No último mês de 2023, Porto Alegre liderou o ranking de custos da cesta básica (R$ 766,53), seguida por São Paulo (R$ 761,01), Florianópolis (R$ 758,50) e Rio de Janeiro (R$ 738,61). Já as cidades com os menores valores médios foram Aracaju (R$ 517,26), Recife (R$ 538,08) e João Pessoa (R$ 542,30).

Esses números foram divulgados, nesta segunda-feira (8), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), responsável por conduzir mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos em 17 capitais.

>> Confira o levantamento completo aqui.

Considerando a cesta mais cara, a de Porto Alegre em dezembro, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas seria de R$ 6.439,62, representando 4,88 vezes o valor atual do salário mínimo de R$ 1.320,00. Em novembro, o mínimo necessário era de R$ 6.294,71 ou 4,77 vezes o piso vigente. Em dezembro de 2022, ficou em R$ 6.647,63, equivalente a 5,48 vezes o piso em vigor, que era de R$ 1.212,00.

O Dieese destaca que a estimativa considera a determinação constitucional de que o salário mínimo deve cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Em 2023, observou-se uma redução no valor da cesta básica em 15 capitais. As principais quedas, acumuladas ao longo de 12 meses (de dezembro de 2022 ao mesmo mês do ano passado), foram destacadas em Campo Grande (-6,25%), Belo Horizonte (-5,75%), Vitória (-5,48%), Goiânia (-5,01%), e Natal (-4,84%). Por outro lado, taxas positivas acumuladas foram registradas em Belém (0,94%) e Porto Alegre (0,12%).

Comparação mensal

Entre novembro e dezembro de 2023, o preço da cesta básica aumentou em 13 cidades, destacando-se Brasília (4,67%), Porto Alegre (3,70%), Campo Grande (3,39%) e Goiânia (3,20%). Por outro lado, houve quedas em Recife (-2,35%), Natal (-1,98%), Fortaleza (-1,49%) e João Pessoa (-1,10%).

Em dezembro de 2023, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisaria de 109 horas e três minutos em média para adquirir os produtos da cesta básica, enquanto em novembro eram necessárias 107 horas e 29 minutos. Em dezembro de 2022, a média era de 122 horas e 32 minutos.

Quando comparado o custo da cesta com o salário mínimo líquido (descontado o valor referente à Previdência Social), o levantamento revela que, em dezembro de 2023, o trabalhador comprometeu 53,59% do rendimento para adquirir os mesmos produtos que, em novembro, demandaram 52,82%. Em dezembro de 2022, o comprometimento era de 60,22%.

O Dieese ressalta que em 2023, a preocupação foi desencadeada por questões climáticas, conflitos externos, uma taxa de câmbio desvalorizada incentivando as exportações e o considerável impacto da demanda externa sobre os preços internos das commodities. Esses fatores apontam para desafios significativos que podem perdurar em 2024.

*Foto de capa: Felipe Menezes/ Metrópoles

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Cinco projetos de educadores de todas as regiões do país se destacaram e foram vencedores do concurso “Juventude que Muda a Educação Pública”. Promovido pela CNTE e suas entidades filiadas, entre outubro e dezembro de 2023, o projeto busca aproximar a juventude trabalhadora da educação com o movimento sindical, fortalecendo a identidade desses públicos na luta.

No Rio Grande do Sul, o projeto selecionado foi “O Brasil que Jean-Baptiste Debret viu X o Brasil que nós vemos”, da educadora Vitória Nicolini Nunes.

O coordenador do Coletivo da Juventude da Confederação, Luiz Felipe Krehan, conta que a ideia nasceu durante o encontro de juventude realizado em 2022 e foi definida como uma das metas de fortalecimento da organização de jovens para 2023.

“Acreditamos que muitos jovens trabalhadores na educação sabem que os projetos educacionais e sociais que estão envolvidos são formas de fortalecer a educação pública e de qualidade. O concurso é a nossa forma de dizer que a CNTE e seus sindicatos filiados estão na luta com esses educadores”, enfatizou Luiz.

Bruno Vital, que também coordena o Coletivo com Luiz, reforçou que o concurso joga luz sobre como a juventude está mudando suas realidades por meio da educação.

