A Direção Central do CPERS informa que, em virtude do recesso de Carnaval, nos dias 16 e 17 de fevereiro, estarão suspensos os atendimentos presenciais e remotos na sede do Sindicato, localizada na Av. Alberto Bins, 480 – Porto Alegre, bem como nos 42 núcleos da entidade. As atividades serão retomadas na quarta-feira, dia 18, a partir das 13h.

Durante o período de recesso, o alojamento e a portaria da sede seguirão funcionando normalmente.

Já a cantina da sede permanecerá fechada durante o recesso, com retomada das atividades na quinta-feira (19), em horário habitual.

Desejamos a todas e todos um excelente recesso!

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Na tarde desta quarta-feira (11), a coordenadora e o diretor do Departamento de Funcionárias(os) de Escola do CPERS, Juçara Borges e Leandro Parise, juntamente com o diretor do Sindicato, Guilherme Bourscheid, estiveram no Centro de Integração Paulo Paim (CIPP), localizado em Canoas.

Na ocasião, as(os) dirigentes entregaram à Coordenadora do CIPP, Ana Wolss, um resumo das atividades desenvolvidas pelo Grupo de Trabalho (GT) do Ministério da Educação (MEC), que conta com a participação da CNTE e acompanha a tramitação do PL 2531/2021, projeto que institui o Piso Salarial Nacional das(os) Funcionárias(os) da Educação (técnicos e administrativos). Também foram apresentadas as principais demandas das(os) funcionárias(os) de escola do Rio Grande do Sul.

A aprovação do PL 2531/2021 é essencial para a valorização das(os) funcionárias(os) de escola, que desempenham papel fundamental no funcionamento e na qualidade da educação pública. O estabelecimento de um piso salarial nacional representa um passo decisivo no reconhecimento profissional e na garantia de direitos.

O CPERS segue mobilizado e atuando de forma articulada com a CNTE, na linha de frente da luta pela aprovação do projeto e pela valorização de todas(os) as(os) trabalhadoras(es) da educação.

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A direção do 40º Núcleo do CPERS (Palmeira das Missões) expressa sua profunda preocupação diante de manifestações públicas que celebram ou tratam com desrespeito a morte de pessoas, cuja trajetória foi marcada pelo compromisso com a justiça social, com a educação pública e com os direitos humanos.

Nesse contexto, o 40º Núcleo do Sindicato repudia a manifestação realizada pelo professor Luiz Alindo Anacleto da Silva (ex-diretor da UFSM), vinculado à Universidade Federal de Santa Maria – campus Palmeira das Missões, que se expressou publicamente comemorando o falecimento do Frei Sérgio Görgen, atitude que fere princípios básicos de respeito humano, ético e da civilidade.

O Frei Sérgio Görgen, falecido recentemente construiu uma história reconhecida na América Latina pela atuação junto aos movimentos sociais, pela contribuição à Teologia da Libertação e pelo diálogo permanente com comunidades populares, educadores, estudantes e trabalhadores. Em âmbito regional, sua presença também esteve associada às mobilizações sociais que fortaleceram a luta pela implantação do campus da Universidade Federal de Santa Maria em Palmeira das Missões, conquista coletiva que ampliou o acesso à educação superior pública e gratuita.

O 40º Núcleo do CPERS reafirma que o espaço acadêmico deve ser orientado pelo respeito à pluralidade de ideias, pelo compromisso ético e pela valorização da memória histórica daqueles e daquelas que contribuíram para a construção de uma sociedade mais democrática e solidária. Divergências de pensamento são legítimas e fundamentais na sociedade e no ambiente universitário, porém não podem se confundir com manifestações que banalizem a vida, o luto coletivo ou a trajetória de lideranças sociais que dedicaram suas existências à defesa dos direitos do povo.

Nesse sentido, reiteramos a importância do diálogo responsável, do respeito às diferentes crenças, trajetórias e concepções políticas, princípios indispensáveis para a convivência democrática e para o fortalecimento das instituições educacionais, sociedade demonstra democrática de direitos, democracia soberania do pais.

O 40º Núcleo do CPERS Sindicato continuará comprometido com a defesa da educação pública, da ética e democracia, dos direitos humanos e da cultura do respeito, valores que consideramos essenciais para a formação cidadã e para a construção de uma sociedade mais justa.

