O CPERS vem a público manifestar seu apoio à abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), para investigação da prestação de serviço da CEEE Equatorial e da RGE. Após o forte temporal que atingiu o estado, a demora para o restabelecimento de energia elétrica deixou milhares de gaúchos(as) sem luz por dias. 

Os deputados, Luiz Fernando Mainardi e Miguel Rossetto, líder e vice-líder do PT na ALRS, estão colhendo assinaturas de outros parlamentares para protocolar a proposta de CPI, que deve ser aberta após o recesso dos trabalhos na Casa Legislativa, em 1º de fevereiro. Para que a Comissão seja protocolada, são necessárias, no mínimo, 19 assinaturas. Até agora, 18 deputados(as) já aderiram à proposta. 

Na última quarta-feira (24), a Frente dos Servidores Públicos (FSP) marchou pela Capital gaúcha em um ato contra o descaso dos governos estadual e municipal, Eduardo Leite (PSDB) e Sebastião Melo (MDB) respectivamente, e as consequências das privatizações de empresas como a CEEE. A antiga estatal foi vendida em março de 2021 a preço de banana e sem concorrência pelo governador, com o aval do prefeito, na época deputado estadual.

Durante a semana do temporal que atingiu Porto Alegre e a Região Metropolitana, nem o próprio prefeito da cidade conseguiu contatar a empresa responsável pela energia elétrica, precisando apelar por respostas da CEEE Equatorial nas redes sociais

Na última semana, o Jornal Sul21 revelou que o Ministério Público do Trabalho (MPT) realizou uma auditoria para investigar o descumprimento de normas de segurança no trabalho e apontou ‘precarização deliberada’ em todas as frentes de trabalho da CEEE Equatorial, que resultaram na morte de três funcionários. Além disso, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) está investigando uma terceirizada da Equatorial por fraude em certificados de treinamento dos trabalhadores(as).

Após essa série de problemas causados pelo temporal no Rio Grande do Sul, milhares de famílias gaúchas perderam alimentos, eletrodomésticos e se viram em situações desesperadoras, principalmente por conta do péssimo serviço prestado pela CEEE Equatorial. Ter acesso à energia elétrica é um direito do povo, e nossos governantes precisam assumir a responsabilidade pelo caos instaurado no estado.

Urge a necessidade de abertura de uma CPI para investigar o terrível serviço prestado pela CEEE Equatorial, para que a população não sofra, ainda mais, nas mãos de uma empresa privada que coloca o lucro à frente da qualidade de seus serviços. O povo gaúcho merece respeito e viver com dignidade! Chega de descaso, abertura da CPI já!

Foto: Luiza Castro/Sul21

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu a imprensa, na última sexta-feira (26), para detalhar o Programa Pé-de-Meia, uma espécie de poupança que o governo federal fará para estudantes de baixa renda que cursarem o Ensino Médio. O decreto com os valores e requisitos para receber o financiamento foi assinado pelo presidente durante uma cerimônia, no Palácio do Planalto.

No ato da matrícula, no início do ano letivo, o estudante do Ensino Médio receberá em sua conta poupança R$ 200. Além disso, a comprovação de frequência dará direito ao recebimento de R$ 1,8 mil por ano, em nove parcelas de R$ 200. Assim, o total por ano letivo será de R$ 2 mil.

Além dos depósitos de R$ 2 mil em cada um dos três anos do Ensino Médio, ao concluir a última série, o aluno receberá R$ 3 mil na conta poupança, que equivale a R$ 1 mil por série. Também haverá pagamento de R$ 200 ao estudante de baixa renda da 3° série que se inscrever no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Assim, caso o estudante cumpra todos os requisitos estabelecidos ao longo dos três anos do Ensino Nédio e se inscreva no Enem no último ano, ele terá recebido um total de R$ 9,2 mil.

Desafio

Durante a assinatura do decreto de regulamentação do programa, Lula defendeu que as políticas na área de educação tem “a responsabilidade de tirar o país da situação em que se encontra, após 350 anos de escravidão”, quando uma boa formação era privilégio de poucas pessoas: “ricos iam estudar fora, enquanto pobres aprendem a cortar cana.”

