O CPERS e a CNTE lançam, neste sábado (16), a campanha “SOS RS”, para arrecadar doação financeira em apoio aos trabalhadores(as) da educação vítimas da tempestade e enchentes que atingiram o estado no início de setembro, ocasionadas devido a um ciclone extratropical.

O último boletim divulgado pela Defesa Civil do RS mostra que pelo menos 103 cidades foram afetadas, deixando 48 mortos. Neste momento, ainda há 1426 pessoas desabrigadas – que precisam de abrigo público – e quase 21 mil desalojadas, ou seja, instaladas em outras residências. O número total de pessoas que sofreram algum dano com as inundações chega a 357 mil.

COMO DOAR
As doações podem ser feitas, em qualquer quantia, por PIX ou transferência bancária tradicional, via TED, para a conta corrente da CNTE. Veja os dados:

PIX
Celular CNTE – 61 982412223. Informar a finalidade da descrição do PIX: #SOS RS

TED
Conta Corrente da CNTE – Bradesco – AG. 606-8 – C/C: 113.909-2 – CNPJ: 00.579.136/0001-06

Destinação aos educadores
Para a presidente da CPERS, Helenir Schürer, a entidade vai fazer um levantamento para mapear a necessidade dos trabalhadores(as) em educação do estado e distribuir os recursos arrecadados, por meio da compra de objetos, mobiliários, eletrodomésticos e outros itens necessários para os educadores(as), que precisam garantir as mínimas condições de sobrevivência.

“Tem gente dormindo em casa de parente, albergues, salões de igreja. Solidarizamo-nos com toda a população atingida, principalmente aqueles que perderam entes queridos. Quero levar nossa palavra de esperança e dizer que estamos juntos para podermos, de alguma forma, superar este momento de perda e de dor”, afirma a presidente Helenir.

* Com informações da CNTE

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Nesta sexta-feira (15), o CPERS, representado pela presidente Helenir Aguiar Schürer, reuniu-se com a promotora Annelise Monteiro Steigleder, da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público (MP), para, mais uma vez, denunciar os atrasos nas obras de restauração do Instituto de Educação General Flores da Cunha, o IE, devido à interferência da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) no projeto.

A obstrução por parte da Seduc para que a empresa Concrejato inicie as obras em determinados espaços e as diretrizes informais impostas pela Secretaria, como a imposição do Museu da Educação para o Amanhã (Museduca) e a criação de um Centro de Referência em Educação no edifício histórico do IE, ocorreram apesar das advertências de órgãos como o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público de Contas (MPC), que enfatizaram a necessidade de conformidade legal para qualquer alteração no projeto em andamento.

Curiosamente, apenas dois dias após esses eventos, em 23 de agosto, o governador Eduardo Leite (PSDB) assinou o Projeto de Cooperação Técnica Internacional (Prodoc), que prevê a alocação de R$ 21.482.410,074 à Organização dos Estados Ibero Americanos (OEI) com o objetivo de desenvolver diretrizes para modificações no mencionado projeto.

A restauração do prédio do IE teve início em 2016; em 2019, foi paralisada e retomada três anos depois, em 2022. O destino da instituição segue em disputa, pois, o governo Eduardo Leite (PSDB) não respeitou o projeto aprovado pela comunidade escolar – que aguarda há mais de 10 anos pela reforma – e segue insistindo em estruturar no local um Centro de Referência em Educação e o Museu da Educação para o Amanhã (Museduca).

O Sindicato defende a manutenção da escola como uma instituição completamente pública, sem modificações em relação ao projeto original, que engloba áreas destinadas à tecnologia, ciência, esportes, cultura, inclusão, acessibilidade, segurança, climatização e, acima de tudo, o número de vagas para os alunos(as).

Reafirmamos o nosso contínuo apoio ao projeto original desenvolvido pela comunidade escolar”, asseverou Helenir.

O encontro também contou com a presença da presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e da Frente Parlamentar em defesa do IE 100% escola pública, Sofia Cavedon (PT), entre outras representações.


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Os educadores(as) e a comunidade escolar da EEEM Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, do bairro Tupinambá, de Cachoeira do Sul, estão mobilizados contra as arbitrariedades do governo Eduardo Leite (PSDB) com a educação pública.

