Nesta terça-feira (3), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou um alerta global sobre a falta de educadores(as). São necessários 44 milhões de docentes adicionais em todo o mundo para alcançar a educação básica universal até 2030, quando se encerra o prazo dos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

A falta de atratividade na profissão docente é um fator determinante nas dificuldades de recrutamento e no crescente abandono dessa carreira por muitos profissionais.

Os dados comprovam o que o CPERS alerta em todas as oportunidades: assegurar condições de trabalho e salários dignos é fundamental para a valorização de todos os educadores(as). Isso vale tanto para professores(as), quanto para funcionários(as) da educação, da ativa e aposentados(as).

De acordo com a Organização, faltam 12,9 milhões de professores(as) no ensino primário e cerca de 31,1 milhões no ensino secundário em todo o globo. A escassez de profissionais é mais pronunciada na África Subsaariana e no Sul da Ásia, onde são necessários 22,8 milhões de professores(as) adicionais – pouco menos da metade de todas as vagas que precisam ser preenchidas no mundo.

Dificuldades

Nos 79 países analisados pela Unesco, a taxa de abandono no ensino primário aumentou de 4,62% em 2015 para 9,06% em 2022. As causas são variadas e diferenciadas de país para país, mas existem três fatores que se destacam: más condições de trabalho, estresse e salários baixos.

Na questão dos salários, o relatório aponta que a nível global apenas metade dos países pagam aos professores(as) do ensino básico o mesmo ou mais do que outras profissões que requerem o mesmo nível de qualificações, situação que se agrava na Europa e na América do Norte, onde no ensino secundário o salário dos docentes equivale a 75% ou menos do que o de outras profissões comparáveis.

A Unesco destaca ainda que a taxa de abandono da profissão é maior entre os homens, chegando a 9,2% – mais do dobro do que os 4,2% entre as mulheres.

“Isto deve-se sobretudo ao fato de os homens terem mais oportunidades profissionais em outros setores e conseguirem mudar de carreira com maior facilidade, para além de preconceitos de gênero, como crenças sobre quem deve ser responsável pela educação das crianças”, aponta a Unesco.

Face ao problema, a organização das Nações Unidas recomenda sete medidas: maior investimento na formação inicial e contínua de professores(as), programas de mentores que promovam a colaboração entre educadores(as) experientes e novatos, salários competitivos face a profissões semelhantes e oportunidades de progressão na carreira, eliminação de trabalho burocrático para permitir um maior foco no ensino, maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional, cuidados de saúde mental para lidar com o estresse e lideranças fortes nas escolas que valorizem os professores(as).

O CPERS enfatiza a urgência de políticas, sobretudo do governo Eduardo Leite (PSDB), que garantam não apenas salários justos, mas também condições dignas de trabalho, que reestruturem e fortaleçam o sistema educacional como um todo, com investimentos substanciais para a educação, que é uma das bases para a formação crítica dos cidadãos.

*Com informações da DW

Foto de capa: Rodolfo Buhrer/ WebTerra

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O CPERS Sindicato e as entidades que compõem o Fórum Estadual de Educação do Rio Grande do Sul (FEE/RS) convocam a sociedade civil para um debate amplo e democrático em todas as regiões do estado.

Com foco em contribuir para a elaboração do novo Plano Nacional de Educação (PNE), o FEE/RS promoverá as etapas regionais da Conae até o dia 29 de outubro. Já a Conferência Estadual ocorrerá nos dias 16 e 17 de novembro.

O objetivo é refletir sobre os desafios da educação brasileira e construir coletivamente propostas que serão levadas à Conferência Nacional, marcada para os dias 28, 29 e 30 de janeiro, em Brasília.

Para saber como participar, contate o seu núcleo do CPERS, a Secretaria de Educação do seu município ou o Fórum Municipal de Educação.

Importância de participar 

As discussões também devem orientar a formulação dos planos estaduais e municipais de educação, “visando ao fortalecimento da cooperação federativa em educação e do regime de colaboração entre os sistemas”, conforme o regimento aprovado pelo Fórum Nacional de Educação (FNE).

