Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulga dados sobre a violência nas escolas


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta quinta-feira (20), o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com um capítulo que aborda exclusivamente a violência nas escolas. O estudo mapeou as percepções de diretores escolares sobre a violência e condições de segurança nas instituições de ensino.

A urgência do debate sobre o tema se deve à crescente onda de casos de ataques às escolas.

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Os pesquisadores afirmam que as ocorrências são motivadas sobretudo por discursos de ódio, bullying, racismo, misoginia, intolerância étnica ou religiosa, e “exigem uma resposta pública que compreenda e considere a complexidade do fenômeno”.

Em 2021, no Rio Grande do Sul, o bullying foi sinalizado por 49,5% das escolas, acima da média nacional (35,7%), sendo o principal problema das instituições gaúchas. Outros estados nesta situação são Santa Catarina (60,2%), seguido pelo Distrito Federal (51,7%) e São Paulo (50,6%).

Outros problemas apontados pelos educadores(as) foi o vandalismo (22,8%), grades e muros que isolam as escolas em estado impróprio (21%), condições de segurança inadequadas nas entradas e saídas das instituições de ensino (19%) e discriminação (18,4%).

Cerca de 1,7% das escolas brasileiras sofrem com tiroteios e balas perdidas oriundas de confronto entre a polícia e criminosos, e 2,3% relataram casos de assédio sexual. “Pode parecer pouco, mas isso significa que milhares de alunos e alunas, bem como professores e professoras, têm na violência uma das experiências mais indeléveis de suas trajetórias pessoais e profissionais; da sua relação com a escola”, apontam os pesquisadores.

O governo Lula (PT) vem implantando uma série medidas quanto ao tema e anunciou nesta quinta (21), que irá propor um projeto de lei para que ataques a escolas sejam punidos como crime hediondo.

Para o CPERS é inaceitável que tanto educadores(as) quanto estudantes tenham sua segurança em risco no ambiente escolar. É necessário encarar o problema e fomentar o debate sobre a violência nas escolas, para que assim se encontre uma forma efetiva de combate.

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