“Além de criar a identidade e a demarcação etária da juventude, o concurso nos ajuda a dialogar com esse segmento e também nos aproximar desses trabalhadores, estando eles sócios ou não às nossas entidades.”

Conforme os coordenadores, a segunda edição do concurso já se encontra em planejamento, e a intenção é tornar a iniciativa permanente.

Os educadores vencedores desta edição terão a oportunidade de apresentar os seus projetos na Conferência Nacional de Educação (Conae), que será realizada em Brasília, no fim de janeiro.

Vencedores

Trabalhadores de até 35 anos de idade submeteram projetos que desenvolvem em suas escolas e/ou na comunidade escolar, com foco em Direitos Humanos, Inclusão e Ações Educativas Emancipadoras.

O processo de avaliação iniciou pelos sindicatos filiados à CNTE do estado onde foi feita a inscrição. Após a triagem, o projeto destaque de cada estado foi avaliado, e foram selecionados os melhores projetos de cada região do Brasil. Confira a lista de vencedores:

REGIÃO NORTE – Tocantins

Professor: Jonas Gomes da Silva

Projeto: Práticas Experimentais de Física e Olimpíadas de Foguete

Sindicato representante: SINTET-TO (Sindicatos dos Trabalhadores em Educação no Estado de Tocantins)

REGIÃO NORDESTE – Piauí

Professor: Antonio Grasiane de Sá

Projeto: Bonecos do Bem

Sindicato representante: SIMTEP-PI (Sindicato Municipal dos Trabalhadores da Educação de PIO IX)

REGIÃO CENTRO-OESTE – Distrito Federal

Educadora: Jadson Reis de Sousa

Projeto: Entre diversidades e diferenças da 3 da Norte para o Mundo

Sindicato representante: SINPRO-DF (Sindicato dos Professores no Distrito Federal)

REGIÃO SUL – Rio Grande do Sul

Educadora: Vitória Nicolini Nunes

Projeto: O Brasil que Jean-Baptiste Debret viu X o Brasil que nós vemos

Sindicato Representante: CPERS-RS (Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul)

REGIÃO SUDESTE – São Paulo

Educadora: Samira Moreira Guergolett

Projeto: Tutoria pedagógica bilíngue

Sindicato Representante: APEOESP – SP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo)

Fonte: CNTE

 

 

 

 

 

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Atenção, professoras(es) e funcionárias(os) das escolas técnicas, o prazo de inscrições para o Processo Seletivo do Curso de Mestrado Profissional em Educação Profissional Tecnológica (ProfEPT) para o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) foi prorrogado até terça-feira (9).

>> Faça sua inscrição aqui.

A taxa de inscrição é de R$ 150, e a seleção será feita por meio de uma prova, marcada para 25 de fevereiro de 2024, no campus Porto Alegre.

O edital, que dispõe de 654 vagas, distribuídas entre as Instituições Associadas ao Programa presentes em todo o território nacional, destinadas à ampla concorrência e aos servidores(as) pertencentes ao quadro permanente ativo das seguintes instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica: Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, Centros Federais de Educação Tecnológica e Colégio Pedro II. O programa é ofertado em rede com sede nacional no Instituto Federal do Espírito Santo (IFES).

>> Acesse a página do edital para conferir todas as informações. 

O primeiro ano do curso será realizado presencialmente, às sextas-feiras, oferecendo uma experiência enriquecedora e interativa aos participantes. Já no segundo ano, as atividades serão realizadas remotamente, proporcionando flexibilidade aos profissionais que buscam conciliar a busca pelo conhecimento com suas atividades cotidianas.

A abrangência do mestrado não se limita ao campus Porto Alegre. Ao contrário, é parte de uma rede envolvendo mais de 40 instituições associadas, ampliando as oportunidades de interação e colaboração entre os participantes de outras cidades gaúchas.

O ProfEPT
O curso tem como objetivo proporcionar formação na área, visando tanto à produção de conhecimento como o desenvolvimento de produtos. Isso é feito por meio da realização de pesquisas que integrem os saberes inerentes ao mundo do trabalho e ao conhecimento sistematizado pertinentes à educação profissional, técnica e tecnológica em espaços formais ou não-formais.

