O CPERS Sindicato vem a público manifestar o seu apoio e solidariedade ao ex-reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Paulo Afonso Burmann, em sua decisão de pedir demissão do cargo de Diretor Geral da Secretaria da Educação (Seduc). Reconhecemos o seu compromisso com a educação pública e seu histórico de contribuições para o sistema educacional do Rio Grande do Sul.

As razões apresentadas por Burmann em sua carta de renúncia são profundas e refletem questões críticas que afetam a educação em nosso estado. É crucial que essas preocupações sejam consideradas com seriedade e que medidas efetivas sejam tomadas para abordá-las.

>> Confira a íntegra da carta aqui!

As dificuldades apontadas, como a falta de investimento na educação integral, a incompatibilidade com projetos de escolas cívico-militares, problemas na oferta de merenda escolar e a precariedade das escolas rurais, indígenas e quilombolas, são questões que impactam diretamente a qualidade da educação pública no estado. Além disso, a falta de valorização da carreira dos profissionais da educação e a ausência de uma estratégia de infraestrutura adequada comprometem seriamente o desenvolvimento educacional como um todo.

O CPERS, ao longo do tempo, tem denunciado essas mesmas situações e exigido medidas para a melhoria do sistema educacional estadual. É imperativo que a atual gestão da Seduc faça uma avaliação rigorosa da eficiência dos métodos adotados, com um novo enfoque nas reais necessidades das escolas públicas e na valorização profissional e salarial dos trabalhadores(as) da educação.

Nossa organização está comprometida em continuar trabalhando incansavelmente em prol da educação pública de qualidade no Rio Grande do Sul e estaremos vigilantes na defesa dos direitos dos educadores(as) e dos interesses dos estudantes.

A educação é o pilar fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade justa e igualitária e é responsabilidade de todos nós garantir que o sistema educacional do estado atenda às necessidades de nossas comunidades e proporcione um futuro melhor para nossos alunos(as).

É hora de unir esforços para superar os desafios enfrentados pela educação e trabalhar juntos para construir um sistema educacional mais justo e eficiente.

Seguiremos em defesa de todos que acreditam e lutam por uma educação pública de qualidade e pela valorização dos profissionais da educação!

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A CNTE esteve presente, nesta quarta-feira (4), na 71ª reunião da Comissão de Educação e Cultura do Senado, para debater a valorização dos profissionais da educação à luz dos desafios atuais do país. Coordenada pela senadora Teresa Leitão (PT), o presidente da CNTE, Heleno Araújo, integrou a mesa de debates, trazendo reflexões e aprofundamentos sobre a necessidade de políticas que valorizem a profissão e a atuação dos professores(as) em cada escola pública do país.

Representantes de diversas entidades sindicais filiadas à CNTE também estiveram presentes na audiência.

Teresa relatou sobre as lutas constantes dos trabalhadores(as) em educação na garantia dos seus direitos e melhores condições de trabalho com o passar dos anos. “Como educadora que sou, de formação e ofício, tive uma vida inteira em que pude testemunhar as nossas lutas sociais e sindicais que reforçam uma concepção de valorização dos profissionais de educação”, disse.

Ela ainda apontou as precariedades encontradas em muitas escolas do país, como a falta de estrutura adequada tanto para professores(as) quanto para alunos, afetando as condições de trabalho e aprendizagem, o descaso de governantes que não cumprem o Piso Nacional do Magistério, atrasando a valorização da carreira profissional, além da pressão constante sofrida por docentes, que tornam a profissão desafiadora em vários âmbitos.

“Alguns tentam tornar dos professores seus inimigos internos, nos amordaçando e nos perseguindo, por conta de nossas funções na formação de consciência e de cidadania ativa da nossa juventude. Até de doutrinadores, de forma pejorativa, nós fomos chamados recentemente. Mas a nossa categoria e a sociedade reconhecem e precisam, cada vez mais, reconhecer a centralidade dos professores na construção de um país melhor, livre, esclarecido e consciente de seus desafios e potencialidades”, afirmou.

Heleno refletiu que, com o falecimento do ex-ministro da educação, Murilo Hingel, revisita a memória dos 29 anos do pacto assinado em 1994, com a CNTE, comandada pelo então presidente Horácio Reis, pela valorização do magistério e pela qualidade social da educação, e que, segundo ele, até hoje não encerraram os desafios enfrentados pelos trabalhadores(as) em educação.

Ele também citou a dificuldade para que programas voltados para a valorização profissional saiam do papel, como o Profuncionário, que teve portaria publicada em agosto e que, mesmo depois de dois meses, ainda não realizou nenhuma reunião com grupos de trabalho sobre o programa.