40º Núcleo do CPERS Sindicato

Palmeira das Missões, 10 de fevereiro de 2026.

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O parecer jurídico do CPERS sobre o Projeto de Lei nº 38/2026 desmonta o discurso do governo Eduardo Leite (PSD) de que o reajuste do Piso do Magistério representa valorização da educação.

Embora o índice de 5,4% esteja alinhado ao percentual definido pelo governo Lula (PT), a proposta estadual mantém mecanismos que, na prática, impedem que o reajuste chegue de forma integral a toda a categoria, reproduzindo uma política salarial fragmentada e injusta.

Entre os principais problemas apontados pela assessoria jurídica do CPERS está a absorção da parcela de irredutibilidade prevista na Lei nº 15.451/2020, medida que novamente penaliza aposentadas(os), retirando-lhes o direito ao reajuste efetivo no mesmo percentual concedido às(aos) professoras(es) da ativa.

Além disso, o projeto exclui aposentadas(os) sem paridade e ignora completamente as(os) trabalhadoras(es) da educação, como as(os) funcionárias(os) de escola, aprofundando desigualdades dentro do próprio serviço público.

Diante desse cenário, o Sindicato reafirma que não há valorização possível sem reajuste linear, sem exclusões, que contemple todas(os) as(os) profissionais da educação – professoras(es) e funcionárias(os) de escola, ativas(os) e aposentadas(os), com e sem paridade -, como condição mínima para enfrentar a defasagem salarial histórica imposta pelo governo Eduardo Leite (PSD).

>> Leia a íntegra do Parecer:

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Nesta terça-feira (10), em reunião com o líder do governo Eduardo Leite na Assembleia Legislativa, deputado Frederico Antunes (PP), a Direção Central do CPERS voltou a denunciar a grave defasagem salarial que atinge educadoras(es) do Rio Grande do Sul e cobrou do Executivo estadual sensibilidade política para garantir um reajuste linear, justo e que contemple toda a categoria.

O encontro ocorreu em meio à tramitação do Projeto de Lei nº 38/2026, que reajusta o Piso do Magistério Estadual em 5,4%, índice definido por Medida Provisória do governo Lula (PT). O percentual eleva o valor inicial da carreira, para 40 horas semanais, a R$ 5.130,65, com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026. O CPERS alerta que a proposta precisa alcançar todos os segmentos da educação pública estadual: professoras(es), funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), com e sem paridade.

A presidenta do Sindicato, Rosane Zan, foi enfática ao afirmar que o reajuste precisa contemplar toda a categoria, destacando que a situação das(os) educadoras(es) é dramática.

“O CPERS tem uma história de luta em defesa da educação pública, gratuita, democrática e de qualidade social. Não aceitaremos que aposentados sejam descartados, que funcionários de escola sejam esquecidos e que a valorização siga sendo apenas discurso. Nossa categoria está adoecida, superendividada e com o poder de compra cada vez menor. Muitos não conseguem pagar aluguel, luz, compromissos básicos. Isso gera uma bola de neve de endividamento que precisa ser reparada. Educação tem que ser prioridade”, afirmou.

O projeto exclui aposentadas(os) sem paridade e, mais uma vez, ignora as(os) funcionárias(os) de escola, que permanecem invisibilizadas(os) nas políticas salariais do governo Eduardo Leite (PSD). Trata-se de uma exclusão deliberada que atinge trabalhadoras(es) essenciais ao funcionamento das escolas.

Outro ponto duramente criticado pelo CPERS é a absorção da parcela de irredutibilidade. A medida causa prejuízo direto a uma parte significativa das(os) aposentadas(os), que deixam de receber o reajuste de forma efetiva no mesmo percentual das(os) demais educadoras(es).

Durante a reunião, o líder do governo, deputado Frederico Antunes (PP), afirmou estar à disposição para o diálogo, mas descartou a antecipação da votação do projeto antes do início do ano legislativo. O parlamentar reiterou que o Executivo estadual se orienta pelo chamado “balizamento federal”, ponderando, contudo, que as condições financeiras e orçamentárias do Estado, assim como as diferentes estruturas de carreira, produzem impactos distintos na aplicação do reajuste.

