Mais um passo rumo à valorização das funcionárias(os) de escolas foi dado nesta quarta-feira (24). O projeto de Lei 2531/21, que trata do Piso Salarial para todas(os) profissionais da educação básica pública, que exercem funções administrativas, técnicas ou operacionais, foi aprovado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

Inicialmente, o texto de autoria da ex-deputada Rose Modesto (PSDB/MS) previa a instauração do Piso apenas para profissionais do quadro técnico e administrativo, no valor de R$ 2.164,68. Com a emenda modificativa n.º1 apresentada pelo deputado federal Rafael Brito (MDB/AL), em 2023, o projeto passou a contemplar também as trabalhadoras(es) que prestam apoio operacional, garantindo uma remuneração justa para todas(os) servidoras(es) da educação.

Na prática, as funcionárias(os) que trabalham como secretárias(os) escolares, vigias, assistentes de direção, auxiliares de bibliotecas, merendeiras(os), auxiliares de sala, motoristas de transporte escolar, auxiliares de limpeza, entre outros, passaram a ser contempladas(os) na política.

O valor do Piso para formação em nível médio será igual a 75% do valor do Piso Salarial profissional nacional das profissionais do magistério da educação básica, para jornadas de, no máximo, 40 horas semanais.

A emenda foi acatada pelo relator do PL, deputado Idilvan Alencar (PDT/CE), na Comissão de Educação, em novembro do ano passado.

“A luta e a reivindicação da CNTE é que o piso salarial profissional nacional seja para todos os profissionais da educação, da forma que conquistamos no artigo 206 da Constituição Federal”, reforça o presidente da CNTE, Heleno Araújo.

“O Projeto de Lei n.º 2531/2021 indica 75% do piso do magistério sem vincular à profissionalização. O Conselho Nacional de Entidades da CNTE aprovou apoiar o projeto de lei, apresentando uma emenda ao projeto, indicando que os trabalhadores em educação que já sejam profissionalizados ou venham a se profissionalizar recebam o valor integral do piso do magistério”, ressalta.

A CNTE continuará acompanhando a tramitação do PL na Câmara dos Deputados, que agora segue para análise na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público.

Fonte: CNTE

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O cenário da educação pública em estados e municípios brasileiros foi assunto, na manhã desta quinta-feira (25), do programa Paralelo 30, da Furg FM – rádio da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). O presidente da CNTE, Heleno Araújo, e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande (Sinterg) e do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS), participaram do quadro ‘Educação em Pauta’, para dialogar sobre as lutas da base sulista e os desafios da educação com as eleições municipais, em outubro de 2024.

>>ASSISTA A GRAVAÇÃO DO PROGRAMA

Segundo Dóris Nogueira, coordenadora do Sinterg, desde o início do ano, os(as) trabalhadores(as) em educação de Rio Grande têm travado uma árdua batalha contra a administração do atual prefeito, Fábio Branco (MDB), responsável por um sucateamento da educação, com desmontes em diversas políticas públicas no município.

“O primeiro ato do prefeito, quando assumiu o cargo, foi fechar três escolas. De lá para cá, tem sido um verdadeiro sucateamento da educação. Ele não cumpre a Lei do Piso, tanto em relação aos valores, quanto com a hora-atividade. Isso nos fez iniciar o ano com uma campanha salarial muito forte, não só para o pagamento do piso, mas também por melhores condições de trabalho e uma educação pública de qualidade”, relatou a dirigente.

Segundo Denise Teixeira, dirigente do CPERS, a principal luta da base no estado tem sido pela valorização dos(as) funcionários(as) das escolas.

“Eles estão adoecidos. Além de receberem pouco, um valor abaixo do salário mínimo, eles trabalham muito, às vezes até fazendo o trabalho de outros profissionais que precisam se afastar por algum motivo. O que nós queremos é a revisão geral do salário dos nossos funcionários para, no mínimo, ter o valor do piso regional. Sabemos que uma escola não funciona sem os seus funcionários. Todos nós precisamos uns dos outros e, hoje, os que estão em pior situação são eles”, lamentou.

Eleições municipais decisivas

Com o período de eleições municipais se aproximando, Heleno chamou a atenção sobre como as pautas da educação serão usadas na promoção dos candidatos.