Em sua apresentação, Luiz Garcia, presidente da Undime, deu destaque a pontos que precisam ser desenvolvidos no Plano Nacional de Educação (PNE) como:

1- Instituir e implementar a Política Nacional de Valorização dos Profissionais de Educação, garantindo a formação inicial e continuada;
2- Aumentar o percentual de professores com níveis de pós-graduação;
3- Instituir planos de carreira para os profissionais de educação condizentes com a realidade atual, com a garantia de 1/3 para horas-atividade;
4- Garantir a ampliação do Piso Salarial Nacional do Magistério; e
5- Equiparar o rendimento médio dos profissionais da educação ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

Carreira atrativa 

Entre as principais preocupações apontadas na audiência, a formação inicial dos docentes e a atratividade da profissão no magistério ganharam destaque. De acordo com Heleno, a formação de professores(as) hoje tem sido entregue às universidades privadas, sem um processo de controle para a formação.

“Em universidades públicas, nós somos poucos presentes nas áreas de formação da licenciatura. Além disso, estamos sendo ameaçados pelas matrículas na educação a distância. É inacreditável considerar que a nossa profissão pode ser formada a distância. Essa é uma profissão que precisa de contato, de olho no olho, de trabalhar o exemplo e forma de cuidar das nossas crianças e jovens. É inadmissível que tenhamos um alto nível de matrículas na educação a distância para formar profissionais da educação”, lamentou.

Teresa relatou que a atratividade da carreira tem deixado a desejar e acendendo o alerta de um possível apagão de docentes nas próximas décadas, dado os desafios em relação à valorização e o papel dos profissionais na educação, principalmente como docentes. “O magistério precisa seduzir, queremos mais jovens sendo professores”, citou.

Heleno ressaltou que a falta de concursos públicos, inflando o alto número de terceirizações nas escolas, além do valor do piso do magistério, que não acompanha as necessidades para uma qualidade de vida digna dos trabalhadores, desanima o ingresso de muitos jovens na carreira de docentes.

“O que está sendo mostrado é que o fato de termos uma passagem temporária e envelhecida dentro da educação, com professores e funcionários tendo que trabalhar mais tempo ainda, devido à reforma da previdência, há um desinteresse da juventude pela profissão. Pesquisas mostram que teremos em breve a falta de professores”, alertou.

De acordo com Luiz, muitos municípios já estão tendo de lidar com a ausência de docentes nas salas de aula. “Não estamos mais falando na qualidade da formação do profissional, estamos falando da não existência do mesmos para atender várias escolas no país”, alertou.

“Temos hoje muitas regiões com um número insuficiente de professores. Além disso, já temos visto muita dificuldade no que diz respeito aos anos finais da formação de cursos de línguas estrangeiras, sociologia e filosofia, por exemplo, onde os alunos não possuem o interesse em ser professor”, apontou.

“Nós, da CNTE, e também do Proifes, ligados a entidades internacionais da educação, convidamos todos para, juntos, gritarmos e nos mobilizarmos para a mais investimentos na educação pública”, finalizou Heleno.

Informações: CNTE

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“Escola livre, educação presente”, esse é o tema da 5ª Mostra Pedagógica do CPERS, que está percorrendo os 42 Núcleos do Sindicato. Nesta quinta-feira (5), a atividade ocorreu no 18º Núcleo (Santa Cruz do Sul), no ginásio da EEEM Estado de Goiás, localizada no município, com a participação de 13 projetos de seis escolas da região.

Sustentabilidade, meio-ambiente, cultura indígena, literatura e educação financeira foram alguns dos assuntos abordados nos projetos que destacam a dedicação e o comprometimento dos estudantes e educadores(as). Os trabalhos selecionados participarão da etapa estadual, que ocorre em dezembro, em Porto Alegre.

A diretora do CPERS, Sandra Régio, saudou os educadores(as) e estudantes presentes e apontou a importância da atividade: “Quero fazer uma saudação especial para vocês, estudantes, que encantam essa Mostra e vem evidenciar que a escola pública tem valor e que está nas nossas mãos. Como dizia Paulo Freire: “A educação não existe sem amor”, e se hoje estamos todos aqui é porque existe amor e desejo de crescer”, afirmou.

A diretora do Sindicato, Juçara Borges, frisou que o CPERS defende uma educação pública e de qualidade para todos(as), por ser um direito da população.

“Quando esta direção central assumiu, a diretora Rosane Zan, que é da Comissão de Educação do CPERS, essa mostra foi idealizada, porque nós, como sindicato, mostramos as mazelas da escola pública, mas a Mostra tem o objetivo de evidenciar para a sociedade que a escola pública tem trabalhos excelentes, que a qualidade de ensino que os professores passam para os seus alunos é muitas vezes superior às escolas particulares”, destacou.

Qualidade da escola pública é demonstrada nos trabalhos de excelência

Ao longo de toda a manhã, os trabalhos inscritos foram avaliados pelos olhos e ouvidos atentos da Comissão Julgadora, formada pelas educadoras Iara Bonfante, Julia Rejane de Souza e Ana Maria Rezende Alves.