Segundo o presidente, dois fatores são decisivos para que esse desafio resulte em sucesso. “O primeiro é a qualidade de tratamento que daremos aos educadores, que estarão em sala de aula. A remuneração tem de ser suficiente para eles cuidarem de suas famílias. O segundo envolve a comunidade local. Precisamos convencer pais e mães a acompanhar a situação das escolas e de seus alunos”, disse.

Além disso, Lula defendeu que políticas como a de escola em tempo integral têm de ser implementadas como políticas de Estado, e não de governo. Para seu sucesso, é fundamental que haja participação de educadores(as) e também da comunidade. “Caso contrário, correrão o risco de serem alteradas durante mudanças de governos. O ideal é que façamos políticas que sejam compreensíveis para prefeitos e governadores”, acrescentou.

Programa

Lei 14.818/2024, que criou o programa de incentivo financeiro-educacional ao estudante do Ensino Médio chamado Pé-de-Meia, foi publicada no último dia 17. O programa é uma bolsa-poupança para incentivar estudantes de baixa renda a concluir o Ensino Médio.

Os recursos serão depositados em conta em nome do estudante beneficiário, de natureza pessoal e intransferível, que poderá ser do tipo poupança social digital. E os valores não entrarão no cálculo para declaração de renda familiar e recebimento de outros benefícios, como Bolsa Família, por exemplo.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

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Sol, calor, chuva e frio! Apesar das diversas dificuldades climáticas que marcaram o sábado nas praias do litoral norte do Rio Grande do Sul, o CPERS pegou a estrada para dialogar com os veranistas e denunciar a praga que devasta a educação pública estadual: o governo Eduardo Leite (PSDB).

Representantes da direção central do Sindicato e integrantes do Conselho Geral da entidade passaram pelas praias de Quintão, Xangri-lá, Imbé e Torres. Munidos de panfletos e materiais informativos sobre os principais ataques do governador à população e às(aos) educadoras(es) gaúchas(os), a onda amarela das professoras(es) e funcionárias(os), da ativa e aposentadas(os) estaduais deixou o recado contra o descaso com a educação e o estado.

Durante as abordagens, as principais pautas foram as consequências e o impacto das privatizações realizadas pela atual gestão, que já refletem no atendimento à sociedade em momentos de crise como o temporal da última semana; a miserabilidade da categoria, que enfrenta uma defasagem salarial histórica, resultado de anos sem reajuste; a municipalização, que acarreta demissões e diminuição da qualidade do ensino público no estado; entre outros temas extremamente preocupantes. 

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, explica que o objetivo da caravana é alertar a sociedade quanto ao descaso do governo do Leite (PSDB) e expor que, infelizmente, mais um ano letivo iniciará com problemas sérios de estrutura e manutenção nas escolas estaduais. 

“Estamos realizando essa caravana, que começa hoje, para denunciar o descaso e a desvalorização dos trabalhadores em educação, aposentados e da ativa, e queremos que o governo abra uma mesa de negociação para podermos discutir os baixíssimos salários dos funcionários de escola. Ele mesmo já apontou em reunião com o CPERS a possibilidade desses servidores passarem a receber um básico de 1.500 reais. Funcionários esses que ganham menos do que um salário mínimo atualmente”, ressaltou. 

“Nesse primeiro dia da Caravana do CPERS no litoral norte, denunciamos os desmontes do governo do Estado para com a escola pública e para com os trabalhadores em educação. Entregamos o material estimado e tivemos uma boa receptividade por parte dos veranistas e muitos apoios nos incentivando e nos animando para continuarmos a luta para enfrentar este governo, que veio para destruir os serviços públicos do Rio Grande do Sul”, afirma a diretora do Sindicato, Vera Lessês. 

“Nosso primeiro dia de caravana foi muito gratificante. Não encontramos nenhuma resistência por parte da população, que nos recebeu com muito carinho. Entregamos nossos materiais, dialogamos e denunciamos os ataques de Eduardo Leite à população. Boa parte dos professores e funcionários de escola que estavam na praia ficaram solidários com a nossa luta”, destacou a diretora do CPERS, Sônia Solange Viana.

Pressão ao vice-governador

Durante a passagem da Caravana do CPERS pela praia de Xangri-lá, os representantes do Sindicato encontraram o vice-governador do Estado, Gabriel Souza (MDB), que participava de um evento na região. A comitiva do Sindicato aproveitou para apresentar as pautas urgentes da categoria e reforçar a importância da valorização dos educadores(as). 

