O CPERS vem a público manifestar a sua mais profunda solidariedade e apoio à educadora Magda Brenner, vice-diretora e professora no Colégio Estadual Jacob Arnt (Ceja) de Bom Retiro do Sul, no Vale do Taquari.

Ficamos profundamente consternados com o terrível incidente que ocorreu no dia 19 de setembro, no qual Magda foi vítima de um ataque à faca por um aluno. A educadora sofreu ferimentos graves, incluindo no pescoço e na mão.

A violência nas escolas é uma tragédia que deve ser repudiada de forma veemente e é inaceitável que educadores(as), que dedicam suas vidas à formação e educação dos jovens, estejam sujeitos a tais situações.

Neste momento difícil, queremos que Magda e todos os trabalhadores(as) em educação do Rio Grande do Sul saibam que vocês não estão sozinhos. O CPERS está ao seu lado e empenhado em fornecer o apoio necessário nestas situações.

Além disso, reforçamos o nosso compromisso na luta pelo fim da violência nas escolas. A segurança de nossos educadores(as) e alunos(as) é uma prioridade absoluta e continuaremos mobilizados(as) em todas as frentes para garantir um ambiente escolar seguro e propício à aprendizagem.

Neste momento, nossos pensamentos estão com Magda Brenner, desejando-lhe uma recuperação completa e rápida. A coragem que ela demonstrou ao enfrentar essa situação difícil é verdadeiramente inspiradora. Ela é um exemplo do compromisso e da dedicação de professores(as) e funcionários(as) de escola, que diariamente dedicam suas vidas ao futuro do nosso estado!

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O CPERS e demais entidades da Frente dos Servidores Públicos do RS (FSP), além de centrais sindicais, como a CUT, pressionaram deputados(as), na manhã desta terça (24), na Assembleia Legislativa (AL), pela urgência na votação da constitucionalidade do projeto de reajuste do Salário Mínimo Regional (PL 290/2023).

Encaminhada pelo governador Eduardo Leite (PSDB) no final de junho, precisava da aprovação da Comissão Constituição e Justiça (CCJ) da AL para ir ao Plenário. 

A pressão funcionou e, após várias manobras de parlamentares aliados de Leite (PSDB), que em conluio com poderosos empresários dificultavam a votação do texto na Comissão, ele foi aprovado por unanimidade. Agora, a luta é pela aprovação em Plenário.

Ainda hoje, o Fórum das Centrais Sindicais encaminhou a urgente solicitação de reunião com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Vilmar Zanchin (MDB), pela celeridade ao início da votação.

>> Leia a íntegra do documento aqui.

Vale destacar que o governo Leite (PSDB) paga hoje o menor Piso Regional do Sul do Brasil.

Reajuste do Mínimo Regional impacta diretamente no salário dos funcionários(as) da educação do RS

Ao excluir agentes educacionais do reajuste do Piso da Educação, em mais uma manobra cruel, Eduardo Leite (PSDB) aprofundou ainda mais a miséria destes educadores(as), pois, agora, dependem exclusivamente do reajuste do Mínimo Regional.

“A pressão é essencial, especialmente para os funcionários da educação, que ganham parcos salários e são obrigados a escolher entre comer e pagar as contas, necessitando de reajustes que reflitam adequadamente suas contribuições. Exigimos justiça, salários condignos e reconhecimento para todos os educadores”, conclamou o diretor do CPERS, Leonardo Preto, que acompanhou a votação na CCJ, nesta terça.

Atualmente, cerca de 75% dos funcionários(as) da educação ganham abaixo do Piso Regional. São mais de 15 mil servidores(as) de escola que recebem este completivo, em um universo de aproximadamente 25 mil.

O CPERS destaca que o reajuste do Salário Mínimo Regional transcende a esfera econômica, tendo um impacto direto na qualidade de vida e dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras gaúchos(as).

Seguiremos pressionando o governador Eduardo Leite (PSDB) e sua base aliada por justiça, salário digno e valorização para todos os educadores(as), da ativa e aposentados(as). Piso regional JÁ!

