.

“Lutar por salários justos é defender a dignidade de cada um de nós para que sejamos reconhecidos pelo esforço diário que dedicamos às nossas funções. Não é apenas uma questão de números em nossos contracheques; é uma batalha pela nossa sobrevivência”, asseverou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Durante o encontro, foi estabelecido o dia 26 de setembro como data de paralisação e ato público unificado por reajuste já. Às 9h, os manifestantes se concentrarão na Praça da Matriz, e às 14h, se reunirão em frente ao Palácio Piratini. Contate o seu núcleo e mobilize-se!

 

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O CPERS se solidariza a todas as famílias vitimadas pela destruição e adversidades causadas pela emergência climática e pela desigualdade social que assolam o Rio Grande do Sul.

Em três meses, quatro ciclones extratropicais já passaram pelos municípios gaúchos, deixando comunidades ribeirinhas ilhadas ou sem casa e dezenas de vítimas fatais, evidenciando que a crise do clima é uma realidade inquestionável, que afeta, em primeiro lugar, a periferia das cidades e as regiões interioranas, onde o Estado pouco se faz presente. 

Já são 31 mortes contabilizadas até o momento, quase o dobro das 16 pessoas que morreram em junho, no que foi um dos eventos meteorológicos mais severos das últimas décadas no RS. 

Num contexto de terceirização da responsabilidade do governo Eduardo Leite (PSDB), é preciso que o poder público atue fortemente na criação de políticas públicas, programas habitacionais e novas regras de planejamento urbanístico a fim de organizar as cidades a serviço da vida humana, e não do capital.

Fenômenos extremos voltarão a acontecer, mas é inadmissível que a população gaúcha siga morrendo e se encontre em situação precária pela omissão do Estado.

O CPERS presta solidariedade a todo o estado, especialmente aos municípios de Lajeado, Estrela, Roca Sales e Muçum, localizados no Vale do Taquari, onde a situação é desesperadora e angustiante. O Sindicato convoca o governo Leite (PSDB) ao urgente desenvolvimento de estratégias concretas capazes de minimizar os impactos de ciclones extratropicais. 

Saiba como ajudar

Pontos de arrecadação:
> Central de Doações da Defesa Civil do RS (Avenida Borges de Medeiros, 1.501 – bairro Praia de Belas, Porto Alegre) – Permanece aberta durante todo o ano, de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff);
> Quartéis da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar;
> Todas as agências do Banrisul no RS;
> Secretaria de Assistência Social do Estado;
> Procuradoria-geral do Estado;
> Supermercados da Rede Zaffari/ Bourbon;
> Secretaria da Segurança Pública;
> Unidades do SESC;
> Secretaria de Estado de Esporte e Lazer;
> Banco do Brasil (ponto de coleta em 36 agências em Porto Alegre, Viamão, Alvorada e Guaíba);
> Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem;
> Cruz Azul;
> Verte Saúde.

Mais informações, contate a prefeitura da sua região.

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Pensando na valorização dos professores(as) e funcionários de escola, através do acesso ao ensino superior, o CPERS informa a assinatura de convênio, a partir de 8 de agosto, com a Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP) do Rio Grande do Sul.

A parceria tem o objetivo de ofertar desconto aos associados do Sindicato e também para seus dependentes, visando a formação, aperfeiçoamento e especialização.

Serão concedidas 40 bolsas de estudos parcial de 50% no curso de graduação em Direito, na condição de diplomados. Também serão oferecidas bolsas de estudo parcial de 25% em todos os cursos de pós-graduação lato senso na modalidade de ensino a distância (EAD) e para os cursos preparatórios à carreira do Ministério Público.

Como faço para adquirir a bolsa?

O associado(a) que desejar usufruir dos serviços oferecidos deverá comprovar seu vínculo com o CPERS mediante a apresentação de sua carteirinha de sócio, ou através do fornecimento de seu contracheque atualizado constando a respectiva mensalidade à entidade.

Para os dependentes, deve ser comprovada mediante a apresentação de certidão de nascimento para filho(a) e certidão de casamento para o cônjuge ou contrato de união estável.

