O Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS manifesta sua solidariedade à ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Vera Lúcia Santana Araújo, vítima de mais um inaceitável episódio de racismo institucional em nosso país.
Na última sexta-feira (16), mesmo identificada como palestrante e apresentando sua carteira funcional de ministra do TSE, Vera Lúcia foi impedida por um vigilante de entrar no prédio da Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília, onde participaria do XXV Seminário “Ética na Gestão, Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação”, promovido pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República.
É sintomático e revoltante que, mesmo em um espaço dedicado à discussão sobre assédio e discriminação, uma mulher negra, altamente qualificada e com trajetória pública exemplar, tenha sido barrada e desrespeitada unicamente por sua aparência. O episódio escancara a persistência do racismo estrutural nas instituições brasileiras, que insiste em negar às pessoas negras os lugares de poder e de fala que lhes são de direito.
Ressaltamos que racismo é crime, previsto em lei, e não pode ser relativizado. Exigimos apuração rigorosa e responsabilização dos envolvidos, além da adoção de medidas concretas para a superação do racismo institucional e a promoção de ambientes verdadeiramente inclusivos e respeitosos.
Nos unimos à ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, no desagravo público a Vera Lúcia Santana e reiteramos nosso compromisso com a luta antirracista em todas as esferas da sociedade. Seguiremos denunciando, combatendo e enfrentando todas as formas de racismo, discriminação e violação de direitos.




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