São duas linhas de pesquisa: Práticas Educativas em Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e Organização e Memórias de Espaços Pedagógicos na Educação Profissional e Tecnológica (EPT).

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Foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União, de 29/12/2023, a Portaria Interministerial MF/MEC no 7, atualizando as estimativas de custos per capita do FUNDEB para o ano de 2023. De acordo com o parágrafo único do art. 5o da Lei Federal no 11.738/2008, a atualização do piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica é definida pela diferença percentual do Valor Aluno Ano do Ensino Fundamental Urbano – VAAF do FUNDEB, de dois anos anteriores.

Em 2023, as receitas do FUNDEB sofreram forte retração em função da medida eleitoreira do ex-presidente Jair Bolsonaro, que preferiu desonerar o ICMS sobre combustíveis, energia, comunicações, transporte e outras atividades e serviços prestados em âmbito dos estados e municípios, ao invés de alterar a política de preços da Petrobras e de reduzir o apetite do acionistas da empresa. E essa medida irresponsável, que não impediu a derrota do ex- presidente nas urnas, resultou na aprovação da Lei Complementar no 194/2022, que por sua vez reduziu drasticamente o financiamento das políticas públicas de educação, saúde, entre outras áreas sociais.

Em âmbito do FUNDEB, as receitas que haviam crescido mais de 33% em 2021, e quase 15% em 2022, despencaram para pouco mais de 3% em 2023, tendo se recuperado um pouco mais no último quadrimestre desse ano. A estimativa do VAAF, em agosto, projetava a atualização do piso em 1,62% para 2024, com crescimento de receitas do FUNDEB em 1,99%. Nesta última estimativa, publicada em 29/12/23, houve uma pequena melhora nos indicadores do FUNDEB e do piso salarial do magistério, conforme seguem abaixo:

Embora o critério de atualização do piso esteja sendo alvo de ações judiciais em várias localidades, numa tentativa para não cumprir os reajustes de 2022 e de 2023, vale destacar que a Procuradoria Geral da República ingressou com nova Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI no 7516) no Supremo Tribunal Federal, agora pedindo a plena vigência do critério de atualização do piso e a aplicação dos percentuais de 33,24%, em 2022, e de 14,95%, em 2023, nos termos do § único do art. 5o da Lei no 11.738/2008. A CNTE espera que o STF acate o pedido da PGR e mantenha seu histórico de defesa da lei do piso do magistério, que por duas vezes foi julgada constitucional pela Corte maior brasileira (ADIs 4.167 e 4848). E sendo que esse novo julgamento é essencial para manter a segurança jurídica do piso, que foi praticado na maior parte do país, em 2023, ao valor de R$ 4.420,55, independentemente da luta por sua vinculação aos planos de carreira da categoria.

Paralelamente a essa disputa jurídica, a CNTE passou a reintegrar o “fórum permanente paraacompanhamento da atualização progressiva do valor do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica”, previsto na estratégia 17.1 do atual Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/2014) e que havia sido desativado durante o governo anterior. Além de pleitear a vinculação da atualização anual do piso do magistério à reposição inflacionária e a um percentual extra de ganho real (inflação + ganho real), com o intuito de evitar situações como as que ocorreram em 2021, em que o piso não teve reajuste, e em 2024, quando a reposição anual ficará abaixo da inflação, a CNTE também luta pela vinculação do piso nacional às carreiras de magistério em todo o país e por sua extensão aos demais profissionais da educação.

Sobre as pautas em discussão no Fórum do Piso, que congrega, além da CNTE, o MEC, o Consed e a Undime, ainda não houve definição de uma proposta que contemple as pautas da CNTE, razão pela qual o MEC se comprometeu em publicar o anúncio do piso para 2024 baseado no atual critério da Lei no 11.738. Quanto ao piso para os demais profissionais da educação, a CNTE tem pressionado pela aprovação do PL no 2.531/2021, que tramita na Câmara dos Deputados.