Em decisão autoritária, a 24ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) prevê para o próximo ano (2024) a transferência professores(as) e oito turmas, do 2º ao 5º ano, para a EEEF Juvêncio Soares, localizada no bairro Soares e que está ameaçada de ser municipalizada.

Na noite desta quinta-feira (14), ocorreu audiência pública, na Câmara de Vereadores do município, para tratar a situação das duas instituições.

O CPERS somou forças na luta e foi representado pela presidente Helenir Aguiar Schürer, pelo 1º vice-presidente Alex Saratt, pelo 2º vice-presidente Edson Garcia, pelo diretor Leonardo Echevarria, pela diretora do 4º Núcleo, Dina Marilú Machado Almeida, e pelo vice-diretor do 4º Núcleo, Jucemar Gonçalves da Costa.

Também participaram integrantes da EEEM Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha e EEEF Juvêncio Soares, estudantes, pais, mães e a comunidade escolar.

A presidente Helenir criticou o descaso do governo Leite (PSDB) com o ensino público gaúcho e ressaltou a gravidade da intenção do governador em municipalizar a EEEF Juvêncio Soares.

“A proposta do governo é clara: municipalizar a escola Juvêncio. Temos que estar atentos, porque essa imposição não será só nessa escola. A secretária de Educação, Raquel Teixeira, em uma reunião conosco, afirmou que a intenção de Leite é abrir mão de todas as instituições com séries iniciais. Temos que estar fortes nessa luta contra a municipalização das escolas estaduais, em todo o Rio Grande do Sul”, afirmou.

“Tivemos governos ruins para os servidores, mas nenhum deles como o governo atual que conta não só com uma base parlamentar, mas com a grande mídia, com os empresários e nós, ainda assim, fazemos a resistência, não tem ruim para o CPERS. Assim como não tem ruim para as comunidades escolares, que mesmo com dificuldades, se reúnem, se organizam e fazem esse trabalho de resistência, luta e conquista”, destacou o 1º vice-presidente, Alex Saratt.

O 2º vice-presidente Edson Garcia frisou o importante trabalho do Sindicato na defesa da escola pública e dos trabalhadores(as) em educação. “O CPERS é instrumento de resistência e luta que não nos abandona. É inadmissível a gente pensar que há governos que simplesmente desvalorizam escolas e as vidas de seus profissionais”, conclui.

“Esse governo tem um projeto de diminuição do Estado em cima das políticas públicas, principalmente da educação que nós precisamos cada vez mais, em um momento que eles estão entregando nossos postos de trabalho. A luta pela defesa da educação pública está cada vez mais necessária no Rio Grande do Sul”, observou a tesoureira do CPERS, Rosane Zan.

“Para não fechar a escola Juvêncio, seriam transferidos os meus alunos do ensino fundamental para lá, mas assim, não fala para ninguém. Eu passei o final de semana todo me martirizando e pensando no que fazer. Novamente, na quinta-feira, escutamos da CRE junto com as minhas colegas. Nós vamos mandar a sugestão para a Seduc”, lembra Marilda Lena Baptista, diretora da EEEM Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, do dia que foi chamada na 24ª CRE para ter a notícia.

“Foi extremamente infeliz a proposta da Coordenadoria Regional de interferir em um bairro de periferia para tentar resolver os problemas de outra escola, sem consultar a comunidade escolar. Essa não faz parte da realidade dessas famílias, que está localizada em um bairro nobre e a 1km de distância. A maior parte daqueles pais levam os filhos a pé para a instituição. Se tem um problema na escola Juvêncio, que resolvessem o problema, mas não criassem complicações para outra comunidade escolar”, aponta Kelpes Velasque, pai de estudante da escola Liberato.

Mariana Carlos, mãe de estudante da escola Juvêncio, destaca o abismo social entre as comunidades escolares da região: “As escolas são os equipamentos públicos onde a política começa acontecer, porém, lá no 5º e 6º ano, ela está perdendo a força. Por isso, esse é um dos grandes motivos pelos quais nós temos um número de evasão escolar que a gente tem, dos estudantes que mal estão encerrando o Ensino Fundamental”.

Também participaram da atividade a presidente do Conselho Escolar da Liberato, Darlene Lisboa, os vereadores(as) de Cachoeira do Sul, Telda Assis (PT), Barão Garcia (PSB) e Marcelinho da Empresa (PP).