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Na tarde desta segunda-feira (23), representantes do CPERS, ATEMPA e SIMPA se uniram novamente para discutir a questão da municipalização das escolas estaduais na região.

A transferência dessa demanda para a prefeitura, que já enfrenta desafios financeiros e estruturais, é um tema de grande preocupação para a comunidade educacional e para as famílias dos alunos(as) que frequentam essas escolas.

Durante a reunião, foram apresentados dados alarmantes que destacam e confirmam estas questões, além de reforçar que a municipalização é uma medida insustentável. Os representantes das entidades sindicais se comprometeram a tomar medidas para sensibilizar a sociedade e pressionar os governos estadual e municipal a reconsiderar essa decisão prejudicial.

Diante desse cenário, convidamos todos aqueles interessados na preservação da qualidade da educação pública a participarem de uma audiência da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, que abordará esse mesmo tema. 

O encontro, marcado para as 10h do dia 31 de outubro, é uma oportunidade crucial para unirmos nossas vozes e discutirmos estratégias para garantir a manutenção adequada das escolas estaduais e a qualidade da educação. Juntos, podemos fazer a diferença e assegurar um futuro melhor para nossos estudantes!

Representando a Comissão de Educação do CPERS, participaram do debate o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, e a diretora Vera Lesses, Isabel Letícia Medeiros e Camila Reis, pela ATEMPA; e a diretora do SIMPA, Cindi Regina Sandri.

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O CPERS fez-se presente no 14° CONCUT – “Luta, direitos e democracia que transformam vidas”, realizado entre os dias 19 e 22 de outubro, em São Paulo.

Foram quatro dias de debates onde mais de 2,2 mil delegados(as) de todo o Brasil discutiram a defesa dos direitos, das empresas públicas, da soberania nacional, a reindustrialização do país e a geração de emprego decente sem discriminação de gênero e de raça, sem homofobia e sem capacitismo.

O Congresso se destacou por ser este o ano em que a CUT celebra seus 40 anos de existência e o CPERS retoma sua filiação à Central. Também é o primeiro ano do novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente do Brasil.

Na ocasião, participaram a presidente do CPERS e secretária de Formação da CUT/RS, Helenir Aguiar Schürer, o 2º vice-presidente, Edson Garcia, a tesoureira Rosane Zan, a secretária-geral do Sindicato e secretária da Mulher Trabalhadora da CUT/RS, Suzana Lauermann, e os diretores(as) Carla Cassais, Sônia Solange Viana, Cássio Ritter, Amauri Pereira da Rosa e Juçara Borges.

A presidente Helenir foi enfática: “A coesão dos trabalhadores é a ferramenta determinante que nos capacita a reivindicar nossos direitos com vigor renovado. As nossas lutas são as lutas de todos do Rio Grande do Sul e do país. Essa união não é apenas uma escolha, mas uma necessidade. Juntos, somos mais fortes, capazes de enfrentar desafios e reivindicar nossos direitos com uma voz unificada”.

“Essa é a primeira vez que participo do Congresso da CUT. A diversidade de pautas, desde questões ligadas à juventude até os desafios enfrentados pela comunidade LGBTIQA+, reflete o compromisso abrangente da Central. Destaco, especialmente, a percepção de que as lutas das trabalhadoras vão além das fronteiras da educação. Cada ramo profissional, cada setor, enfrenta suas próprias batalhas, e a CUT emerge como um farol da luta coletiva”, frisou a secretária-geral Suzana.

Intensificar e aprofundar o debate sobre a atual conjuntura, definir estratégias e elaborar um plano de lutas para fazer frente aos desafios que estão colocados para a classe trabalhadora, para o movimento sindical e para o povo brasileiro também foram abordados no evento.

Para os debates, foi realizada a eleição de delegadas e delegados diretamente dos sindicatos, nas reuniões dos Ramos e nos Congressos Estaduais. Além disso, foi elaborado um Texto Base da Direção Executiva Nacional, em conjunto com as correntes políticas que compõem a Central, que desvela de forma madura e consistente o olhar cutista para a realidade mundial e nacional, e aponta os rumos para que a CUT continue seu caminho de ousadia e protagonismo na defesa da classe trabalhadora.

