Foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (22) a instrução normativa do IPE Saúde que flexibiliza as exigências para atendimento das seguradas(os) durante o estado de calamidade. Agora, a segurada(o) que perdeu a carteirinha pode ser atendida(o) nos serviços credenciados informando apenas o número do CPF. Além disso, está garantida a assistência a recém-nascidas(os) e netas(os) que ainda não tenham sido cadastradas(os) como dependentes.

Desde o desligamento do Data Center da Procergs, causado pela cheia do Guaíba em 6 de maio, o IPE Saúde está operando sem seus principais sistemas de comunicação. Para enfrentar esse desafio, foi criado um gabinete de crise que está desenvolvendo soluções emergenciais para garantir a continuidade de assistência.

A interrupção do sistema Pin Pad, que exige o uso do cartão pelo usuário, foi resolvida permitindo o atendimento sem a necessidade de registro inicial. Posteriormente, foram disponibilizados novos formulários para que as prestadoras(es) de serviço possam registrar atendimentos sem o uso do cartão.

O IPE Saúde também aprovou a autorização de adiantamentos de pagamentos a prestadoras(es). Esses adiantamentos serão calculados com base na produção imediatamente anterior, paga em 6 de maio, e serão ajustados através de compensações futuras.

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As recentes enchentes que assolam o Rio Grande do Sul deixaram milhares de famílias em situação de emergência, trazendo à tona uma grave crise humanitária no estado. Em resposta a essa tragédia, a Frente dos Servidores Públicos (FSP), que integra diversas entidades – incluindo o CPERS -,  uniu forças, nesta quinta (23), para lançar uma campanha de arrecadação de doações.

A iniciativa visa coletar materiais essenciais, como produtos de higiene e limpeza, cobertores, toalhas, lençóis e alimentos não perecíveis, itens indispensáveis para garantir a dignidade e o bem-estar das famílias desabrigadas.

Pontos de Coleta:

  • CPERS: Av. Alberto Bins, 480 – Centro, Porto Alegre
  • Sindicaixa: R. da República, 92 – Cidade Baixa, Porto Alegre

A situação de emergência vivida pelo Rio Grande do Sul exige uma resposta rápida e solidária. Cada contribuição faz a diferença e pode trazer alívio e esperança para as famílias afetadas pelas enchentes. Participe e ajude a construir uma rede de apoio que salva vidas e promove a reconstrução das comunidades atingidas.

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23 entidades da área da educação divulgaram uma nota contrapondo-se à aprovação do Projeto de Lei que institui as escolas cívico-militares na rede estadual de ensino de São Paulo, na última terça-feira (21).

Além de sinalizarem riscos inerentes à proposta, como a transposição de princípios que regem a área de segurança para a escola, as organizações que assinam a nota criticam a violenta repressão praticada pela polícia contra estudantes que queriam acompanhar a votação na Assembleia Legislativa (AL) de São Paulo.

No Rio Grande do Sul, a AL aprovou, no dia 9 de abril, o PL 344/2023, que estabelece o Programa das Escolas Cívico-Militares no estado. O CPERS entende que a proposta fere o princípio da gestão democrática de ensino garantido pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da Educação Nacional e pela Legislação Estadual. Os aparelhamentos estatais militares não possuem finalidade educacional, e as escolas não devem servir a propósitos de militarização.

>> Leia a nota das entidades paulistas sobre o projeto:

NOTA DAS ENTIDADES CONTRA O PROGRAMA DAS ESCOLAS CÍVICO-MILITARES DE SÃO PAULO

As entidades abaixo assinadas repudiam e comunicam sua indignação com a aprovação do PL que cria escolas cívico-militares na rede estadual de São Paulo.

A medida, além de ineficaz para a melhoria da educação, conforme demonstram análises e pesquisas sobre a implementação desse tipo de programa em outros estados, transpõe para o ambiente escolar princípios que regem a área da segurança e as corporações militares, criando uma ilusão de segurança e disciplina.