A diretora do CPERS, Carla Cassais, expressou a dificuldade de diálogo com o governador e pediu que o vice interceda pela educação. 

“Ressaltamos para o vice-governador que a situação está difícil e solicitamos poder contar com a compreensão dele. Expomos a necessidade de um concurso para funcionários, da urgente valorização para os trabalhadores da educação e também a situação dos aposentados”. 

Neste domingo (28), a Caravana seguirá nas praias de Arroio do Sal, Magistério, Pinhal, Cidreira, Tramandaí e Capão da Canoa.

Também participaram da passagem pelo litoral neste sábado a secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, e os diretores(as) Juçara Borges, Leonardo Preto Echevarria e Amauri Pereira da Rosa. 

>> Confira abaixo os álbuns com as fotos do dia:

 

 

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Com o objetivo de alertar a população sobre o descaso do governo Eduardo Leite (PSDB) com a educação e as consequências das privatizações para os gaúchos e gaúchas, o CPERS pega a estrada neste sábado (27) e domingo (28).

Mesmo no período de férias, educadores(as) de todo o estado, que integram o Conselho Geral do Sindicato, percorrerão o litoral gaúcho organizando a luta contra os desmandos e o desmonte do RS perpetrado pela atual gestão.

Problemas estruturais nas escolas, municipalização, desvalorização salarial, escândalo das isenções fiscais, morosidade para atender a população em situações de crise e privatizações desastrosas. Este é o legado de destruição do governo Leite (PSDB) para a sociedade. Diante deste preocupante cenário, precisamos denunciar e alertar a população de que a situação pode se agravar ainda mais.

Nesta primeira etapa da Caravana serão abrangidas as praias de Torres, Capão da Canoa, Quintão, Magistério, Tramandaí, Arroio do Sal, Xangri-Lá, Pinhal, Cidreira e Imbé. Na segunda etapa, que será realizada nos dias 2 e 3 de fevereiro, o Sindicato estará na região de Pelotas e Rio Grande. Vamos engrossar a mobilização contra as maldades de Eduardo Leite (PSDB). Basta de descaso!

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Valorização salarial para TODAS(OS) as(os) trabalhadoras(es) da educação, estrutura das escolas para o início do ano letivo e a denúncia sobre as consequências das privatizações. Estes foram apenas alguns dos temas abordados no primeiro Conselho Geral do CPERS de 2024, realizado nesta sexta-feira (26), na sede do Sindicato em Porto Alegre.

Durante toda a manhã, os conselheiros e conselheiras debateram e avaliaram a atual situação da educação no Rio Grande do Sul e definiram as estratégias do próximo período. Entre as ações, os representantes realizarão um mutirão de visitação às escolas estaduais para entrega de material, abordando os principais temas que afetam a categoria, como a reposição salarial, a urgente valorização das funcionárias(os) de escola, o fim do desconto das verbas indenizatórias e a luta pelas promoções.

Concurso público, a estrutura das escolas, a luta contra a PEC 32 e o fim das privatizações também estiverem na pauta do encontro.

Confira, abaixo, o conjunto das propostas de mobilização aprovadas no Conselho Geral desta sexta (26): 

1 – Realizar visitação nas escolas com entrega de material abordando os principais temas que afetam nossa categoria, como a reposição salarial de no mínimo 5,15%, valor que consta na previsão orçamentária do RRF, piso salarial mínimo, emergencialmente, para funcionárias(os) de escola de R$ 1.500,00, na tabela salarial, pagamento da insalubridade sem descontos, luta pelas promoções de professoras(os) e funcionárias(os), etc.;

2 – Exigir do governo transparência na realização do concurso público, com abertura de vagas em todas as áreas e que atenda a demanda necessária, bem como para funcionárias(os) da educação e especialistas;

3 – Pressionar o governo para a realização com urgência das obras nas escolas, principalmente nas afetadas pelos eventos climáticos que atingiram o estado; e que os núcleos sejam canal de denúncia das escolas que estão em condições precárias, para que possamos fazer a divulgação das mesmas, bem como denunciar que o governo se aproveita dessa situação para entregar as escolas para a iniciativa privada;

4 – Seguir a luta contra a PEC 32, enviando representações a Brasília, quando solicitado pela CNTE;