>> Confira aqui o texto base da Direção Executiva Nacional da CUT

Nova diretoria é eleita no 14º CONCUT

Na noite de sábado (21), durante o 14° Congresso Nacional da CUT (CONCUT), foi eleita a nova diretoria executiva da entidade que atuará nos próximos quatro anos, de 2023 a 2027.

Na presidência, foi reeleito o metalúrgico do ABC Sergio Nobre. A vice-presidência ficará com a bancária Juvandia Moreira, também presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A Secretaria-Geral estará sob o comando do representante do ramo químico, Renato Zulato.

Foram criadas quatro novas secretarias: Economia Solidária; LGBTQIA+, Transporte e Logística e Aposentados, Pensionistas e Idosos.

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O CPERS se solidariza com a Escola Estadual Sapopemba, localizada na zona leste de São Paulo, atacada a tiros na manhã desta segunda-feira (23).

Neste momento de dor, estendemos nosso apoio à família da estudante que não sobreviveu, à comunidade escolar e aos feridos que enfrentam não apenas as marcas físicas, mas também as cicatrizes emocionais deixadas por esse ato de violência sem sentido.

É imperativo que olhemos além do imediatismo desse episódio e nos comprometamos a construir um ambiente escolar mais seguro e saudável. Acreditamos firmemente que a resposta está na criação e implementação de políticas públicas que previnam tais tragédias.

Além disso, é preciso que haja uma reestruturação pedagógica do ensino, com foco no combate ao negacionismo, às fake news e ao extremismo.

Instamos as autoridades a agirem de maneira proativa, a adotarem medidas que protejam nossas escolas e, consequentemente, nossos jovens.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública possui um canal online para o recebimento de informações de ameaças e ataques contra as escolas. Todas as denúncias são anônimas e as informações enviadas são mantidas sob sigilo. Acesse o Canal de Denúncia aqui.

Que este momento de luto e reflexão nos inspire a trabalhar juntos(as) pelo fim da violência nas escolas, onde a educação floresça como uma fonte de esperança e crescimento para todos e todas!

 

Foto: Wanderley Preite Sobrinho

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Como parte da programação do Outubro Rosa, no próximo dia 25 (quarta-feira), o CPERS, através do seu Departamento de Saúde do Trabalhador(a), em parceria com o Sintrajufe/RS, o Semapi/RS e a CUT/RS, promove a palestra “Saúde da Mulher: câncer de mama e autoestima”.

A atividade será ministrada pela educadora física e criadora do projeto Menopausa Sem Vergonha, Márcia Selister, a partir das 19h30, no Salão Multicultural Alê Junqueira, na sede do Sintrajufe/RS (Marcílio Dias, 660, bairro Menino Deus – Porto Alegre). Na ocasião, abordaremos temas como o impacto do câncer de mama na autoestima das mulheres, o papel que o autoconhecimento desempenha neste processo, a importância do apoio emocional e estratégias práticas para enfrentar esses desafios. O evento também será transmitido pelo canal no YouTube e pela página no Facebook do CPERS.

Idealizada pela palestrante, a iniciativa utiliza a linguagem do teatro para facilitar a compreensão sobre a menopausa, um conteúdo cheio de tabus e ainda pouco falado. Além disso, de forma lúdica, são passadas informações sobre os ciclos femininos e o envelhecimento ativo. Agora, o projeto está se transformando no “Movimento Menopausa Sem Vergonha”, focado na construção de políticas públicas sobre o tema. Na última semana, a Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores(as) de Porto Alegre tratou do assunto e, na próxima segunda-feira (23), o espetáculo será apresentado no Teatro Glênio Peres, às 19h, seguido por debate com especialistas.

A diretora do Departamento de Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador do CPERS, Vera Lessês, destaca a importância do evento para a educação, visto que a categoria é majoritariamente formada por mulheres. 