“Com certeza, neste ano de eleições municipais, iremos encontrar todos os candidatos a prefeitos e vereadores afirmando que a educação será pauta prioritária em seus mandatos, pois eles sabem que esse é um tema que mexe com as pessoas. A população entende a necessidade de termos mais creches, para que ela possa deixar os seus filhos e irem trabalhar, e essa é uma responsabilidade do poder municipal”, alertou.

Segundo o presidente da CNTE, é necessário que toda a população tenha conhecimento da ilegalidade que um prefeito comete quando descumpre com as leis ou alega a falta de condições para não cumprir com elas, como, por exemplo, o Plano Nacional de Educação (PNE).

“Os planos municipais, estaduais e nacional de educação têm vigência de dez anos, atravessando três governos diferentes. Nesse tempo, não queremos que a educação tenha a marca de determinados prefeitos. Defendemos que o planejamento da educação seja uma política de Estado, coletiva e com continuidade para podermos garantir a aplicação das leis que já conquistamos ao longo dos anos”, reiterou.

“É importante que as pessoas relacionem as políticas educacionais com as eleições municipais, e que a gente cuide de quem será a nossa representação no poder legislativo e no executivo. Queremos políticas práticas para mudar o cenário da educação nos municípios, nos estados e no Brasil”, finalizou Heleno.

Informações: CNTE

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O CPERS, por meio do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo, manifesta seu veemente repúdio às declarações proferidas pelo vereador de Canguçu, Francisco Romeu da Silva Vilela (PL), conhecido como Xico Vilela, durante a sessão realizada no dia 22 de abril, no município.

As palavras racistas, pronunciadas pelo vereador, denotam profunda ignorância e insensibilidade, e ferem gravemente os princípios democráticos, os direitos humanos e a dignidade de todos(as) os gaúchos.

É inaceitável e intolerável, em uma sociedade que combate diariamente o crime do racismo, que um parlamentar faça referência pejorativa à população negra como “essa negrada”, para se referir às pessoas que receberam recursos oriundos do governo federal durante o período da pandemia de Covid-19.

O racismo é uma chaga social que persiste em nossa sociedade, causando danos irreparáveis e perpetuando desigualdades históricas. É dever de todas as instituições e agentes públicos combater veementemente qualquer manifestação desse tipo, seja ela explícita ou velada. Racistas não passarão!

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Seguindo as orientações do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS, o Coletivo Regional Mestre Griô Sirley Amaro, do 24º Núcleo do Sindicato (Pelotas), realizou uma formação sob a temática “Letramento Racial para uma Educação Antirracista”, na última segunda-feira (22). A proposta se baseia em reforçar a importância de pautar a luta antirracista dentro das instituições de ensino.

Durante o encontro, a professora da rede municipal, Cleyce Colins, explanou sobre a importância do processo de conscientização quanto a estrutura e funcionamento do racismo na sociedade, com o objetivo de combater atitudes racistas em todos os espaços.

Para Edson Garcia, 2º vice-presidente do CPERS e coordenador do Coletivo Estadual, os encontros e reuniões sempre resultam em importantes momentos e encaminhamentos: “Um fator essencial para a luta antirracista é o desenvolvimento de atividades de formação a partir dos debates já iniciados”, elucida.

“Essa atividade teve como objetivo levar para as escolas a questão do letramento racial, a questão do racismo ser crime e que ele deve ser apresentado para as autoridades tomarem as devidas providências”, destaca Ana Paula Dias Rosa, diretora financeira do 24º Núcleo.

Ela ainda destaca que o Coletivo sempre se coloca à disposição para as escolas, no caso de acontecer alguma situação envolvendo racismo. “É de suma importância que a gente faça essas atividades, porque a gente tem a Lei 10.639/2023, e poucas escolas, poucos professores e professoras trabalham em cima dessa lei antirracista”, completa.

