Representantes da Direção Central do Sindicato se reuniram, na manhã desta quarta-feira (12), com a secretária estadual da Educação, Raquel Teixeira, na sede da Secretaria Estadual da Educação (Seduc), em Porto Alegre. No centro do encontro estiveram duas cobranças urgentes: o pagamento dos dias de greve realizados em junho e julho deste ano e a nomeação das(os) aprovadas(os) no último concurso público do magistério.
Greve é direito: CPERS exige pagamento e retirada das faltas
O principal ponto da reunião foi a cobrança pela revisão dos descontos e das faltas não justificadas lançadas contra educadoras(es) que participaram das mobilizações realizadas nos dias 18 e 26 de junho e 16 de julho.
As paralisações e greves fizeram parte da intensa mobilização da categoria contra as Parcerias Público-Privadas (PPPs) nas escolas estaduais. O movimento percorreu diferentes regiões do Rio Grande do Sul, denunciou os riscos do projeto e se somou à resistência protagonizada por sindicatos da educação em diferentes estados do país.

Na abertura da reunião, a presidenta do CPERS, Rosane Zan, reforçou que a categoria exerceu um direito constitucional ao aderir às mobilizações e não pode ser penalizada por lutar em defesa da escola pública. “Fizemos uma forte mobilização contra as PPPs e conseguimos expressar a nossa contrariedade em todo o Rio Grande do Sul. Como consequência dessa luta, tivemos esses descontos. Queremos o pagamento, especialmente porque os dias parados foram recuperados. Os descontos e as faltas não justificadas afetam a carreira desses educadores e precisam ser revistos”, afirmou.
Durante o encontro, Raquel Teixeira informou que levará a reivindicação do Sindicato ao governador Eduardo Leite (PSD).
Concurso público: aprovadas(os) aguardam nomeação enquanto escolas precisam de profissionais
Outro ponto central foi a urgente nomeação das(os) aprovadas(os) no último concurso público do magistério. O CPERS cobrou da Seduc uma definição sobre essas convocações, aguardadas há meses por milhares de candidatas(os).

A demora se torna ainda mais grave diante de uma realidade conhecida pela comunidade escolar: faltam profissionais em diversas escolas da rede estadual, mesmo com o ano letivo avançando.
Para o Sindicato, não há justificativa para prolongar essa espera. A nomeação de educadoras(es) concursadas(os) é fundamental para recompor os quadros, reduzir a precarização dos vínculos e a sobrecarga, além de garantir condições adequadas de atendimento às(aos) estudantes.
CPERS seguirá pressionando por respostas
O Sindicato seguirá cobrando do governo Eduardo Leite (PSD) respostas concretas sobre essas e as demais reivindicações urgentes das(os) trabalhadoras(es) da educação.
Enquanto houver desconto injusto, falta de profissionais e direitos da categoria pendentes, haverá organização, pressão e luta. O CPERS seguirá firme, nas escolas, nas ruas e em todas as mesas de negociação, até que as reivindicações de quem sustenta a educação pública todos os dias sejam respeitadas.

Além da presidenta, representaram o Sindicato na reunião o 1º vice-presidente, Alex Saratt; a secretária-geral, Suzana Lauermann; e as(os) diretoras(es) Andréa da Rosa, Mari Andréia Oliveira, Celso Dalberto, Luiz Henrique Becker e Leandro Parise. O advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS, também acompanhou o encontro.
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