A Conae é de especial importância para os educadores e educadoras, tanto pela defesa da escola pública quanto pelos impactos na vida profissional e funcional da categoria. Entre os eixos de debate, constam a valorização profissional, garantia de acesso à formação inicial e continuada, piso salarial, carreira e condições de trabalho e saúde.

Reconstrução

Sob coordenação do FNE, com o apoio técnico, administrativo e financeiro do Ministério da Educação, a Conae 2024 tem como tema o novo PNE: “Plano Nacional de Educação (2024-2034): política de Estado para a garantia da educação como direito humano, com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável”.   

Após anos de desmonte, que restringiu a participação de entidades de classe e movimentos sociais, o governo federal recompôs o Fórum Nacional de Educação em março de 2023. O FNE é um espaço de interlocução entre a sociedade civil e o Estado brasileiro; reivindicação histórica da comunidade educacional e fruto da deliberação da Conae de 2010.

A realização de uma conferência extraordinária nasce da urgência de estabelecer um novo PNE e de reconstruir o protagonismo da sociedade na superação dos desafios educacionais.

A expectativa é que a Conferência resulte em proposições acerca de diretrizes, objetivos, metas e estratégias para a próxima década da educação no país, em articulação com os planos decenais de educação nos estados, Distrito Federal e municípios, fortalecendo a gestão democrática, a colaboração e a cooperação federativa para o enfrentamento das desigualdades e garantia de direitos educacionais.

Confira os sete eixos que compõem a Conae 2024: 

Eixo I – O PNE como articulador do Sistema Nacional de Educação, sua vinculação aos planos decenais estaduais, distrital e municipais de educação, em prol das ações integradas e intersetoriais, em regime de colaboração interfederativa; 

Eixo II – A garantia do direito de todas as pessoas à educação de qualidade social, com acesso, permanência e conclusão, em todos os níveis, etapas e modalidades, nos diferentes contextos e territórios; 

Eixo III – Educação, Direitos Humanos, Inclusão e Diversidade: equidade e justiça social na garantia do Direito à Educação para todos e combate às diferentes e novas formas de desigualdade, discriminação e violência; 

Eixo IV – Gestão Democrática e educação de qualidade: regulamentação, monitoramento, avaliação, órgãos e mecanismos de controle e participação social nos processos e espaços de decisão;

Eixo V – Valorização de profissionais da educação: garantia do direito à formação inicial e continuada de qualidade, ao piso salarial e carreira, e às condições para o exercício da profissão e saúde; 

Eixo VI – Financiamento público da educação pública, com controle social e garantia das condições adequadas para a qualidade social da educação, visando à democratização do acesso e da permanência; 

Eixo VII – Educação comprometida com a justiça social, a proteção da biodiversidade, o desenvolvimento socioambiental sustentável para a garantia da vida com qualidade no planeta e o enfrentamento das desigualdades e da pobreza.

>> Confira abaixo os documentos que regem as Conferências:

➡️ Ofício nº 71 Planejamento e realização da Conferência Nacional Extraordinária de Educação
➡️ Decreto 11697 CONAEE
➡️ Orientações para a Organização das Etapas Preparatórias da CONAEE 2024
➡️ Regimento CONAEE
➡️ Informativo FEE RS para Municipios CONAEE 2023

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No panorama global da saúde feminina, o câncer de mama emerge como uma preocupação preeminente, transcendendo fronteiras e afetando mulheres em todas as esferas da sociedade.

Neste mês, o CPERS, por meio do departamento de Gênero e Diversidade, se soma às ações de prevenção à doença, alusivas ao “Outubro Rosa”.

No cenário legislativo brasileiro, novembro de 2018 foi um marco significativo com a promulgação da Lei 13.733, que estabeleceu a realização das atividades de conscientização sobre o câncer de mama no Brasil, durante o referido mês.

O movimento teve sua origem nos Estados Unidos, no início da década de 1990, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure introduziu o símbolo da prevenção ao câncer de mama: o laço cor-de-rosa.

Esse emblema foi lançado durante a primeira Corrida pela Cura, realizada na cidade de Nova York. Desde então, essa campanha tem sido promovida anualmente, servindo como um farol de conscientização e engajamento global na luta contra o câncer de mama.