5 – Reafirmar a participação da marcha da educação em Brasília;

6 – Moção de repúdio ao governo do estado, que com a privatização da CEEE é corresponsável pelo caos vivido pelos gaúchos nas últimas semanas, exigindo a reestatização;

7 – O Conselho Geral de 16 de fevereiro, a ser realizado durante todo o dia, será destinado a discussões de táticas e estratégias para pressionar o governo do Estado e conseguir avançar em nossas pautas;

8 – Moção de apoio à CPI da CEEE Equatorial na Assembleia Legislativa;

9- Ampla divulgação nas mídias e produção de materiais impressos a respeito dos prejuízos das privatizações para a população;

10- Denunciar e cobrar o governo Leite que não basta instituir bolsa aos alunos(as) para a melhoria da qualidade da educação, é preciso valorizar os profissionais que trabalham nas escolas;

11- Denunciar a falta de agilidade no andamento dos pedidos de aposentadorias encaminhados pelos profissionais da educação para as Coordenadorias.

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No início da noite desta quarta-feira (24), centenas de representantes de centrais sindicais, movimentos populares e da sociedade civil se reuniram para um ato, em Porto Alegre, contra os desmandos do governador Eduardo Leite (PSDB) e do prefeito da capital, Sebastião Melo (MDB).

Os participantes denunciaram o descaso dos governos estadual e municipal e as consequências das privatizações que, na última semana, deixaram milhares de famílias com imensas dificuldades devido ao péssimo serviço da CEEE Equatorial, após o temporal que assolou Porto Alegre e Região Metropolitana. A antiga estatal foi vendida a preço de banana pelo governador, com o aval do prefeito, na época deputado estadual.

“Nós queremos luz, nós queremos água e nós queremos voz. Por que queremos voz? Porque hoje, com a privatização da CEEE, nós temos a dificuldade de falarmos e de reclamarmos com a Equatorial o problema da falta de luz e água que estamos vivenciando”, destacou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer. 

A emergência climática, que avança aceleradamente e vem assustando o Rio Grande do Sul nos últimos anos, precisa ser encarada com mais responsabilidade pelos atuais governantes. O 1° vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, reforçou que os governantes precisam assumir a responsabilidade pelo caos instaurado no estado. 

“Esse ato se soma a uma dezena de outros atos que vêm acontecendo desde a semana passada, denunciando a política de Eduardo Leite e de Melo. O prefeito também é responsável e mostrou sua verdadeira face ao abandonar a cidade e a população.”

Durante a atividade desta quarta, representantes de comunidades afetadas pela falta de energia em Porto Alegre deram relatos emocionados sobre as consequências do descaso dos governantes e da falta de agilidade da empresa privatizada.

“Com essa questão do temporal, tem pessoas há nove dias sem água na comunidade. Estamos aqui para cobrar do Melo: por que nos bairros ricos é rapidamente agilizado o conserto e para gente demora tanto?”, denunciou Lisandra Santos, integrante da Associação de Mulheres Maria da Glória, localizada no Morro da Cruz, na zona leste de Porto Alegre. 

A moradora do bairro Farrapos, localizado na zona norte da capital, Ni Terezinha Pereira, apresenta a triste realidade da região: “Nós, moradores do Quarto Distrito, estamos vivendo dias de muita tristeza. Não só pela falta de água e de luz, mas também pelo destelhamento da maioria das casas. Toda vez que chove, enche as nossas casas de água. Então, muitas famílias perderam a sua moradia”.

Após a pressão ao governador Eduardo Leite (PSDB), em frente ao Palácio Piratini, onde os manifestantes exigiram a reestatização da CEEE e denunciaram a possível privatização do DMAE, o ato seguiu em caminhada pelo centro da capital até o Paço Municipal, para deixar um recado ao prefeito Sebastião Melo (MDB).

No encerramento das atividades, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, relembrou que em 2016, quando a CEEE ainda era um patrimônio do Estado, o RS também sofreu com fortes temporais. Na época, os gaúchos(as) ficaram três dias sem luz, uma diferença gritante diante da ineficiência da atual gestão.

Representando o Sindicato, também participaram da ação o 2° vice-presidente, Edson Garcia, a secretária-geral, Suzana Lauermann, e os diretores Amauri Pereira da Rosa, Juçara Borges, Vera Lessês, Carla Cassais, Cássio Ritter, Sônia Solange Viana e Leonardo Preto.