Municipalizar as instituições educacionais do estado tem sido mais uma tentativa de desmonte do serviço público arquitetado por Eduardo Leite (PSDB), terceirizando o compromisso do Estado com o ensino gratuito e de qualidade.

O CPERS seguirá mobilizado junto com as Escolas Liberato e Juvêncio, acompanhando de perto a situação, até que os problemas enfrentados pelas duas instituições sejam resolvidos.

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Você está convidada(o) a participar de uma conversa essencial sobre a saúde mental das educadoras(es) no Rio Grande do Sul.

Em tempos desafiadores, de sucessivos ataques arquitetados por Eduardo Leite (PSDB) à educação e às educadoras(es), este tema se torna fundamental. Em live no Facebook e YouTube do CPERS, que ocorre na terça-feira (19), às 18h, debateremos sobre como as políticas públicas para esta área podem fazer a diferença na vida das professoras(es) e funcionárias(os) da educação, da ativa e aposentadas(os).

🎙️ Convidadas:
Caroline Morais – Psicanalista Clínica
Professora Francisca – Diretora da Saúde das Trabalhadoras(es) em Educação da CNTE

🎤 Mediação:
Alex Saratt – 1° vice-presidente e diretor do Departamento de Saúde da Trabalhadora(o) do CPERS
Vera Lessês – diretora do Departamento de Saúde da Trabalhadora(o) do CPERS

📢 Compartilhe essa live com seus amigos, colegas e familiares para que possamos promover uma discussão enriquecedora, neste Setembro Amarelo, e contribuir para o bem-estar das educadoras(es) no nosso estado.

#SaúdeMental

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Com o objetivo primordial de zelar pela saúde mental e bem-estar de seus sócios(as), o CPERS estabeleceu parcerias com renomados profissionais da área, permitindo, assim, proporcionar vantajosos descontos aos associados(as) e seus familiares.

Os atendimentos são presenciais ou on-line, contemplando professores(as) e funcionários(as) de escola, da ativa e aposentados(as), de todo o Rio Grande do Sul.

Confira os novos convênios do CPERS:

Psicólogo e Psicoterapeuta
Leandro Inácio Walter
Endereço: Rua Padre Chagas, nº 666/706, Moinhos de Vento, Porto Alegre.
Telefone: (51) 99613-2021
E-mail: leandrowalter83@gmail.com
Valores: consultar valor diretamente com o profissional.

Psicanalista*
Caroline Morais
Instagram: @psicanalista.carolinemorais
WhatsApp: (51) 99181-0000
Endereço: atendimento on-line ou presencial em Porto Alegre (Bairro Cristal)
Valores: consultar valor diretamente com o profissional.
*Psicanalista, Mestra e supervisora, Neurocientista, Palestrante, Hipnologia, Psicossomática, Terapia Floral e Aromaterapia (atendimento de adolescente e adultos).

Psicanalista
Vera Regina Machado Kaminski
Endereço: Rua 14 de julho, nº 1223, Ijuí/RS.
Telefone: (55) 999384828
E-mail: kaminskivera@gmail.com
Valores: consultar valor diretamente com o profissional.

Terapeuta holística
Marléia Carina Cansi Gomes
Endereços: Avenida Júlio Borela 777, Centro, Marau/RS e Rua Morom, 588, Vila Popular, Passo Fundo/RS
Telefone: (54) 99686 6539
E-mail: marlecarina3@gmail.com
Valores: Desconto de 10% (dez por cento) nos atendimentos únicos e de 20% (vinte por cento) nos pacotes mensais sobre o valor total usualmente cobrado, nas seguintes práticas ofertadas: apiterapia; aromaterapia; massoterapia; arteterapia; ayurveda; biodança; bioenergética; constelação familiar; cromoterapia; dança circular; geoterapia; hipnoterapia; homeopatia; imposição de mãos; medicina antroposófica/antroposofia aplicada à saúde; medicina tradicional chinesa – acupuntura; meditação; musicoterapia; naturopatia; osteopatia; ozonioterapia; plantas medicinais – fitoterapia; quitopraxia; reflexoterapia; reiki; shantala; terapia comunitária integrativa; terapia de florais; termalismo social/;crenoterapia; yoga.