Mais uma vez, a excelência da escola pública foi comprovada com os excelentes projetos apresentados, confira alguns exemplos abaixo.

A professora Veridiane Silveira, da EEEF Professor José Wilke, que levou para a Mostra o projeto “Horta Suspensa”, destacou a importância do encontro para os professores(as) e estudantes.

“É muito importante estarmos participando da Mostra do CPERS, porque é tão difícil podermos nos reunir para mostrar todos os trabalhos que fazemos em sala de aula. Mesmo com todas as dificuldades que temos para exercer essa profissão, a mostra nos possibilita poder destacar para os alunos o lado bom da educação pública. E eles estão amando participar”, observou.

O estudante David Silva, que participa do projeto com a professora Veridiane, ressaltou o maior objetivo do trabalho.

“O nosso projeto traz para as pessoas a possibilidade de fazer uma horta em seus apartamentos. A maioria das coisas compramos no mercado, frutas e legumes com agrotóxicos, então é melhor plantar, porque não precisa de agrotóxicos”, apontou.

Sandra Berlit, é orientadora do projeto “Guarda-chuva Literário”, da EEEF Professor José Wilke e falou sobre a importância do projeto para o aprendizado e evolução dos estudantes.

“Através do projeto os alunos começaram a ter mais interesse, começaram a ver que as poesias tinham muitas figuras de linguagem e começaram a ficar mais curiosos. Viram a importância de ler e começaram a focar mais na leitura. É a partir daí que tudo inicia, que os alunos começam a evoluir, a capacidade cognitiva deles aumenta, as questões da imaginação e vocabulário também. Quando eles começam a gostar da leitura, tudo flui. Esse projeto é de grande valia para a nossa escola”, declarou.

A professora Maiara Kovalczuk, da EEEM Willy Carlos Frohlich, orientadora do projeto “Pão Valente”, explica a proposta: “Eu e a minha aluna do Técnico em Nutrição, desenvolvemos uma empresa que se chama “Pão Valente”, ou o Pãozinho do Pole, como é chamado na escola. Produzimos pão sem glúten e lactose com uma fibra alimentar chamada Psyllium. Criamos a mini empresa e fazemos a venda desses pães. Eu acho muito importante ela participar dessas feiras e incentivar principalmente o empreendedorismo”, salientou a docente.

Pelo 18º Núcleo (Santa Cruz do Sul), participaram da atividade a diretora-geral, Cira Maria Gassen Kaufmann e a representante 1/1000, Miriam Neumann, que também é diretora da escola onde o encontro foi realizado.

>> Confira os projetos selecionados para a etapa estadual:

Categoria: Séries Iniciais Ensino Fundamental
Projeto: Educação Financeira
EEEF Professor José Wilke

Categoria: Séries Finais Ensino Fundamental
Projeto: Desconstruindo ConsCIÊNCIA
EEEF Felippe Jacobs

Categoria: Ensino Médio
Projeto: Histórias Pretas
EEEM Nossa Senhora da Esperança

Categoria: Ensino Profissional
Projeto: Pão Valente
EEEM Willy Carlos Frohlich

Etapas Regional e Estadual

Os 42 núcleos do CPERS realizarão mostras regionais até novembro e os educadores(as) devem se inscrever com até cinco dias de antecedência ao evento na sua região. Os projetos e trabalhos mais significativos terão lugar na etapa estadual da Mostra. As experiências selecionadas também serão compiladas em uma publicação especial.

️ INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

1) Somente sócios(as) do CPERS terão suas inscrições validadas para a Mostra Pedagógica;
2) Os anexos (como documentos, trabalhos por escrito ou em PowerPoint, fotos e vídeos) devem ser enviados para o e-mail mostracpers5@gmail.com;
3) As inscrições podem ser realizadas com até 5 (CINCO) dias de antecedência à Mostra Regional do seu núcleo. Clique aqui para conferir o cronograma das etapas regionais da Mostra;
4) Clique aqui para acessar o regulamento completo da Mostra Pedagógica;
5) Se tiver dificuldades no preenchimento do formulário ou outras dúvidas, entre em contato pelo e-mail secgeral@cpers.org.br ou pelo fone (51) 3254.6000.

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Nesta quarta (4), a Frente dos Servidores Públicos (FSP) do Rio Grande do Sul, da qual o CPERS é integrante, realizou uma reunião estratégica na sede do Sindicato. O encontro teve como objetivo traçar os rumos da luta por salário digno e contra os ataques de Eduardo Leite (PSDB) aos trabalhadores(as) gaúchos.

A reunião buscou criar uma base sólida para a implementação de políticas que assegurem reposição salarial aos servidores(as) da ativa e aposentados(as).

Na ocasião, foi estabelecido que, no dia 21 de novembro, está programado um ato conjunto, onde os sindicatos pretendem pressionar parlamentares e sensibilizar a opinião pública para a importância da luta por valorização salarial para todos(as).