Atendimentos do IPE Saúde serão gratuitos durante o mês de outubro

Durante todo o mês de outubro, as servidoras seguradas do IPE Saúde, entre 40 e 75 anos, poderão realizar mamografias de forma gratuita.

O exame é imprescindível para identificar possíveis tumores e poderá ser agendado diretamente nas clínicas e hospitais credenciados ao Instituto com a apresentação de requisição de médico credenciado. 

Para mais informações contate a Central de Atendimento do IPE Saúde pelo número 51 3288-1550. 

Dados revelam a importância da campanha de prevenção contra o câncer de mama

Os números alarmantes revelam a magnitude do desafio: conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2020, aproximadamente 2,3 milhões de novos casos foram diagnosticados globalmente, representando uma fatia significativa, cerca de 24,5%, de todos os diagnósticos de neoplasias em mulheres.

Traçando o quadro específico para o Brasil, em 2023, a projeção é de 73.610 novos quadros de câncer de mama, com uma taxa de risco estimada em 66,54 casos para cada 100 mil mulheres.

Ainda de acordo com o relatório de 2022 do INCA, o sul e o sudeste são as regiões com as taxas mais altas de incidência do câncer de mama. Segundo o Ministério da Saúde, em 2019, o Rio Grande do Sul registrou 4.309 casos da doença, em 2020 foram 4.099, e em 2021, 4.173. 

Em 2021, a taxa de mortalidade ajustada por idade, pela população mundial, atingiu 11,71 por 100 mil mulheres, resultando em um trágico número de 18.139 óbitos.

Este cenário destaca a necessidade de estratégias políticas eficazes de prevenção e detecção precoce.

O Departamento de Gênero e Diversidade do CPERS defende uma resposta vigorosa e coordenada, desde iniciativas de conscientização até investimentos substanciais em pesquisa e serviços de saúde.

O câncer de mama não é apenas uma questão de estatísticas; é uma narrativa que se desenrola nas vidas de mães, irmãs e amigas, destacando a urgência de ações que possam remodelar o futuro de inúmeras mulheres.

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Foto destaque: Ederson Nunes/CMPA

A centenária empresa de transporte público de Porto Alegre, inaugurada com a operação de bondes em 1872, teve seus bens, ações e funcionamento repassados à iniciativa privada nesta segunda-feira (2). Após intensa resistência da classe trabalhadora, que realizou inúmeras greves e mobilizações, a Carris foi leiloada pelo Governo Melo (MDB), concretizando mais um passo em seu projeto político de acabar com o serviço público.

O CPERS repudia a privatização do transporte na capital, bem como se posicionou enfaticamente contra a venda da CEEE e da Corsan, transferidas pelo governador Eduardo Leite (PSDB) para a mão de grandes empresários. Garantir a locomoção para que as pessoas circulem pela cidade, assegurar a eletricidade para o trabalhador(a) tomar um banho quente e comprometer-se com o oferecimento da água para a população ter o que beber é responsabilidade do Estado. Repassar essa tarefa ao mercado é descumprir um dos papéis essenciais da gestão pública. 

A privatização da Carris nada mais é do que a consolidação de um projeto muito bem articulado: a empresa foi sucateada por Melo (MDB) até terceirizar sua administração. Agora, diversos servidores(as) públicos terão seus empregos ameaçados, benefícios para estudantes e outros passageiros enfrentarão ainda mais dificuldades para vigorar e a tarifa pode ficar ainda mais alta. No Rio Grande do Sul, Leite (PSDB) caminha na mesma direção ao desenvolver uma gestão neoliberal de enfraquecimento do funcionalismo público, criando um cenário de precarização do trabalho e desigualdade de acesso. 

O Sindicato está ao lado dos Trabalhadores em Empresas de Transporte de Porto Alegre que tanto lutaram para impedir que a venda da Carris se concretizasse. Diante da vitória de uma política de mobilidade urbana voltada exclusivamente às demandas de mercado, os porto-alegrenses, servidores(as) e usuários(as), mais uma vez, têm seus direitos exauridos.

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Ao fim da tarde desta segunda-feira (2), representantes da Direção Central do CPERS se reuniram com o secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, e o Líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Frederico Antunes (PP), para entregar uma carta com reivindicações dos funcionários(as) das escolas estaduais gaúchas. 

