CPERS na luta por uma educação democrática e acessível, que garanta o desenvolvimento pleno de todas e todos


O Dia Nacional de Luta pela Educação Inclusiva, comemorado nesta terça-feira (14),  busca garantir o direito de estudantes com deficiência, transtornos ou necessidades educacionais especiais de acessar e permanecer em escolas regulares, com adaptações pedagógicas. Para o CPERS, esta é uma pauta fundamental para a garantia de um ambiente educacional equitativo, onde todas(os) as(os) estudantes possam aprender e interagir de forma harmoniosa. 

Contudo, no Rio Grande do Sul há ainda um grande desafio na promoção da educação inclusiva. Após seis semanas percorrendo o estado com a Caravana do CPERS, os relatos de falta de profissionais adequadas(os) para estudantes atípicas(os), bem como a necessidade de recursos e apoio para essas(es) alunas(os), é uma realidade em toda a rede estadual. 

Atualmente, há uma crescente demanda por práticas inclusivas que garantam o acesso ao aprendizado e promovam o desenvolvimento de habilidades sociais. Em todo o RS, os relatos apontam para o aumento no número de matrículas de estudantes atípicas(os) na rede estadual, porém, sem que isso seja acompanhado pela contratação de profissionais ou pela realização de concursos para educadoras(es) da educação especial. O resultado é a sobrecarga das(os) educadoras(es), que, em uma única sala de aula, chegam a atender até cinco estudantes com necessidades específicas.

Para a presidenta do Sindicato, Rosane Zan, é necessário questionar a atual política do governo Eduardo leite (PSD), que tem deixado de lado a inclusão de estudantes atípicas(os) de forma qualitativa.O CPERS sempre lutou pela inclusão de alunos como uma ferramenta de transformação social, uma vez que, além de transformar a vida dos estudantes atípicos e proporcionar para eles uma possibilidade de desenvolvimento motor e pessoal, pode também mudar e trazer uma nova perspectiva social. Mas, para isso, as escolas precisam ter o suporte tanto de RH, quanto pedagógico, na formação continuada para os educadores”, argumenta a dirigente. 

A defesa da educação inclusiva é, acima de tudo, a defesa de uma escola pública que reconhece e valoriza a diversidade como princípio fundamental. No entanto, não basta garantir o acesso, é preciso assegurar condições reais de permanência e aprendizagem, com investimento em estrutura, contratação de profissionais qualificadas(os) e políticas públicas consistentes.

Para o CPERS, a inclusão só se concretiza com valorização das(os) educadoras(es), formação continuada e respeito à diversidade. É urgente avançar na construção de um projeto educacional que não exclua, não sobrecarregue e não precarize, mas que promova, de fato, uma educação democrática, acessível e comprometida com o desenvolvimento pleno de todas(os) as(os) estudantes.

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