Plenária em Alegrete destaca a necessária resistência contra o pacote do governo Eduardo Leite


Nesta quarta-feira (4), professores, funcionários e comunidade escolar da rede estadual de ensino estiveram reunidos no auditório da escola Oswaldo Aranha, em Alegrete (19º núcleo) para participar da plenária organizada pelo CPERS sobre os riscos que o pacote do governo representa para os educadores e a educação pública.

O respaldo à categoria sobre as consequências dos projetos do Executivo iniciou logo após o governo ter apresentado o conteúdo do pacote, que visa alterar o Plano de Carreira, a Previdência e o Estatuto dos Servidores (Lei 10.098). Desde então, a direção central do CPERS segue fazendo o alerta sobre o fundamental enfrentamento e fortalecendo a greve dos educadores.

Entre as medidas previstas no pacote estão o fim de vantagens temporais e da incorporação de gratificações, o aumento do tempo de contribuição, o congelamento dos salários de toda a categoria por anos e o difícil acesso apenas para escolas do campo. Além disso, aposentados que recebem um centavo a mais do que o salário mínimo, passarão a pagar alíquotas que podem chegar a 16,32% de suas remunerações.

Na ocasião, a diretora do Departamento dos Aposentados do CPERS, Glaci Weber, destacou que é fundamental que a greve dos educadores se mantenha forte em todo o Rio Grande do Sul. “A nossa greve está a cada dia mais forte. Por todo o Estado estamos realizando atos e manifestações que reúnem milhares de educadores e comunidade escolar. O apoio da sociedade também está cada vez maior. O comércio está colocando cartazes que destacam o apoio a nossa justa luta. Toda esta força está fazendo o governo tremer, está fragilizando a base de Eduardo Leite. Precisamos continuar com esta garra e união para derrubar o pacote”, frisou.

Educadores repudiam modelo de ensino cívico-militar

Durante a plenária também foi abordada a tentativa do governo de implementar, já no próximo ano, o ensino cívico-militar na escola Oswaldo Aranha. A professora da instituição, Marileia Silva Marchezan, expôs a contrariedade quanto a questão.

Em outubro deste ano, o secretário estadual de educação, Faisal Karam, anunciou a adesão do Rio Grande do Sul ao programa de escolas cívico-militares criado pelo governo Bolsonaro.

Com esta iniciativa, o governador Eduardo Leite quer impor o autoritarismo e comprometer a autonomia das escolas, a gestão democrática e os recursos do Estado em um projeto inútil e demagogo.

Escola é para quem tem formação para educar, não para reprimir.

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