Escola do bairro Partenon, em Porto Alegre, inicia o ano letivo com cozinha interditada e crianças ficam sem merenda


Na tarde desta quinta-feira (23), o 1° vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, e a diretora Sonia Solange Viana, visitaram a EEEF Tenente Coronel Travassos Alves, no bairro Partenon, em Porto Alegre, para questionar os desafios de infraestrutura que a escola enfrenta neste início de ano letivo. Além disso, os educadores(as) discutiram a necessidade de unirem forças em prol da Assembleia Geral da categoria, que acontecerá no próximo dia 3 de março, na capital.

Na oportunidade, estavam presentes a diretora da instituição, Sonia da Silva Alfaro Dellamora, e a vice-diretora, Giany Rodrigues. Durante a visita, Sonia e Giany apresentaram o principal problema que a escola enfrenta neste retorno às aulas: a cozinha está interditada, pois o chão está cedendo devido a um problema na tubulação de gás.

“O chão começou a ceder. Agora em janeiro chegamos na escola e o cheiro de gás estava insuportável, nós não conseguimos nem entrar para ligar a luz”, afirma Giany. Segundo a vice-diretora, foi preciso instruir as crianças para não chegarem perto da área, devido ao cheiro forte. Atualmente, a Travassos Alves conta com um corpo de 480 alunos(as) do Ensino Fundamental, divididos nos turnos da manhã e da tarde.

A diretora Sonia destaca que o problema não é de agora. Ela conta que entrou em contato com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio Grande do Sul – (CREA-RS) logo quando o chão começou a ceder e foi instruída a mandar um e-mail com sinalização de urgência. “Em 2020 eu comecei a batalhar pela minha cozinha. Mandei e-mail e recebi a resposta: a demanda da tubulação estava em processo de análise”.

Enquanto a cozinha não pode ser usada, a alternativa que as educadoras encontram é a de servir lanches para os estudantes. No entanto, Sonia lamenta, pois reconhece que não é a alimentação que preenche a fome e que muitas vezes as crianças só comem na escola.

“Quando a engenheira esteve aqui, ela queria interditar a cozinha, daí eu enchi os olhos d’água e disse: ‘Eu conheço a minha comunidade, eu sei que a refeição deles é aqui’”.

Apesar disso, até mesmo o processo para solicitar esse cardápio alternativo foi conturbado.

Sonia explica que foi feito um contato com o núcleo da Coordenadoria Regional de Educação (CRE), responsável pela alimentação nas escolas. Ela enviou um ofício explicando o motivo de estar sendo pedido aquele tipo de cardápio, esperou o retorno e nele foi perguntado qual a data de início da obra: “A obra nem iniciou, ninguém entrou em contato. Eu só tenho um número, que é da solicitação do Sistema de Gestão de Obras”.

Sonia e Giany permanecem aguardando uma posição da CRE e da CREA, além de estarem apreensivas sobre o futuro da merenda das crianças. 

“A minha área aqui é uma comunidade carente, eles precisam desse lanche. Nós tratamos eles com carinho e amor porque essas crianças para mim, do portão para cá, são meus filhos. Eu não tenho um filho só, eu tenho 480”, explica Sonia.

O CPERS seguirá vigilante e pressionando para que o problema tenha uma rápida solução e a comunidade escolar tenha acesso a um ensino de qualidade com estrutura adequada. Para valorizar a educação, é preciso investimento real, em todas as frentes!

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