Para o CPERS, a questão central é política. O reajuste decorre de uma iniciativa do governo Lula (PT) e cabe ao governo Leite (PSD) ampliar esse índice para todas(os) as(os) trabalhadoras(es) da educação, sem exclusões. 

Representando a Direção Central, também participaram da reunião as(os) diretoras(es) Juçara Borges, Leandro Parise, Elbe Belardinelli, Sandra Silveira, Joara Dutra e Guilherme Bourscheid.

O CPERS seguirá mobilizado e pressionando pela aprovação de um reajuste justo e linear a toda a categoria, intensificando a luta política na Assembleia Legislativa por meio do debate e da pressão direta junto aos gabinetes das(os) deputadas(os). Seguimos na luta!


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Nesta sexta-feira (6), representantes da Direção Central do CPERS se reuniram com a secretária da Educação, Raquel Teixeira, na primeira reunião do ano entre o Sindicato e a Seduc. Os encontros, realizados mensalmente, possibilitam o debate de temas urgentes para toda a categoria, além do encaminhamento de demandas específicas relatadas ao CPERS.

Neste primeiro diálogo, a principal pauta foi a valorização salarial das(os) trabalhadoras(es) da educação, diante da Medida Provisória do presidente Lula (PT), que definiu o índice de correção do Piso e estabeleceu o reajuste de 5,4% para 2026. O CPERS, assim como em anos anteriores, reivindica que esse percentual seja aplicado de forma linear a toda a categoria — professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), com e sem paridade —, sem o uso da parcela de irredutibilidade, além de apontar as perdas inflacionárias acumuladas no último período.

Durante a reunião, a presidenta do CPERS, Rosane Zan, destacou a urgência da valorização das(os) funcionárias(os) que ficaram de fora do reenquadramento e das(os) aposentadas(os), que, além de voltarem a contribuir com a previdência, ainda possuem a parcela de irredutibilidade e não recebem o reajuste de forma integral.

“Algumas pessoas ficaram de fora do reenquadramento, nossos aposentados voltaram a pagar a previdência e estamos arcando com valores mais altos do IPE Saúde. Todos esses fatores intensificam o empobrecimento da nossa categoria. Há anos assistimos à redução dos salários e, para alguns trabalhadores, já são quase 12 anos sem reajuste. Não podemos seguir nessa realidade”, afirmou Rosane.

A secretária Raquel Teixeira ressaltou que “não depende de mim, mas da Secretaria da Fazenda, da SPGG e do governador. Ainda assim, me comprometo a intermediar um encontro do Sindicato com o governador”.

O CPERS já encaminhou ofício ao governador Eduardo Leite (PSD) solicitando a abertura de diálogo sobre o tema, mas, até o momento, não obteve retorno.

“O nosso papel como Sindicato é defender a categoria, e essa defesa passa, necessariamente, pela valorização. Não podemos permitir que esse sofrimento continue”, reforçou Rosane.

Além da pauta salarial, o encontro também reforçou a solicitação do Sindicato para o adiamento do prazo de participação das(os) educadoras(es) na Jornada Pedagógica Remota, após o sistema não suportar o elevado número de acessos simultâneos, inviabilizando a realização do curso. Na ocasião, a secretária informou que o prazo será estendido até o dia 10 de fevereiro, sem prejuízos para a categoria.

Outro ponto preocupante apresentado pelo Sindicato foi a possível demissão de contratos mais antigos. A comitiva do CPERS alertou que não é admissível iniciar mais um ano letivo com falta de educadoras(es) nas escolas. Em resposta, representantes da Seduc informaram que não há demissões de contratos em andamento e que a Secretaria está em contato com as CREs para assegurar que as escolas estejam com o quadro completo. A secretária solicitou ainda que, caso situações dessa natureza estejam ocorrendo, sejam encaminhadas à Seduc para averiguação.

A sobrecarga das(os) funcionárias(os) de escola e a urgência de concurso público para essas áreas essenciais ao funcionamento das instituições estaduais de ensino também estiveram em pauta. A secretária afirmou que mantém diálogo com o governador e com a SPGG e que há um compromisso do governo em solucionar a situação das empresas terceirizadas nas escolas. No entanto, destacou que, diante dos escândalos ocorridos no último ano, é necessário primeiro resolver essas pendências para, posteriormente, encaminhar novas demandas relacionadas ao tema.

