Mesmo cerceada pela 25ª CRE, comunidade escolar da EEEM Saldanha Marinho diz não à municipalização


Mais uma instituição de ensino tem sido atacada pelo projeto político de Eduardo Leite (PSDB) para a educação: municipalizar os Ensinos Fundamentais, prejudicando educadores(as), estudantes e familiares. Nesta terça-feira (28), o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, acompanhou uma reunião que tratou sobre a municipalização da EEEM Saldanha Marinho, em Ibirapuitã (28º Núcleo), na qual a comunidade escolar decidiu pela manutenção da administração estadual.

Realizado na Câmara de Vereadores da cidade, já que a 25ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) proibiu que a escola recebesse os responsáveis pelos alunos(as) e o Sindicato para discutirem sobre como resistir à municipalização, o encontro contou com a participação da comunidade escolar, do Círculo de Pais e Mestres e de vereadores. Todos, em unanimidade, se posicionaram contra a investida do município em comunhão com o governo do estado.    

“Essa prática de fazer as coisas de maneira escamoteada e de pressionar  os membros da escola, principalmente a direção, para que eles impeçam a comunidade de tomar conhecimento do que está sendo tratado e barrem o CPERS de fazer seu trabalho político-sindical, é recorrente”, ressaltou Alex. 

De acordo com o 1º vice-presidente, que dialogou com a equipe diretiva da instituição, as ações da 25ª CRE têm primado pela brutalidade, pela truculência, pelo autoritarismo e, inclusive, apresentam indícios de assédio moral.

Sem diálogo com a escola, poder público surpreende a diretoria  

Em junho deste ano, a Secretaria Municipal de Educação manifestou à escola o interesse em municipalizá-la, mas não houve desejo, por parte da comunidade local, de transferir a gestão da instituição ao município. Mesmo assim, matrículas para o 1º ano do Ensino Fundamental não foram disponibilizadas. 

“Em 13/11/2023, quando alguns pais chegaram à secretaria da escola para fazer a inscrição, o sistema não abriu para a turma do 1º ano”, menciona a nota divulgada pela EEEM Saldanha Marinho no Facebook.

“É uma escola com mais de 80 anos de existência, que foi colocada na verdadeira negociata que tem sido a municipalização, sem sequer a comunidade escolar ter sido informada, quem dirá ser consultada”, mencionou Alex. 

A partir de agora, uma Comissão Representativa da instituição irá procurar o prefeito, a 25ª CRE e a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) para manifestar sua oposição e contrariedade à municipalização da Saldanha Marinho. Os ataques de Leite à educação pública gaúcha não enfraquecerão a luta dos professores(as) e funcionários(as) nem dos alunos(as) e de seus responsáveis.

Pelo fortalecimento das escolas estaduais! #NãoàMunicipalização

Notícias relacionadas