No entanto, o que se observa com a militarização é o controle sobre e as/os estudantes, impendindo-as/os de expressarem suas identidades étnico-culturais e suas organizações. Controle que se estende às/aos profissionais da educação, limitando a liberdade de cátedra. Contraria, portanto, os princípios constitucionais que regem a educação brasileira, os quais preconizam o direito à educação para todas/os em condições de igualdade de acesso e permanência na escola, liberdade de aprender e ensinar, pluralismo de ideias e a valorização das/os profissionais das escolas.

Também são questionáveis as motivações citadas pelo secretário de Educação de São Paulo, Renato Feder, para justificar a proposta – o “enfrentamento da violência” e a “promoção da cultura de paz” –, bem como a adoção do “índice de vulnerabilidade social” como critério de seleção das escolas candidatas ao programa. Essas justificativas sinalizam para o direcionamento da iniciativa às escolas das regiões periféricas, podendo reforçar os estigmas e preconceitos que envolvem as comunidades vulneráveis.

Com mais esta medida, que abandona os objetivos de melhoria da qualidade da educação em troca de um discurso populista e ineficiente, se implementadas as escolas cívico-militares apenas aumentarão a exclusão escolar, a violência e a desvalorização de duas categorias profissionais: de um lado, perdem os profissionais da educação pública que perderão recursos, que deveriam ser destinados exclusivamente a sua valorização e para despesas que possam melhorar a formação ofertada pelas escolas. De outro, também perdem os policiais militares da reserva que, ao invés de serem valorizados com salário e condições dignas de trabalho quando estão na ativa, são iludidos com desvio de função, do trabalho precário/”bico”, além de assumirem responsabilidades para as quais não possuem qualquer preparo.

A educação pública brasileira tem uma história e merece respeito! Além disso, senhor governador e secretário de educação exigimos apuração e providências quanto à força excessiva e violência que marcaram a atuação da polícia na Assembleia Legislativa durante a votação da lei que deu origem ao programa de escolas cívico-militares.

Assinam:

Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – ANPEd

Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais – ABECS

Associação Nacional de Política e Administração da Educação – ANPAE

Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação – ANFOPE

Associação Brasileira de Currículo – ABdC

Associação Brasileira de Ensino de Biologia – SBEnBio

Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca)

Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências – Abrapec

Adufscar Seção Sindical – ANDES SN

Associação dos Docentes da UNIFESP – ADUNIFESP- Seção Sindical

Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial – ABPEE

Centro de Estudos Educação e Sociedade – CEDES

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE

Fórum Nacional de Diretores de Faculdades, Centros de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras – FORUMDIR

Fórum Nacional de Coordenadores Institucionais dos Programas Pibid e Residência Pedagógica – Forpibid-rp

Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico, PROIFES-Federação

Observatório do Ensino Médio da UFPR

Rede Nacional EMPesquisa

Rede Nacional de Pesquisa sobre Militarização da Educação – RePME

Rede Escola Pública e Universidade – REPU

Sindicato de Trabalhadores das Universidades Federais do ABC – SinTUFABC

Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES – SN

Sociedade Brasileira do Ensino de Química – SBEnQ

Fonte: ANPEd

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Pessoas impedidas de comparecer ao trabalho em razão da calamidade causada pelas enchentes podem obter atestados junto aos órgãos de Defesa Civil de municípios.

Cidades como Porto Alegre, Canoas, Gravataí, Harmonia, Montenegro, Novo Hamburgo, Rio do Sul, São Sebastião do Caí e Venâncio Aires já emitem o documento.

A recomendação para o fornecimento gratuito do atestado foi dada aos municípios gaúchos em reunião do Ministério Público do Trabalho (MPT-RS) com a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

Os atestados são vinculados ao CEP do requerente e podem conter informações sobre a impossibilidade de deslocamento para quem trabalha em cidade diferente de onde reside.