Como contatar os convênios

O associado(a) que desejar usufruir dos serviços oferecidos com o benefício, deverá comprovar seu atual vínculo com o CPERS, mediante a apresentação de sua carteirinha de sócio ou através do fornecimento de seu contracheque atualizado constando o pagamento da respectiva mensalidade à entidade.

A condição de dependente deve ser comprovada mediante a apresentação de certidão de nascimento para o filho(a), certidão de casamento para o cônjuge ou contrato de união estável para o(a) companheiro(a).

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Nos dias 12 e 13 de setembro, o CPERS, representado pelo 2º vice-presidente, Edson Garcia, a tesoureira Rosane Zan, a secretária-geral, Suzana Lauermann, e os diretores(as) Juçara Borges e Leonardo Echevarria, desembarcou em Brasília para debater a reforma sindical, a negociação coletiva no serviço público e a organização dos trabalhadores(as) em educação.

O debate integrou a programação do Seminário sobre a Nova Estrutura Sindical Brasileira, promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que também contou com a participação de representantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), entre outros.

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, abordou os desafios dos educadores(as) gaúchos no enfrentamento ao governo de Eduardo Leite (PSDB). “É muito triste o que a gente passa ano após ano, porque nós temos um acúmulo de perdas, acúmulo de falta de investimento. Data-base não temos, mesa de negociação não temos. Não temos políticas reais a partir do governo do Estado. Eduardo Leite, aquele que queria se candidatar a presidente da república, realmente maltrata os servidores e o sindicalismo. Direito à greve não temos, pois logo ameaça com desconto de salário”, afirmou Edson.

A tesoureira do CPERS, Rozane Zan, relatou a luta dos professores(as) e funcionários(as) gaúchos pela valorização e defesa dos direitos. “Nós vivemos um governo neoliberal no Rio Grande do Sul, onde o nosso direito de estar no meio sindical, trabalhar e fazer mobilização é ameaçado. É importe fazer, sim, esse debate,  sobre a forma como vamos nos organizar para o próximo período. A luta precisa continuar, o movimento sindical é ainda mais necessário nesse momento em que estamos vivendo”, concluiu Rosane.  

Juçara Borges, diretora do Departamento dos Funcionários(as) da Educação do Sindicato, destacou o desrespeito e desvalorização do governo Leite (PSDB) aos educadores(as). “No Rio Grande do Sul, os funcionários estão invisíveis aos olhos do governador. Temos que continuar a lutar para constarmos no censo escolar, pela valorização e piso  salarial para nós, funcionários da educação”, afirmou Juçara.

“Dentro da organização e luta permanente dos trabalhadores da educação, temos o desafio da nossa organização sindical que ainda não foi consolidada no país. Temos participado em conjunto com as filiais sindicais, conversando sobre a regulamentação da Convenção nº 151, pelo nosso direito de greve e pelo nosso direito à negociação coletiva. Em reunião com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, ela anunciou sobre a publicação do decreto que determina 90 dias para a regulamentação da 151, com uma posição a ser apresentada ao presidente Lula, e, em seguida, para envio ao congresso nacional. Dado esse motivo, planejamos o encontro com urgência”, comentou Heleno Araújo, presidente da CNTE.

Reforma sindical no governo Lula (PT) pauta debate no primeiro dia do Seminário

Na terça-feira (12), primeiro dia do Seminário, foram tratados os aspectos da reforma sindical no governo Lula (PT), mediado pelo diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fausto Augusto.

“Esse é um momento bastante importante para discutirmos o sobre o papel e a importância dos sindicatos e como eles, a partir do direito de negociação reconhecido no setor público, passarão a se organizar”, declarou Fausto.

Para ele, “a regulamentação da Convenção nº 151 é um começo para podermos avançar na expansão do direito da negociação do setor público, mas esse é só o primeiro passo nesse caminho bastante longo. Para isso, precisamos ter uma pauta e um trabalho muito bem reformulado”, apontou.

Ele conta que, com as organizações dos Grupos de Trabalho para regulação da Convenção nº 151, surge a urgência da organização das classes dos trabalhadores(as) em educação do setor público, para construção de pautas, de quem organizará as mesas de debate e quem irá participar dos processos de negociação de tudo que entrará em discussão nos próximos períodos.