Os coletivos regionais do CPERS foram inaugurados para incorporarem a luta contra o racismo de forma sistemática no ambiente escolar, político e social, reconhecendo a responsabilidade de todos os membros da sociedade, além de gerar ferramentas para a compreensão e desconstrução de estereótipos, preconceitos e discriminações. A sede de Pelotas fundou seu coletivo em 2022 e, desde então, vem realizando diversas atividades.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Organizações ligadas à defesa e à promoção da educação pública participaram, nesta quarta-feira (24), da sessão de debates promovida pelo Senado Federal sobre o Plano Nacional de Educação (PNE). Com o término da vigência do PNE 2014-2024, em junho deste ano, a possibilidade de prorrogação do mesmo tem gerado preocupações por desconsiderar a participação da sociedade na construção do PNE do próximo decênio.

O 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, acompanhou a sessão e destaca que

Dez anos prejudicados

Em um balanço sobre o que foi cumprido pelo poder público e pela sociedade civil no PNE 2014-2024, Heleno Araújo, presidente da CNTE, destacou que houve acertos, como, por exemplo, a elaboração da política após uma Conae, buscando a universalização do direito à educação para todas as pessoas, com uma visão sistêmica da educação, indicando políticas desde a creche até a pós-graduação, para a valorização profissional e da educação, entre outros pontos.

Entretanto, erros cometidos pelo Estado brasileiro e demais representações estaduais, com cortes no financiamento da educação, acabaram prejudicando seu desenvolvimento. “Temos, até hoje, a ausência da lei do Sistema Nacional de Educação, que deveria articular a implementação do Plano Nacional de Educação. Diversos ataques à participação popular e social inibiram o monitoramento, a avaliação e a reivindicação pela implementação do PNE. Tivemos a ausência da regulamentação do Custo Aluno Qualidade como referência ao financiamento da educação básica. Os resultados desses erros, cometidos durante esses dez anos, se refletem nas diretrizes e objetivos do PNE 2014-2024 que não foram alcançados”, apontou.

matéria 2 24042024

Desde maio de 2023, quando se deu o planejamento da Conae, até sua realização em janeiro de 2024, 1.321 conferências foram realizadas em âmbito municipal, envolvendo 4.337 Municípios no debate. Cerca de 8.651 emendas foram recebidas no documento de referência colocado para debate.

“Plano Nacional de Educação como política de Estado, para a garantia da educação, como direito humano e com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável, essa é a característica que apontamos para o Plano. E ele não pode desconsiderar todo o debate realizado na Conae quando chegar para tramitação nesta casa”, afirmou Heleno.

“Por isso, a CNTE e o Fórum Nacional de Educação, não aceitam a prorrogação do atual plano, mas sim, que possamos avançar e debater aquilo que estamos construindo de forma coletiva; contemplando toda a contribuição social e popular; garantindo a institucionalização do SNE; trazendo uma maior articulação entre os entes federados e os setores da sociedade; e assegurando o processo de democratização”, completou.

Informações: CNTE

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Na noite da última segunda-feira (22), o Coletivo de Juventude da CNTE lançou a pesquisa “Juventude Trabalhadora em Educação”. Em parceria com a Escola Nacional Paulo Freire, o instrumento busca compreender qual o perfil das(os) jovens trabalhadoras(es) em educação e como se relacionam com os Sindicatos.

>> ACESSE AQUI À GRAVAÇÃO DA LIVE DE LANÇAMENTO!

Atualmente, as(os) profissionais da educação mais jovens correspondem ao menor número entre filiados. Segundo justifica a pesquisa da CNTE, a falta de acesso às memórias das lutas, de uma maior compreensão sobre os direitos trabalhistas, a ameaça dos gerentes e patrões, e a redução de renda pelo desconto da sindicalização são causas comuns que podem dificultar essa aproximação.

>> CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O LINK E PARTICIPAR DA PESQUISA

“O objetivo é conseguirmos traçar o perfil desses jovens trabalhadores em educação em suas mais variadas formas de atuação, sejam esses professores, funcionários de escolas, efetivos ou contratados. Compreender a juventude hoje não é algo de curto prazo. Mas tê-los nos sindicatos é a garantia de que nos próximos 40 anos teremos lideranças em uma luta que não está fácil”, explica Luiz Felipe Krehan, coordenador do Coletivo de Juventude da CNTE.