Os dirigentes, juntamente com especialistas, também debateram sobre o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2024, do governo Leite (PSDB), que será apreciado pelos 55 deputados(as) da Assembleia Legislativa. Em breve, os representantes entregarão uma emenda reivindicando o índice de 20,05% de reajuste para todos os servidores(as).

O CPERS destacou a  importância na defesa do aumento de investimentos para a educação, bem como a consolidação de um salário decente a todos os trabalhadores(as) gaúchos, da ativa e aposentados(as).

“A união dos sindicatos, neste encontro, representa a nossa firme determinação em defender a valorização salarial para todos os trabalhadores. É inadmissível a situação que enfrentamos hoje em dia. Estamos soterrados de trabalho, ganhando um salário minguado. Vamos, mais uma vez, fazer forte pressão na Assembleia Legislativa por um reajuste digno”, destacou a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

Além dos representantes sindicais, estiveram presentes a deputada Sofia Cavedon (PT), os especialistas Elton Scapini e Aniger de Oliveira, entre outros.

 

        

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Nesta quarta-feira (4), o IEE Ovalo Bilac, localizado em Santa Maria, foi palco da etapa regional da 5ª Mostra Pedagógica, promovida pelo CPERS Sindicato. O evento reuniu educadores(as) e estudantes de escolas da região, que apresentaram seis projetos exemplares, evidenciando a determinação e a qualidade do trabalho desenvolvido nas escolas públicas estaduais, mesmo diante das adversidades enfrentadas.

A Mostra é um espaço de valorização do trabalho pedagógico realizado nas escolas públicas do estado, com ênfase na resiliência demonstrada pelos professores(as), funcionários(as) de escola e seus alunos(as) frente às dificuldades ocasionadas pela desvalorização da educação por parte do governo de Eduardo Leite (PSDB).

Os projetos apresentados nesta etapa regional ilustraram de forma clara como a comunidade escolar tem se esforçado para superar obstáculos. Desde a escassez de recursos até a falta de valorização profissional, os participantes mostraram que a educação pública estadual está mais viva do que nunca.

Durante a cerimônia de abertura do encontro, Juçara Borges, diretora do CPERS, salientou a importância da Mostra Pedagógica para reforçar os trabalhos desenvolvidos nas escolas públicas gaúchas. “A luta do CPERS não é só por salário ou por prédio, a nossa luta é, principalmente, por uma escola pública de qualidade. Nós temos trabalhos maravilhosos desenvolvidos dentro das escolas, mas a sociedade não enxerga, por isso se criou a Mostra Pedagógica, que chega a sua 5ª edição cada vez mais qualificada”.

“Os trabalhos desenvolvidos nas nossas escolas estaduais são fundamentais para o CPERS Sindicato. O valor da escola pública e do que é o ensino público, se reflete nas nossas lutas e enfrentamentos diários. Nós estamos aqui para engrandecer o trabalho que vocês já desenvolvem diariamente, mesmo com todas as dificuldades”, destacou o diretor do Sindicato, Leonardo Preto Echevarria.

“Nossos professores e alunos merecem todo o reconhecimento pelo empenho em superar as dificuldades e garantir uma educação de qualidade”, ressaltou a diretora do CPERS e ex-aluna do IEE Olavo Bilac, Sandra Regio.

Desafios da educação estadual e nacional 

Na programação da etapa regional da Mostra em Santa Maria, foi realizada uma roda de conversa para debater o Plano Nacional da Educação (PNE) e a perspectiva de renovações na área, em âmbito nacional e estadual. 

O professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Leonardo Botega, apresentou dados preocupantes sobre o PNE e expôs um fato estarrecedor: das 20 metas que deveriam ser cumpridas entre os anos 2014 e 2024, nenhuma alcançou os resultados esperados.

“Precisamos seguir a nossa luta para garantir um novo Plano Nacional de Educação, que realmente valorize o trabalho desenvolvido pelos educadores e por uma educação pública de qualidade”, enfatizou o professor.

A professora aposentada, Marlize Dressler, apresentou um paralelo entre as metas do PNE e a realidade da educação pública no Rio Grande do Sul. Os dados apresentados pela educadora foram revelados a partir do seu projeto de mestrado, que abordou as condições do trabalho pedagógico dos professores(as) da rede pública estadual entre os anos de 2015 a 2018.

Intercâmbio de ideias e conhecimentos

Um dos destaques da mostra foi o projeto “A Utilização da Cultura Maker em um Espaço Socioeducativo”, desenvolvido por educadores(as) e estudantes da EEEM Humberto de Campos. A instituição atende jovens infratores que cumprem medida socioeducativa.

Este projeto inovador buscou promover a inclusão social por meio da educação, demonstrando como a escola pública pode ser um agente de transformação na vida desses estudantes.

