Interditada, EEEM Prof. Apolinário Alves dos Santos, de Caxias do Sul, sofre com o abandono do governo Leite


A EEEM Prof. Apolinário Alves dos Santos, de Caxias do Sul, é mais uma escola que sofre com a falta de investimentos e atenção por parte do governo de Eduardo Leite (PSDB) à educação pública gaúcha. Desde dezembro de 2023, a instituição de ensino foi interditada devido a problemas na rede elétrica, agravados pelos ciclones e chuvas fortes que assolaram o Rio Grande do Sul.

Recentemente, o “Radar do CPERS sobre a situação das escolas estaduais” expôs a preocupante realidade de abandono e negligência enfrentada pela educação sob a gestão de Eduardo Leite (PSDB). Os resultados da pesquisa revelam que 180 escolas no RS estão lidando com problemas estruturais alarmantes, os quais afetam diretamente a segurança e o bem-estar de toda a comunidade escolar. 

Com a interdição da instituição de ensino, os estudantes aprovados tiveram que se adaptar às atividades online, enquanto aqueles que precisavam recuperar o aprendizado foram transferidos para a EEEM Evaristo de Antoni, localizada a cerca de 4 km da Apolinário.

No entanto, a transferência não tem sido fácil para todos os alunos(as), especialmente para os 70 jovens, em situação de vulnerabilidade financeira, que moram nos arredores da escola. Devido à necessidade de usar transporte para chegar até a nova instituição, acabam impossibilitados(as) de frequentarem as aulas presenciais. Para amenizar os danos no aprendizado, estes alunos(as) realizam atividades em casa como forma de compensar a frequência escolar. 

Para a diretora da EEEM Prof. Apolinário Alves dos Santos, Marili Zandoná, estas dificuldades comprometem significativamente o ambiente de ensino, dificultando o trabalho dos professores(as) e prejudicando os estudantes. “É fundamental que o governo aja com rapidez e eficácia para resolver esse tipo de situação e minimizar o impacto na educação dos nossos alunos”, destacou a diretora Marili.

Salas de aula lotadas e fechamento de turmas preocupam comunidade escolar

A transferência para a Evaristo também trouxe desafios adicionais, como salas de aula lotadas e fechamento de turmas. 

Em 6 de fevereiro de 2024, a diretora Marili participou de uma reunião com a coordenadora da 4ª Coordenadoria Regional Educação (CRE), Viviane do Vale, bem como representantes dos setores pedagógico e financeiro. Na ocasião, foi comunicado que nenhuma medida havia sido tomada até o momento e que toda a escola seria transferida para a Evaristo.

Como resultado, o número de estudantes, que antes era próximo a 800, reduziu-se significativamente, situando-se, atualmente, em torno de 500. Além disso, sete turmas foram encerradas, sendo cinco do Ensino Médio e duas do Fundamental.

A situação das salas de aula também foi afetada, com duas turmas do 9º ano do Ensino Médio compartilhando um único espaço, assim como duas turmas do turno da manhã do 1º ano do Ensino Médio dividindo o mesmo ambiente.

Embora essas turmas estejam alocadas em uma sala maior, essa configuração não atende às expectativas de qualidade educacional que se espera. “A superlotação das salas de aula afeta a condição dos professores de fornecerem uma educação individualizada e atenderem às necessidades específicas de cada aluno”, afirmou Marili.

Comunidade se mobiliza em defesa da Apolinário

Diante dessa situação, a comunidade escolar tem se mobilizado em busca de soluções. Em 26 de fevereiro, uma audiência foi realizada na Casa Civil, em Porto Alegre, com a diretora da escola Marili, representantes do Conselho Escolar, autoridades locais, 4ª CRE, entre outros. Na ocasião, foram apresentadas as preocupações da comunidade e auxílio para agilizar o processo de reparo da escola.

Entretanto, mesmo após a reunião, os reparos na elétrica da escola ainda não foram realizados. O primeiro pregão eletrônico para contratação de empresas foi impugnado; o novo processo está sendo realizado para que, assim, se possa dar andamento à recomposição da rede elétrica.

Embora haja uma expectativa de retorno à escola Apolinário no segundo semestre, as incertezas persistem. A comunidade escolar aguarda ansiosamente por uma solução definitiva que permita o retorno seguro e adequado dos alunos(as) às suas atividades educacionais.

O CPERS segue mobilizado e pressionando o governo Eduardo Leite (PSDB) na busca por respostas e na defesa do direito à educação de qualidade, em um ambiente seguro e estável.

Foto de capa: Bruno Todeschini

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