No caso de Porto Alegre, o interessado deve preencher um formulário no site da Defesa Civil (https://atestado-defesacivil.portoalegre.rs.gov.br/Abre em nova aba) ou pelo whatsapp 156. A autenticação on-line confere validade e segurança ao documento.

Informe-se no site da Prefeitura ou da Defesa Civil de sua cidade quanto ao fornecimento do atestado.

Fonte: Secom/TRT4. Ilustração: rawpixel.com
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Com o intuito de oferecer horizontes para a educação do Rio Grande do Sul, diante dos desafios que se impõem após a maior tragédia climática do estado, o CPERS e outras organizações gaúchas entregaram, na última quarta-feira (22), um conjunto de propostas de curto e médio prazo à secretária de Educação, Raquel Teixeira.

>> Leia aqui o Manifesto pela Reconstrução da Educação no RS 

O 2º vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia, participou da atividade ao lado da presidente da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa, deputada Sofia Cavedon (PT), além de representantes da Faculdade de Educação da UFRGS, da União Gaúcha dos Estudantes e da Associação Mães e Pais pela Democracia. Ao todo, o documento conta com a assinatura de mais de 40 entidades.     

“Debatemos sobre ideias e realidades das diferentes comunidades escolares do estado, bem como sobre as situações dos abrigos, principalmente aqueles  localizados em estruturas das escolas públicas. Reafirmamos também a necessidade de passe livre para estudantes e funcionários de escola e tornamos a registrar a necessidade do fim do desconto previdenciário”, explica o professor Edson. 

Segundo Raquel Teixeira, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) tem monitorado a situação das instituições educacionais por meio de uma base de dados atualizada duas vezes por dia. 

Reivindicações pelo respeito e cuidado às comunidades escolares

As organizações solicitam a inclusão de mais entidades representativas e populares no grupo de trabalho formado pela Seduc, a fim de acompanhar ativamente o processo de reconstrução. Além disso, pedem atenção especial à rede de bibliotecas escolares. É fundamental garantir a arrecadação de livros de autores gaúchos e fortalecer os  livreiros que perderam seus acervos na catástrofe ambiental. 

O manifesto, que contém 29 orientações aos poderes Federal, Estadual e Municipal, é fruto de uma reunião realizada virtualmente no dia 14 de maio. 

O CPERS reforça seu compromisso com a articulação de políticas capazes de garantir a saúde física, mental e material de trabalhadoras(es) da educação e alunas(os) do Rio Grande do Sul. É preciso, desde já, refletir sobre os impactos das perdas e do contexto de calamidade tanto no processo de ensino-aprendizagem quanto nas relações de trabalho entre educadoras(es) e Estado.

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A rede municipal de ensino de Porto Alegre (RS) iniciou a retomada das atividades nas escolas da cidade, após as catástrofes climáticas que atingiram o estado. Na segunda-feira (20), 22 escolas já receberam alunos em sala de aula. Nesta terça-feira (21), mais 16 instituições voltaram às atividades. De acordo com o boletim divulgado hoje, às 9h, pela Secretaria de Educação do Estado (Seduc), 71% dos estudantes da rede estadual (529.523) já retornaram às aulas, porém cerca de 171 mil ainda não possuem previsão de quando retornarão à rotina escolar.

Duas Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) ainda não retornaram às atividades: a 1ª, de Porto Alegre; e a 27ª, de Canoas. Segundo o boletim, a expectativa é de que na quarta-feira (22) ambas já retornem o funcionamento de forma gradual. Das 2.340 escolas públicas gaúchas, 1.809 (77,3%) já estão funcionando; 79 instituições de ensino continuam servindo de abrigo para as vítimas.

Segundo avalia o presidente da CNTE, Heleno Araújo, o momento e as condições climáticas exigem que o retorno das atividades pedagógicas nas escolas cuidem e respeitem o momento das pessoas que foram afetadas.

“Os relatos das companheiras e companheiros do Rio Grande do Sul revelam a continuidade da situação difícil que estes estão passando. As chuvas ainda caem na região e as temperaturas estão baixando, complicando mais a situação”, lamenta.

“O número de pessoas afetadas é muito grande, e envolve nossos estudantes, os(as) profissionais da educação e seus familiares. O retorno às aulas deve cuidar e respeitar o momento dessas pessoas”, ele reitera.

matéria f 2 21052024

Segundo a prefeitura de Porto Alegre, o Ministério de Educação (MEC) flexibilizou o calendário escolar no estado e, neste primeiro momento, a orientação da Secretaria Municipal de Ensino (Smed) é de que as escolas promovam atividades lúdicas e recreativas, garantindo também o acolhimento e alimentação aos estudantes.

Por determinação da secretaria, servidores das escolas que foram diretamente afetados diretamente pelas enchentes não precisarão voltar a trabalhar imediatamente, e poderão atestar suas ausências.

Campanha SOS RS

A CNTE, em parceria com o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS), está arrecadando fundos para doação às vítimas atingidas pelas últimas inundações no Rio Grande do Sul.

>LEIA TAMBÉM: Trabalhadores/as da educação gaúchos enfrentam perdas com enchentes no estado e CNTE retoma campanha de doação

As doações podem ser feitas, em qualquer quantia, via PIX ou transferência bancária tradicional, via TED, para a conta corrente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. Veja os dados:

PIX 

Celular CNTE: (61) 9 8241-2223. – Informar a finalidade da descrição do PIX: #SOS RS

TED

Conta Corrente da CNTE – Bradesco S/A

AG: 1-606-8

C/C: 113.900-2

CNPJ: 00.579.136/0001-06

Fonte: CNTE 

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Companheiros e Companheiras,

Estamos aqui para ler uma carta produzida pela direção da CUT do Rio Grande do Sul e pela delegação gaúcha que aqui se faz presente. Ela expressa os sentimentos de centenas de dirigentes sindicais que gostariam de estar aqui fisicamente mas que foram impedidos por uma das maiores catástrofes ambientais de nosso país.

Inicialmente, queremos expressar a nossa total gratidão ao movimento sindical de diferentes regiões que se mobilizou e demonstrou que a solidariedade de classe é o nosso maior patrimônio.

Antes da enchente, nós da CUT do Rio Grande do Sul estávamos empenhados em uma série de caravanas, preparando o Primeiro de Maio e nos mobilizando para a essa grandiosa Marcha. A nossa meta era colocar uma caravana de 20 ônibus em direção à Brasília, pois temos a convicção que só conseguiremos reconstruir esse país se houver participação da classe trabalhadora e se os nossos interesses forem realmente considerados. O contrário disso é o mais do mesmo.

A calamidade que se abateu sobre nós é mais um grito de alerta da natureza. Uma natureza devastada por modelo econômico que transforma nosso país em fornecedor de alimentos e de matéria prima para as grandes potências.

Um modelo que não possui a menor preocupação com a sustentabilidade e que zomba das leis de proteção ambiental. Um modelo promovido por governantes que dormem e acordam pensando em privatizar e em medidas que precarizam as políticas públicas, como fazem o governador Eduardo Leite e o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo.

Possivelmente vamos ultrapassar a quantidade de 300 mortos. Milhares de casas foram destruídas. Cidades inteiras foram submersas. A infraestrutura do estado, principalmente das regiões mais industrializadas, foi inundada. Grandes rodovias que dão acesso aos centros urbanos estão interditadas. Centenas de empresas estão embaixo d’agua. Pequenos e médios empreendimentos foram aniquilados. Lavouras inteiras foram levadas pela correnteza. Os prejuízos humanos, materiais e sentimentais são inestimáveis.