“Esperamos que, a partir dos resultados dessa pesquisa, possamos dar luz para a situação da docência no nosso país, e dos trabalhadores e trabalhadoras em educação”, completou o também coordenador do Coletivo, Bruno Vital.

Metodologia

Enquanto trabalhadoras(es) jovens, a pesquisa identifica aqueles que estão na faixa etária até 35 anos de idade. Ao longo do período de levantamento dos dados, até novembro de 2024, a pesquisa buscará identificar dois aspectos:

I – A situação dessas(es) trabalhadoras(es): quantidade; condições de trabalho; remuneração média; e tipo de vínculos trabalhistas; e

II – Quais os seus interesses: quem são; como veem o Sindicato; como se relacionam com a política, etc.

“Que essa próxima etapa da pesquisa possa nos ajudar a alterar esse perfil da nossa categoria – em que os jovens ainda representam uma parcela pequena dos sindicalizados – e trazer a juventude para a nossa profissão, com muita garra, disposição e disponibilidade para fazer valer o direito de cada cidadão e cidadã à educação pública em nosso país, com os enfrentamentos necessários”, considerou o presidente da CNTE, Heleno Araújo.

Além das representações da CNTE, o lançamento da pesquisa contou com a participação da deputada estadual por Goiás, Bia Lima (PT), da senadora Teresa Leitão (PT), da deputada estadual por São Paulo, Professora Bebel (PT), da secretária de Juventude da CUT, Cristiane Paiva, e dos representantes da Escola Nacional Paulo Freire, Rafael Versolato e Vitor Alcântara.

Com informações da CNTE

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O governo Leite (PSDB) está matando os servidores públicos! Foi com essa denúncia que o CPERS e as demais entidades que compõem a Frente dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (FSP/RS) deram início ao Ato Estadual Unificado por respeito e valorização, realizado na manhã desta quarta-feira (24), em Porto Alegre.

Ao som de uma marcha fúnebre e portando cruzes pretas, trabalhadoras(es) de todo o estado exigiram a Revisão Geral dos Salários, uma previsão constitucional que garante a reposição da inflação, para ativas(os) e aposentadas(os), e que vem sendo sistematicamente descumprida pelo governo do Estado.

Já em frente ao Palácio Piratini, casa do governador Eduardo Leite (PSDB), milhares de servidores e servidoras, das três esferas, deram o recado: REAJUSTE JÁ E CHEGA DE DESCASO! 

Na abertura do ato, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou as lutas e a importância da união entre as categorias para atingirem seus objetivos. 

“Estamos aqui hoje para cobrar do governador a devida revisão salarial anual, para que todos os servidores tenham reajuste justo. Mas também destacamos a questão dos nossos funcionários de escola, que têm o vergonhoso salário básico de R$ 657,97. Queremos um salário digno na carreira destes servidores, tão importantes para o funcionamento das nossas escolas”, reforçou a presidente.

Helenir ainda expôs: “Tivemos hoje aqui na Praça a presença de mais de três mil pessoas, que com muita emoção e muita força, passaram para todo mundo que esteve aqui uma mensagem de esperança e união. Saímos com energia e disposição de luta renovadas”.

Empobrecimento e adoecimento das categorias 

Durante a mobilização, representantes de base de diversos sindicatos que compõem a FSP/RS relataram a atual situação das categorias. Empobrecimento e adoecimento, causados pelos quase 10 anos de arrocho salarial, foram alguns dos temas comuns entre os participantes.

>> Clique aqui para conferir a íntegra do ato desta quarta!

Diante de uma inflação acumulada de 70,52%, entre 2014 e 2024, o funcionalismo estadual recebeu a revisão de somente 6% neste mesmo período. 

O que se comprava ou pagava há 10 anos, hoje se faz com muito esforço e às vezes o dinheiro nem dá para tanto. Escolhendo entre comer e pagar as contas, servidores e servidoras estão no limite de suas possibilidades. 

>> Confira abaixo alguns dos pontos destacados pelas(os) servidoras(es) e que comprovam a péssima gestão do governo Leite (PSDB): 

1 – Leite insistiu no Regime de Recuperação Fiscal e aumentou a dívida do RS:

Em 2022, foi deferido pelo Tesouro Nacional o pedido de inclusão do Rio Grande do Sul no Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Vendido pelo governo Eduardo Leite (PSDB) com um viés de salvação, na prática, o RRF está condenando futuras gerações à miséria. 