O encontro foi fruto de uma demanda do Sindicato, solicitada ainda em agosto, para entrega do documento produzido durante o 3° Encontro de Funcionárias(os) da Educação do CPERS, realizado nos dias 23 e 24 do referido mês. A Carta, aprovada de forma unânime, tem como título “Respeito e valorização a quem move a educação” e exige os justos direitos desta parcela tão significativa da categoria.

>> Clique aqui para conferir a íntegra da Carta do 3º Encontro Estadual de Funcionárias(os) da Educação do CPERS

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, abriu o encontro destacando a necessária e urgente valorização salarial dos servidores(as) de escola, que atualmente amargam um vergonhoso salário base de R$ 697, 57.

“Essa carta de reivindicações, construída nos dois dias de Encontro, por mais de 400 funcionários, está sendo entregue para nós podermos fazer essa cobrança e garantir os direitos dos nossos funcionários, que há anos parecem esquecidos pela atual gestão”, expôs Helenir.

A presidente reforçou também a maldade do governo Eduardo Leite (PSDB) com o abatimento da insalubridade dos funcionários(as) de escola contratados no completivo.

“Em uma mesma escola estadual, nós temos monitores, secretários, pessoal que cuida da infraestrutura e merendeiras, todos contratados, mas somente os dois últimos têm direito à insalubridade. O problema do atual método, é que ao abater esse direito do completivo, no fim, todos ficam com o mesmo salário no contracheque. Por isso, é extremamente importante a revisão do abatimento das verbas indenizatórias. Quem trabalha nessas funções tem o direito de receber a insalubridade”, ressaltou.

Além da valorização salarial e da insalubridade, o Sindicato ainda denunciou o avanço das terceirizações nas escolas estaduais e cobrou o concurso público para agentes educacionais, que não é realizado desde 2014, resultando em um aumento histórico de servidores(as) contratados(as) atuando nas escolas, com um índice que já ultrapassa os 50%. 

Os dirigentes do CPERS ainda resgataram uma antiga demanda da categoria, que exige a mudança nas leis do vale-transporte e vale alimentação, sem a cobrança da contrapartida dos trabalhadores(as), projeto apresentado pelo Sindicato ao governo, ainda no primeiro ano de mandato de Eduardo Leite (PSDB). 

Os representantes do governo assumiram o compromisso de que as recentes parcerias público-privadas, implantadas pela Seduc, não resultaram em demissões e que levarão para a PGE o debate sobre o fim do desconto das verbas indenizatórias.

O CPERS seguirá cerrando fileiras por salário digno e na linha de frente da luta por valorização destes importantes trabalhadores(as) da educação, que amargam uma defasagem salarial histórica, enquanto o governo Eduardo Leite (PSDB) enxuga a folha de pagamento pública em favorecimento do setor privado.

Além da presidente do CPERS, a reunião contou ainda com a participação do 1° vice-presidente, Alex Saratt, do 2° vice-presidente, Edson Garcia, da secretária-geral, Suzana Lauermann, da tesoureira, Rosane Zan, e da diretora do Departamento de Funcionários(as) da Educação do Sindicato, Juçara Borges. O advogado Marcelo Fagundes representou a assessoria jurídica da entidade, escritório Buchabqui e Pinheiro Machado.

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Em um cenário educacional permeado por desafios e ataques do governo Eduardo Leite (PSDB), a 5ª Mostra Pedagógica do CPERS se destaca como um bastião de valores laicos e democráticos, servindo como um verdadeiro ponto de referência social na valorização da escola pública.

Nesta sexta-feira (29), a etapa regional do evento, que está percorrendo todo o Rio Grande do Sul, chegou em Camaquã (42° Núcleo). O ambiente escolar do Colégio Estadual Sete de Setembro se transformou em um palco vivo, exibindo a riqueza dos trabalhos desenvolvidos por professores(as), funcionários(as) e alunos(as).