Tal como aconteceu em 2021, quando o percentual de reajuste do piso foi 0% e a inflação medida pelo INPC ficou em 10,16%, a CNTE orienta suas entidades filiadas e demais sindicatos que representam os/as trabalhadores/as da educação básica pública a requererem junto às administrações públicas a reposição da inflação (em novembro o INPC registrou alta de 3,85%) e de preferência com ganho real. Apesar de a Lei do Piso definir o percentual de 3,62%, para 2024, nada impede que os vencimentos de carreira nos estados, DF e municípios superem a referência mínima nacional, especialmente à luz do art. 2o § 1o da Lei no 11.738, assim disposto:

“O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das Carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada de, no máximo, 40 (quarenta) horas semanais.”

A CNTE aguarda o anúncio do MEC sobre a atualização do piso do magistério – válido a partir de 1o de janeiro de 2024 – e, desde já, reitera seu compromisso em defesa do piso, da valorização das carreiras dos profissionais da educação e da qualidade da educação pública para todos/as.

Brasília, 30 de dezembro de 2023
Diretoria da CNTE

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O governo decretou, na última terça-feira (19), que todos os servidores(as) públicos que não estivessem em férias, poderiam parar no período de festas e depois recuperar esses dias.

A direção do CPERS procurou a Secretária de Educação, Raquel Teixeira, e ponderou que não dar o recesso aos professores(as) e funcionários(as) que estão extenuados seria desumano, já que os estudantes não estarão nas escolas.

Depois dos argumentos apresentados, a Secretaria de Educação (Seduc) fez uma nota concedendo recesso aos professores(as) e, às direções das escolas, a possibilidade de dispensar os funcionários(as) mediante a compensação desses dias até 31 de maio de 2024. Orientou, também, que as escolas deverão ficar abertas ao público, em um único turno, para atender às demandas, fazendo rodízio de plantão.

>> Confira, aqui, a nota da Seduc.

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Um dos projetos do Ministério da Educação (MEC) para o próximo ano é o lançamento de um programa que visa engajar mais jovens em atividades extracurriculares nas escolas. A iniciativa foi anunciada durante o 4º Webinário Nacional e Intersetorial do Programa Saúde na Escola (PSE) do MEC, em novembro.

O evento foi promovido em conjunto com o Ministério da Saúde e trouxe o tema “Protagonismo juvenil na construção da cidadania”. O objetivo foi reconhecer a importância da participação dos estudantes no ambiente escolar, enfatizando as necessidades e o seu potencial para a promoção do protagonismo juvenil.

De acordo com o coordenador-geral de Políticas Educacionais para Juventude da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), Yann Furtado, o projeto nasce com o pressuposto de que é impossível pensar a educação brasileira sem assegurar espaços para a incidência da juventude.

“A ideia é que, a partir dessa política, nós consigamos induzir a criação de grêmios estudantis, centros e diretórios acadêmicos, mas também a construção de novos espaços, como coletivos e clubes de leitura”, destacou Yann.

Segundo a secretária de Assuntos Educacionais da CNTE, Guelda Andrade, o Programa Nacional de Participação Estudantil também será um rico aliado na promoção da gestão democrática nas escolas.

“Não existe gestão democrática sem a participação da comunidade escolar nesse processo, e os estudantes são os principais envolvidos, considerando o que o exercício da gestão democrática reflete na qualidade da educação ofertada para os alunos”, ela afirma.

O programa

Yann explicou que o projeto tem caráter de indução direta e é voltado para a participação de estudantes. Com previsão de execução já em janeiro, ele reforçou  que primeiro será feita uma política de adesão entre os estados e municípios. Desta forma, as unidades federativas que manifestarem interesse poderão aderir ao Programa sem que o pacto federativo e a autonomia sejam feridos.

“(O Programa) é uma das políticas que nós estamos apresentando para os próximos 3 anos. Tiramos o ano de 2023 para produzir essa modulação e nós vamos começar a executar já em janeiro, porque precisamos constituir essa rede de estudantes”, relatou.

Guelda considera ainda que a participação dos estudantes em projetos e outras atividades na escola é um exercício democrático e emancipatório para os mesmos.