“Todos os materiais criados podem ser levados para casa ao término do cumprimento da medida deles e em liberdade eles poderão desenvolver essas habilidades, caso tenham interesse”, expôs o professor de História, Henrique Corrêa Lopes, que apresentou o trabalho durante a Mostra.

Outro projeto que chamou a atenção foi o “Cartas pra que te quero”, do CE Prof. Edna May Cardoso. A professora Carmem Zulema Coffy Pires e a aluna Maitê Silva, apresentaram com orgulho a iniciativa aos jurados(as) e participantes da Mostra, destacando que o trabalho teve como objetivo desenvolver habilidades como a escrita e a leitura, através da troca de cartas com alunos e alunas de outras escolas.

“As turmas envolvidas nesse projeto, do 3º, 4º e 5º ano, se corresponderam através de cartas com duas escolas de Tupanciretã como forma de praticar muito mais do que a escrita, mas também a autoestima e a criatividade, ao contar suas experiências próprias a outros estudantes”, destacou Carmem.

>> Além destes projetos, outras quatro iniciativas foram apresentadas: 

– Ecoalfabetização e AEE: caminhos possíveis na busca da autoestima
CE Prof. Edna May Cardoso
Categoria: Séries Finais Ensino Fundamental

– CilonStation: reciclagem e mobilização para a inclusão de alunos especiais e de baixa renda na cultura
EEEM Cilon Rosa
Categoria: Ensino Médio

A qualidade da água, tipos de energia (eólica)
EEEB Tito Ferrari
Categoria: Ensino Médio 

Projeto Interdisciplinar: Construção de Produtos Educacionais aplicados na Educação Infantil e nos Primeiros Anos do Ensino Fundamental
IEE Olavo Bilac
Categoria: Profissional 

Ao fim do encontro, foi definido que todos os projetos apresentados foram selecionados para a Etapa Estadual da Mostra, que acontecerá em dezembro, em Porto Alegre. A comissão julgadora foi formada pelos educadores: Vera Ribas, Leonardo Botega, Marta Regina Fontoura e Iolanda Roos dos Santos.

Representando o 2º Núcleo, participaram da atividade a diretora-geral, Dgenne Ribeiro, o tesoureiro, Paulo Ortiz, e a diretora de mobilização Nadir Duarte Pillar.

A etapa regional da 5ª Mostra Pedagógica do CPERS, em Santa Maria, deixou claro que a educação pública estadual não apenas sobrevive, mas também se reinventa e floresce, mesmo em meio aos desafios impostos. Os projetos apresentados são um testemunho do comprometimento dos educadores(as) e seus estudantes em construir um futuro melhor por meio da educação. Viva a escola pública!

Etapas Regional e Estadual

Os 42 núcleos do CPERS realizarão mostras regionais até novembro e os educadores(as) devem se inscrever com até cinco dias de antecedência ao evento na sua região. Os projetos e trabalhos mais significativos terão lugar na etapa estadual da Mostra. As experiências selecionadas também serão compiladas em uma publicação especial.

️ INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

1) Somente sócios(as) do CPERS terão suas inscrições validadas para a Mostra Pedagógica;
2) Os anexos (como documentos, trabalhos por escrito ou em PowerPoint, fotos e vídeos) devem ser enviados para o e-mail mostracpers5@gmail.com;
3) As inscrições podem ser realizadas com até 5 (CINCO) dias de antecedência à Mostra Regional do seu núcleo. Clique aqui para conferir o cronograma das etapas regionais da Mostra;
4) Clique aqui para acessar o regulamento completo da Mostra Pedagógica;
5) Se tiver dificuldades no preenchimento do formulário ou outras dúvidas, entre em contato pelo e-mail secgeral@cpers.org.br ou pelo fone (51) 3254.6000.

 

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Nesta terça-feira (3), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou um alerta global sobre a falta de educadores(as). São necessários 44 milhões de docentes adicionais em todo o mundo para alcançar a educação básica universal até 2030, quando se encerra o prazo dos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

A falta de atratividade na profissão docente é um fator determinante nas dificuldades de recrutamento e no crescente abandono dessa carreira por muitos profissionais.

Os dados comprovam o que o CPERS alerta em todas as oportunidades: assegurar condições de trabalho e salários dignos é fundamental para a valorização de todos os educadores(as). Isso vale tanto para professores(as), quanto para funcionários(as) da educação, da ativa e aposentados(as).

De acordo com a Organização, faltam 12,9 milhões de professores(as) no ensino primário e cerca de 31,1 milhões no ensino secundário em todo o globo. A escassez de profissionais é mais pronunciada na África Subsaariana e no Sul da Ásia, onde são necessários 22,8 milhões de professores(as) adicionais – pouco menos da metade de todas as vagas que precisam ser preenchidas no mundo.

Dificuldades

Nos 79 países analisados pela Unesco, a taxa de abandono no ensino primário aumentou de 4,62% em 2015 para 9,06% em 2022. As causas são variadas e diferenciadas de país para país, mas existem três fatores que se destacam: más condições de trabalho, estresse e salários baixos.

