Na manhã desta sexta-feira (12), o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, e a diretora do Sindicato, Joara Dutra, participaram do 4º Grande Debate do Pacto RS 25, que teve como tema central “Mudanças Climáticas e Sustentabilidade: As Desigualdades Regionais e Sociais”. O evento ocorreu no Auditório da Receita Federal (Chocolatão), em Porto Alegre.
A atividade reuniu autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil para debater os desafios do desenvolvimento sustentável aliado à redução das desigualdades.

Promovido pela Assembleia Legislativa, o encontro integrou a programação do Fórum Democrático Pacto RS 25 e contou com palestras, painéis e debates que reforçaram a necessidade de construção de políticas públicas voltadas para o equilíbrio ambiental, a justiça social e o crescimento sustentável.

O presidente da Assembleia Legislativa, Pepe Vargas, ressaltou a gravidade da situação climática no estado. “Só o governo federal investiu quase 115 bilhões de reais. As mudanças dos climas estão aí, e quem mais sofre é a população mais vulnerável, quem perde os seus bens. Precisamos de mais políticas públicas que pensem nisso”, afirmou.

Durante sua fala, o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, fez uma crítica contundente ao governo estadual, destacando a importância da educação ambiental. “Passamos por uma enchente, um colapso ambiental e nada foi feito. Temos estudantes com menor poder aquisitivo que até hoje não têm suas escolas reconstruídas, ou seja, têm que se locomover para outras escolas. Porque as instituições de ensino que foram afetadas pelas águas o Estado esqueceu e não dá uma satisfação para a sociedade”, afirmou.

Na oportunidade, foi apresentada a Plataforma Digital Pacto RS 25, que tem como objetivo permitir o acesso remoto da população, ampliando a participação cidadã através de sugestões e apoio a propostas. Um espaço de transparência para que qualquer pessoa possa contribuir.
>> O debate também contou com contribuições de especialistas e autoridades:
João Mendes da Rocha Neto, diretor do Departamento de Políticas de Desenvolvimento Regional e Ordenamento Territorial do Ministério do Desenvolvimento Regional (MIDR), alertou: “A situação no Rio Grande do Sul tem piorado e isso tem nos preocupado. Temos o aumento da desigualdade social, o empobrecimento da população e o RS está entre os piores quadrantes de perda de população e envelhecimento”.

Izete Pango Bagolin, economista, professora e integrante do PUC/RS Data Social: Laboratório de Desigualdades, Pobreza e Mercado de Trabalho, analisou o tema “As desigualdades sociais no RS”: “Para se ter a solução das desigualdades sociais, precisamos fazer o que vocês estão propondo aqui, que é escutar a população. O nosso olhar é por uma igualdade social de oportunidade, que respeite as diferenças das pessoas, que elas sejam parte desse crescimento”.

Cíntia Agostini, vice-reitora da Universidade do Vale do Taquari (Univates) e presidente do CODEVAT, alertou: “Nós perdemos muitas vidas e eu falo de uma região fortemente atingida. Essas pessoas mais pobres estão, sim, mais próximas do rio e de onde aconteceram os deslizamentos e essas pessoas estão sem casa até hoje. Esse Pacto tem que ter a participação de todos para que tenhamos uma sociedade mais igualitária socialmente”.

Rafa Rafuage, ativista do movimento hip hop`, ressaltou: “É importante que a gente entenda que o desenvolvimento sustentável passa pela ponta, pelos governantes e que, muitas vezes, por não ter políticas públicas, acabam perdendo investimentos. É fundamental que nesse Pacto a gente tenha um olhar para essas entidades sociais e culturais que estão junto nesse processo”.

O CPERS reafirma seu compromisso com o debate público qualificado e com a construção de alternativas que garantam condições adequadas para as escolas, bem como a valorização das(os) professoras(es) e funcionárias(os) da rede pública.
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