O futuro da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e dos Núcleos Estaduais de Educação de Jovens e Adultos (NEEJAs) também foi apresentado como prioridade para o projeto de educação no Rio Grande do Sul.

O encontro desta sexta-feira (6) reafirmou o compromisso permanente do Sindicato com a defesa da educação pública e dos direitos da categoria. A luta do CPERS é constante, e a defesa das(os) trabalhadoras(es) da educação seguirá sendo prioridade absoluta em todas as frentes de atuação.

Além da presidenta Rosane, também participaram da reunião representando o Sindicato: Alex Saratt, Edson Garcia, Suzana Lauermann, Amauri Pereira da Rosa, Juçara Borges, Andrea da Rosa, Leonardo Preto, Luiz Henrique Becker, Sandra Régio, Sandra Silveira, Vera Maria Lessês e Guilherme Bourscheid.

>> Confira mais fotos: 

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Na manhã desta sexta-feira (6), a Direção Central do CPERS, juntamente com as(os) conselheiras(os) do Sindicato, realizou uma mobilização em frente ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), protestaram contra a sessão plenária do TCE ocorrida no dia 19 de janeiro, quando foi analisado o pedido da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para cassar a liminar que suspendia o leilão das Parcerias Público-Privadas (PPPs) na área da educação. Na ocasião, o presidente do TCE, conselheiro Iradir Pietroski, acatou o pedido do governo Eduardo Leite (PSD) e determinou a cassação da liminar que atendia aos interesses da comunidade escolar.

A decisão foi tomada sem a devida intimação do CPERS, que não foi comunicado do ato praticado no dia 19 de janeiro de 2026. A ausência de intimação configura violação aos artigos 49, 60 e 117 do Regimento Interno do Tribunal, comprometendo a legalidade e a validade da decisão proferida.

Mobilização contra as PPPs

Durante o ato, educadoras e educadores seguravam cartazes confeccionados por elas(es) próprias(os), denunciando as consequências das PPPs para a educação pública estadual, como a precarização das escolas, a retirada da gestão pedagógica das mãos da comunidade escolar e o avanço da privatização do ensino público, que ameaça o direito à educação de qualidade e socialmente referenciada.

Na oportunidade, foi entregue para o assessor da presidência, Sandro Borba, um documento no qual o Sindicato exige uma audiência com o presidente do TCE, Iradir Pietroski, para tratar sobre o projeto de PPPs.

A presidenta do CPERS, Rosane Zan, detalhou a Borba o objetivo da mobilização. “Estamos entregando aqui, com todo o Conselho Geral, a nossa contrariedade à forma arbitrária como vem sendo conduzido esse processo, desrespeitando totalmente a medida cautelar que ingressamos contra as PPPs. Nós lutamos pela educação pública e não podemos concordar que o TCE, que é um órgão fiscalizador de toda a questão financeira do que é público, permita a entrega das nossas escolas à iniciativa privada”, destacou Rosane.

A educadora também chamou a atenção para a forma como o governo do Estado trata a categoria. “Vamos continuar nessa luta. Não concordamos que, em um ano eleitoral, o governo Leite tente apressar a implementação das PPPs. Essa é a forma como a atual gestão trata uma categoria que está no chão da escola e que conhece a sua responsabilidade na defesa da escola pública”, finalizou a presidenta.

O CPERS reafirma que seguirá mobilizado e atuante na defesa da educação pública, gratuita e democrática e contra a implementação das Parcerias Público-Privadas na educação, denunciando seus impactos, dialogando com a sociedade e utilizando todos os instrumentos políticos e jurídicos necessários para barrar esse projeto que coloca o lucro acima do direito à educação.

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Unidade na luta pela educação pública e por valorização salarial para TODA a categoria! Na manhã desta sexta-feira (6), conselheiras e conselheiros se reuniram na sede do CPERS, em Porto Alegre, para o primeiro Conselho Geral do Sindicato em 2026. A luta pelo Piso Salarial Nacional para toda a categoria, da ativa e aposentadas(os), esteve no centro do debate do encontro.

