Reposição salarial pauta debate do Coletivo Estadual de Funcionários da Educação do CPERS


Valorização salarial para os funcionários(as) de escola, que estão há quase oito anos com os salários congelados e com o poder de compra corroído para mais da metade da inflação, foi o cerne do debate, via Zoom, com representantes do Coletivo Estadual de Funcionários(as) da Educação do CPERS, nesta segunda (28).

A atividade, conduzida pelas diretoras do Departamento de Funcionários(as) de Escola do Sindicato, Sonia Solange Viana e Juçara Borges, mobilizou a base na construção de propostas políticas para estes educadores(as) em cinco eixos: valorização, carreira, formação profissional e sindical, mobilização e saúde do trabalhador(a).

“Nossos funcionários estão sobrecarregados e têm que trabalhar por dois ou três com um salário completamente desvalorizado. Precisamos colocar comida na mesa para sobreviver e nos sustentar, mas o dinheiro não dá nem para isso. A nossa luta tem que ir com toda força para cima desse governo”, asseverou Sonia Solange Viana, diretora do Departamento de Funcionários de Escola do CPERS.

Já a diretora Juçara evidenciou a falta de reconhecimento de Eduardo Leite (PSDB) com os funcionários(as).

 “Somos funcionários; somos reconhecidos como educadores pela LDB. No governo Olívio Dutra, fomos incluídos no quadro da educação. Desde então, todos os reajustes que os governos concederam para o magistério foram estendidos aos funcionários. Eduardo Leite é o único que não garantiu reposição para nós. Isso é inconcebível!”, afirmou.

Salário digno e mobilização para a luta

Após a renúncia de Eduardo Leite (PSDB) ao governo do Estado, anunciada nesta segunda (28), o CPERS imediatamente solicitou pedido de reunião para cobrar do novo governador, Ranolfo Vieira Júnior, salário digno para todos os funcionários(as) e aposentados(as) sem paridade.

“Leite já foi, queremos ter a oportunidade de cobrar – olho no olho – valorização salarial ao novo governador”, enunciou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

A presidente também criticou a crueldade do governador em se beneficiar dos funcionários(as) para se promover politicamente – quando anunciou “aumento” da merenda ao lado de uma servidora – sem sequer garantir um centavo a mais no contracheque de quem ganha uma miséria.

“Leite jogou para a mídia que aumentou em 186% o valor da merenda escolar, mas escondeu da população que a quantia é mínima: de R$ 0,30 para R$ 0,80”, expôs.

“O governador ainda tem a cara de pau de tirar uma foto ao lado de uma merendeira, que ele inviabiliza com um salário que não dá para garantir comida na mesa, pagar o aluguel e outras contas”, completou.

Helenir também foi enfática: “precisamos pressionar com muita força a realização de concurso público”.

Durante a #CaravanaDaVerdade, que cruzou o RS para desmascarar as mentiras de Eduardo Leite (PSDB) à sociedade, o CPERS escancarou a realidade vivenciada pelos funcionários(as) de escola: trabalho à exaustão com um salário de fome e zero de reposição.

“Temos escolas com apenas um funcionário da merenda para atender cerca de mil alunos; temos educadores com problemas nos joelhos, na bacia e nos ombros. É desumano o que esse governo está fazendo conosco!”, frisou.

Helenir ainda completou: “se os funcionários que ganham R$ 620 se mantêm nas escolas é porque amam o que fazem, mas amor não paga as contas”.

Durante o debate, educadores(as) debateram a organização da pauta de valorização salarial para funcionários(as) com a finalidade de saírem mais fortalecidos e com uma unidade maior.

Encaminhamentos

Na reunião, os educadores(as) definiram a realização de mais encontros regionais virtuais durante o ano para debater a luta e um presencial para 2023.

Exigir concurso público e o piso profissional estadual para funcionários(as), promover formações com o jurídico junto aos núcleos, além de realizar vigílias em frente ao Piratini expondo o contracheque dos funcionários(as) também foram alguns dos encaminhamentos.

Entre os presentes estavam o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, a secretária-geral, Suzana Lauermann, a tesoureira, Rosane Zan, os diretores(as) Vera Lessês, Sandra Regio, Glaci Weber e Amauri Pereira da Rosa, o advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do Sindicato, além de representantes dos núcleos.

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