Tsunami digital pelo #AdiaEnem obriga MEC a recuar e protelar exame


Está, oficialmente, adiado o Enem 2020.

Derrotado no Senado e nas redes, acuado por uma mobilização incansável de estudantes e do conjunto da sociedade, o ministro Abraham Weintraub se viu forçado a recuar.

Nesta quinta-feira (21), um dia depois da derrota histórica no Senado, por 75 votos a 1, o Ministério oficializou em nota a posição. Weintraub se mostrava irredutível até ontem.

O ministro provocou indignação em diversos pronunciamentos, como a declaração de que o ENEM não serviria para corrigir injustiças sociais e que realizar a prova em meio à pandemia seria justo porque se trata de uma “competição”.

Ouça o podcast do CPERS sobre o tema.

As novas datas serão de 30 a 60 dias após à previsão original do MEC, a serem definidas em enquete direcionada aos inscritos no Enem 2020.

Desde já, entidades estudantis reivindicam o direito de opinar sobre o novo período de realização, já que muitos estudantes sequer conseguiram realizar a inscrição por falta de acesso à Internet.

O CPERS esteve ao lado dos estudantes desde o início do debate, manifestando-se em notas e realizando, também, uma live sobre o tema durante o #15M.

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