Nota Pública: em defesa da Reforma Agrária, da Soberania Alimentar e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra


Foto: Juliana Adriano

Criminalizar o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), os movimentos do campo e de luta pela moradia, parece ser a verdadeira intenção da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST, que tramita há três meses, em Brasília.

Orquestrada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em sua maioria, ligados ao agronegócio e vinculados a movimentos extremistas que financiam milícias rurais, a CPI tem o claro objetivo de deslegitimar o movimento.

Diante de tal afronta, o CPERS vem a público manifestar seu apoio incondicional à luta histórica do MST pela Reforma Agrária, contra o latifúndio e a monocultura e na defesa de um modelo sustentável na atividade agropecuária. O Sindicato destaca ainda a importância econômica e social da Reforma Agrária na produção de alimentos, na geração de novos empregos e na proteção do meio ambiente.

É imprescindível lembrar também que o MST se destaca mundialmente pelo trabalho realizado junto aos assentamentos, com destaque para a total capacidade de indicar um novo modelo produtivo, realizar a fixação do homem no campo e valorizar a produção rural. Ou seja, o Movimento coloca efetivamente em prática a política de distribuição de renda e de inclusão social.

Por isso, neste momento de ataques ao MST, o CPERS ressalta, uma vez mais, sua solidariedade à causa da Reforma Agrária. O Sindicato orgulha-se de contar, em seu quadro de associados(as), com educadores(as) que atuam na educação do campo, através de escolas instaladas em assentamentos rurais. Muitas dessas instituições sofrem com o abandono por parte dos governos contrários à Reforma Agrária e ao MST.

O CPERS, historicamente, acompanha e apoia a luta dessas escolas, defendendo a manutenção, bem como a oferta de transporte escolar e a formação de educadores(as) para a educação de jovens camponeses para que tenham capacidade de dar continuidade ao trabalho político, organizativo e cultural que o MST desenvolve na área da educação.

Por fim, ressaltamos, mais uma vez, que os objetivos da CPI nada têm a ver com a investigação de irregularidades, mas sim, com a tentativa de criar narrativas da extrema-direita, criminalizar movimentos sociais e desviar o foco dos escândalos e possíveis crimes envolvendo bolsonaristas e o próprio ex-presidente inelegível.

Seguiremos firmes em defesa do MST!

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