Às vésperas do início de mais um ano letivo e diante dos desafios de 2026 — marcado por eleições e pela urgência de barrar o projeto neoliberal de privatização e desvalorização da educação — o CPERS lança o questionamento: que projeto de educação pública queremos para o futuro do Rio Grande do Sul?

A unidade e a resistência das(os) educadoras(es) e das comunidades escolares, frente ao desmonte das escolas públicas e na defesa da educação como prioridade para além do discurso e das redes sociais, serão essenciais para enfrentar a ofensiva neoliberal e a lógica meritocrática, mercantilista e privatista.

A presidenta do CPERS, Rosane Zan, abriu o encontro destacando o papel estratégico da organização sindical neste importante período: “Este é um ano decisivo para as nossas vidas. Nós, como conselheiras e conselheiros deste Sindicato, temos um papel muito importante no próximo período, que é levar para a comunidade e para a nossa categoria essa realidade. Precisamos eleger um projeto de educação que contemple as nossas demandas, tanto nacionalmente quanto regionalmente. Somente a unidade vai fazer a diferença.”

Rosane também reforçou que o Conselho Geral tem a tarefa de alinhar as prioridades da luta: “Esse primeiro Conselho Geral vai alinhar o que vamos exigir de política salarial e qual educação nós queremos para o estado do Rio Grande do Sul e para o Brasil. Precisamos ouvir a nossa categoria. Por isso, vamos realizar uma Caravana, aprovada ainda em 2025, para debater esse projeto. Todas e todos nós somos seres políticos e precisamos fortalecer a nossa organização, porque a luta continua!”

Valorização, já!

A valorização das(os) trabalhadoras(es) da educação — funcionárias(os), professoras(es) e especialistas, da ativa e aposentadas(os), nomeadas(os) e contratadas(os) — segue na linha de frente das lutas do Sindicato para o próximo período. A precarização crescente, expressa na ampliação dos contratos temporários, no avanço da terceirização, na defasagem histórica dos salários e no aumento da carga de trabalho, compromete não apenas o bem-estar das(os) trabalhadoras(es), mas também a qualidade da educação pública.

Diante dessa realidade, o Conselho Geral do CPERS aprovou, entre outras pautas, exigir o pagamento de 5,4% do Piso Salarial Profissional Nacional, de acordo com a Medida Provisória do Governo Lula (PT), de forma linear para toda a categoria — professoras(es) e funcionárias(os), da ativa e aposentadas(os), com e sem paridade —, sem utilizar a parcela de irredutibilidade e apontando as perdas inflacionárias do último período.

Estudo recente do DIEESE comprova que há viabilidade para a concessão de reajuste linear para todas(os) as(os) educadoras(es), respeitando os limites fiscais da Lei de Responsabilidade Fiscal, como forma de reparar, ao menos parcialmente, as perdas inflacionárias da categoria.

Além da pauta salarial, o Conselho Geral desta sexta-feira (6) também aprovou a realização de uma Caravana em Defesa da Escola Pública e da Democracia, com mobilizações nos 42 núcleos do Sindicato; a organização do XII Congresso do CPERS; e a participação ativa nas mobilizações do 8 de Março e na Conferência Antifascista.

Com unidade, organização e mobilização permanente, o CPERS reafirma que a defesa da educação pública, da democracia e da valorização da categoria segue sendo uma luta coletiva, urgente e inegociável.

>> Confira, abaixo, o conjunto das propostas aprovadas:

