Local de Exercício: governo Leite aprofunda miséria da categoria com descontos retroativos


Seguindo a linha do autoritarismo, o governo Eduardo Leite (PSDB) ataca novamente ao alterar, sem aviso prévio, os percentuais do Adicional de Local de Exercício, afetando diretamente escolas de Porto Alegre. O governador destrói a escola pública e penaliza os trabalhadores em educação.

Em portaria publicada no Diário Oficial, a Seduc inclui UMA escola para receber o benefício, enquanto diminui ou retira o benefício de outras centenas de escolas da capital.

O CPERS vem cobrando do governo transparência quanto aos descontos e estornos acumulados. Na próxima quinta-feira (02), a direção do Sindicato se reunirá novamente com a Secretaria da Fazenda e cobraremos esclarecimentos sobre mais este ataque cruel contra quem trabalha no chão da escola.

Como se não bastasse o achatamento dos valores da antiga Gratificação de Difícil Acesso, assim como na questão dos vales-transportes, o desconto veio retroativo e em uma parcela no contracheque de agosto.

Desde a mudança no método de cálculo do Local de Exercício que, na prática, reduziu os proventos de quase 70% da categoria, o Sindicato também cobra a participação de representantes do CPERS na comissão de reenquadramento.

Diversos educadores relatam descontos de até R$ 600 no contracheque. O benefício, que deveria servir para incentivar o trabalho em locais que poucos querem ir, como escolas periféricas, distantes ou localizadas em regiões violentas e de trafegabilidade limitada, se torna mais um desestímulo. Eduardo Leite mostra mais uma vez que está alinhado ao governo Bolsonaro.

Desde 2015, mais de 10 mil educadores(as) abandonaram a rede estadual, reflexo de uma política que beneficia bancos e grandes empresas e a cada mês aprofunda o empobrecimento da categoria.

“Somamos sete anos sem reposição, com metade do salário corroído pela inflação, descontar qualquer quantia sobre o nosso já minguado salário ameaça o dia a dia de uma categoria que precisa escolher entre comer e pagar as contas”, ressalta a presidente Helenir Aguiar Schürer.

O governo Leite precisa olhar para a educação e priorizar o que importa. Nós fazemos a nossa parte e exercemos nosso trabalho com amor, mas amor não paga as contas.

Essa é a cara do atual governo: vende o patrimônio público, castiga os trabalhadores em educação e beneficia os ricos e poderosos. Para os pequenos nada, para os grandes tudo. Basta!

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