O CPERS lança, nesta quarta-feira (15), um abaixo-assinado contra o assédio institucional e o excesso de demandas burocráticas impostas a professoras(es) e funcionárias(os) da rede pública do Rio Grande do Sul. A iniciativa busca mobilizar a categoria diante de práticas administrativas que têm ampliado a jornada de trabalho, comprometido o planejamento pedagógico e impactado diretamente a saúde física e mental das(os) educadoras(es).
O documento denuncia a imposição recorrente de tarefas burocráticas — como o preenchimento contínuo de planilhas, formulários e relatórios — incompatíveis com a carga horária regular, resultando em sobrecarga e prejuízos à qualidade do ensino. Para o Sindicato, tais práticas configuram assédio institucional, ao desrespeitar a dignidade das(os) trabalhadoras(es) e violar o dever da administração pública de garantir um ambiente de trabalho saudável.
Entre as reivindicações apresentadas no abaixo-assinado estão a revisão imediata das exigências burocráticas, a adequação das atividades administrativas à carga horária legal, a priorização do trabalho pedagógico e a abertura de diálogo com a categoria para a construção de soluções efetivas.
A mobilização será realizada em todo o estado: os 42 núcleos do CPERS irão percorrer escolas para coletar assinaturas e dialogar com a comunidade escolar. Também é possível procurar o Núcleo mais próximo para assinar e contribuir com a coleta, fortalecendo a meta de alcançar as mais de 2 mil escolas da rede estadual e ampliar a denúncia sobre a realidade vivida nas instituições.
Após a conclusão, o CPERS irá formalizar a denúncia junto ao Ministério Público, a parlamentares e ao Governo do Estado, buscando encaminhamentos concretos que garantam a revisão das práticas denunciadas e a construção de soluções efetivas para o problema.
O Sindicato reforça que o abaixo-assinado é um instrumento legítimo de participação democrática e um passo importante na luta por condições dignas de trabalho e pela valorização da educação pública.
Somente com união e mobilização será possível enfrentar os abusos e garantir respeito, saúde e dignidade a quem sustenta a escola pública todos os dias.




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