Fotos: CNTE
O 35º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) foi marcado por intensos debates políticos, análises de conjuntura e pela reafirmação da unidade sindical em defesa da educação pública. O CPERS esteve presente, fortalecendo a participação do Rio Grande do Sul no maior evento nacional das trabalhadoras e trabalhadores da educação. Realizado entre 15 e 18 de janeiro, em Brasília, o encontro reuniu cerca de duas mil pessoas de todas as regiões do país.

A expressiva presença da delegação gaúcha, composta pela presidenta Rosane Zan, integrantes da Direção Central e 156 delegadas e delegados eleitas(os) nos 42 núcleos do Sindicato, reafirmou o compromisso do CPERS com a mobilização permanente, a defesa dos direitos da categoria e a construção coletiva da luta em âmbito nacional, pilares centrais em um congresso marcado por análises críticas sobre a conjuntura política brasileira e internacional.
Chapa 10 é eleita para dirigir a CNTE com 93,76% dos votos
O encerramento do evento foi marcado por um dos momentos mais significativos do Congresso: a eleição da nova direção da CNTE. Com 93,76% dos votos, a Chapa 10 – Unidade para Lutar e Conquistar foi eleita para conduzir a entidade no quadriênio 2026–2030. A nova presidenta, Fátima Silva, assume um ciclo guiado pelo compromisso com a defesa da escola pública, a democracia e a valorização das trabalhadoras e trabalhadores da educação.

A chapa vencedora representa uma ampla aliança de forças políticas e reafirma a unidade como estratégia fundamental diante dos desafios da conjuntura.

A eleição de Fátima Silva também carrega forte simbolismo: ela é a segunda mulher a presidir a CNTE em quase quatro décadas. “As mulheres têm voz, têm história e têm papel central na luta sindical”, destacou a nova presidenta da entidade.
Um congresso histórico para a educação pública
O 35º Congresso da CNTE consolidou-se como um dos mais representativos da história da entidade. Os painéis reuniram especialistas, parlamentares, ministros de Estado e lideranças sociais para discutir temas como valorização profissional, enfrentamento à privatização, sustentabilidade, diversidade e os riscos da militarização do ensino.

Com a presença de nomes como Miguel Nicolelis, Teresa Leitão, Macaé Evaristo e Guilherme Boulos, o evento reforçou que a defesa da educação pública depende da resistência coletiva e da mobilização permanente da categoria.
Os debates, plenárias e grupos de trabalho apontaram diretrizes para o novo Plano de Lutas, centrado na unidade, na democracia e no enfrentamento à extrema-direita.
Compromisso do CPERS reafirmado nacionalmente
Ao longo do Congresso, a delegação do CPERS participou ativamente de todas as atividades, debates e deliberações, reafirmando o protagonismo do Sindicato e o compromisso com a mobilização em defesa da educação pública, da valorização profissional e da unidade da categoria em todo o país.

As pautas discutidas e a eleição da nova direção deixam evidente: diante de desafios que se intensificam, a força da educação brasileira segue firmada na organização, na resistência e na unidade da classe trabalhadora. Avante, educadoras(es), de pé!
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