Veja aqui o termo de convênio.

Conheça a FMP

A Fundação Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul é uma instituição dedicada ao ensino do Direito, que nasceu da vontade de promover o encontro de múltiplos caminhos e, assim, criar oportunidades únicas de aprendizado e convívio para quem passa pela entidade. A FMP é uma organização privada, criada por promotores e procuradores de justiça do Rio Grande do Sul.

Ao longo dos 40 anos, a fundação consolidou um dos maiores networks jurídicos do Brasil, estimulando proximidade e convivência que aceleram aprendizados e impulsionam vidas. A FMP tem um ensino de referência, em que a tradição apura a busca de respostas para os desafios contemporâneos de um país mais justo. A entidade oferece um ambiente acolhedor onde o relacionamento é oportunidade de desenvolvimento intelectual.

 A FMP fica localizada na Rua Coronel Genuíno, 421, no centro de  Porto Alegre. 

Acesse o site da Fundação Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

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Na última sexta-feira (1), estudantes da Escola Estadual de Ensino Médio Boaventura Ramos Pacheco, em Gramado, cidade que abrange o 32º Núcleo do CPERS, realizaram uma manifestação em apoio à professora Marivani Andrade, que tem administrado sozinha a instituição nos últimos nove meses. Desde o final do ano passado, a diretora e o vice-diretor legal da escola foram afastados de seus cargos e estão passando por um processo de sindicância. 

Sem profissionais de suporte e sem o Círculo de Pais e Mestres (CPM), Marivani assumiu temporariamente a administração da Boaventura Ramos Pacheco, já que a educadora era a vice-diretora do local no turno da manhã. Inicialmente, a professora ficaria de 60 a 120 dias no cargo, mas acabou mantendo-se na diretoria por muito mais tempo por conta da lentidão do processo administrativo movido contra os servidores denunciados.

Sobrecarregada e recebendo salário incompatível com sua atuação, Marivani comunicou à 4ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) que ficaria no comando da instituição até o dia 31 de agosto, mas os alunos(as) se organizaram coletivamente pela sua permanência.

“Houve uma mobilização dos alunos para que ela fique na escola, para que a CRE nomeie ela como diretora ou para que haja uma eleição na qual ela possa montar uma equipe estruturada”, explica Alessandra Marcon, professora da EEEM Boaventura Ramos Pacheco. 

A falta de direção dificulta o funcionamento da escola em todas as suas instâncias. Há verbas que só podem ser utilizadas com a existência de um CPM, que é formado a partir da organização diretiva.

Além disso, a instituição tem enfrentado problemas com o déficit de servidores(as) para atender os quase 500 alunos(as) matriculados e tem convivido com uma grande obra de revitalização que ainda não foi finalizada. Diante de dívidas deixadas pela gestão anterior, a comunidade escolar também não tem conseguido adquirir produtos para a manutenção do espaço, tendo que realizar campanhas para a arrecadação de papel higiênico e material de limpeza. 

Em reunião nesta terça-feira (5), a 4ª CRE afirmou que o processo administrativo contra os antigos gestores da escola está em poder da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e que a sindicância será concluída nos próximos dias. “Deixei bem claro que aceito ficar à frente da escola com equipe e recebendo gratificação de diretor”, destacou Marivani. No atual cenário de incerteza, a diretora e o vice-diretor investigados recebem a gratificação mesmo estando afastados de seus cargos.

Para o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, é preciso que a administração da EEEM Boaventura Ramos Pacheco seja garantida e investida de acordo com a legalidade, a fim de garantir seu pleno funcionamento. 

“A instituição não pode mais sofrer nenhum prejuízo de ordem administrativa, financeira e pedagógica, conforme reivindica a própria comunidade escolar”, destacou.

O Sindicato reafirma que é urgente o acabamento da obra iniciada na escola e o suprimento do pessoal necessário para atender sala de aula e demais setores. Quanto à sindicância, é necessário que a 4ª CRE chegue à conclusão o mais rápido possível, já que o prazo foi extrapolado.

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