“O nosso Departamento faz um chamamento para que as educadoras em geral participem dessa importante atividade alusiva ao Outubro Rosa. Neste mês, que é referência à conscientização e à prevenção desta doença que mais mata mulheres no Brasil e no RS, precisamos nos conscientizar da importância de apoiar e estar ao lado das mulheres que são acometidas por ela e também daquelas que a vencem. Quem puder, participe presencialmente ou através das nossas redes”.

O Sindicato segue firme em sua missão de alertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce ao câncer de mama e reforça que é preciso intensificar as informações sobre a necessidade do autoexame e da mamografia para mulheres. Vamos juntas!

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Após a Reforma Trabalhista – implantada por Michel Temer (MDB) em 2017 – que flexibilizou e simplificou as relações de trabalho, profissionais de diferentes áreas convivem com o enfraquecimento de seus direitos, cumprindo cargas horárias excessivas e convivendo com uma profunda desvalorização salarial. Trabalhadores(as) sem a oportunidade de graduar-se ocupam empregos mais precarizados ainda, e os educadores(as), entre os diplomados, dominam o top 10 dos piores salários no país.

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), analisada em matéria do UOL, professores(as) da Educação Infantil recebem um salário médio de R$ 2.285, o mais baixo entre todos os profissionais com ensino superior no Brasil. Além desses trabalhadores(as), estão no ranking outros profissionais de ensino, da Educação Especial e do Ensino Fundamental.

O cenário apresentado pelo estudo da FGV evidencia que o trabalho fundamental exercido por professores(as) e funcionários(as) de escola tem sido desprezado pelas instituições privadas. Para aqueles que estão no serviço público, o contexto não é diferente, já que políticas de austeridade fiscal têm sucateado o funcionalismo e desrespeitado os servidores(as).

A pesquisa também revela que, desde 2012, desenvolvedores de páginas de internet tiveram a maior valorização salarial dos últimos dez anos, o que elucida o esforço do mercado em fortalecer campos de atuação que trabalham a serviço dos interesses capitalistas.

Para o CPERS, a educação está comprometida com a formação de pessoas críticas, problematizadoras e engajadas na transformação social. Trata-se, portanto, de uma profissão que pouco vale para o capitalismo, a não ser que represente o acúmulo de riquezas, como é o caso do processo de municipalização das escolas estaduais que, posteriormente, costumam ser privatizadas.

No Rio Grande do Sul, onde impera uma política neoliberal de fim ao papel do Estado, o Sindicato protocolou uma emenda ao orçamento estadual de 2024 pelo reajuste salarial de 20,05% para TODOS(AS) os profissionais da educação. A valorização de educadores(as) da ativa e aposentados é fundamental para que a categoria tenha dignidade e acesso a direitos básicos, como saúde, segurança alimentar, cultura e formação intelectual.

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Comemoramos na última semana o Dia do Professor e da Professora que, desde o ano de 1963, fazemos no dia 15 de outubro. Naquele ano, no final do Governo de João Goulart (1961-1964), foi editado o Decreto n.º 52.682, indicando essa data para se comemorar o Dia Nacional do Professor. Essa data foi escolhida em função do dia em que se promulgou o primeiro decreto no Brasil que continha uma lei educacional, ainda dos tempos do Império brasileiro.

Considerado a primeira legislação que trata sobre a educação brasileira, esse Decreto Imperial da época ainda de Dom Pedro I, responsável pela sua assinatura, foi sancionado no dia 15 de outubro de 1827. A Lei Geral, como era conhecida à época, criava escolas de “primeiras letras” para todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império do Brasil. O Imperador delegou aos Presidentes das Províncias a tarefa de definir, em conselhos e em audiência nas respectivas Câmaras, o número e as localidades das escolas.

Recordo aqui alguns aspectos deste Decreto Imperial que impactaram na vida profissional dos(as) professores(as) e que a nossa organização e luta de hoje em dia promoveram mudanças importantes ao longo da história. Já naquela época do Decreto Imperial, eram estabelecidos currículo, salários aos(às) professores(as), pedagogia adotada e didática usada, além da faixa etária dos(as) estudantes a que a legislação se propunha abarcar.