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A partir deste ponto, Fausto mostrou aspectos que precisam ser levados em conta em relação à formação estrutural das organizações sindicais de trabalhadores em educação do setor público.

“Historicamente, as centrais defendem a filiação como a base importante nos sindicatos, mas a taxa de filiação dos profissionais da educação na totalidade corresponde, atualmente, a 20%. Dessa taxa, grande parte é aposentada. O índice de jovens trabalhadores(as) abaixo de 30 anos filiados é menor que 9%”, diz.

De acordo com Fausto, os principais pontos a serem levados em consideração antes da construção da pauta dos trabalhadores em educação para levar ao debate são:

1- Encontrar meios de sindicalizar profissionais jovens que estão entrando no mercado de trabalho;

2- Organizar uma representação dos aposentados dentro dos sindicatos e as pautas a serem defendidas;

“É importante que a CNTE comece debates que vão costurando e organizando a participação do setor público para a construção da pauta”, afirmou. “Além de tudo que vem antes da 151, temos que pensar  no que virá após a sua regulamentação, senão, ela se tornará ‘letra-morta’, como outras regulações que não foram levadas além após a sua regulamentação”, completou.

Segundo dia do Encontro debate os desafios da estrutura sindical nos próximos períodos

O segundo dia, realizado na quarta-feira (13), discutiu as negociações coletivas do serviço público com a regulamentação da Convenção nº 151 e da Recomendação nº 159 da OIT, e os desafios da estrutura sindical da CNTE nos próximos períodos.

Durante a manhã, os debates foram ministrados pela advogada do grupo LBS para a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e especialista em servidores públicos Camilla Cândido. A partir das 14h, a mesa de exposição e conversa ficou sob o comando do presidente da CNTE, Heleno Araújo, e do assessor jurídico Eduardo Ferreira.

De acordo com Heleno, a realização do encontro se deu pela urgência da construção das propostas e pautas das organizações sindicais, sinalizada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, com a publicação do decreto que estabelece o prazo de 90 dias para apresentação na regulamentação da Convenção nº 151.

Segundo Camila, a negociação coletiva tem sido um assunto acumulado desde 2010. Ela aponta ainda que, com a regulamentação da Convenção nº 151, será possível trazer a democratização do trabalho para os profissionais do serviço público. “O fato é que as negociações coletivas do setor público acontecem, porém, não possuem uma regulamentação que as tornem obrigatórias. Dessa forma, alguns prefeitos e governadores acabam por ignorar esse direito. Com isso, o que resta aos servidores é fazer greves ou judicializar”, enfatizou.

Atualmente existem três pontos que pautam a liberação da 151, sendo eles a 1) organização estrutural dos sindicatos; 2) a liberação sindical; e 3) a garantia da negociação coletiva. Segundo ela, os primeiros dois pontos andam consideravelmente enfraquecidos, e o terceiro não possui regulamento no país. “Precisamos fortalecer cada um desses pontos, e o primeiro passo para isso é estabelecer a regulamentação para termos a negociação coletiva de entidades do serviço público”, frisou.

A partir do cenário atual e da importância da garantia da negociação coletiva, ela aponta dois principais focos que as organizações sindicais precisam desempenhar para a regulamentação da Convenção nº 151.

1.O primeiro é criar um bom projeto no âmbito do Grupo de Trabalho para apresentação ao Governo Federal; e

2. Conquistar a aprovação no Congresso Nacional.

“A nossa última oportunidade aconteceu há 13 anos, e não conseguimos. Se não conseguirmos agora, então, quanto tempo mais será preciso para termos essa regulamentação da negociação?”, ela questiona.

Estrutura Sindical da CNTE e afiliadas

Durante a tarde, foi a vez de Heleno Araújo e  Eduardo Ferreira coordenarem a mesa de palestras e debates. O momento foi dedicado especificamente à categoria e à composição das organizações sindicais dos trabalhadores da educação. “Diante dos desafios à frente, temos que fortalecer a nossa relação sindical, buscando conjunturas para melhor atender as pautas das organizações sindicais. Temos que ter na ponta da língua os nossos posicionamentos”, comentou Heleno.