Na questão dos salários, o relatório aponta que a nível global apenas metade dos países pagam aos professores(as) do ensino básico o mesmo ou mais do que outras profissões que requerem o mesmo nível de qualificações, situação que se agrava na Europa e na América do Norte, onde no ensino secundário o salário dos docentes equivale a 75% ou menos do que o de outras profissões comparáveis.

A Unesco destaca ainda que a taxa de abandono da profissão é maior entre os homens, chegando a 9,2% – mais do dobro do que os 4,2% entre as mulheres.

“Isto deve-se sobretudo ao fato de os homens terem mais oportunidades profissionais em outros setores e conseguirem mudar de carreira com maior facilidade, para além de preconceitos de gênero, como crenças sobre quem deve ser responsável pela educação das crianças”, aponta a Unesco.

Face ao problema, a organização das Nações Unidas recomenda sete medidas: maior investimento na formação inicial e contínua de professores(as), programas de mentores que promovam a colaboração entre educadores(as) experientes e novatos, salários competitivos face a profissões semelhantes e oportunidades de progressão na carreira, eliminação de trabalho burocrático para permitir um maior foco no ensino, maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional, cuidados de saúde mental para lidar com o estresse e lideranças fortes nas escolas que valorizem os professores(as).

O CPERS enfatiza a urgência de políticas, sobretudo do governo Eduardo Leite (PSDB), que garantam não apenas salários justos, mas também condições dignas de trabalho, que reestruturem e fortaleçam o sistema educacional como um todo, com investimentos substanciais para a educação, que é uma das bases para a formação crítica dos cidadãos.

*Com informações da DW

Foto de capa: Rodolfo Buhrer/ WebTerra

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O CPERS Sindicato e as entidades que compõem o Fórum Estadual de Educação do Rio Grande do Sul (FEE/RS) convocam a sociedade civil para um debate amplo e democrático em todas as regiões do estado.

Com foco em contribuir para a elaboração do novo Plano Nacional de Educação (PNE), o FEE/RS promoverá as etapas regionais da Conae até o dia 29 de outubro. Já a Conferência Estadual ocorrerá nos dias 16 e 17 de novembro.

O objetivo é refletir sobre os desafios da educação brasileira e construir coletivamente propostas que serão levadas à Conferência Nacional, marcada para os dias 28, 29 e 30 de janeiro, em Brasília.

Para saber como participar, contate o seu núcleo do CPERS, a Secretaria de Educação do seu município ou o Fórum Municipal de Educação.

Importância de participar 

As discussões também devem orientar a formulação dos planos estaduais e municipais de educação, “visando ao fortalecimento da cooperação federativa em educação e do regime de colaboração entre os sistemas”, conforme o regimento aprovado pelo Fórum Nacional de Educação (FNE).

A Conae é de especial importância para os educadores e educadoras, tanto pela defesa da escola pública quanto pelos impactos na vida profissional e funcional da categoria. Entre os eixos de debate, constam a valorização profissional, garantia de acesso à formação inicial e continuada, piso salarial, carreira e condições de trabalho e saúde.

Reconstrução

Sob coordenação do FNE, com o apoio técnico, administrativo e financeiro do Ministério da Educação, a Conae 2024 tem como tema o novo PNE: “Plano Nacional de Educação (2024-2034): política de Estado para a garantia da educação como direito humano, com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável”.   

Após anos de desmonte, que restringiu a participação de entidades de classe e movimentos sociais, o governo federal recompôs o Fórum Nacional de Educação em março de 2023. O FNE é um espaço de interlocução entre a sociedade civil e o Estado brasileiro; reivindicação histórica da comunidade educacional e fruto da deliberação da Conae de 2010.

A realização de uma conferência extraordinária nasce da urgência de estabelecer um novo PNE e de reconstruir o protagonismo da sociedade na superação dos desafios educacionais.

A expectativa é que a Conferência resulte em proposições acerca de diretrizes, objetivos, metas e estratégias para a próxima década da educação no país, em articulação com os planos decenais de educação nos estados, Distrito Federal e municípios, fortalecendo a gestão democrática, a colaboração e a cooperação federativa para o enfrentamento das desigualdades e garantia de direitos educacionais.