Logo em seu artigo 3º, a Lei Geral de Dom Pedro I estabeleceu um piso salarial nacional, fixando os salários dos(as) professores(as) na faixa salarial de 200$000 a 500$00 réis anuais, considerando as circunstâncias da população e a carestia dos lugares, submetendo o valor definido a aprovação da Assembleia Geral da Província. Tratou-se mesmo da primeira tentativa de estabelecer o piso salarial do magistério no Brasil, com valor mínimo determinado e levando em consideração a realidade local.

O artigo 6º do decreto determinava o currículo para as escolas, indicando o que os(as) professores(as) deveriam ensinar: ler, escrever, realizar as quatro operações de aritmética, promover a prática dos números quebrados, decimais e proporções, ensinar as noções mais gerais de geometria prática e a gramática de língua nacional, além dos princípios de moral cristã e da doutrina da religião católica e apostólica romana. Também indicou as primeiras noções de carreira tal qual a conhecemos hoje: “Os que pretenderem ser promovidos nas cadeiras, serão examinados publicamente perante os Presidentes, em Conselho, e estes proverão o que for julgado mais digno e darão parte ao Governo para sua legal nomeação”.

O Decreto Imperial também tratou de garantir uma gratificação anual, concedida pelos Presidentes em Conselho, que não excedesse à terça parte do salário dos(as) professores(as), que por mais de doze anos de exercício não interrompido tivessem se destacado por sua prudência, desvelos e grandes números de aproveitamento nas disciplinas. Olha a meritocracia atuando desde o princípio!

E sobre o direito à educação para todas as pessoas? O Decreto afirmava: “Haverá escolas de meninas nas cidades e vilas mais populosas, em que os Presidentes, em Conselho, julgarem necessário este estabelecimento”. Mas as mestras professoras não ministravam noções de geometria e tinham em suas atribuições limites expressos para lecionar aritmética, ficando responsáveis apenas em instruir sobre as quatro operações. Tinham outra incumbência: deveriam ensinar as prendas que serviriam à economia doméstica. Mas um avanço no decreto foi que “as mestras deveriam receber os mesmos valores dos salários e gratificações concedidas aos Mestres”.

O provimento dos(as) professores(as) e mestres(as) eram vitalícios, mas os Presidentes, em Conselho, que tinha a responsabilidade de fiscalizar as escolas e os(as) professores(as), poderiam suspender o seu pagamento e, por sentenças, indicar sua demissão. Mas o ambiente financeiro para garantir o pagamento daquele piso salarial criado não deu condições materiais para que ele fosse, de fato, implementado em muitos lugares do país à época. O mesmo problema que temos hoje em dia: temos uma lei que assegura o pagamento do piso, mas que é muito descumprida ainda por vários gestores.

Nesta série de textos sobre a história do Piso Salarial do Magistério, que pretendo distribuir em sete partes ao longo das próximas colunas, indica que, desde os tempos mais remotos, o piso salarial nunca anda sozinho: o debate sobre piso salarial sempre foi acompanhado sobre a discussão de carreira, jornada, condições de trabalho e participação social nas definições das políticas de valorização da nossa categoria profissional. Se foi assim no período do Império, é indiscutível que seja assim também nos dias de hoje, quase 200 anos depois da edição daquele Decreto Imperial. Devemos ser resistência e luta para avançar com força em mais e mais conquistas. Na segunda parte desse debate sobrea história do Piso Salarial do Magistério, vou trazer para nossa reflexão e debate como foi o tratamento deste tema no Manifesto da Educação em 1932. Até lá!

(*) Por Heleno Araújo, professor, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e atual coordenador do Fórum Nacional da Educação (FNE).

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A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara Federal promoveu, nesta quinta-feira (19), uma audiência pública para debater a crescente escassez de vagas para a educação infantil no país.

