Escola em Nova Santa Rita está há dois anos com os banheiros masculinos interditados


A EEEM Nova Sociedade, em Nova Santa Rita, é o retrato do descaso do governo Eduardo Leite / Ranolfo Vieira Junior (PSDB), a instituição já soma dois anos com os únicos dois banheiros masculinos interditados.

A diretora, Nilce Santos Machado, conta que há cinco anos os banheiros masculinos apresentaram rachaduras no piso devido à infiltração, e há dois anos estão interditados.

“Em 2019 fizemos pedido de obra emergencial. O processo entrou na Seduc, a obra foi licitada e a empresa vencedora pediu reequilíbrio financeiro, não ouve acordo entre as partes, até agora nenhuma solução, nem data prevista para começar a obra”, explica Nilce.

Os estudantes da escola rural são obrigados a usar dois banheiros químicos no pátio da escola, locados através da autonomia financeira da instituição.

“Temos alunos pequenos e autistas com medo de usar estes banheiros e o noturno tem bastante dificuldade pela falta de iluminação. Quando chove se torna difícil o acesso aos banheiros químicos”, destaca a diretora.

“A mantenedora só tenta se justificar dizendo que o problema está na burocracia da tramitação do processo, mas que será prioridade. Imaginamos se não fosse”, desabafa Etelvino Romanzini, professor há 20 anos da escola.

Escola enfrenta outro problema estrutural

Além da dificuldade com os banheiros, a instalação elétrica da escola está toda comprometida, deficitária e é considerada insuficiente para atender a demanda da escola.

“Já mandamos laudo técnico de um especialista da rede elétrica para a Seduc, apontando os riscos que corremos, mas até hoje não tivemos resposta”, declara Nilce.

Para o professor Etelvino, esses problemas na instituição retratam como a educação é tratada pelo governo estadual, que não dá as condições mínimas para os estudantes, comprometendo assim a qualidade da educação oferecida.

“Isso mostra com muita clareza que a educação não é prioridade neste governo, destacando uma política de privatização da escola pública, tirando o Estado da obrigação de garantir investimentos para uma educação de qualidade e para todos”, conclui.

No dia 27 de abril, educandos(as) e educadores(as) e a comunidade realizaram um abraço solidário na escola, com o intuito de chamar a atenção do governo do Estado para que resolva os problemas da escola.

“Nós, equipe diretiva, conselho escolar e a comunidade queremos e pedimos para o poder público uma solução imediata. A educação do campo merece respeito”, conclui Nilce.

O CPERS irá acompanhar o processo para a resolução do problema, exigindo da Seduc uma solução rápida e efetiva para as demandas da escola.

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