Confira os sete eixos que compõem a Conae 2024: 

Eixo I – O PNE como articulador do Sistema Nacional de Educação, sua vinculação aos planos decenais estaduais, distrital e municipais de educação, em prol das ações integradas e intersetoriais, em regime de colaboração interfederativa; 

Eixo II – A garantia do direito de todas as pessoas à educação de qualidade social, com acesso, permanência e conclusão, em todos os níveis, etapas e modalidades, nos diferentes contextos e territórios; 

Eixo III – Educação, Direitos Humanos, Inclusão e Diversidade: equidade e justiça social na garantia do Direito à Educação para todos e combate às diferentes e novas formas de desigualdade, discriminação e violência; 

Eixo IV – Gestão Democrática e educação de qualidade: regulamentação, monitoramento, avaliação, órgãos e mecanismos de controle e participação social nos processos e espaços de decisão;

Eixo V – Valorização de profissionais da educação: garantia do direito à formação inicial e continuada de qualidade, ao piso salarial e carreira, e às condições para o exercício da profissão e saúde; 

Eixo VI – Financiamento público da educação pública, com controle social e garantia das condições adequadas para a qualidade social da educação, visando à democratização do acesso e da permanência; 

Eixo VII – Educação comprometida com a justiça social, a proteção da biodiversidade, o desenvolvimento socioambiental sustentável para a garantia da vida com qualidade no planeta e o enfrentamento das desigualdades e da pobreza.

>> Confira abaixo os documentos que regem as Conferências:

➡️ Ofício nº 71 Planejamento e realização da Conferência Nacional Extraordinária de Educação
➡️ Decreto 11697 CONAEE
➡️ Orientações para a Organização das Etapas Preparatórias da CONAEE 2024
➡️ Regimento CONAEE
➡️ Informativo FEE RS para Municipios CONAEE 2023

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No panorama global da saúde feminina, o câncer de mama emerge como uma preocupação preeminente, transcendendo fronteiras e afetando mulheres em todas as esferas da sociedade.

Neste mês, o CPERS, por meio do departamento de Gênero e Diversidade, se soma às ações de prevenção à doença, alusivas ao “Outubro Rosa”.

No cenário legislativo brasileiro, novembro de 2018 foi um marco significativo com a promulgação da Lei 13.733, que estabeleceu a realização das atividades de conscientização sobre o câncer de mama no Brasil, durante o referido mês.

O movimento teve sua origem nos Estados Unidos, no início da década de 1990, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure introduziu o símbolo da prevenção ao câncer de mama: o laço cor-de-rosa.

Esse emblema foi lançado durante a primeira Corrida pela Cura, realizada na cidade de Nova York. Desde então, essa campanha tem sido promovida anualmente, servindo como um farol de conscientização e engajamento global na luta contra o câncer de mama.

Atendimentos do IPE Saúde serão gratuitos durante o mês de outubro

Durante todo o mês de outubro, as servidoras seguradas do IPE Saúde, entre 40 e 75 anos, poderão realizar mamografias de forma gratuita.

O exame é imprescindível para identificar possíveis tumores e poderá ser agendado diretamente nas clínicas e hospitais credenciados ao Instituto com a apresentação de requisição de médico credenciado. 

Para mais informações contate a Central de Atendimento do IPE Saúde pelo número 51 3288-1550. 

Dados revelam a importância da campanha de prevenção contra o câncer de mama

Os números alarmantes revelam a magnitude do desafio: conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2020, aproximadamente 2,3 milhões de novos casos foram diagnosticados globalmente, representando uma fatia significativa, cerca de 24,5%, de todos os diagnósticos de neoplasias em mulheres.

Traçando o quadro específico para o Brasil, em 2023, a projeção é de 73.610 novos quadros de câncer de mama, com uma taxa de risco estimada em 66,54 casos para cada 100 mil mulheres.

Ainda de acordo com o relatório de 2022 do INCA, o sul e o sudeste são as regiões com as taxas mais altas de incidência do câncer de mama. Segundo o Ministério da Saúde, em 2019, o Rio Grande do Sul registrou 4.309 casos da doença, em 2020 foram 4.099, e em 2021, 4.173. 

Em 2021, a taxa de mortalidade ajustada por idade, pela população mundial, atingiu 11,71 por 100 mil mulheres, resultando em um trágico número de 18.139 óbitos.

Este cenário destaca a necessidade de estratégias políticas eficazes de prevenção e detecção precoce.

O Departamento de Gênero e Diversidade do CPERS defende uma resposta vigorosa e coordenada, desde iniciativas de conscientização até investimentos substanciais em pesquisa e serviços de saúde.

O câncer de mama não é apenas uma questão de estatísticas; é uma narrativa que se desenrola nas vidas de mães, irmãs e amigas, destacando a urgência de ações que possam remodelar o futuro de inúmeras mulheres.

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Foto destaque: Ederson Nunes/CMPA

A centenária empresa de transporte público de Porto Alegre, inaugurada com a operação de bondes em 1872, teve seus bens, ações e funcionamento repassados à iniciativa privada nesta segunda-feira (2). Após intensa resistência da classe trabalhadora, que realizou inúmeras greves e mobilizações, a Carris foi leiloada pelo Governo Melo (MDB), concretizando mais um passo em seu projeto político de acabar com o serviço público.

