Interditado, prédio do Colégio Pedrinho, de São Leopoldo, segue abandonado pelo governo


Abandonado pelo governo Eduardo Leite (PSDB), o IEE Pedro Schneider, Pedrinho, de São Leopoldo, enfrenta – desde 2015 – sérios problemas estruturais, que se agravaram no decorrer dos anos.

Em fevereiro, o prédio da escola, que tem quase 70 anos de história, foi interditado pelos bombeiros, o que impediu o retorno dos alunos(as) ao local para as aulas presenciais.

Os estudantes do Ensino Fundamental foram transferidos para a EEEM Dr. Caldre Fião. Já os do Ensino Médio sequer tiveram aulas presenciais e seguem no remoto. A promessa é de que já teriam um local para as atividades, mas até agora nada; os alunos(as) aguardam a transferência ao prédio da Unisinos até abril para abrigar cerca de 20 turmas do Ensino Médio em salas alugadas.

Fios expostos no pátio deixam claro a gravidade do problema: a fiação elétrica precisa ser toda trocada. No ano passado, a fiação antiga chegou a provocar um pequeno incêndio numa sala de aula. Uma tomada teria entrado em curto-circuito. Desde então, as preocupações aumentaram e a comunidade escolar sentia a necessidade dos reparos na parte elétrica e estrutural.

Além disso, os banheiros estão com rachadura nas paredes e com o teto quebrado. Com a verba de manutenções básicas enviadas pela Seduc, foi possível reformar algumas salas de aula, com pintura, troca de portas e maçanetas, além de outros reparos no prédio. Mas o dinheiro não é o suficiente para a reforma profunda que a escola precisa.

Dos 1400 alunos matriculados no início do ano, 200 pediram transferência para outras escolas da região, já que a mudança para outro prédio acarreta em custos com o transporte, que também impactam no bolso dos educadores(as).

Segundo a vice-diretora da escola, Carola Freire Saraiva, a obra está orçada em mais de R$ 1,5 milhão e, conforme a Seduc, deve iniciar em 15 dias, com previsão de término de cinco a seis meses.

Carola ressalta os principais impactos do problema. “A questão do transporte impacta muito. As famílias iniciaram um movimento, mas a Seduc disse que não pode disponibilizar porque a legislação prevê apenas para o espaço rural”, informa. 

A vice-diretora também observa que há toda uma organização logística para administrar, que está funcionando em três espaços.
“É bem complicado gerenciar várias ações concomitantes.”

Além das questões estruturais, a escola tem falta de supervisor, professor de matemática e inglês. A secretaria continua funcionando no local. “Não sabemos como ficará após o início das obras”.

O CPERS seguirá exigindo da Seduc respostas urgentes para resolver os problemas estruturais bem como a falta de educadores(as) para garantir condições seguras de ensino a toda a comunidade escolar.

Notícias relacionadas