Conselho Geral do CPERS define novas mobilizações em defesa da escola pública e dos direitos da categoria


Representantes dos 42 núcleos do CPERS estiveram reunidas(os), nesta sexta-feira (14), na sede do Sindicato, em Porto Alegre, para o Conselho Geral mensal da entidade. O encontro definiu os próximos passos da mobilização da categoria em um período decisivo para a defesa da escola pública, da valorização profissional e dos direitos das(os) trabalhadoras(es) da educação.

Entre os principais encaminhamentos aprovados está a realização de um Ato Público Estadual na próxima sexta-feira (21), em Porto Alegre, com o mote “Enterro do Governo Leite (PSD) e sua base aliada”. A mobilização pretende reunir educadoras(es) e demais servidoras(es) públicas(os) para denunciar as políticas de austeridade, as reformas nas carreiras, o congelamento salarial, o confisco previdenciário, o sucateamento do IPE Saúde e as iniciativas de privatização e mercantilização dos serviços públicos.

O Conselho também reafirmou a necessidade de manter a mobilização e a vigilância contra as Parcerias Público-Privadas (PPPs) nas escolas estaduais, com a continuidade das audiências públicas e a apresentação de moções de repúdio nas Câmaras de Vereadores. A luta contra a entrega das escolas à iniciativa privada seguirá como uma das prioridades do Sindicato.

Valorização, diálogo nas escolas e defesa de direitos

Outra deliberação importante foi a realização da segunda etapa da Caravana do CPERS, que percorrerá os 42 núcleos para ampliar o diálogo nas escolas sobre o projeto de educação pública defendido pela categoria.

A valorização das(os) servidoras(es) também esteve no centro dos debates. O Conselho aprovou intensificar a luta pela revisão geral anual das remunerações, com reposição das perdas inflacionárias, além de defender uma política permanente de valorização salarial. Também foi aprovada a retomada, com força, da mobilização pelo fim da jornada 6×1.

Entre outros temas, as(os) representantes discutiram a sobrecarga de professoras(es) e funcionárias(os), a situação das escolas indígenas, os problemas no pagamento do abono salarial PASEP e a necessidade de protocolos urgentes para proteger as comunidades escolares diante de eventos climáticos extremos.

O Conselho também aprovou posicionamento contrário à instalação de câmeras com reconhecimento facial nas escolas, além da cobrança por providências para adequação das redes elétricas das instituições de ensino e da divulgação da pesquisa sobre Saúde e Bem-Estar de Educadoras(es) do Rio Grande do Sul, realizada pela PUC.

As deliberações reforçam que os próximos meses exigirão organização, presença nas escolas e mobilização permanente. Diante dos ataques aos direitos e das ameaças de privatização, o CPERS seguirá ao lado da categoria, em todo o Rio Grande do Sul, na defesa da valorização de quem trabalha na educação e de uma escola pública, democrática e de qualidade para todas(os).

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