Junho é o mês do Orgulho LGBTQIAPN+, um período de celebração da diversidade, de afirmação das identidades e, sobretudo, de renovação da luta por respeito, igualdade e dignidade.
Para o Departamento de Diversidade do CPERS, falar sobre orgulho é falar sobre direitos humanos, sobre democracia e sobre a defesa incondicional da vida. É reconhecer que estudantes e educadoras(es) têm o direito de existir plenamente, sem medo, sem silenciamento e sem discriminação.
As escolas são espaços de formação cidadã, de construção de conhecimento e de convivência com as diferenças. Por isso, não podem ser territórios de intolerância.
Embora importantes conquistas tenham sido alcançadas ao longo das últimas décadas, a realidade ainda exige vigilância e mobilização permanentes. O Brasil continua sendo um dos países mais perigosos do mundo para a população LGBTQIAPN+.
Segundo o relatório anual do Grupo Gay da Bahia (GGB), foram registradas 257 mortes violentas de pessoas LGBTQIAPN+ em 2025. Isso significa que, a cada 34 horas, uma pessoa perdeu a vida em razão de uma sociedade que ainda convive com o ódio, a intolerância e a negação de direitos.
Diante desse cenário, defender políticas públicas de proteção, inclusão e promoção da cidadania é uma urgência. E a educação tem um papel central nesse processo. É na escola que aprendemos a conviver com as diferenças, a respeitar a pluralidade humana e a construir relações baseadas na solidariedade e na empatia.
Combater a LGBTQIAPN+fobia é enfrentar estruturas históricas de exclusão que limitam o acesso à educação, ao trabalho, à saúde, à cultura e à participação social. É defender que todas as pessoas tenham o direito de viver com dignidade e liberdade.
Com esse compromisso, o Departamento de Diversidade do CPERS participa das iniciativas nacionais de fortalecimento dessa luta.
Neste final de semana, representantes do Departamento participarão do Encontro do Coletivo Nacional LGBTQIAPN+ da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em São Paulo. A atividade reunirá educadoras(es), lideranças sindicais e militantes de todo o país para debater estratégias de enfrentamento à LGBTQIAPN+fobia, fortalecer a organização coletiva e ampliar as ações de promoção dos direitos humanos nos espaços educacionais.
Neste mês do Orgulho e todos os dias, o CPERS reafirma seu compromisso histórico com a defesa da diversidade, da igualdade e do respeito às diferenças. Defender a população LGBTQIAPN+ é defender a vida. Que o orgulho siga sendo resistência. Que a resistência siga sendo luta. E que a luta siga construindo uma sociedade onde todas as vidas sejam reconhecidas, respeitadas e protegidas.





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