O CPERS repudia a privatização do transporte na capital, bem como se posicionou enfaticamente contra a venda da CEEE e da Corsan, transferidas pelo governador Eduardo Leite (PSDB) para a mão de grandes empresários. Garantir a locomoção para que as pessoas circulem pela cidade, assegurar a eletricidade para o trabalhador(a) tomar um banho quente e comprometer-se com o oferecimento da água para a população ter o que beber é responsabilidade do Estado. Repassar essa tarefa ao mercado é descumprir um dos papéis essenciais da gestão pública. 

A privatização da Carris nada mais é do que a consolidação de um projeto muito bem articulado: a empresa foi sucateada por Melo (MDB) até terceirizar sua administração. Agora, diversos servidores(as) públicos terão seus empregos ameaçados, benefícios para estudantes e outros passageiros enfrentarão ainda mais dificuldades para vigorar e a tarifa pode ficar ainda mais alta. No Rio Grande do Sul, Leite (PSDB) caminha na mesma direção ao desenvolver uma gestão neoliberal de enfraquecimento do funcionalismo público, criando um cenário de precarização do trabalho e desigualdade de acesso. 

O Sindicato está ao lado dos Trabalhadores em Empresas de Transporte de Porto Alegre que tanto lutaram para impedir que a venda da Carris se concretizasse. Diante da vitória de uma política de mobilidade urbana voltada exclusivamente às demandas de mercado, os porto-alegrenses, servidores(as) e usuários(as), mais uma vez, têm seus direitos exauridos.

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Ao fim da tarde desta segunda-feira (2), representantes da Direção Central do CPERS se reuniram com o secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, e o Líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Frederico Antunes (PP), para entregar uma carta com reivindicações dos funcionários(as) das escolas estaduais gaúchas. 

O encontro foi fruto de uma demanda do Sindicato, solicitada ainda em agosto, para entrega do documento produzido durante o 3° Encontro de Funcionárias(os) da Educação do CPERS, realizado nos dias 23 e 24 do referido mês. A Carta, aprovada de forma unânime, tem como título “Respeito e valorização a quem move a educação” e exige os justos direitos desta parcela tão significativa da categoria.

>> Clique aqui para conferir a íntegra da Carta do 3º Encontro Estadual de Funcionárias(os) da Educação do CPERS

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, abriu o encontro destacando a necessária e urgente valorização salarial dos servidores(as) de escola, que atualmente amargam um vergonhoso salário base de R$ 697, 57.

“Essa carta de reivindicações, construída nos dois dias de Encontro, por mais de 400 funcionários, está sendo entregue para nós podermos fazer essa cobrança e garantir os direitos dos nossos funcionários, que há anos parecem esquecidos pela atual gestão”, expôs Helenir.

A presidente reforçou também a maldade do governo Eduardo Leite (PSDB) com o abatimento da insalubridade dos funcionários(as) de escola contratados no completivo.

“Em uma mesma escola estadual, nós temos monitores, secretários, pessoal que cuida da infraestrutura e merendeiras, todos contratados, mas somente os dois últimos têm direito à insalubridade. O problema do atual método, é que ao abater esse direito do completivo, no fim, todos ficam com o mesmo salário no contracheque. Por isso, é extremamente importante a revisão do abatimento das verbas indenizatórias. Quem trabalha nessas funções tem o direito de receber a insalubridade”, ressaltou.

Além da valorização salarial e da insalubridade, o Sindicato ainda denunciou o avanço das terceirizações nas escolas estaduais e cobrou o concurso público para agentes educacionais, que não é realizado desde 2014, resultando em um aumento histórico de servidores(as) contratados(as) atuando nas escolas, com um índice que já ultrapassa os 50%. 

Os dirigentes do CPERS ainda resgataram uma antiga demanda da categoria, que exige a mudança nas leis do vale-transporte e vale alimentação, sem a cobrança da contrapartida dos trabalhadores(as), projeto apresentado pelo Sindicato ao governo, ainda no primeiro ano de mandato de Eduardo Leite (PSDB). 

Os representantes do governo assumiram o compromisso de que as recentes parcerias público-privadas, implantadas pela Seduc, não resultaram em demissões e que levarão para a PGE o debate sobre o fim do desconto das verbas indenizatórias.

O CPERS seguirá cerrando fileiras por salário digno e na linha de frente da luta por valorização destes importantes trabalhadores(as) da educação, que amargam uma defasagem salarial histórica, enquanto o governo Eduardo Leite (PSDB) enxuga a folha de pagamento pública em favorecimento do setor privado.

Além da presidente do CPERS, a reunião contou ainda com a participação do 1° vice-presidente, Alex Saratt, do 2° vice-presidente, Edson Garcia, da secretária-geral, Suzana Lauermann, da tesoureira, Rosane Zan, e da diretora do Departamento de Funcionários(as) da Educação do Sindicato, Juçara Borges. O advogado Marcelo Fagundes representou a assessoria jurídica da entidade, escritório Buchabqui e Pinheiro Machado.

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