Para a tesoureira e diretora da Comissão de Educação do CPERS, Rosane Zan, a natureza democrática da Mostra se traduz em práticas inclusivas e participativas, onde a comunidade escolar tem voz ativa. Essa abordagem não apenas fortalece os laços dentro das instituições de ensino, mas também prepara os estudantes para se tornarem cidadãos críticos e engajados na sociedade.

“Ao trazer à luz a Mostra Pedagógica, criada pela nossa gestão, em 2015, o CPERS reiterou o seu compromisso em compartilhar com a sociedade os frutos de sua incansável luta por uma educação de qualidade. Esta atividade é um testemunho dos desafios superados e das conquistas alcançadas, servindo como uma janela para mostrar como, muitas vezes, a escola realiza feitos notáveis com recursos limitados”, destacou.

Mais do que uma celebração do conhecimento, a Mostra Pedagógica tornou-se uma ferramenta poderosa na luta do CPERS por salários mais justos, direitos e pela valorização da educação pública, destacando que a qualidade do ensino vai além das salas de aula. Essa jornada visual não só evidencia a dedicação da comunidade escolar, mas também reforça a importância de investir no reconhecimento e promoção do trabalho excepcional realizado pelos professores e funcionários da educação nas escolas públicas do estado”, asseverou a diretora da Comissão de Educação do Sindicato, Vera Lessês.

Inovação e qualidade da educação pública é destaque em Camaquã

Fruto da dedicação dos alunos(as) do 2º ano, a professora Clarinete Nunes Dias e os estudantes da EEEM Dr. Donário Lopes, de Arambaré, apresentaram, com entusiasmo, o projeto “Nemo”.

A participação na Mostra é motivo de grande alegria, destacando que iniciativas educacionais de uma escola fora dos grandes centros podem transcender as fronteiras. Este evento não apenas reconhece o talento local, mas também incentiva os alunos a perseverarem em futuros projetos, tornando-se divulgadores do que é positivo para a nossa comunidade. O Nemo não é apenas um projeto escolar, mas uma demonstração do potencial transformador que a educação local pode exercer em âmbito mais amplo”, explicou a professora Clarinete.

“Hoje é um dia especial, pois estamos aqui para compartilhar o Projeto Nemo. Estou extremamente feliz, pois a criação do Nemo ultrapassou nossas expectativas iniciais, possibilitando a apresentação em outras cidades. Essa oportunidade é uma chance valiosa de adquirir conhecimento e aprender com diferentes perspectivas, proporcionando crescimento e enriquecimento, enquanto nos conectamos com diversas comunidades e consolidamos a importância do aprendizado mútuo”, afirmou o aluno Eduardo Müller.

O Colégio Estadual Sete de Setembro, de Camaquã, apresentou o projeto “Sustainable Fashion”, destacando a superação de desafios em um trabalho científico.


Numa jornada repleta de desafios, cada obstáculo enfrentado tornou-se uma oportunidade de superação para nós. Mesmo nos momentos em que a vontade de desistir batia à porta, resistimos. Respiramos fundo, erguemos a cabeça e seguimos em frente. Essa jornada se transformou em um marco significativo de aprendizado e crescimento pessoal, representando uma referência única para nossa conexão como colegas e como indivíduos. Esses momentos compartilhados se tornaram algo verdadeiramente especial, solidificando laços que vão além do desafio inicial”, frisou a aluna Manuela Meyer Stifft.

Uma das coordenadoras do projeto, a professora Cássia Araújo, explicou que, desde a realização do trabalho na escola até a etapa regional, a trajetória do grupo de pesquisa tem sido surpreendente. 

“Nessa estreia como professora de um projeto científico, junto às meninas do oitavo ano, cada momento se torna uma experiência singular. O nervosismo à flor da pele revela a intensidade desse momento inaugural, algo que transcende qualquer vivência anterior. O desconhecido desafia nossas expectativas, e enquanto torcemos pelo melhor aprendizado e pela mais enriquecedora experiência para as alunas, percebemos que estamos investindo não apenas no presente, mas apostando no futuro promissor desses jovens talentos”, asseverou.

A mesa de juradas foi composta pelas educadoras Erotildes Citrini, Ângela Márcia e Naralete Bostowski. Também esteve presente na ocasião a diretora do 42º Núcleo, Maria Norma Dumer.

