Telhado quebrado, salas alagadas, infiltração e infestação de pombos são apenas alguns dos problemas que o CE José de Alencar, de São Francisco de Paula (32º Núcleo), enfrentava há pelo menos 10 anos. A instituição, que no dia 22 de março completa 106 anos, apresenta, desde 2015, problemas estruturais graves que prejudicam o dia a dia de educadoras(es) e estudantes.

O CPERS já havia visitado a instituição em outras duas ocasiões e, nesta quinta-feira (22), o 1° vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt, e o diretor, Leonardo Preto Echevarria, retornaram ao local para verificar de perto a situação, visto que a escola não conseguiu iniciar o ano letivo na última segunda-feira (19).

Através da pressão do CPERS, da equipe diretiva e da comunidade escolar, o governo Eduardo Leite (PSDB) finalmente autorizou a reforma da escola. A obra iniciou após o feriado de Carnaval, porém, o local ainda não foi liberado.

Alex Saratt destaca que uma infraestrutura adequada para receber os profissionais da educação e seus alunos(as) é essencial no processo de aprendizagem. A morosidade da atual gestão na liberação de grandes obras prejudica ainda mais esse processo.
“O CPERS Sindicato tem pautado constantemente a importância da estrutura adequada e de um projeto político pedagógico que corresponda a realidade para que a educação se desenvolva nas melhores condições. O Sindicato segue sendo uma referência e conta com a categoria para avançar em nossas reivindicações e conquistas”, afirma Alex.

A reforma será concluída totalmente somente em julho deste ano, pois ainda faltam as conclusões das obras em todo o terceiro andar, no telhado, no forro, em sete banheiros, na quadra esportiva e na estação de luz para comportar adequadamente a necessidade elétrica da escola.
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Ameaça de municipalização
Outro problema enfrentado pelo CE José de Alencar é a iminente ameaça de troca de mantença da instituição. Atualmente, a escola atende quase 800 alunos(as), nos três turnos, nos ensinos Fundamental, Médio e EJA.
Apesar da demanda, o colégio foi impossibilitado de abrir vagas para o 1° ano do Ensino Fundamental, o que indica que essa modalidade possa entrar na lista das municipalizações, projeto de redução do Ensino Fundamental na educação pública estadual, que avança a passos largos na gestão de Eduardo Leite (PSDB).

“Fico muito triste, as pessoas querem estudar na escola porque o pai, a mãe, o avô já estudaram aqui, e por isso, eles querem continuar na escola, querem que seus filhos e netos permaneçam aqui. Nem um dos professores da escola compactuam com a municipalização”, afirma a diretora da instituição, Mirian Regina Paiva Vieira da Silva.
Além da não abertura de turmas, no quadro funcional da escola ainda faltam duas funcionárias para dar conta adequadamente da limpeza do colégio.
Assembleia Geral do CPERS
O diretor do CPERS, Leonardo Preto Echevarria, conclamou as educadoras presentes no encontro para a Assembleia Geral de Mobilização da categoria, que ocorre no dia 22 de março, a partir das 13h30, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre.

“Precisamos estar todos juntos nessa Assembleia para mostrarmos ao governo Eduardo Leite a força da nossa categoria. E para juntos decidirmos os próximos passos da nossa mobilização”, destacou.
O CPERS acompanhará de perto o andamento da situação no CE José de Alencar e fará toda a pressão necessária para garantir que educadoras(es) e estudantes possam ensinar e aprender na estrutura que merecem.













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