O congelamento de investimentos em educação, segurança, saúde, assistência e todas as demais áreas de atuação do poder público, relegam o Estado ao subdesenvolvimento por até 10 anos. Nesse cenário, servidores e servidoras, que já acumulam quase 10 anos de defasagem, ficam sem o direito a reajuste salarial ou melhorias nas suas respectivas carreiras, o que pode levar a um colapso no serviço público estadual.

2 – Leite sobretaxou aposentados e sacrifica quem dedicou a vida aos gaúchos:

Em dezembro de 2019, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou o PLC 503 do governo Leite (PSDB), adequando a previdência estadual à Reforma da Previdência de Bolsonaro (PL). Desde então, as novas alíquotas previdenciárias prejudicam imensamente os aposentados e aposentadas que recebem abaixo do piso do INSS. 

Os números são estarrecedores: muitos pagam, em um ano, valores superiores ao salário de um mês trabalhado. A reforma também prejudicou os servidores(as) na ativa, que precisarão trabalhar mais para se aposentar e terão uma redução em seus proventos. Uma vergonha e uma afronta contra quem garante qualidade de vida aos gaúchos e gaúchas.

3 – Leite aumentou o IPE Saúde, diminuiu o atendimento e sobrecarregou o SUS:

Em 2023, quando o projeto de reforma do IPE Saúde era votado, a Frente dos Servidores alertou toda a sociedade gaúcha de que a proposta do governador Leite (PSDB), aumentando as alíquotas de contribuição e taxando dependentes, em um cenário de retirada de direitos e congelamento salarial, além de representar uma grande injustiça, não era a saída para resolver a crise no Instituto. Passados alguns meses, agora pagando alíquotas mais altas, o que percebemos é a precarização dos serviços prestados e a diminuição da qualidade. 

Em seis anos à frente do Estado, a mão grande neoliberal do governo Leite (PSDB) vendeu o patrimônio estadual e suprimiu direitos, comprovando a incapacidade da atual gestão em administrar o Rio Grande do Sul.

Para a Frente dos Servidores, ao governar com a tesoura na mão, Eduardo Leite (PSDB) coloca em risco o futuro do serviço público, dos trabalhadores e trabalhadoras e do estado!

>> Clique abaixo para conferir mais fotos da mobilização: 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Na manhã desta terça-feira (23), dirigentes do CPERS e da EEEF Adalírio Lima Siqueira, de Passo Fundo, reuniram-se com a secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, e logo depois com Antônio Maria Melgarejo Saldanha, presidente interino do Conselho Estadual de Educação do RS (CEEd), para tratar sobre a situação da instituição.

A escola, localizada na Aldeia Goj-Júr – assentamento consolidado do povo Kaingang –, em Passo Fundo (7º Núcleo), há meses lida com a informalidade da equipe diretiva, além de problemas infraestruturais, como a precariedade da energia elétrica.

A instituição já está atuando há quatro anos, atendendo atualmente 28 estudantes indígenas, mas ainda não tem o credenciamento para funcionar como escola estadual, impossibilitando a escola em diversos trâmites, um deles é a nomeação de um diretor. Em janeiro, Israel foi indicado pelo cacique Jocemar Mariano e designado pela 7ª CRE para ser o responsável legal, mas seu cargo ainda não foi formalizado. Da mesma forma, a Secretaria de Educação (Seduc) também não nomeou um Orientador Educacional, apesar de a comunidade escolar já ter um profissional capacitado.

Durante a reunião com a Seduc, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou que o Sindicato está comprometido com a escola e pediu agilidade à Seduc. “Precisamos sair hoje daqui com encaminhamentos concretos para a instituição poder funcionar devidamente e oferecer a educação que os nossos estudantes indígenas merecem”, ressaltou.

No encontro, o professor Israel Kujawa, responsável pela gestão da instituição, apresentou uma série de problemas pelos quais a escola passa por não ter a equipe diretiva formalizada pela Seduc. “Estamos sem receber recursos. A CRE nos encaminhou alguns alimentos, mas nesses últimos meses os estudantes receberam alimentação, porque nós fizemos campanha e isso é inaceitável, a gente entende que tem essa questão formal do credenciamento, mas a escola está funcionando”, frisou.

