Segundo dia do Encontro Regional da IEAL debate desafios da educação na América Latina


O segundo dia do Encontro Regional da Rede de Trabalhadoras da Educação da Internacional da Educação para a América Latina (IEAL), realizado nesta quarta-feira (4), em Salvador (BA), foi marcado por uma intensa programação de debates sobre temas estratégicos para o movimento sindical educacional na região.

Ao longo da jornada, quatro mesas aprofundaram discussões centrais: a regulação estratégica da inteligência artificial no setor educacional; a comunicação como ferramenta para mobilizar e organizar educadoras, educadores e comunidades educativas; o setor educativo como espaço de trabalho livre de violências, com destaque para a Convenção 190; e o elemento político da identidade racial e étnica como fator de organização e mobilização.

O CPERS esteve presente no evento, representado pelas diretoras do Departamento de Mulheres do Sindicato: Joara Dutra (coordenadora do Departamento), Sandra Santos e Mari Andréa Oliveira. 

As mesas reuniram pesquisadoras, dirigentes sindicais e especialistas de diferentes países da América Latina, que compartilharam análises e experiências sobre os desafios enfrentados pelas trabalhadoras e trabalhadores da educação. Os debates evidenciaram que muitas das dificuldades vividas cotidianamente nas escolas estão diretamente conectadas a processos estruturais, políticos e sociais mais amplos que atravessam a região.

As reflexões apresentadas ao longo do dia também destacaram que questões como o avanço das novas tecnologias, a disputa de narrativas no campo da comunicação e as diversas formas de violência presentes nos ambientes de trabalho exigem respostas coletivas e articuladas entre os sindicatos da educação.

O segundo dia do encontro reforçou, assim, a necessidade de fortalecer a organização sindical, ampliar a articulação regional e intensificar a incidência política das entidades representativas da educação. Para as participantes, a defesa da educação pública e de condições dignas de trabalho passa, necessariamente, pela construção de espaços educativos democráticos, livres de violência e comprometidos com a justiça social.

Informações: CNTE
Fotos: Geovana Albuquerque/CNTE

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