
Nesta segunda-feira (20), às 14 horas, no Dia Nacional da Consciência Negra, ocorreu na sede do CPERS, uma reunião do Coletivo de Igualdade Racial e Combate ao Racismo, do Sindicato.
O coordenador do coletivo e segundo vice-presidente da entidade, Edson Garcia, falou da dinâmica diferente do encontro nesse ano, devido aos mais de 70 dias de greve dos educadores, além da Marcha Independente Zumbi Dandara, a qual os educadores uniram-se após a reunião. “É um prazer receber vocês aqui em mais um encontro do Coletivo. Nossa vida não está tão fácil esse ano. Nossos direitos estão sendo atacados pelos governos federal, estadual e municipal. Mas hoje com um diferencial, nos juntaremos a marcha. Estamos em uma luta a cada dia para nos tornarmos menos invisíveis. Por isso, a importância de todos estarem na marcha”, concluiu.
Durante o encontro, professores (as) e funcionários (as) de escola trocaram e compartilharam experiências de luta contra o preconceito e a discriminação que travam diariamente, dentro e fora das escolas. Os educadores também expuseram o que mudou nos Núcleos desde que o Coletivo foi lançado no CPERS.
Garcia destacou a importância e as metas do Coletivo desde quando foi criado, em 2015. “Queremos fazer a soma de quantos professores, funcionários e estudantes negros temos em nossas escolas. Onde tiver qualquer problema de racismo em nossos núcleos estaremos lá para defender. Temos que estar em todos os espaços mostrando a nossa força e resistência, pois se querem falar de resistência, que venham falar conosco”, afirmou.
Um dos encaminhamentos para o próximo encontro é a escolha do nome Coletivo, cada educador trará uma sugestão.
Marcha Independente Zumbi Dandara denuncia racismo e preconceito
Por volta das 18h, educadoras e educadores reuniram-se na Esquina Democrática com os demais trabalhadores de diversas categorias para a Marcha Independente Zumbi Dandara.
Centenas de manifestantes percorreram trajeto da Esquina Democrática até o Largo Zumbi dos Palmares com faixas, cartazes e bandeiras nas mãos, denunciando o preconceito e racismo que negros e negras convivem diariamente.
Pelo menos 18 capitais realizaram manifestações no Dia da Consciência Negra, como São Paulo, Vitória, Manaus, Belém, Brasília e Rio de Janeiro.






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