No Dia do Servidor Público, CPERS vai às ruas repudiar a PEC 32 e exigir respeito aos servidores


Ao invés de comemoração, luta. Para marcar o Dia do Servidor Público, celebrado nesta quinta-feira (28), o CPERS e demais representantes da Frente dos Servidores (FSP) foram às ruas denunciar os ataques aos direitos do funcionalismo e dizer não à PEC 32 – Reforma Administrativa.

O ato, que iniciou em frente ao Palácio Piratini e após seguiu para o Paço Municipal, reuniu representantes de diversas entidades do funcionalismo público.

A mobilização advertiu a população sobre as sérias consequências que a PEC, caso aprovada. A proposta atingirá especialmente a população que mais precisa dos serviços públicos, principalmente nas áreas da educação e da saúde.

Em suas manifestações, os servidores destacaram que o governador Eduardo Leite (PSDB) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) seguem a mesma cartilha, que visa a implementação das políticas de estado mínimo.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, parabenizou a todos(as) os(as) servidores(as) pela data e saudou aos educadores que vieram do interior do estado para participar da mobilização.

Sobre a PEC 32 salientou a importância da luta dos servidores para impedir a aprovação. “Mesmo com Bolsonaro oferecendo 20 milhões a cada deputado, ainda não conseguiu os votos necessários. E se depender de nós, não vai conseguir. Continuaremos nas ruas até que essa PEC seja reprovada.”

Helenir também frisou a sintonia entre Bolsonaro, Leite e o prefeito Sebastião Melo (MDB) e salientou a importância de barrar a retirada os ataques orquestrados por eles. “O que estamos passando é consequência de erro de voto. Não podemos aceitar com naturalidade o ponto em que chegamos, com pessoas assaltando caminhão de lixo para se alimentarem”, alertou.

A diretora do CPERS, Juçara Borges, chamou a atenção para as dificuldades que os educadores enfrentam devido aos sete anos de arrocho salarial. “Os funcionários de escola têm um salário base de R$ 620,72. Não cobre nem o custo da cesta básica, que na capital é de R$ 672,39.”

O sindicato protocolou junto à Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa uma proposta de emenda ao texto da Lei Orçamentária Anual (LOA), enviado pelo governo Leite à Assembleia. A emenda busca inserir a recomposição salarial de 47,82% para os servidores ativos, inativos e pensionistas na previsão orçamentária de 2022.

Após o ato em frente ao Piratini, os manifestantes seguiram em caminhada até a prefeitura para unificarem a luta com os servidores municipais.

Unidade na luta

O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, conclamou a unidade de todos os segmentos da sociedade. “Mais do que nunca a unidade dos diferentes segmentos tem colocado nas ruas um poderoso movimento contra os atos do governo federal. Bolsonaro tem destruído o presente e o futuro da população. É urgente exigirmos seu impeachment.”

“Eduardo Leite tem massacrado os servidores, especialmente da educação e da saúde. Ao mesmo tempo temos um governo federal comandado por um genocida. A CPI mostrou que Bolsonaro cometeu crimes contra a humanidade. Ele é o responsável pelas mortes de mais de 600 mil brasileiros”, destacou a deputada Luciana Genro (PSOL).

A deputada Sofia Cavedon (PT) enfatizou a necessidade da luta contínua contra a destruição dos direitos do funcionalismo e dos serviços públicos. “Esse país está sendo saqueado. Melo, Leite e Bolsonaro não cansam de nos atacar. Quando nos atacam, atingem aqueles que mais precisam dos serviços que prestamos.”

“Bolsonaro tem seu representante estadual aqui no Piratini. E o governador tem sua representação no paço municipal. Todos defendem o projeto neoliberal, que na prática é o fascismo. Agora é o momento exato de lutarmos contra isso”, disse o vereador Pedro Ruas (PSOL).

Jeferson Fernandes, deputado pelo PT, destacou que o corte de direitos historicamente conquistados como a retirada do plano de carreira do magistério estadual, é um projeto desumano. “É um projeto cruel. Eduardo Leite é o Bolsonaro de sapatênis. Estamos juntos na resistência pelos direitos dos trabalhadores e pela preservação dos serviços públicos.”

A manifestação encerrou em frente ao paço municipal cm todos entoando os parabéns a todo o funcionalismo e exigindo a saída do presidente.

 

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