“É muito importante ter a participação de alunos em todos os projetos desenvolvidos no espaço da escola. Sem esse processo de escuta e de participação ativa dos estudantes, nós profissionais da educação não conseguimos atingir o nosso objetivo de aprendizagem no espaço da escola e de despertar o aluno para construção do conhecimento, da pesquisa, leitura etc.”

Um projeto apresentado no seminário pela estudante de bacharelado em Políticas Públicas da Universidade Federal do ABC, em São Paulo, Sabrina Oliveira dos Santos, mostrou como a inclusão da juventude em atividades de pesquisa tem contribuído para a comunidade além dos portões das escolas.

O grupo de pesquisas De Olho na Quebrada – Quebradas seguras para crianças – Protagonismo juvenil na construção da cidadania, formado por 24 jovens, desempenha um trabalho de resgate das memórias locais da cidade de Higienópolis, em São Paulo. Segundo ela, o objetivo do grupo é tentar desconstruir narrativas que trazem estigmas para os territórios onde os membros habitam.

“Tentamos dar visibilidade aos potenciais conflitos que existem em nosso território. Dessa forma, disputamos e subsidiamos políticas públicas”, declarou.

Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MEC e da Secretária de Educação Básica (SEB).

Fonte: CNTE

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Nas últimas semanas, o CPERS tem recebido diversas denúncias sobre a obrigatoriedade de presença das educadoras(es) nas escolas durante o recesso de fim de ano, o que causou indignação entre a categoria. Como esclarecimento, informamos que nesta terça-feira (19), conforme o Decreto 57.374, publicado no Diário Oficial, é permitido, sim, o afastamento durante este período, com a condição de recuperação das horas.

Ainda de acordo com o decreto, cada escola tem autonomia para organizar seus plantões.

>> Confira aqui o documento completo

Segundo o artigo 2º do documento, o recesso abrangerá os períodos de 26 a 29 de dezembro de 2023 e de 2 a 5 de janeiro de 2024. Os agentes públicos escolhem um dos períodos, mas é preciso assegurar a continuidade dos serviços essenciais nas escolas, principalmente o atendimento ao público.

O texto estabelece ainda que a compensação do recesso deve ocorrer entre a data de publicação do Decreto (19 de dezembro) e 31 de maio de 2024. Fica estabelecido também que a compensação de horário é limitada a duas horas diárias, sendo que o não cumprimento acarretará desconto proporcional na remuneração do agente público.

Para os órgãos e entidades que adotarem o expediente em regime de revezamento, o artigo 3º apresenta diretrizes específicas. Destaca-se a necessidade de elaboração de escala de revezamento pela chefia, garantindo o número suficiente de servidores para a manutenção dos serviços essenciais. Além disso, fica proibido beneficiar pelo regime de revezamento aqueles em gozo de férias ou licença-prêmio nos períodos estabelecidos.

A opção por não aderir ao recesso fica a critério dos agentes públicos, os quais devem manter suas jornadas ordinárias de trabalho, conforme estipulado pelo artigo 4º do Decreto.

Vale destacar que, ainda segundo o decreto, não poderá ser beneficiado pelo regime de revezamento o servidor(a) que estiver em gozo de férias ou licença prêmio, em algum dos períodos referidos.

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O CPERS informa que entre os dias 23 de dezembro de 2023 a 7 de janeiro de 2024, os atendimentos às(aos) sócias(os), na sede e nos núcleos do Sindicato, estarão suspensos devido às férias coletivas dos funcionários(as) da entidade.

Para a realização da manutenção no setor de alojamento, na sede do Sindicato em Porto Alegre, as atividades desse serviço serão encerradas no dia 21 de dezembro de 2023 e retornam no dia 9 de janeiro de 2024. As reservas para o período de 09/01/24 a 14/01/24, primeira semana de retorno, podem ser realizadas até às 18h do dia 22/12/23.

Os 42 núcleos do CPERS estarão de recesso no mesmo período da sede (23 de dezembro de 2023 a 7 de janeiro de 2024), retornando os atendimentos no dia 8 de janeiro, em seus horários normais.

Neste período, o prédio da sede do Sindicato será sanitizado, com limpeza profunda dos alojamentos e das caixas d’água.