Diego Cardoso, subsecretário de planejamento e gestão organizacional da Seduc, e Carine Weber, coordenadora da 7ª CRE de Passo Fundo, que participou da reunião de forma online, destacaram alguns pontos e encaminhamentos quanto à situação da instituição:

  • Nesta terça-feira (23), foi publicado no Diário Oficial a nomeação da educadora que cuidará do financeiro da escola;
  • A escola passará por uma nova perícia para verificação das necessidades estruturais;
  • O auxiliar pedagógico, nomeado pela comunidade escolar, está em processo de nomeação;
  • O professor Israel Kujawa foi nomeado supervisor geral da escola com 40h, assim que a instituição tiver o credenciamento finalizado é que poderá ser nomeado um diretor oficial para a instituição. O processo está tramitando no CEEd.

Além dos encaminhamentos acima, a secretária Raquel ainda se comprometeu de que até o final do ano seja instalada uma rede de wi-fi em todas as escolas indígenas e uma empresa que irá avaliar as instituições pedagogicamente para ver o que precisam. Além disso, será nomeado um educador, representante indígena, para o Conselho Estadual de Educação. “A educação indígena é uma causa minha”, destacou.

Pressão pelo credenciamento da escola

Logo após a reunião com a Seduc, a tesoureira do CPERS, Rosane Zan, e os dirigentes da escola reuniram-se com o presidente interino do Conselho Estadual de Educação (CEEd), Antônio Maria Melgarejo Saldanha, na sede do CEEd, em Porto Alegre.

Na ocasião, Rosane reforçou os encaminhamentos apresentados pela Seduc e destacou que o credenciamento da instituição é urgente. “Estamos acompanhando os problemas enfrentados pela escola e temos urgência nesta questão”, afirmou a dirigente do Sindicato.

Antônio explicou que processo de credenciamento das escolas é demorado, mas que a situação da Escola Indígena Adalírio Lima Siqueira está tramitando. “Quando o processo chega até o Conselho Estadual já está praticamente aprovado. A escola de vocês já está no terceiro lugar para ser avaliado pela assessoria de Ensino Fundamental”, concluiu.

“Saímos hoje daqui com uma resposta positiva das duas reuniões. Que felicidade poder dar notícias boas para a minha comunidade. A nossa vinda até Porto Alegre foi muito boa, eu saio daqui feliz”, declarou o cacique Jocemar Mariano ao fim do encontro.

Além da presidente e da tesoureira do CPERS, a diretora do Sindicato, Juçara Borges, também acompanhou a reunião na Seduc, que ainda contou com a presença do deputado estadual, Matheus Gomes (PSol), e a vice-cacique e professora da escola, Lucimara Lima Ciqueira.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Mais de 100 instituições de ensino, entre universidades e institutos federais (IFs), já aderiram à greve das servidoras(es) da educação em todo Brasil, cuja organização é capitaneada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). 

As reivindicações por recomposição salarial e reestruturação de carreiras dialogam diretamente com a luta do CPERS e são legítimas, na medida em que esperava-se do governo Lula (PT) reajuste às(aos) trabalhadoras(es) do setor. 

O presidente propôs, nesta terça-feira (23), acréscimo no valor do auxílio-alimentação e aumento parcelado dos salários, entre 2025 e 2026.

No Rio Grande do Sul, quem tem adotado a paralisação são os técnicos-administrativos de todas as universidades federais do estado, como a UFRGS, a FURG e a Unipampa, e de todos os IFRS. Assim como as funcionárias(os) de escola, as técnicas e os técnicos garantem o pleno funcionamento dos ambientes educacionais e, sem eles, uma série de serviços essenciais para as comunidades acadêmicas e escolares não se concretizam. 

Por isso, a valorização das servidoras(es) é urgente. Para que uma instituição seja verdadeiramente renomada e considerada a mais qualificada do país é preciso, antes, dignidade salarial e respeito às suas trabalhadoras(es)! 

 

Foto: Matheus Pé / GZH

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES