O julgamento da  ADI 6254 sobre o desconto previdenciário das aposentadas(os) gaúchas(os), permanece na agenda do Supremo Tribunal Federal (STF) e está marcado para ser retomado na próxima quarta-feira (19). 

>> Clique aqui para acompanhar o andamento da votação

Milhares de professoras(es) e funcionárias(os) de escola aposentadas(os) veem seus direitos sendo violados e suas rendas dilapidadas pela reforma da Previdência.

Essas mulheres e homens dedicaram suas vidas à educação, formando gerações e contribuindo para o desenvolvimento do país. No entanto, são penalizadas com descontos abusivos em seus já modestos salários. É inaceitável que um confisco injusto seja imposto, especialmente em um momento em que deveriam desfrutar de merecido descanso após décadas de serviço.

O Sindicato exige que os ministros do Supremo Tribunal Federal ajam com celeridade.

Ao longo desta semana, nossa prioridade é pressionar incansavelmente os ministros, mostrando que a sociedade não tolerará mais esse tipo de arbitrariedade. Contamos com o apoio de todos para enviar mensagens, mobilizar e garantir que a voz das educadoras(es) seja ouvida e respeitada no Supremo.

O CPERS, junto com sua assessoria jurídica (escritório Buchabqui e Pinheiro Machado), permanecerá vigilante e ativo nessa batalha. Não descansaremos até que cada aposentada e aposentado tenha seus direitos assegurados com a dignidade que merecem. Chega de confisco!

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O prazo prorrogado para as inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 termina às 23h59 desta sexta-feira (14). A ampliação foi concedida para permitir que mais alunas(os) participem do Exame, especialmente as do Rio Grande do Sul afetadas pelas enchentes. As concluintes do Ensino Médio em escola pública não pagam taxa de inscrição.

Inicialmente, as inscrições seriam aceitas até a última sexta-feira (7), mas o Ministério da Educação (MEC) decidiu ampliar o período para que mais estudantes tivessem a oportunidade de realizar a prova.

Tire suas dúvidas

  • Em que site fazer a inscrição? É só entrar na Página do Participante, em enem.inep.gov.br/participante.
  • Qual é o valor da taxa de inscrição? Ela custa R$ 85 e deve ser paga até 19 de junho. Somente após o pagamento, a inscrição estará confirmada (veja passo a passo mais abaixo).
  • Quais as formas de pagamento? A taxa deve ser paga por boleto, PIX ou cartão de crédito.
  • Quem está isento da taxa precisa se inscrever no Enem? SIM! Mesmo quem conseguiu a isenção (como os alunos da rede pública) precisa se inscrever. Caso contrário, não poderá fazer a prova.
  • Para que serve o Enem? Ele é uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil, utilizado por instituições públicas e privadas como critério de seleção, além de ser um requisito para programas governamentais de auxílio estudantil. Não há como se inscrever no Sisu, no Prouni e no Fies sem ter feito o Enem.
  • ️ Quando as provas serão aplicadas? Em 3 e 10 de novembro.
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O Observatório Nacional da Violência contra Educadoras e Educadores (Onve) lançou oficialmente, no dia 7 de junho, a pesquisa nacional “A violência contra educadores como ameaça à educação democrática: um estudo sobre a perseguição de educadores no Brasil“. O coordenador do Observatório, professor Fernando Penna, da Faculdade de Educação da UFF, explicou que “a pesquisa visa produzir dados para a elaboração de políticas públicas sobre violência”.

Fernando Penna informou que, a princípio, todas as educadoras(es) da educação básica, ensino superior, privado e público podem participar. “Eles vão falar da sua experiência, inclusive, aqueles que não viveram podem indicar que não passaram por nenhuma das situações descritas”.

A pesquisa trabalhará com uma concepção de educadoras(es) que envolve todas as profissionais da educação, desde diretoras(es), merendeiras(os), porteiras(os), técnicas(os) de assuntos educacionais, além das próprias professoras(es). Ela poderá ser respondida por meio de formulário online encontrado no site do observatório.

Também coordenador do Núcleo de Estudos em Educação Democrática da UFF, Fernando Penna, disse que o questionário poderá ser respondido até o final de julho. Em agosto, será realizada a análise preliminar das respostas, prevendo-se a divulgação dos resultados em setembro. “Nossa expectativa é que, se a gente conseguir dados significativos sobre a violência, eles possam ajudar na elaboração de políticas públicas pelo MEC e, também, pelos governos estaduais e municipais”.

Protocolos

O Observatório vai ajudar na elaboração de um documento técnico visando criar um canal de denúncias em parceria com o Disque 100. O acordo de cooperação com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania prevê a elaboração de um protocolo específico de encaminhamento de violações de direitos humanos de educadores e educadoras.

“Certamente, os dados da pesquisa vão contribuir para isso. O Disque 100 é uma política pública muito importante. Vai ser ótimo ter um protocolo específico para os professores e professoras reconhecidos como categoria vulnerável no Disque 100”, avalia Fernando Penna.

Outra grande ação do Observatório, segundo o professor Penna, é a elaboração de protocolos de acolhimento jurídico e psicológico para educadores que sofrem violência.

“Em pesquisas anteriores, os educadores indicaram que o acolhimento jurídico e psicológico eram suas principais demandas. O Onve tem equipes jurídica e psicológica que estão trabalhando na elaboração desse protocolo, que deverá ser viabilizado em parceria com a sociedade civil e sindicatos, porque o observatório não tem estrutura suficiente para fazer esse acolhimento em nível nacional. A gente vai discutir esse protocolo e fazer parcerias para que os grupos que defendem educadores possam implementá-lo”, explicou.

Cenários

A partir da pesquisa, será criado um banco de dados para que possa ser feita uma estimativa do que acontece em todo o Brasil em termos de violência contra os educadores. O Observatório traçou vários cenários para essa sondagem. O melhor deles engloba 3,5 mil respondentes. A expectativa é positiva, segundo Penna, tendo em vista que em apenas duas semanas em campo já responderam ao formulário 400 educadores de várias regiões do país.

“Dependendo do número de respondentes, a gente vai ter uma capacidade de realização maior por grandes regiões, por estados”, disse Penna, defendendo a importância de se divulgar a pesquisa para que o número de respondentes possa ser maior e maior também seja a avaliação.

Fernando Penna esclareceu que, no dia 7 de julho, foi o lançamento oficial da pesquisa com o MEC, mas já tem sido apresentada em diversas localidades, visando conseguir o maior número de respondentes.

No dia 6, por exemplo, a campanha foi apresentada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em parceria com o gabinete da deputada Luciane Carminatti (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Alesc. Naquele estado, a pesquisa será implementada pelo Núcleo de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola (Nepre), que atuará diretamente nos colégios.

“Se tivermos oportunidade, faremos mais apresentações em outros estados”, assegurou o coordenador do Observatório.

Várias instituições participaram da elaboração da pesquisa, entre elas a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e a Universidade Federal do ABC (UFABC).

Proteção

Durante o lançamento da pesquisa, o vice-reitor da UFF, Fabio Barboza Passos, salientou o aumento da violência contra os professores nos últimos anos. Por isso, disse ser importante que se discutam meios de minimizar essa questão e proteger os educadores, garantindo, ao mesmo tempo, que se tenha no país uma sociedade que consiga trabalhar com o debate democrático e a discussão de ideias.

O coordenador geral em Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, Erasto Fortes Mendonça, afirmou que desde o início compreendeu que o projeto sobre violência contra educadoras e educadores “era de grande importância para nós que trabalhamos com educação em direitos humanos”. Ele espera que a pesquisa possa subsidiar o MEC com dados concretos dessa perseguição e traga elementos suficientes para organização de uma política pública de proteção aos professores.

O observatório é um projeto de extensão vinculado à Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), que reúne pesquisadores de diversas instituições de ensino e pesquisa, bem como estudantes de graduação e pós-graduação, e foi criado em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação (MEC).

>> Participe da pesquisa aqui

Informações: Agência Brasil

Foto de capa: Studio Formatura/Galois

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Na manhã desta quinta-feira (13), a tesoureira do CPERS, Rosane Zan, e a diretora do 22° Núcleo (Gravataí), Letícia Coelho Gomes, visitaram a EEEM Governador Walter Jobim, localizada em Viamão.

Durante o debate, as educadoras(es) abordaram a pressão e a sobrecarga de trabalho imposta pelas Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) e pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc) do governo Eduardo Leite (PSDB). O preenchimento de planilhas intermináveis, participação em cursos online e o projeto “Mentoria Pedagógica” da Seduc foram alguns dos problemas mais levantados pelos profissionais da educação no encontro.

Rosane fez uma breve análise sobre a situação atual das educadoras(es) e da educação pública no Rio Grande do Sul. Ela destacou a importância de poder ouvir cada uma e cada um sobre a pressão e a sobrecarga de trabalho pela qual as professoras(es) e funcionárias(os) de escola estão passando. “Viemos para ouvir vocês em relação ao acúmulo de trabalho e todas as demandas da nossa categoria”, afirmou a tesoureira.

Letícia ressaltou que diante de todos os ataques do governo de Eduardo Leite (PSDB) para separar a categoria, o momento é de unir forças. “Temos que estar unidos na luta contra os descontos das aposentadas, pelo aumento dos salários das funcionárias, por mais concurso público e por condições dignas de trabalho”, ressaltou a diretora.

Processo de municipalização

A instituição atende aproximadamente 800 estudantes nos três turnos. A escola está em processo de turno integral desde 2022. Até o momento, o Ensino Médio e as turmas finais do Ensino Fundamental já estão no turno integral.

Este ano a Seduc não abriu matrículas para o 1° ano do Ensino Fundamental, deixando claro que o processo de municipalização da instituição está em andamento. “Aqui pela região, eles estão retirando o primeiro ano de todas as escolas estaduais”, apontou o diretor da EEEM Governador Walter Jobim, William Sodré.

Sodré destaca que, desde 2018, a escola pleita junto à Secretaria um ginásio coberto para a escola, mas, infelizmente, o processo não anda. Passa ano e entra ano, o problema persiste. “Em dia de chuva,não temos um local adequado para os nossos estudantes durante o intervalo e para a Educação Física. Lamentavelmente, nada acontece”, frisou o diretor.

O CPERS continua visitando escolas, em todo o estado, para dialogar e conferir de perto a situação de cada região, após as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul.

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É com profunda indignação que constatamos o avanço do Projeto de Lei 1904/24, o PL da Gravidez Infantil, que equipara o aborto realizado após 22 semanas de gestação, em caso de estupro de crianças e mulheres, ao crime de homicídio, no Congresso Nacional, já profundamente marcado por posições conservadoras.

Esta quarta-feira (12) foi marcada pela aprovação da tramitação em regime de urgência do PL, uma decisão revoltante que evidencia um claro desrespeito ao processo democrático e aos direitos de meninas, mulheres e pessoas com útero. Este movimento ultrajante significa que o PL será votado diretamente no plenário da Casa, sem o devido debate e a análise cuidadosa das comissões pertinentes.

O Projeto ignora a complexidade das situações que levam à interrupção de uma gravidez e coloca em risco a saúde e a vida de meninas e mulheres, consolidando um retrocesso para os direitos individuais e a saúde pública no Brasil. A cada 14 horas uma menina ou mulher é vítima de estupro. No país, a cada minuto, duas meninas ou mulheres são vítimas de estupro.

Os exemplos utilizados pelos signatários do PL – PP, REPUBLICANOS, MDB, PSDB, PSD e UNIÃO BRASIL – são de meninas de 10, 11 e 12 anos, vítimas de estupros. A proposta pode levar a um cenário em que médicos, enfermeiras e as próprias meninas que recorrem a abortos tardios enfrentem penas mais severas que os estupradores, com a disparidade gritante entre as penas de 6 a 10 anos para estupro e 12 a 30 anos para homicídio.

Em uma enquete disponibilizada no site da Câmara dos Deputados, 72% dos participantes discordam totalmente do texto do projeto, enquanto apenas 28% concordam com a proposta. O resultado expressa claramente a rejeição da sociedade brasileira a uma medida que, longe de proteger, pune e marginaliza ainda mais as mulheres.

Atualmente, o aborto já é ilegal na maioria dos casos no Brasil, sendo permitido apenas em situações de violência sexual, risco de vida para a gestante ou anencefalia do feto. Ao tentar criminalizar ainda mais o aborto, o PL 1904/24 ataca diretamente os direitos fundamentais de mulheres que já se encontram em situações extremamente vulneráveis, perpetuando um ciclo de violência e injustiça.

Vivemos em um mundo onde o aborto é legal em cerca de 77 países, e em mais de 40 deles, o procedimento pode ser realizado a pedido da mulher, sem necessidade de justificar ou enfrentar constrangimentos judiciais ou policiais. No país, entretanto, somos submetidas a uma realidade de criminalização e violência institucional.

Diante disso, exigimos que o Congresso Nacional respeite os direitos das mulheres e rejeite o PL 1904/24. Pela vida das meninas e mulheres, por uma sociedade mais justa e humana, dizemos NÃO ao PL 1904/24!

*Foto de capa: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

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A Comissão de Educação (CE) do Senado recebeu, nesta terça-feira (11), o texto substitutivo ao projeto de lei 5.230/2023 que prevê uma nova reforma do ensino médio.

De relatoria da senadora Professora Dorinha Seabra (União–TO), 36 emendas do projeto enviado pelo Ministério da Educação (MEC) e alteradas pela Câmara dos Deputados foram acolhidas de forma total ou parcial pela senadora. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação publicou uma análise detalhada sobre todos os pontos do projeto.

Para o presidente da CNTE, a senadora Dorinha deu continuidade ao “desrespeito à comunidade escolar, onde trabalhadores, estudantes e familiares indicaram, através das diversas formas de consultas feitas pelo MEC, após a decisão da Comissão destinada a organizar as consultas, formada pelo MEC, FNE, CNE, FONCEDE, CONSED, UBES, as medidas necessárias para alterar os conteúdo da Lei do ensino médio de 2017”, comentou Heleno Araújo.

“Ao atender os interesses do setor privado e dos/as Secretarias/os de Educação dos Estados/DF, em detrimento às demandas apresentadas pelos segmentos da Comunidade Escolar, a Senadora Dorinha seguiu o mesmo caminho do relator na Câmara e manteve o desrespeito aos diretamente interessados/as”, concluiu.

MOBILIZAÇÃO NACIONAL

O projeto, que deve ser votado nos próximos dias, impacta a vida de quase 8 milhões de jovens estudantes que cursam ou irão cursar os anos finais da educação básica.

Por isso, a CNTE convoca todas as entidades filiadas e trabalhadores/as em educação a defenderem junto aos senadores alterações no texto de acordo com as propostas trazidas pela Confederação – clique aqui para ler na íntegra como a CNTE avalia o texto. 

Além da mobilização nas redes sociais, a CNTE convocou os/as trabalhadores/as para o Dia de Mobilização Nacional, no dia 17 de junho, para realização de ações nos municípios em defesa dos direitos da categoria.

COMO FOI A MODIFICAÇÃO NO TEXTO NO SENADO

Após leitura do relatório do PL 5.230/2023 pela parlamentar, o presidente da comissão, senador Flávio Arns (PSB-PR), acatou o pedido de vistas coletivas para que a matéria, de caráter complexo, só seja votada nas próximas semanas.

O substitutivo altera aspectos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394, de 1996), do Programa Pé-de-Meia (Lei 14.818, de 2024), a Lei de Cotas (Lei 12.711, de 2012), e do Programa Universidade para Todos (Prouni – Lei 11.096, de 2005).

Avaliação das alterações

Em análise ao que foi proposto por Dorinha no substitutivo, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) identificou tanto avanços quanto retrocessos no PL.

Entre as principais reivindicações para o projeto, a CNTE defende a elevação da carga horária de formação geral básica para 2.400 horas, agregando todos os conteúdos previstos na legislação. No texto de Dorinha, a carga horária caiu para 2.200h anuais (73% do curso). O projeto saiu da Câmara dos Deputados com 2.400h (80%).

Para a CNTE, o substitutivo também “mantém a fragmentação dos itinerários em relação à formação geral básica, aumentando a carga horária da parte diversificada de 600h (texto da Câmara) para 800h, em detrimento da FGB”, destaca a entidade.

Outro ponto considerado negativo para a Confederação foi a permanência do notório saber no art. 61 da LDB, embora o texto aponte para a normatização nacional e excepcional da contratação desses profissionais para atuarem no itinerário da formação técnico-profissional.

Apesar de um avanço na oferta da língua espanhola como disciplina curricular ao lado do inglês, e de possibilitar a oferta de outras línguas estrangeiras mediante critérios definidos pelos sistemas, a CNTE lamentou a desconsideração da oferta do idioma a partir do 6º ano do ensino fundamental.

Educação presencial

Outro ponto positivo avaliado pela CNTE foi o reforço de que a oferta do ensino médio seja feita presencialmente, admitindo o uso de tecnologias da informação apenas em regime de presencialidade e mediante a regulamento, e a oferta à distância “em condições de excepcionalidade emergencial temporária reconhecida pelas autoridades competentes”.

“A pandemia de covid-19 e o desastre ambiental vivido pelo Rio Grande do Sul neste ano exemplificam o quanto as redes de ensino precisam estar preparadas e amparadas pela legislação para, de forma tempestiva e articulada, garantir educação em emergências, que quase sempre incluem a impossibilidade de manutenção das atividades presenciais nos estabelecimentos de ensino”, justificou a senadora.

A CNTE também considerou benéfica a proibição da exclusão de conteúdos curriculares da BNCC na oferta escolar. Porém, os sistemas terão ampla autonomia para definir as cargas horárias das disciplinas conforme a extensão das avaliações em larga escala.

Estudantes de educação no campo

Projetos como o Programa Pé-de-Meia, também tiveram alterações. Na proposta da senadora, estudantes de baixa renda do ensino médio matriculados em escolas comunitárias de educação do campo conveniadas com o poder público foram incluídos nos que poderão ser contemplados pelo incentivo.

A Lei de Cotas e o Prouni também foram modificados, passando a beneficiar também os estudantes matriculados nas escolas de educação do Campo.

ACESSE A ANÁLISE DA CNTE 

Com informações da Agência Senado e CNTE
Foto de capa: Jonas Pereira

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No cenário desafiador da educação pública no Rio Grande do Sul, a mobilização das educadoras(es) é fundamental para enfrentar os desafios impostos pelo governo Eduardo Leite (PSDB) e garantir uma educação de qualidade para todas(os).

Nesse contexto, a Assembleia Geral Extraordinária de Reforma Estatutária do CPERS, que acontece no dia 21 de junho (sexta-feira), com primeira chamada, às 18h, e segunda chamada, às 18h30, surge como um espaço essencial para fortalecer a ação coletiva.

A proposta é aumentar a composição da diretoria de 15 para 21 membros, alterando o inciso I do Artigo 9º, Capítulo IV, que trata da administração e das competências no Estatuto Social do Sindicato: “Presidente, 1⁰ Vice-presidente, 2⁰ Vice-presidente, Secretário-Geral, Tesoureiro-Geral, mais 16 diretores, cujas atribuições serão definidas pelo conjunto da Diretoria.”

>> CLIQUE AQUI para fazer o seu cadastramento e confira, abaixo, 8 motivos para participar:

1- Defesa do ensino público: Em tempos de ataques constantes à educação pública, participar da Assembleia é uma forma de manifestar apoio à preservação e fortalecimento da escola pública, laica e com qualidade social.

2- Proteção dos direitos das educadoras(es): A categoria enfrenta desafios significativos, desde o não reajuste até o confisco dos salários das aposentadas(os), imposições cruéis protagonizadas por Eduardo Leite (PSDB). Precisamos de um Sindicato unido para definir estratégias de proteção de direitos fundamentais e de resistência aos ataques do governador.

3- Resistência à privatização: A ameaça de privatização das escolas públicas pelo governo Leite (PSDB) é alarmante. Precisamos unir forças e combater essa agenda prejudicial.

4- Ampliação da representatividade: A proposta de aumentar a composição da diretoria do Sindicato visa garantir uma representação mais inclusiva e abrangente das educadoras(es), fortalecendo a voz da categoria.

5- Construção de um Sindicato forte: A participação na Assembleia é essencial para fortalecer o Sindicato e sua capacidade de defender os interesses da categoria, além de garantir uma educação pública e de qualidade para todas(os).

6- Exercício de cidadania: Participar da Assembleia é um ato de cidadania ativa, onde as professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), exercem seu direito democrático de influenciar as decisões que afetam suas vidas e comunidades.

7- Solidariedade e apoio mútuo: Ao participar da Assembleia, as educadoras(es) demonstram solidariedade uns com os outros, fortalecendo os laços de apoio mútuo dentro da categoria e além.

8- Contribuição para um futuro melhor: Ao apoiar medidas que visam melhorar a situação do ensino público, as professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), estão contribuindo para a construção de um futuro melhor para as próximas gerações, onde a educação seja um direito acessível a todas(os).

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Na última quarta-feira (5), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) participou, junto de outras entidades representativas, de uma audiência pública na Câmara dos Deputados sobre o investimento do governo federal na saúde e na educação. 

O debate foi promovido na Comissão de Legislação Participativa para tratar aspectos do Projeto de Lei Complementar 62/2024, que pretende retirar das regras do Arcabouço Fiscal o pagamento dos pisos salariais de profissionais da educação e da saúde. A proposta é de autoria das deputadas Sâmia Bomfim (PSOL), Fernanda Melchionna (PSOL) e do deputado Glauber Braga (PSOL) e tem como objetivo proteger a valorização de trabalhadoras e trabalhadores, já que o Arcabouço limita orçamento para as áreas sociais e, portanto, põe em risco o salário de educadoras(es) e funcionárias(os) da saúde. 