Para mais informações sobre o recesso de fim de ano, entre em contato com o seu núcleo. A Direção Central do CPERS segue à disposição das(os) associadas(os) e atenta aos movimentos do governo. Desejamos boas festas e um 2024 repleto de avanços e conquistas!

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A mobilização de centenas de estudantes, trabalhadores(as) da educação e entidades filiadas à CNTE, nesta terça-feira (19), em Brasília, surtiu efeito. A votação do PL 5.230/2023, do deputado Mendonça Filho (UNIÃO)/PE), que altera o Ensino Médio, deformando a proposta do MEC construída após ampla consulta pública e em diálogo com estudantes e educadores(as) e que estava prevista para ser votada esta semana na Câmara dos Deputados, foi adiada para 2024. Segundo a CNTE, o momento agora é essencial para debater o Projeto de Lei com mais atenção.

De acordo com o presidente da Confederação, Heleno Araújo, após um encontro do Ministro da Educação (MEC), Camilo Santana, com o relator da proposta, ficou acordado que a reforma do Novo Ensino Médio (NEM) será votada no próximo ano, após a realização da Conferência Nacional Educação (Conae 2024): “A Conae vai discutir o tema e nós vamos trazer o debate para o Congresso, com interlocução do MEC”, informa Heleno.

Entretanto, ele reforça a importância das mobilizações e da pressão em prol das reivindicações dosas trabalhadores(as) em educação continuar até lá. “Precisamos continuar mobilizados e atentos a todo o momento para garantir aquilo que foi construído”, afirmou.

Organizados em frente ao anexo II da Câmara dos Deputados, a mobilização pressionou parlamentares da casa contra o relatório do Deputado Mendonça Filho, que redefine a Política Nacional do Ensino Médio. Desde 2017, quando a Lei 13.415 foi aprovada, o NEM tem sido repudiado por diferentes setores da sociedade devido aos prejuízos do mesmo para os estudantes da rede pública.

>CONFIRA AS FOTOS DO ATO EM DEFESA DO ENSINO MÉDIO 

Prioridade para o PL

Entre as alterações consideradas prioritárias para a reforma do NEM, a CNTE destaca:

  1. Elevação da carga horária da formação geral básica para 2.400 horas, agregando todos os conteúdos disciplinares previstos na legislação;
  1. Oferta obrigatória da língua espanhola no ensino médio, podendo integrar o currículo do ensino fundamental a partir do sexto ano, a depender das condições estruturais dos sistemas e redes de ensino;
  1. Maior articulação entre a formação geral básica e a parte diversificada do currículo, prevendo a oferta interdisciplinar e presencial de ao menos dois percursos por unidade escolar, conforme proposto no PL no 5.230/23;
  1. Prioridade da oferta integrada de educação técnica profissional ao ensino médio; e
  1. Exclusão do notório saber do art. 61 da LDB, como forma de qualificar e valorizar a docência.

Informações: CNTE

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Nesta terça-feira (19), a Câmara dos Deputados deve votar o projeto do deputado Mendonça Filho (UNIÃO)/PE), que altera o Ensino Médio, deformando a proposta do MEC construída após ampla consulta pública e em diálogo com estudantes e educadores(as).

A proposta de Mendonça reduz a carga horária para disciplinas básicas prevista no texto original do governo Lula (PT), mantém o notório saber para contratação de professores(as) e desobriga o ensino de língua espanhola, entre outros retrocessos.

>> Clique aqui para conferir a carta da CNTE aos deputados!

Nossa pressão será fundamental para barrar este ataque! Pressione os deputados contra o PL 5.230 e em defesa de um Ensino Médio de qualidade mandando a seguinte mensagem nas redes dos parlamentares:

Sr. deputado, queremos tempo de debate! Não aceitamos o relatório do deputado Mendonça Filho sobre o Novo Ensino Médio e queremos que o projeto seja retirado de urgência novamente. #EMDecente e #RetiraUrgenciaNovo

ou

Sr.ᵃ deputada, queremos tempo de debate! Não aceitamos o relatório do deputado Mendonça Filho sobre o Novo Ensino Médio e queremos que o projeto seja retirado de urgência novamente. #EMDecente e #RetiraUrgenciaNovo

