Surto de covid em escola de Não-Me-Toque suspende aulas presenciais


Um surto de Covid-19, que até o momento atingiu 15 alunos, entre 15 e 17 anos, e uma professora, fez com que o Instituto Estadual de Educação São Francisco Solano, em Não-Me-Toque, comunicasse, nesta quinta-feira (26), a suspensão das aulas presenciais.

Tanto a educadora quanto os estudantes infectados seguem em isolamento em casa, sem precisar de internação hospitalar.

A Secretaria Municipal da Saúde está fazendo a testagem de alunos e funcionários, além de colocar em quarentena os estudantes das turmas afetadas.

O primeiro caso no Instituto de Educação , conforme o diretor, ocorreu na semana passada quando uma professora testou positivo. “Ela trabalhou até o dia 16. Na sexta-feira um aluno apresentou sintomas. Na segunda, fez o teste e deu positivo. Até o momento temos 15 confirmações em alunos. Ainda estamos aguardando resultados de exames”, explica o diretor.

Fritzen destaca que a escola estava mantendo todos os cuidados previstos no protocolo de segurança do estado. “Tomamos sempre todas as medidas necessárias. Retornamos em outubro do ano passado com as aulas presenciais e até a semana passada não tínhamos nenhum caso”, relata.

 

Falta testagem e acompanhamento da situação nas escolas

O diretor ressalta que é extremamente difícil saber se a contaminação iniciou na escola e lembra que os casos na cidade tiveram alta considerável nos últimos dias.  “Há alguns dias atrás a administração municipal fez um protocolo mais restritivo porque os casos ativos em nossa cidade estavam muito altos”, expõe.

Desde o início da pandemia, o CPERS defende a ampla imunização dos trabalhadores(as) da educação, mais recursos humanos, físicos e financeiros para as escolas e estratégias de testagem, rastreamento e monitoramento dos casos de covid-19 como condicionantes mínimos para as aulas presenciais.

“Seguimos afirmando que seguirmos os protocolos não impede a contaminação.  Provavelmente alguém contaminado, mas assintomático, pode ter iniciado esse surto. Não há nenhuma garantia de não infecção viral causada por assintomáticos, pois esses não apresentam quadro febril, o que é medido, nas escolas”, observa a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

O Sindicato também segue questionando de que forma o Estado vem acompanhando os casos de Covid-19 nas escolas. Informações a respeito do cenário da pandemia nas escolas já foram solicitadas, porém sem retorno algum da Secretaria Estadual da Saúde (Seduc). “É inadmissível que o governo não acompanhe de perto como está a situação em casa escola e o que é preciso para proteger a vida dos educadores e da comunidade escolar”, afirma Helenir.

Até sexta-feira (27) as aulas seguirão no formato remoto. “A princípio, na segunda-feira as aulas presenciais serão retomadas, mas vamos continuar monitorando a situação e informando a comunidade escolar”, explica Fritzen.

“Pedimos que nossos alunos e suas famílias mantenham a calma e que continuem com os cuidados para ajudar a terminar com esse surto”, pede o diretor.

 

 

 

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