Prejuízos para a maioria

De acordo com o presidente da CNTE, Heleno Araújo, desde 2016, sob a gestão dos governos Temer (MDB) e Bolsonaro (PL), o país tem percorrido uma direção contrária ao que determina a Constituição Federal de 1988, em relação à valorização da democracia e à superação das desigualdades sociais. “Apenas 1% da população é beneficiada por essa política econômica implantada no nosso país, a maioria das pessoas sofre prejuízos nesse processo. Limitar os investimentos feitos nas duas áreas seria uma atuação da economia contra a própria população brasileira”, argumentou o dirigente.  

>> Confira os Impactos e Consequências do Novo Arcabouço Fiscal para os Pisos Constitucionais da Saúde e Educação

Heleno ainda salientou que as premissas do novo arcabouço fiscal determinariam o congelamento das despesas obrigatórias para o desenvolvimento de políticas educacionais, acarretando na retirada do direito à educação de crianças e jovens do país. 

“Vale lembrar que, atualmente, temos cerca de 80 milhões de brasileiros e brasileiras que não possuem acesso ou não concluíram a educação básica. Ao definir, ainda, o congelamento das despesas quando não se alcança as medidas estabelecidas por avaliações como o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), significa penalizar ainda mais essa parcela da população que precisa desses serviços”, finalizou. 

Com informações da Agência Câmara de Notícias e da CNTE

 

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Inúmeras escolas estaduais, impactadas pelas águas que invadiram o Rio Grande do Sul, perderam seus acervos e estão sem material literário para oferecer às(aos) estudantes, que estão voltando para as aulas gradativamente. 

Por essa razão, o CPERS está lançando uma campanha de arrecadação que doará livros infantis e infantojuvenis para as instituições atingidas pelas enchentes. Chamada de “Esperança nas Estantes”, a iniciativa se soma a outras três mobilizações do Sindicato que visam amenizar as dores produzidas pela tragédia político-ambiental na vida das gaúchas(os)

“O CPERS sempre esteve na linha de frente em defesa dos direitos das educadoras e das nossas estudantes; agora não vai ser diferente. Estamos em uma batalha feroz contra o descaso de Eduardo Leite diante desta tragédia climática, e não vamos ceder um centímetro. Nossa força reside em cuidarmos uns dos outros e em fortalecer a escola pública, e vamos lutar até o fim”, destaca a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer. 

A sede do CPERS, em Porto Alegre, localizada na Avenida Alberto Bins, nº 480, e os 42 núcleos, em seus respectivos municípios, serão os locais que receberão as doações. Participe e contribua! 

 

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Termina na próxima sexta-feira (14) o prazo para inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Ministério da Educação (MEC) pede aos candidatos que fiquem atentos ao cronograma que foi alterado, de forma a ajustar datas, de forma a garantir a participação dos estudantes do Rio Grande do Sul, prejudicados pelas enchentes que, desde o final de abril, atingem o estado.

Para se inscrever, os estudantes devem acessar a Página do Participante e utilizar o cadastro na conta gov.br. A taxa de inscrição é de R$ 85 e deve ser paga até 19 de junho. O Inep aplicará as provas em 3 e 10 de novembro, nas 27 unidades federativas.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), as solicitações de atendimento especializado e tratamento por nome social também vão até 14 de junho.

“Com essa decisão, nós queremos ampliar ainda mais as oportunidades para que os jovens façam o Enem, que é a porta de entrada para a graduação. Estudantes do Rio Grande do Sul e de todo o Brasil agora têm mais uma semana para se inscrever, pela Página do Participante. Quem está concluindo o Ensino Médio em escola pública não paga taxa de inscrição”, informou, por meio de nota, o ministro da Educação, Camilo Santana.

O Ministério da Educação divulgou balanço contabilizando que praticamente 100% dos concluintes do Ensino Médio da rede pública estão inscritos no Enem em estados como Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

No Rio Grande do Sul, embora a rede de ensino ainda esteja em recuperação das enchentes, mais de 70% dos formandos da rede pública estão inscritos, segundo o MEC.

Enem

Criado em 1998, o Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e também é a principal porta de entrada para a educação superior no país.

Os resultados da avaliação podem ser usados para acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e ao Programa Universidade para Todos (ProUni) e também são aceitos em instituições privadas e de outros países de língua portuguesa que tenham acordo com o Brasil.

Os estudantes que não concluíram o Ensino Médio também podem participar na condição de treineiros, para autoavaliação nos anos anteriores ao término da educação básica.

>> Clique aqui para fazer a inscrição

Fonte: Agência Brasil

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