1 – Exigir o pagamento de 5,4% do Piso Salarial Profissional Nacional, de acordo com a Medida Provisória do Governo Lula (PT), de forma linear para toda categoria — professoras(es) e funcionárias(os), da ativa e aposentadas(os), com e sem paridade —, sem utilizar a parcela de irredutibilidade e apontando as perdas inflacionárias do último período;
2 – Realizar a Caravana em defesa da escola pública da Direção Central e com os núcleos que fazem parte da região, no mês março e abril, nos 42 núcleos do CPERS, com visitas nas escolas, plenárias ou caminhadas e panfletagem no comércio local, denunciando a destruição das carreiras de professoras(es) e funcionárias(os) e a destruição da educação pública causada pelo projeto Eduardo Leite/Gabriel (PSD) e deputadas(os) da base aliada do governo;
3 – Realizar o Conselho Geral do CPERS do mês de março, no dia 07;
4 – Participar massivamente do 8 M, com as Centrais Sindicais e movimentos de mulheres;
5 – Participar da marcha de abertura da Conferência Antifascista, no dia 26 de maço, e também chamar dois representantes por Núcleo para participar de toda a conferência;
6 – Realizar o XII Congresso do CPERS, nos dias 22, 23 e 24 de maio;
7 – Cobrar do governo Leite/Gabriel condições adequadas de enfrentar as adversidades climáticas com segurança e confiabilidade nos protocolos existentes;
8 – Seguir o calendário de lutas da CNTE;
9 – Assegurar o direito à meia passagem em transportes coletivos municipais e intermunicipais às(aos) profissionais da educação;
10 – Mobilizar a categoria contrapondo a política que institui o fim da paridade salarial, instituída por Leite (PSD) e reforçar que a categoria é uma só;
11 – Realizar, no início do ano letivo, levantamento (por componentes) da falta de educadoras(es) nas escolas;
12 – Posicionar-se criticamente em relação ao convênio do governo Leite (PSD) que coloca CTGs dentro das escolas;
13 – Continuar enchendo as caixas de mensagens dos ministros do STF, exigindo o fim do desconto previdenciário das(os) aposentadas(os) e a correção dos valores devolvidos;
14 – Exigir do governo Leite (PSD) políticas de segurança para todas as escolas e para a categoria;
15 – Exigir o cumprimento da legislação específica sobre inclusão escolar;
16 – Lutar pelo funcionamento das EJAs e NEEJAs, garantindo que gestoras(es), professoras(es) e funcionárias(os) tenham assegurado o processo de formação continuada;
17 – Questionar o governo Leite (PSD) e as coordenadorias quanto às alterações de designação não autorizadas, principalmente em relação aos critérios/regras adotadas, respeitando a ordem de serviço número 5;
18 – Que as buscas de estudantes evadidas(os), feitas pela direção da escola, seja um compromisso dividido com a sociedade, o Ministério Público e com a participação de um assistente social; e que o estado forneça transporte para facilitar a localização da(o) estudante evadida(o), não recaindo esta responsabilidade somente sobre a(o) professora(or) que usa seu transporte particular;
19 – Luta pela aprovação da redução da jornada de trabalho;
20 – Propomos a criação de uma campanha estadual de panfletagem e agitação digital que exponha à sociedade que o excesso de relatórios e planilhas inúteis, retira a(o) professora(or) da sala de aula e adoece a categoria. Para a campanha massiva, sugerimos os seguintes itens: material físico para distribuição nas escolas e comunidades, questionando a obrigatoriedade de participação nas jornadas pedagógicas que ignoram a identidade de classe e o planejamento real;
21 – Que o CPERS Central organize um canal de coleta de evidências sobre o excesso de plataformas e relatórios inúteis, visando uma interpelação formal junto ao Ministério Público e à SEDUC;
22 – Continuar a cobrança pela melhoria de atendimento do IPE Saúde no interior do estado com mais credenciamentos de médicos;
23 – Solicitar ao IPE Saúde que realize a cobertura do serviço de deslocamento em ambulância durante transferências hospitalares;
24 – Cobrar uma posição da Seduc frente às formações que estão ocorrendo nas escolas através de uma plataforma que as(os) educadores não conseguem acessar;
25 – Realizar um cine-debate nos núcleos, com o documentário dos 80 anos do CPERS, como forma de disputar a consciência de quem está entrando na rede agora;
26 – Fim da perseguição política das(os) professoras(es) da EJA que fazem a luta;
27 – Que nenhuma(um) professora(or) de EJA seja realocada(o) antes de um mês após o início das aulas — tempo hábil para a correta verificação da demanda da EJA da escola. A realocação precipitada de professoras(es) impede a abertura de turmas, uma vez que desmonta o quadro e, assim, a comunidade fica sem vaga;
28 – Exigir resposta por parte da Seduc das denúncias apuradas pela CRE, relacionadas à Escola Agrônomo Pedro Pereira.