A respeito dessa organização, Heleno apontou os pontos da 4ª Plenária Intercongressual da CNTE que representantes de sindicatos precisam debater junto aos membros das entidades, de modo que possam trazer novas contribuições para a Confederação, destacando:

1) A manutenção ou não da Confederação dos Educadores Americanos (CEA);

2) A alteração do sistema de adimplemento das mensalidades das filiadas à CNTE para garantir a participação das filiadas em Congressos como o de 2026; e

3) A forma de organização de filiação à CNTE.

“É importante encaminhar a nossa postura sindical e não criarmos surpresas nas nossas organizações sindicais. Se são temas polêmicos, vamos discuti-los até encontrarmos uma forma para manter o fortalecimento da nossa organização”, disse.

A respeito da construção de coletivos de negociação, Eduardo apontou a necessidade de se atentar às especificidades que o campo da educação possui para estabelecer parâmetros legais e normativos para as categorias tratadas.

“Temos 27 unidades federadas, 5.570 municípios. Cada um desses lugares tem seu sistema de carreira, com as suas regras. Imagina como vai ser uma mesa de negociação em cada município?”, questionou.

“Precisamos dar vazão nacional para algumas pautas, como o Fundeb, em ter um Sistema Nacional de Educação, e que dentro do projeto desse sistema esteja prevista uma câmara de valorização dos profissionais de educação onde muitas outras coisas podem ser consensualizadas nela sem, claro, perder de vista a regulação da Convenção nº 151, na qual os trabalhadores da educação também se enquadram”, declarou Eduardo.

Fotos: Renato Braga

Clique aqui e confira a galeria de fotos do evento

*Com informações da CNTE

 

 

 

 

 

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A 38ª edição da Revista Retratos da Escola da CNTE acaba de ser publicada. Com o tema “Valorização de Funcionários e Funcionárias da Educação Básica”, a revista traz um dossiê com relatos e artigos sobre formação, carreira, salários, condições de trabalho e de saúde daqueles profissionais. O editorial destaca que a educação é resultado do esforço conjunto entre professores e funcionários(as).

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A NOVA EDIÇÃO DA REVISTA

Segundo João Antonio Cabral de Monlevade (2023), “são cerca de 2 milhões os(as) que atuam nesse trabalho no país, em secretarias escolares, cozinhas, atividades de limpeza, vigilância, multimeio didático em bibliotecas, videotecas, brinquedotecas, laboratórios das ciências naturais e informática – eles(as) estão em todos os espaços das escolas brasileiras”.

Além de Monlevade, Luiz Fernandes Dourado e Rosselini Diniz Barbosa Ribeiro – um trio de doutores em Educação – assinam a organização da Revista.  “O dossiê inicia com uma breve apresentação escrita pelos(a) organizadores(a), seguida de oito textos que estimulam e atualizam o debate acerca da necessária valorização dos funcionários(as), com importantes reflexões sobre o tema”, sintetizam a editora Leila Scheibe e a secretária de Assuntos Educacionais da CNTE, Guelda Andrade.

ENTREVISTA

As políticas e os desafios da educação básica são o fio condutor da entrevista com Fátima Cleide, Horácio Reis e José Valdevino Moraes. Ao ser questionado sobre as principais políticas regulamentadas e ações realizadas, nas duas últimas décadas, direcionadas à valorização dos(das) funcionários(as), Valdevino lamenta que exista “apenas” um curso superior em Tecnologia da Educação e Processos de Trabalho na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, além daquele que ainda está em implementação no Instituto Federal do Paraná – IFPR.

“Avalio ser necessário o maior número possível de educadores(as) com a maior capacidade intelectual possível atuando na educação; mas ainda prevalece, na sociedade e em grande parte das Instituições de Educação Superior, a mentalidade de que funcionários e funcionárias são apenas serviçais, no sentido de apenas desenvolver atividades de preparação do espaço escolar”, explica Valdevino.

Sobre a Revista Retratos da Escola

Criada em 24 de abril 2007 e lançada em outubro do mesmo ano, a revista Retratos da Escola marca a concretização de um importante projeto da CNTE: a produção de um canal que, ao permitir o diálogo direto entre a instituição e os sujeitos atuantes no setor educacional, produzisse um ambiente propício à reflexão da realidade social da educação pública no país.

