Absorção da parcela de irredutibilidade pode ter fim com votação no próximo dia 27


Desde 2020, educadoras(es) gaúchas(os) convivem com os efeitos da absorção da parcela de irredutibilidade, medida implantada pelo governador Eduardo Leite (PSD) durante a reestruturação das carreiras do magistério. Na prática, a cada reajuste salarial concedido nesse período — que já foram poucos — o governo absorve o valor dessa parcela, fazendo com que o aumento seja compensado pela(o) própria(o) servidora(or). Ou seja, em vez de representar um ganho real, o reajuste acaba sendo pago pelas(os) próprias(os) trabalhadoras(es) da educação.

Felizmente, existe esperança de um fim para esse absurdo. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) protocolada pelo CPERS e pela CNTE em 2022 está empatada no Pleno do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), acumulando um resultado de 12 votos a 12, alcançado em sessão do dia 29 de junho. Agora, na próxima segunda-feira (27 de julho), será a vez do presidente deste Tribunal, o desembargador Eduardo Uhlein, desempatar a votação, dando fim a uma injustiça cometida por anos no nosso estado, ou perpetuando este ataque vilanesco do governador Eduardo Leite (PSD).

A fim de mobilizar a categoria para este dia, o CPERS convocou representantes de cada um dos 42 núcleos para acompanhar esta que é uma das votações mais importantes para as(os) trabalhadoras(es) da educação em alguns anos. Além da direção central e desses representantes de cada canto do estado, mesmo à distância, toda a categoria terá o seu olhar voltado para o TJRS neste dia.

Para esta votação, esperamos que o discernimento e a sabedoria sejam os fios condutores desta decisão do presidente Eduardo Uhlein. Esse é um voto capaz de devolver, através da justiça, o bem-estar e a condição financeira que foram retiradas de forma violenta de muitas(os) educadoras(es) que dedicaram sua vida inteira à construção do futuro do nosso estado. Parte dessa decisão também passa por um princípio de isonomia, já que este é um direito que foi concedido para juízes, promotores e desembargadores.

O CPERS acompanhará esse julgamento com a tranquilidade de quem sempre utilizou os caminhos legais e legítimos para defender os direitos da categoria. Agora, cabe ao presidente Uhlein definir o desfecho deste importante capítulo da educação pública gaúcha.

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