Passada a primeira semana, o empresariado mostrou suas garras, aplicando a famigerada lei de Bolsonaro 14.437. Dando férias, banco de horas, ameaçando com lay-off e recusando a mediação das entidades sindicais. Se durante a pandemia a lei 14.437 foi desastrosa, na calamidade é simplesmente desumana. Reivindicamos uma legislação específica que garanta emprego e renda, que prorrogue por 90 dias as Convenções e Contratos Coletivos e que assegure a participação dos sindicatos nas mesas de negociação.

Precisamos resistir à lei 14.437. Hoje, o empresariado tenta aplicá-la no Rio Grande do Sul, amanhã ela poderá ser utilizada em qualquer região do nosso país que sofrer alguma calamidade.

O presidente Lula (PT) tomou para si o enfrentamento da calamidade. Disponibilizou recursos de socorro imediato, colocou seus ministérios e forças armadas a disposição. Semana passada esteve no Rio Grande do Sul pela segunda vez. Anunciou investimentos gigantescos para reconstrução do nosso estado e nomeou o Paulo Pimenta como ministro da reconstrução.

Nossos sindicatos estão armados com propostas que foram debatidas coletivamente. Temos sensibilidade para negociar empresa por empresa, caso a caso. Temos experiência em representar a classe trabalhadora. Não provocamos esse desastre ambiental e não permitiremos que os custos da reconstrução recaiam sobre os ombros dos trabalhadores e trabalhadoras.

Temos propostas para reconstruir o Rio Grande do Sul. Queremos controle social na aplicação dos recursos. Contrapartidas negociadas e monitoradas. Queremos discutir modelos de indústria. Mais do que nunca as propostas do governo Lula (PT) – nova indústria brasil faz sentido. Queremos discutir a questão do transporte, hoje baseado exclusivamente nas rodovias. Queremos discutir a ocupação das nossas cidades e os investimentos para enfrentar outras catástrofes. Temos propostas para cooperativas habitacionais e para modelos mais sustentáveis de moradias.

Queremos que as nossas entidades sindicais representem da melhor maneira as suas bases. Mas é hora de pensarmos também na sociedade como um todo. É hora de pensarmos mais nos desempregados, nos moradores das periferias, na juventude que em menos de uma década enfrentou uma pandemia e agora uma enchente devastadora. É hora de defendermos políticas públicas específicas para os trabalhadores e trabalhadoras de aplicativos. É hora de exigirmos grandes incentivos para agricultura familiar que são os grandes responsáveis pela soberania alimentar. É hora de defendermos os servidores públicos imprescindíveis na efetivação das políticas públicas. Precisamos representar as mulheres que são as mais atingidas e a mais preparadas para construir uma cultura do cuidado e do bem viver.

Esse é um momento trágico, de sofrimento insuportável e de grandes perdas. Mas é também o momento de fortalecer as nossas entidades, de resgatar a nossa capacidade de luta e fundamentalmente, a solidariedade de classe contra um sistema capitalista que nos oferece apenas a destruição, guerras e empobrecimento.

VIVA O POVO BRASILEIRO
VIVA O POVO GAÚCHO
VIVA A SOLIDARIEDADE DE CLASSE
NÃO À LEI 14.437

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Em reunião, realizada na manhã desta quarta-feira (22), entre o CPERS e a Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul (Sefaz), foram anunciadas importantes atualizações sobre a folha de pagamento das servidoras(es) estaduais e outros assuntos financeiros relevantes em meio à crise climática que assola o estado.

A Sefaz confirmou que a folha de pagamento referente ao mês de maio será processada conforme o cronograma e estará disponível para saque no dia 31 de maio.

Outro ponto de destaque foi a decisão de remover todos os consignados do Banrisul da folha de pagamento. A medida visa aliviar a carga financeira das trabalhadoras(es) diante desta situação de calamidade.

Em relação ao 13º salário, a Sefaz anunciou que a metade do benefício será paga em uma folha suplementar na primeira quinzena de junho.