A linha editorial da Retratos da Escola busca privilegiar temas que permitam o debate, sobretudo, de áreas como: a formação profissional; o trabalho educativo, suas condições e práticas; e a organização escolar e dos sistemas educacionais. A revista tem se destacado pela sua penetração nos meios sindicais da educação básica, assim como pela sua ampla utilização nos diversos cursos de formação inicial e continuada que formam os docentes no país.

Conheça as outras edições da Retratos da Escola aqui.

Fonte: CNTE

 

 

 

 

 

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Em um importante desdobramento jurídico, o Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a análise da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4848, referente ao dispositivo da Lei do Piso do Magistério, nesta terça (12).

Nessa decisão, o STF confirmou a constitucionalidade do parágrafo único do artigo 5º da Lei Federal nº 11.738/08, que estabelece a atualização anual do piso salarial dos professores(as) pelo mesmo índice de crescimento do valor anual mínimo por aluno, estabelecido pelo Ministério da Educação, sem necessidade de Lei, conforme, erroneamente, defendem os municípios e estados.

Trata-se de uma vitória para a categoria, consolidando o direito ao reajuste anual do piso. No entanto, é importante esclarecer que essa determinação não afeta as demais ações judiciais movidas pelo CPERS, representadas por sua assessoria jurídica, o escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, que estão temporariamente suspensas no STF.

O Sindicato está aguardando por uma definição no Tema 1218, que trata sobre os reflexos automáticos da adoção do piso no vencimento inicial da carreira nas demais faixas e classes escalonadas.

O CPERS mantém sua postura vigilante e atuante perante a Corte Constitucional, buscando a confirmação da decisão proferida pelo STF e a garantia do direito dos educadores(as) gaúchos ao piso e ao seu escalonamento na carreira. Continuaremos acompanhando de perto o desenrolar desse processo e informaremos a categoria sobre qualquer desenvolvimento relevante.

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Educadores(as), estudantes, pais e a comunidade escolar da EEEM Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, localizada no bairro Tupinambá, em Cachoeira do Sul, estão mobilizados contra a decisão autoritária da 24ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), que prevê para o próximo ano (2024) a transferência professores(as) e de oito turmas do 2º ao 5º ano, para a EEEF Juvêncio Soares, no bairro Soares da cidade.

A diretora da instituição, Marilda Lena Baptista, conta que no dia 18 de agosto foi chamada na 24ª CRE, onde foi comunicada da decisão das transferências de cerca de 200 estudantes.  “Segundo o que me foi passado, essa seria uma tentativa de não fechar a EEEF Juvêncio Soares, que atualmente está com poucos alunos”, declara.

Assim que a diretora avisou a todos(as) da possível transferência desses estudantes, provocando o esvaziamento da escola, a comunidade não aceitou a decisão. De lá para cá, muitas mobilizações ocorreram, reuniões com os pais e alunos(as), abraço na escola, audiências na Câmara de Vereadores da cidade, encontros com a Seduc.  Nestas mobilizações, o CPERS estava presente através da diretora do 4º Núcleo (Cachoeira), Dina Marilú Machado Almeida, e do vice-diretor, Jucemar Gonçalves da Costa.

CPERS na luta em defesa da educação pública

Nesta quarta-feira (6), a diretora da escola, acompanhada de pais e o vice-diretor do 4º núcleo (Cachoeira do Sul), Jucemar Gonçalves da Costa, reuniram-se com o 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt.

A diretora expôs que a comunidade escolar é contra a transferência das crianças por muitos motivos, mas o principal é que escola oferece turno integral para os estudantes. “São 13 anos de turno integral e que as famílias, a maioria dos bairros Tupinambá, Bom Retiro e Barcelos, estão satisfeitas com a metodologia de ensino e ressaltam a qualidade da estrutura e do ensino da Escola Liberato, que atende o Ensino Fundamental, o Ensino Médio e o EJA”, esclarece.

O 1º vice-presidente do CPERS, Saratt, destacou que o Sindicato estará presente na luta contra o esvaziamento da Escola Liberato e contra a possível municipalização da Escola Juvêncio Soares.