>> Acesse as redes dos deputados nos links abaixo:

➡️ Afonso Hamm (PP-RS)

Facebook: https://www.facebook.com/depafonsohamm
Instagram: https://www.instagram.com/afonsohamm/
Twitter: https://twitter.com/DepAfonsoHamm 

➡️ Afonso Motta (PDT-RS) 

Facebook: https://www.facebook.com/AfonsoMottaOpina
Instagram: https://www.instagram.com/afonsomottaoficial/
Twitter: https://twitter.com/afonso_motta 

➡️ Alceu Moreira (MDB-RS) 

Facebook: https://www.facebook.com/depalceumoreira
Instagram: https://www.instagram.com/alceu_moreira/
Twitter: https://twitter.com/Alceu_Moreira 

➡️ Alexandre Lindenmeyer (PT-RS)

Facebook: https://www.facebook.com/alexandrelindenmeyer
Instagram: https://www.instagram.com/alexandre.lindenmeyer/
Twitter: https://twitter.com/alxlindenmeyer 

➡️ Any Ortiz (CIDADANIA-RS)

Facebook: https://www.facebook.com/anyortizrs
Instagram: https://www.instagram.com/ortizany/
Twitter: https://twitter.com/anyortiz 

➡️ Bibo Nunes (PL-RS)

Facebook: https://www.facebook.com/bibonunes
Instagram: https://www.instagram.com/bibonunes1/
Twitter: https://twitter.com/bibonunes1 

➡️ Bohn Gass (PT-RS)

Facebook: https://www.facebook.com/bohngass13
Instagram: https://www.instagram.com/bohn_gass/
Twitter: https://twitter.com/BohnGass 

➡️ Covatti Filho (PP-RS)

Facebook: https://www.facebook.com/covatti.filho
Instagram: https://www.instagram.com/covattifilho/
Twitter: https://twitter.com/CovattiFilho 

➡️ Daiana Santos (PCdoB-RS) 

Facebook: https://www.facebook.com/daianasantospoa
Instagram: https://www.instagram.com/daianasantospoa/
Twitter: https://twitter.com/daianasantospoa 

➡️ Daniel Trzeciak (PSDB-RS) 

Facebook: https://www.facebook.com/danieltrzeciak45
Instagram: https://www.instagram.com/danieltrzeciak45/
Twitter: https://twitter.com/TrzeciakDaniel 

➡️ Denise Pessôa (PT-RS) 

Facebook: https://www.facebook.com/denise.pessoa.7
Instagram: https://www.instagram.com/denise_pessoa/
Twitter: https://twitter.com/denisespessoa 

➡️ Fernanda Melchionna (PSOL-RS)

Facebook: https://www.facebook.com/fernandapsol
Instagram: https://www.instagram.com/fernandapsol/
Twitter: https://twitter.com/fernandapsol 

➡️ Franciane Bayer (REPUBLICANOS-RS) 

Facebook: https://www.facebook.com/francianebayer
Instagram: https://www.instagram.com/fran.bayer/
Twitter: https://twitter.com/franciane_bayer 

➡️ Giovani Cherini (PL-RS)

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➡️ Heitor Schuch (PSB-RS)

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➡️ Lucas Redecker (PSDB-RS)

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➡️ Luciano Azevedo (PSD-RS)

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➡️ Luiz Carlos Busato (UNIAO-RS) 

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➡️ Marcel van Hattem (NOVO-RS)

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➡️ Marcelo Moraes (PL-RS)

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➡️ Márcio Biolchi (MDB-RS) 

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➡️ Marcon (PT-RS)

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➡️ Maria do Rosário (PT-RS)

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➡️ Mauricio Marcon (PODE-RS)

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➡️ Osmar Terra (MDB-RS)

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➡️ Pedro Westphalen (PP-RS) 

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➡️ Pompeo de Mattos (PDT-RS) 

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➡️ Reginete Bispo (PT-RS)

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➡️ Ronaldo Nogueira (REPUBLICANOS-RS)

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➡️ Sanderson (PL-RS)

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➡️ Zucco (REPUBLICANOS-RS)

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