A crise climática, que se manifesta de maneira devastadora com eventos meteorológicos extremos, torna-se um desafio urgente que exige ação imediata por parte das autoridades. Chega de descaso!

>> Confira, abaixo, o álbum de fotos do ato:

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No decorrer do último ano, 257 indivíduos LGBTQIA+ tiveram mortes violentas no Brasil. Essa trágica estatística revela que, a cada 34 horas, uma vida LGBTQIA+ foi brutalmente perdida no país, mantendo-o infelizmente como o mais homotransfóbico do mundo em 2023. Os dados alarmantes foram divulgados neste sábado (20) pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga organização não governamental (ONG) LGBT da América Latina.

Ao longo de 44 anos, a ONG tem meticulosamente coletado informações sobre homicídios e suicídios dessa comunidade, valendo-se de notícias, pesquisas na internet e depoimentos de familiares das vítimas.

Contudo, vale ressaltar que o número pode ser ainda mais elevado. A ONG informa que 20 mortes estão atualmente em fase de apuração, o que poderia elevar o total para até 277 casos. 

Das mortes documentadas pelo Grupo Gay da Bahia, 127 envolveram pessoas travestis e transgêneros, enquanto 118 foram identificadas como gays, nove como lésbicas e três como bissexuais.

O relatório da ONG destaca que a maioria das vítimas (67%) eram jovens com idades entre 19 e 45 anos no momento da morte violenta. O mais jovem, com apenas 13 anos, perdeu a vida em Sinop, Mato Grosso, após uma tentativa de estupro.

Dentro dessas fatalidades, 204 casos foram classificados como homicídios, enquanto 17 foram atribuídos a latrocínios. O Grupo Gay da Bahia também registrou 20 casos de suicídios, seis a mais do que os registrados em 2022.

Em relação ao local dos incidentes, 29,5% das vítimas perderam a vida em suas próprias residências e 40% da comunidade LGBTQIA+ faleceram nas ruas ou em espaços externos.

Região Sul está entre as mais violentas

Outro dado considerado alarmante pelo Grupo Gay da Bahia é que a maioria das mortes ocorreu na Região Sudeste. Pela primeira vez em 44 anos, o Sudeste assume a posição de região mais impactada, registrando 100 casos.

A Região Nordeste aparece em segundo lugar, com 94 mortes. Em seguida, temos as regiões Sul, com 24 óbitos, Centro-Oeste, com 22, e Norte, com 17.

Para o Departamento de Gênero e Diversidade do CPERS, essa mudança de padrão geográfico enfatiza a necessidade urgente de atenção e ação em todo o país para combater a violência contra a comunidade LGBTQIA+. Os números alarmantes destacam a imperatividade de implementação de ações e políticas públicas eficazes no enfrentamento da violência direcionada a essa comunidade. 

O CPERS, por meio do Departamento de Gênero e Diversidade, está comprometido em apoiar iniciativas que promovam a segurança, a igualdade e o respeito para todos os indivíduos, independentemente da sua orientação sexual ou identidade de gênero.

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As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2024 terminam nesta quinta-feira (25), e até as 23h59, horário que encerra essa fase, os estudantes devem conferir a classificação, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. A consulta está disponível desde terça-feira (23), quando o Ministério da Educação (MEC) passou a informar a nota de corte parcial, por escolha de curso.

Todos os estudantes que participaram, fora da condição de treineiro, do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não zeraram a prova de redação podem se inscrever no Sisu e optar por concorrer às vagas em dois cursos. Automaticamente são classificados de acordo com a média da nota do Enem, nas vagas disponibilizadas pelas universidades e institutos federais.

Durante essa etapa, os candidatos podem mudar as opções de curso e, por isso, a nota de corte oscila conforme classificação. Está nota é a pontuação do último classificado no total das vagas ofertadas, para cada opção de curso, e também muda conforme há novas inscrições.

A classificação também obedece a reserva de vagas, prevista na nova Lei de Cotas e pelas políticas de ações afirmativas das instituições de ensino, aos candidatos elegíveis que não classificarem nas vagas de ampla concorrência.