A reunião também abordou a questão da prova de vida das servidoras(es). Para quem faz aniversário em 2024, a prova de vida será realizada diretamente no Banrisul. Já para aquelas(es) que fizeram aniversário em 2023 e ainda não a realizaram, será necessário aguardar o restabelecimento do sistema RHE/Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul (Procergs), que atualmente enfrenta problemas técnicos. A previsão é que, uma vez resolvido o problema, o pagamento seja efetuado em uma folha suplementar no mês de junho.

O CPERS continua a intensificar seus esforços para proteger a classe trabalhadora frente aos desafios impostos pela crise climática. Em um cenário de mudanças ambientais que impactam diretamente as condições de trabalho e a vida cotidiana, o Sindicato está focado em pressionar o governo Eduardo Leite (PSDB) a implementar medidas que minimizem os prejuízos das trabalhadoras(es) da educação e outros setores.

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O Ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou, nesta segunda-feira (20), que os estudantes do Rio Grande do Sul inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ficarão isentos da matrícula.

A medida foi estendida aos alunos(as) que, pelos critérios econômicos, não teriam direito à isenção.

“Todos os alunos ficarão isentos da inscrição. A previsão é que sejam 40 mil alunos, o que representa algo em torno de 3,5 milhões de reais”, disse, ao explicar o investimento do governo Lula (PT).

Camilo Santana ainda disse que o Inep vai divulgar um calendário exclusivo de inscrições ao Enem para os estudantes do estado. Para os demais, as inscrições para o Exame começam na segunda-feira (27) e vão até o dia 7 de junho.

Santana também afirmou que liberou um crédito extraordinário de cerca de 26 milhões de reais para o Programa Nacional de Alimentação Escolar para apoiar as famílias a adquirirem mantimentos; também anunciou 46 milhões de reais via Programa Direto que poderá ser utilizado para as demandas de recuperação, reformas ou construção de novas escolas.

 

Fonte: Carta Capital 

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O Departamento das(os) Aposentadas(os) do CPERS lançou, nesta terça-feira (21), a Campanha Solidária “Pés Quentinhos”. A ação consiste em reunir as(os) professoras(os) e funcionárias(os) aposentadas(os) dos 42 núcleos para confeccionar mantas, cobertores e meias infantis de lã e crochê para crianças desabrigadas pelas enchentes que assolam o Rio Grande do Sul, desde o início deste mês.

A ideia é que cada ponto do tricô e crochê solidário tenha o conforto e o carinho das vovós do Sindicato. “É uma maneira de inserirmos as(os) nossas(os) aposentadas(os) para se tornarem fundamentais nesse momento tão difícil que estamos passando agora. Levando, através de cada ponto, esperança, acolhimento e conforto para aquecer o coração e a alma das crianças atingidas pelas enchentes”, explica a diretora do Departamento das(os) Aposentadas(os) do CPERS, Glaci Weber.

Quanto ao nome da campanha, a diretora explica como surgiu: “o nome ‘Pés Quentinhos’ é porque quando o pé está aquecido, o resto do corpo também se aquece. Vamos fazer mantas, cobertores e luvas”.

Como participar

As(os) educadoras(es) devem procurar seu núcleo e se organizarem para a confecção das peças. Quem não sabe confeccionar as roupas, pode fazer a doação dos materiais.

Glaci esclarece que todas as professoras(es) e funcionárias(as) de escola estão convidadas a participar da campanha, sendo aposentadas(os) ou da ativa. “Queremos todas juntas em prol de um objetivo só: levar amor e carinho para essas crianças, através das nossas peças quentinhas”, conclui Glaci.

>> Confira o ofício encaminhado aos núcleos.

A campanha é uma extensão do  “Tricô da Resistência”,  ação que confeccionou centenas de mantas nos núcleos do CPERS e que foram doadas para diversas entidades do Rio Grande do Sul.

Seja solidário e participe da campanha. Juntas(os) somos mais fortes!

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