O encontro foi realizado presencialmente em Brasília e, representando o CPERS, o 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt, junto de outras entidades gaúchas, acompanhou o debate diretamente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, demonstrando sua solidariedade à causa e seu compromisso com a melhoria da educação infantil.

A deputada federal e proponente da audiência, Daiana Santos (PCdoB-RS), expôs números alarmantes quanto à falta de creches e vagas no território brasileiro e destacou que o não acesso a creches e escolas é uma violação aos direitos da infância, à educação, à segurança alimentar, ao trabalho e aos direitos humanos.

“A ausência de creches é uma demanda histórica no país. Precisamos de recursos humanos, além de financiamento público. Não podemos repassar uma responsabilidade que é nossa. É por isso que essa audiência acontece, para que esse espaço seja usado da melhor forma para garantir os direitos da população”, destacou a parlamentar.

Alex Saratt salienta que o debate sobre a oferta de vagas nas creches e na pré-escola interessa para o CPERS, na medida em que hoje o governo Eduardo Leite (PSDB) oficializa uma política de municipalização das escolas estaduais, que consiste na transferência das séries iniciais e finais do Ensino Fundamental para os municípios.

“Essa ação do Estado, que empurra para os municípios a gestão das séries iniciais, sobrecarrega um sistema que já não garante a cobertura do que oferta e aprofunda ainda mais a precarização do atendimento escolar e educacional”, alerta.

O dirigente ainda reforça: “Há um déficit enorme nos municípios, inclusive com compra de vagas em escolas particulares, creches comunitárias e casas creches. Os municípios precisam se concentrar em garantir o direito às crianças, famílias e mães, e não assumir o papel do Estado na gestão do Ensino Fundamental”.

Para o CPERS, a escassez de vagas para a educação infantil é uma preocupação que tem ganhado cada vez mais destaque na sociedade, e a audiência pública, promovida nesta quinta-feira (19), representa um passo importante na direção de encontrar soluções para esse problema.

Neste momento em que a educação infantil é reconhecida como um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento de uma nação, eventos como esse demonstram o comprometimento de líderes políticos e entidades sindicais com a construção de um futuro mais promissor para as próximas gerações, onde a educação seja acessível, inclusiva e de excelência.

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Com o tema “Plano Nacional de Educação 2024-2034: Política de Estado para garantia da Educação como direito humano, com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável”, a Conferência Nacional de Educação Extraordinária (CONAE) será realizada de 28 a 30 de janeiro de 2024, em Brasília. O evento é promovido pelo Ministério da Educação e organizado pelo Fórum Nacional de Educação (FNE).

O CPERS e as entidades que compõem o Fórum Estadual de Educação (FEE) convocam a sociedade civil para participarem dos debates que serão realizados em todas as regiões do estado.

Com foco em contribuir para a elaboração do novo Plano Nacional de Educação (PNE), o FEE promoverá as etapas municipais da Conae 2024 até o dia 29 de outubro. Já a Conferência Estadual ocorrerá nos dias 16 e 17 de novembro.

O objetivo é refletir sobre os desafios da educação brasileira e construir coletivamente propostas que serão levadas à Conferência Nacional.

Para saber como participar, contate o seu núcleo do CPERS, a Secretaria de Educação ou o Fórum Municipal de Educação do seu município.

▶️ Saiba mais nos links:

>> Fórum Nacional de Educação
>> Participe das etapas regionais e estadual da Conferência Nacional de Educação
>> Fórum Nacional de Educação divulga documento-referência e vídeos sobre eixos temáticos
>> Lançamento da etapa municipal em Porto Alegre marca retomada da participação popular e valorização da educação
>> Transformando a educação: conferências municipais da Conae 2024 vão até 29 de outubro

➡️  Confira abaixo os documentos que regem as Conferências:

>> Documento-referência
>> Ofício nº 71 Planejamento e realização da Conferência Nacional Extraordinária de Educação
>> Decreto 11697 CONAEE
>> Orientações para a Organização das Etapas Preparatórias da CONAEE 2024
>> Regimento CONAEE
>> Informativo FEE RS para Municipios CONAEE 2023

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