>> Confira os classificados:

Séries Finais Ensino Fundamental

1° lugar:
Projeto: Sustainable Fashion
Colégio Estadual Sete de Setembro
Categoria: Séries Finais Ensino Fundamental

Ensino Médio:
1° lugar:
Projeto: Nemo
EEEM Dr. Donário Lopes
Categoria: Ensino Médio 

2° lugar:
Projeto: Vitivinicultura e Método TPC: implantar para redução do uso de agrotóxicos
Colégio Estadual Sete de Setembro
Categoria: Ensino Médio

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Escolas, lideranças políticas locais, Secretaria Municipal de Educação, CPERS e demais entidades ligadas à educação caminharam, na manhã desta sexta-feira (29), pelas ruas de Cachoeira do Sul em prol da instalação do Instituto Federal Farroupilha (IFFar) na cidade. A mobilização, organizada pelo movimento “Vem, IFFar!”, reuniu centenas de pessoas e contou com a participação da vice-prefeita em exercício do município, Ângela Schuch (PP).

Alex Saratt, 1º vice-presidente do CPERS e que estava presente na atividade, menciona o papel da movimentação popular e da cidadania ativa para conquistar melhorias para a educação. “Nós conseguimos reunir um conjunto de forças sociais e políticas interessadas na instalação do Instituto Federal e certamente a mobilização da comunidade vai fazer toda diferença”, celebrou Alex.

O governo Lula (PT) tem retomado a abertura de novos polos de institutos federais em todo Brasil, e a região do Vale do Jacuí, onde o município de Cachoeira do Sul está localizado, tem interesse na construção de um IFFar para atender demandas sociais e econômicas da população. A instituição oferece cursos técnicos subsequentes e integrados ao Ensino Médio, graduação, pós-graduação e cursos de Formação Inicial Continuada.

“Nós sabemos, como educadores, o quanto é importante ajudar a dar um destino a nossos estudantes. Se já temos universidades estaduais e federais em Cachoeira do Sul, precisamos agora do curso técnico federal instalado aqui”, reivindicou a diretora-geral do 4° Núcleo do CPERS (Cachoeira do Sul), Dina Marilú Machado Almeida.

“Nós, educadores que estamos em sala de aula, conhecemos muito bem a realidade dos nossos alunos e as dificuldades que as famílias enfrentam para dar um ensino de qualidade aos seus filhos”, completou.

O município já possui uma das contrapartidas necessárias para a instalação do IFFar: terrenos para a construção do campus. A expectativa, portanto, é de que o Governo Federal decida pela inauguração do Instituto na região, já que o objetivo do executivo é criar 320 novas unidades em território nacional.

O CPERS, por meio do 4º Núcleo, faz parte da coordenação do movimento “Vem, IFFar!” e está ao lado de Cachoeira do Sul na luta por uma educação pública e de qualidade. Os institutos federais precisam ser ampliados e valorizados à medida que promovem o fortalecimento intelectual, cultural e econômico da comunidade!

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Nesta quinta-feira (28), representantes do Instituto de Educação General Flores da Cunha (IE), o CPERS, a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e a Frente Parlamentar em Defesa do IE apresentaram evidências, ao Ministério Público (MP), que sustentam a necessidade de manter todas as vagas e turmas do Instituto em seu prédio histórico original.

O governo Eduardo Leite (PSDB) demonstrou intenções de não proporcionar a abertura de vagas para o 5⁰ ano e para a educação infantil no prédio do IE, realocando os alunos(as) em outra escola, que carece de condições infraestruturais adequadas para receber de maneira satisfatória o contingente de estudantes, cujas famílias matricularam no Instituto por diferentes razões, e não estão tendo suas expectativas atendidas.

Por conta disso, pais, responsáveis e comunidade em geral têm estado apreensivos, uma vez que essa etapa inicial da educação desempenha um papel fundamental no desenvolvimento das crianças.

“A decisão de amontoar os alunos em uma escola que não possui a infraestrutura necessária para acomodá-los de forma adequada é mais um retrato do descaso do governo Leite com a educação pública. A qualidade do ambiente educacional é fundamental para o aprendizado e o bem-estar dos alunos, e qualquer decisão que afete isso deve ser tomada com extrema cautela e consentimento da comunidade escolar”, frisou Edson Garcia, 2º vice-presidente do CPERS, que acompanhou a reunião no MP.