“Nós rechaçamos essa decisão da 24ª CRE e queremos que a escola Liberato siga prestando o serviço que há muitas décadas vem fazendo com excelência à comunidade. Lutamos para que a escola Juvêncio encontre alternativas, seja através de uma política de incentivo à matrícula de novos alunos, ou adoção, por exemplo, do turno integral, que oferece uma outra perspectiva e qualidade para as crianças da comunidade”, afirmou.

A diretora Marilda conta que esteve reunida com o diretor-geral da Seduc, Paulo Burmann. “Ele assegurou que o assunto não estaria ventilado na Seduc, mas que iria conversar com a 24ª CRE e visitar a escola com uma definição do problema. Estamos aguardando”, destacou.

Nesta quinta-feira (14), ocorre audiência pública, na Câmara de Vereadores de Cachoeira do Sul, às 19h, com a presença da presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, e demais membros da Direção Central, representantes da direção do 4º núcleo (Cachoeira do Sul), integrantes da EEEM Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha e EEEF Juvêncio Soares, estudantes, pais, mães e a comunidade escolar. O encontro visa debater a situação das duas instituições.

Seguiremos vigilantes e ativos na luta contra o esvaziamento da EEEM Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha e contra a municipalização da EEEF Juvêncio Soares.

O CPERS continuará exigindo que a vontade das comunidades escolares seja respeitada e orienta as instituições ameaçadas de municipalização a mobilizarem-se. Até o momento, através da resistência, diversas tentativas de municipalização já foram impedidas. Por isso, é imprescindível que pais, estudantes e educadores(as) permaneçam firmes na luta para barrar o avanço do processo.

Audiências públicas, reuniões com as comunidades escolares para organizar o apoio da sociedade, abaixo-assinados e pressão nos deputados(as), vereadores(as), secretários(as) de educação e prefeitos(as) são algumas das ações recomendadas.

É fundamental que o governo invista na infraestrutura das instituições de ensino, valorize salarialmente professores(as) e funcionários(as) de escola, da ativa e aposentados(as), e respeite o seu projeto político-pedagógico para qualificar a educação.

Estaremos mobilizados, acompanhando de perto a situação e defendendo veementemente o ensino público contra mais este ataque de Eduardo Leite (PSDB) à educação pública gaúcha.

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Em meio à ameaça de Arthur Lira (PP/AL), presidente da Câmara dos Deputados, em trazer de volta o risco de aniquilar os serviços e servidores(as) públicos no Brasil ao pressionar pela votação da PEC 32 (Reforma Administrativa), a diretoria do CPERS se reuniu, nesta segunda (11), com o deputado federal Alexandre Lindenmeyer (PT/RS) para clamar pela não aprovação da Proposta.

Com a Reforma, cargos públicos poderão ser ocupados por apadrinhados políticos sem qualificação profissional, o trabalhador(a) poderá ser perseguido politicamente e desligado, aposentados(as) poderão perder a paridade, os planos de carreira entrarão em extinção, assim como os concursos públicos.

Será necessário intensificar a mobilização para colocar um fim a essa proposta de destruição do serviço público. Nós somos radicalmente contra essa PEC 32, pois ela abre a possibilidade para que cada novo governo eleito demita quem está no serviço público e coloque seus correligionários”, explica a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Na ocasião, o deputado Lindenmeyer (PT/RS) comprometeu-se em lutar para derrotar a PEC em Brasília. Além da presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, participaram ainda da reunião a tesoureira Rosane Zan, as diretoras Juçara Borges e Alda Maria Souza e o advogado da assessoria jurídica (Buchabqui e Pinheiro Machado), Marcelo Fagundes.

O CPERS, juntamente com a Frente dos Servidores(as) Públicos (FSP), está organizado contra esse mecanismo neoliberal elaborado pelo governo Bolsonaro, sob a articulação de Paulo Guedes, que busca enfraquecer os direitos dos trabalhadores(as).

No dia 26 de setembro, ocorre paralisação e ato público unificado por reajuste já, contra a PEC 32, entre outras pautas. Às 9h, os manifestantes se concentrarão na Praça da Matriz, e às 14h, se reunirão em frente ao Palácio Piratini.

Contate o seu núcleo e mobilize-se! Estamos juntos na luta contra a reforma administrativa e pela valorização dos professores(as), funcionários(as) de escola e demais servidores(as), da ativa e aposentados(as)! 

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