Porto Alegre, 6 de fevereiro de 2026.
Conselho Geral do CPERS/Sindicato

>> Veja mais fotos do Conselho: 

 

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Na manhã desta quarta-feira (4), educadoras e educadores do 19º Núcleo do CPERS (Alegrete) realizaram um ato em frente ao IEE Osvaldo Aranha, durante a visita do governador Eduardo Leite (PSD) ao município. Com faixas, cartazes e palavras de ordem, professoras(es) e funcionárias(os), da ativa e aposentadas(os), denunciaram o descaso do governo estadual com a educação pública e com a categoria.

Durante a manifestação, o diretor do 19º Núcleo, Vanderlei Silveira de Paula, juntamente com as(os) demais colegas, tentou entregar ao governador uma carta aberta contendo as principais reivindicações das(os) educadoras(es). No entanto, devido ao aparato policial que acompanhava Eduardo Leite, as(os) profissionais foram impedidas(os) de acessar a escola, o que inviabilizou a entrega direta do documento.

Em um dos trechos da carta, as(os) educadoras(es) expõem a dura realidade enfrentada pela categoria, constantemente atacada pelo governo Eduardo Leite (PSD): “O senhor chega à nossa cidade para apresentar obras e reformas, mas encontra uma categoria adoecida, marcada pelo empobrecimento, pela retirada de direitos e pela desvalorização sistemática promovida pelo seu governo”.

Outro trecho do documento denuncia que o governo prioriza ações de marketing em detrimento de políticas efetivas para a educação pública: “A educação pública do Rio Grande do Sul não precisa de marketing político. Precisa de respeito, valorização profissional, carreira, salário digno e condições reais de trabalho. Precisa de um governo que dialogue com quem está na escola, e não que governe de costas para a categoria”.

Mesmo diante do descaso e da recusa do governador em receber as(os) educadoras(es), a carta aberta foi entregue a uma professora da instituição, que se comprometeu a repassá-la a Eduardo Leite (PSD).

O CPERS reafirma que seguirá presente em todas as frentes de luta, ao lado das educadoras e educadores, enfrentando o descaso e os ataques do governo e defendendo, de forma incansável, a educação pública e os direitos da categoria.

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O retorno das férias das(os) educadoras(es) no ano letivo de 2026 foi, mais uma vez, marcado por frustração e descaso por parte do governo Eduardo Leite (PSD). Em mais um episódio recorrente diante do avanço das plataformas digitais adotadas na atual gestão da Seduc RS, desde o dia 2 de fevereiro, educadoras e educadores enfrentam dificuldades para acessar a plataforma da Jornada Pedagógica Remota. O problema é evidente: o governo não disponibilizou um sistema capaz de suportar o grande número de acessos simultâneos, inviabilizando a realização do curso.

Além disso, o canal de ajuda disponibilizado pela Seduc não oferece o suporte necessário para solucionar as falhas técnicas enfrentadas pelas(os) profissionais. Há relatos de educadoras(es) que permanecem por mais de 12 horas em frente ao computador tentando acessar o sistema, tempo que ultrapassa a carga horária de muitas(os) e que, certamente, não será remunerado pelo Estado como hora extra.

Nos municípios que não tiveram feriado no dia de Nossa Senhora dos Navegantes, o curso iniciou na segunda-feira (2). Já naqueles onde houve feriado, a atividade começou apenas na terça-feira (3). Em ambos os casos, o prazo final para a conclusão da Jornada Pedagógica Remota está previsto para sexta-feira (6), o que torna a situação ainda mais absurda diante da instabilidade persistente da plataforma.

O mais grave é que, caso o curso não seja concluído, as(os) educadoras(es) poderão sofrer desconto na folha de pagamento, sendo registradas(os) com falta injustificada. Ou seja, as(os) trabalhadoras(es) da educação correm o risco de serem penalizadas(os) financeiramente por não conseguirem acessar um sistema criado pelo próprio governo, que não oferece condições técnicas mínimas para o cumprimento da exigência.

Diante desse cenário, o CPERS exige a imediata prorrogação do prazo para a realização da Jornada Pedagógica Remota, a garantia de que nenhuma educadora ou educador será penalizado, ou sofrerá desconto salarial, além da disponibilização de uma plataforma estável, funcional e com suporte técnico eficiente. Não aceitaremos que a incompetência do governo Leite (PSD) seja transferida para as(os) profissionais da educação.

Respeito às educadoras e educadores se constrói com condições dignas de trabalho e formação, e não com ameaças, punições e descaso!

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