Além disso, o Sindicato sustentou a necessidade de preservar o projeto original de manutenção do Instituto e o acesso a uma educação pública e de qualidade.

A comunidade espera que essa questão seja debatida de maneira transparente e está unida na busca por respostas claras sobre o futuro do IE, visto que o Instituto é tradicionalmente reconhecido por sua excelência acadêmica e seu foco na integração da tecnologia no ensino.

A preservação do prédio histórico da entidade e a manutenção de todas as suas vagas são garantias de que a educação de qualidade com foco na tecnologia permanecerá acessível a todos os alunos(as).

O CPERS e a comunidade escolar exigem que sejam feitos esforços para fortalecer a escola, em vez de enfraquecê-la, como costumeiramente o governo Eduardo Leite (PSDB) tem agido.

Estavam presentes, na ocasião, a promotora do MP/RS, Luciana Moraes Dias, da Promotoria de Justiça Regional da Educação de Porto Alegre (Preduc-POA), a presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e da Frente Parlamentar em Defesa do IE 100% Escola Pública, deputada estadual Sofia Cavedon (PT), a integrante do Movimento do em Defesa IE, Maria da Graça Morales, entre outras representações.

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Destacar a qualidade das ações produzidas no chão da escola pública. É com esse objetivo que representantes da Direção Central do CPERS desembarcaram em Pelotas (24° Núcleo), nesta quinta-feira (28), para a realização da etapa regional da 5ª Mostra Pedagógica do Sindicato.

Professores(as), funcionários(as) da educação e estudantes apresentaram com orgulho os trabalhos desenvolvidos em escolas estaduais da região.

“Esta é a primeira vez que participo da Mostra e está sendo uma oportunidade fantástica de apresentar o trabalho desenvolvido lá no chão da escola, que, muita vezes, fica escondido. Tirar o aluno do convencional a partir do projeto e, agora, poder também trazer essa experiência para o grande público, não tem preço”.

Esse foi o relato emocionado da professora Silvia Colvara, do CE Cassiano do Nascimento, que apresentou junto de seus estudantes do Ensino Médio o projeto “O Aluno como Protagonista”, que tem o objetivo de evidenciar as mais diversas habilidades que os educandos(as) possuem, desde a dança, passando pela música, até a costura.

Mirielly Kristine, uma das alunas que integra o trabalho criado por Silvia, revelou que está ansiosa para participar da etapa estadual da Mostra, que será realizada em dezembro, em Porto Alegre. “Conhecer outros projetos, que assim como o nosso tem um protagonismo juvenil, é muito emocionante”. 

O vice-diretor da EEEM Dr. Edmar Fetter, José Eduardo Marias, destacou que a participação na Mostra servirá de inspiração para o seu dia a dia em sala de aula.

“Desenvolver esse projeto produziu resultados muitos positivos lá na escola. Agora, temos a oportunidade de apresentar essa experiência para a sociedade e o Sindicato. Só de sair do ambiente escolar e conhecer outros projetos, já me deixou inspirado para levar coisas novas para a escola”, expôs. 

Para João Vitor Fernandes, que participou da criação da revista digital “JUST US”, projeto coordenado pela professora Marta Damico e apresentado pela escola Edmar Fetter na Mostra, a experiência com o trabalho foi reveladora. “É muito bom estar aqui para poder falar um pouco mais sobre a nossa revista e sobre o que nós, jovens, pensamos e falamos. Essa experiência serviu para gente poder expressar os nossos sentimentos”.

Escola livre, educação presente

Neste ano, o tema da Mostra reflete sobre a importância de proporcionar um ambiente educacional que valorize a liberdade de pensamento, a criatividade e a diversidade de ideias. 

Rosane Zan, tesoureira do CPERS e integrante da Comissão de Educação do Sindicato, ressaltou que a Mostra Pedagógica é uma oportunidade para compartilhar iniciativas e experiências bem-sucedidas, que resistem mesmo com os ataques do governo Eduardo Leite (PSDB).

