Faltam mais de 1400 educadores(as) nas escolas públicas estaduais do RS


Passados dois meses do início do ano letivo, faltam de 1.429 profissionais na rede estadual de educação do Rio Grande do Sul. Os números, levantados pelo CPERS junto aos núcleos regionais do Sindicato, chegam a 866 professores(as) e 563 funcionários(as) de escola.

Até o momento, o levantamento foi finalizado em 37 dos 42 núcleos do CPERS. Os dados faltantes serão complementados ao longo da semana e a real dimensão da carência tende a ser ainda maior. Apenas um núcleo não identificou falta de recursos humanos: São Luiz Gonzaga.

Somente na região de abrangência do 38º Núcleo, que compreende escolas da Zona Norte de Porto Alegre, 71 estabelecimentos carecem de 206 educadores(as) de diversas disciplinas e funções.

Matemática e português entre as disciplinas mais afetadas

Como nem todos os núcleos que responderam ao pedido da direção central do CPERS discriminaram as áreas atingidas, não é possível precisar o número exato para cada disciplina.

Mas, ao contabilizar apenas os dados com identificação de área, as aulas mais afetadas pela ausência de recursos humanos são de Matemática (54) Língua Portuguesa (43), Geografia (41), Educação Artística (42) e Língua Inglesa (43).

Os números também são expressivos no que tange a professores(as) que realizam funções administrativas importantes, como nas bibliotecas (50) e nos cargos de supervisão (41) e orientação educacional (47).

Já o quadro de funcionários(as) apresenta grave carência de merendeiras, serventes, secretários(as) e monitores(as). Entre os números discriminados, há necessidade de 139 merendeiras e 116 serventes.

 

Concurso público é a solução

A principal causa da carência é a não realização de concursos públicos, um dos pontos da pauta de reivindicações do CPERS. Para professores(as),o último foi realizado em 2013. E para funcionários(as), em 2014.

Os dados serão apresentados na próxima mesa de negociação entre o Sindicato e o governo Eduardo Leite, marcada para o dia 13 deste mês.

Em anexo, enviamos as tabelas discriminadas por área, bem como os relatórios elaborados pelos núcleos de Caxias do Sul, Guaporé, Rio Grande, Santa Rosa, Cruz Alta, Uruguaiana, Gravataí, Três Passos e Porto Alegre (38º e 39º), selecionados por trazerem informações mais precisas sobre a carência, incluindo a identificação das escolas.

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