Nota de repúdio: racismo e transfobia não podem ser tolerados


Foto: Reprodução/Alesp

O CPERS manifesta seu repúdio à conduta da deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP), que protagonizou um ato racista e transfóbico durante sessão na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), nesta quarta-feira (18).

Ao se pintar com tinta marrom para atacar a deputada federal Erika Hilton (PSOL), a parlamentar ultrapassa os limites do debate democrático, usando de violência e discriminação para embasar seus argumentos. Esta ação não pode ser relativizada como opinião política ou ser protegida pela imunidade parlamentar. 

A eleição de Erika Hilton (PSOL) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados é um marco histórico. Primeira mulher trans a ocupar o cargo, Erika constrói há anos uma trajetória de luta ao lado das mulheres, da população LGBTQIA+ e da classe trabalhadora, mesmo antes de chegar ao Parlamento.

Mas, infelizmente, essa conquista também escancara os ataques que seguem estruturando a política brasileira. Racismo e transfobia são formas de violência que estruturam desigualdades no Brasil e não podem ter espaço nas instituições públicas. Quando essas práticas partem de parlamentares eleitos, se tornam ainda mais graves, pois atentam contra os princípios democráticos e os direitos fundamentais.

Nesse sentido, o CPERS considera fundamental a apuração rigorosa dos fatos pelo Conselho de Ética da Alesp, a partir da representação protocolada por parlamentares, com a devida responsabilização da deputada. A impunidade diante de manifestações discriminatórias contribui para a sua naturalização.

O Sindicato reafirma seu compromisso com a defesa da democracia e de uma sociedade livre de todas as formas de opressão. Este acontecimento não é apenas uma opinião ou crítica política: é a expressão explícita de racismo e transfobia, que tenta deslegitimar, humilhar e apagar a presença de mulheres trans em espaços de poder.

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