“A Mostra nos permite revelar tudo o que tem de mais belo e significativo no chão da escola. Para muitos, pode parecer que só mostramos os problemas, mas é preciso fazer um paralelo, observando como os projetos que esses educadores desenvolvem, mesmo com tão pouco e com uma base curricular tão diminuída, são especiais”.

“Eu tenho certeza que essas escolas, que estão aqui hoje, possuem diversos outros projetos. Por isso, nós queremos que, cada vez mais, as escolas participem desse momento, que conheçam as ações do Sindicato e saibam que a nossa luta por valorização, não é só do educador, mas da escola pública como um tudo, perpassando as ações produzidas por todos vocês”, conclamou a diretora do CPERS, Carla Cassais. 

Ao fim das apresentações dos projetos, foi definido que todos os participantes seguirão para a etapa estadual da Mostra. Confira abaixo: 

>> Projeto: Todos por uma
CE Cassiano do Nascimento
Categoria: Ensino Médio 

>> Projeto: O Aluno Como Protagonista
CE Cassiano do Nascimento
Categoria: Ensino Médio 

>> Projeto: Revista Digital JUST US
EEEM Dr. Edmar Fetter
Categoria: Ensino Médio

A mesa de jurados foi composta pela professora da Faculdade de Educação da UFPEL, Ligia Cardoso, e a professora aposentada, Régia Nogueira. Também participaram da atividade a diretora da Comissão de Educação do CPERS, Vera Lessês, e o diretor-geral do 24° Núcleo, Mauro Rogério da Silva Amaral. 

Etapas Regional e Estadual

Os 42 núcleos do CPERS realizarão mostras regionais até novembro e os educadores(as) devem se inscrever com até cinco dias de antecedência ao evento na sua região. Os projetos e trabalhos mais significativos terão lugar na etapa estadual da Mostra. As experiências selecionadas também serão compiladas em uma publicação especial.

️ INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

1) Somente sócios(as) do CPERS terão suas inscrições validadas para a Mostra Pedagógica;
2) Os anexos (como documentos, trabalhos por escrito ou em PowerPoint, fotos e vídeos) devem ser enviados para o e-mail mostracpers5@gmail.com;
3) As inscrições podem ser realizadas com até 5 (CINCO) dias de antecedência à Mostra Regional do seu núcleo. Clique aqui para conferir o cronograma das etapas regionais da Mostra;
4) Clique aqui para acessar o regulamento completo da Mostra Pedagógica;
5) Se tiver dificuldades no preenchimento do formulário ou outras dúvidas, entre em contato pelo e-mail secgeral@cpers.org.br ou pelo fone (51) 3254.6000.

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Neste momento desafiador, o CPERS e a CNTE estão unidos para ajudar aqueles que mais precisam.

As recentes enchentes no Rio Grande do Sul deixaram um rastro de destruição, afetando a vida de muitos trabalhadores e trabalhadoras da educação. Por isso, no dia 16 de setembro, lançamos a campanha #SOSRS: DOE, em solidariedade e apoio aos educadores(as) atingidos por essa tragédia.

❓ Como você pode ajudar? É simples:

1️⃣ Doe o que puder. Cada contribuição conta e fará a diferença na vida daqueles que perderam tanto;
2️⃣ Compartilhe esta mensagem para que mais pessoas possam contribuir;
3️⃣ Use a hashtag #SOSRS e ajude-nos a espalhar a palavra.

❓ Como doar? 

As doações podem ser feitas, em qualquer quantia, por PIX ou transferência bancária tradicional, via TED, para a conta corrente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Confira os dados abaixo:

>> PIX: 
Chave: Celular CNTE – 61 982412223
Informar a finalidade da doação na descrição do PIX: #SOSRS

>> TED: 
Conta Corrente da CNTE – Bradesco – AG. 606-8 – C/C: 113.909-2 – CNPJ: 00.579.136/0001-06

➡️ Confira o recado da presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer:

Nossa comunidade é nossa força e unidos(as) podemos superar qualquer adversidade. Junte-se a nós nesta campanha e ajude a reconstruir vidas e esperanças!

#SOSRS #JuntosSomosMaisFortes #CPERS #CNTE

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