Governo teme a força da Greve e ameaça educadores


Em mais uma atitude de desrespeito com os educadores, os pais, os estudantes e toda a comunidade escolar, o governo Sartori, logo após a grande Assembleia de Mobilização do CPERS, que reuniu mais de 10 mil professores e funcionários de escola, lançou uma nota ameaçando os grevistas com o corte do ponto. Como é possível cortar o ponto de quem sequer recebe o salário em dia?
A atitude deixa claro que o governo percebeu a força da Greve em todo o Rio Grande do Sul, a resistência dos educadores e o grande e crescente apoio da comunidade escolar e da população gaúcha.
Ao invés de apresentar uma proposta concreta, que respeita o direito dos educadores de receberem seus salários em dia, Sartori prefere o terrorismo típico do seu governo e quer penalizar os milhares de educadores que estão em Greve.
Sartori mente para a população quando afirma que 47% dos educadores receberam seus salários integralmente nesta sexta-feira (29). A verdade é que apenas 19,7 dos professores receberam seus salários. Os demais devem receber só a partir do dia 11.
Sartori acusa a categoria, de forma irresponsável e leviana, de gerar tensão social e de desrespeito com a educação. Um governo que parcela por 21 vezes os salários dos educadores, paga em conta gotas o décimo terceiro, deixa escolas sucateadas, fecha mais de 2 mil turmas e não garante a segurança dos estudantes nas escolas, entre tantos outros descasos, deveria pensar melhor antes de falar inverdades a uma categoria que se dedica diariamente a ensinar os filhos e filhas dos trabalhadores e trabalhadoras deste Estado.
Sartori duvida do imenso apoio que estamos recebendo da comunidade escolar e da população gaúcha. Pior do que isso, tenta colocá-los contra a nossa categoria.

O povo gaúcho está ao nosso lado, governador!
“É uma falta de desrespeito o que Sartori está fazendo com os professores. Não podemos deixar eles sozinhos na luta. Essa luta também é nossa!”  Adriele Rodrigues, estudante do município de Quarai

“Se o professor trabalha, se esforça dentro da sala de aula, tem que receber seu salário em dia. Estou vindo em todos os atos para apoiar a luta deles.” Carmem Luzia, de Livramento

“A Greve é um direito dos educadores. Receber em dia é direito de todos os trabalhadores. Adorei o ato de hoje e virei em todos os outros. Temos que dar total apoio à luta deles, pois também estão lutando por uma educação melhor para todos nós.” Luisa Katusta, de São Borja

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