Até a noite de ontem, 1.060.386 pessoas já estavam inscritas, ocupando 2.008.580 classificações. Este ano, 2.208.932 estudantes estão aptos a participar do Sisu, que oferece 264.181 vagas, em 6.827 cursos de graduação, em 127 instituições públicas de ensino superior de todo o Brasil.

O resultado final do Sisu deverá ser divulgado no dia 30 de janeiro e servirá para vagas em cursos com início previsto das aulas para o primeiro e o segundo semestre de 2024. Nessa data, também terá início o período de manifestação de interesse pela lista de espera, por candidatos não classificados, até o dia 7 de fevereiro. As vagas remanescentes poderão ser preenchidas ao longo de todo o ano.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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A Frente dos Servidores(as) Públicos (FSP) do RS expressa sua profunda solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras da Argentina que enfrentam uma séria ameaça aos seus direitos e condições de vida. A convocação de uma greve geral, nesta quarta-feira (24), em resposta às políticas devastadoras implementadas pelo presidente Javier Milei, é um ato de resistência e coragem em defesa dos direitos trabalhistas, previdenciários e democráticos.

Desde sua posse, Milei tem promovido medidas que desregulam a economia e atacam frontalmente os direitos fundamentais da população, cerceando o direito à manifestação e à oposição, com ameaças de prisão, descontos salariais e até suspensão de benefícios sociais de quem protestar contra o governo, além de multas pesadas às entidades organizadoras.

O uso de decretos como o Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) e a proposta da “Lei Ônibus” revela uma agenda ultraliberal que prejudica trabalhadores(as) e toda a sociedade, facilitando demissões, reduzindo remunerações, acabando com os reajustes de aposentadorias, lançando as bases para a privatização de empresas estatais, ampliando as punições para quem organizar protestos, gerando propositalmente aumentos sucessivos na inflação e desvalorização da moeda, entre outros.

Repudiamos veementemente as medidas autoritárias adotadas pelo governo para restringir o direito à manifestação e à oposição. A ameaça de prisões, descontos salariais e suspensão de benefícios sociais a quem protesta é inaceitável em uma sociedade democrática.

A mobilização dos trabalhadores(as) argentinos em manifestações e, agora, na greve geral, demonstra a força e a determinação do povo em resistir a políticas que ameaçam seu bem-estar e seus direitos fundamentais. Nos solidarizamos a esse movimento e instamos as autoridades a ouvirem as legítimas demandas da população, respeitando os princípios democráticos e os direitos humanos.

No Brasil, as centrais, sindicatos e movimentos populares realizarão atos em solidariedade em diversas cidades. Em Porto Alegre, a manifestação terá início às 13h do mesmo dia 24, no consulado da Argentina, que fica na rua Cel. Bordini, 1.033, bairro Auxiliadora. Participe!

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Nesta quarta-feira (24), a sociedade se mobiliza para um grande ato em frente a Piratini, com caminhada até o Paço Municipal.

Após um violento temporal que assolou o Rio Grande do Sul nos últimos dias, os gaúchos(as) se veem em meio à angústia e ao desespero, enfrentando uma semana de escuridão e falta d’água.

Milhares de famílias enfrentam dificuldades significativas devido ao péssimo serviço da CEEE Equatorial, vendida a preço de banana pelo governador Eduardo Leite (PSDB) com aprovação do prefeito Sebastião Melo (MDB). A privatização da empresa se reflete no caos enfrentado pelos cidadãos gaúchos.

Vale destacar que quando era um patrimônio do Estado, no temporal que devastou o RS, em 2016, os gaúchos ficaram três dias sem luz, uma diferença gritante diante da ineficiência da gestão atual, hoje, privatizada.

A crise climática, que se manifesta de maneira devastadora com eventos meteorológicos extremos, torna-se um desafio urgente que exige ação imediata por parte das autoridades e da sociedade. Diante disso, crescem os clamores pela reestatização da CEEE e pela defesa do DMAE como um serviço público essencial. A água, elemento vital para a vida, não deve ser tratada como uma mercadoria sujeita a interesses políticos duvidosos.

Diante do descaso percebido na gestão da crise, a população gaúcha se mobiliza. Movimentos sociais e ativistas convocam para o Ato por Luz, Água e Voz nesta quarta-feira (24), às 18h, em frente ao Palácio Piratini, com caminhada até o Paço Municipal. Contate o seu núcleo e mobilize-se!

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