Escola de Cerro Largo sofre com imposição do governo em fechar o turno da tarde


A EEEB Eugênio Frantz, de Cerro Largo, é mais um retrato do autoritarismo do governo Eduardo Leite (PSDB) com a educação. Durante a #CaravanaDaVerdade, ao visitar a instituição, o CPERS recebeu a denúncia do fechamento do turno da tarde – sem qualquer diálogo com a comunidade escolar.

Atendendo somente no turno da manhã, as aulas começam às 7h30 e terminam até 12h30, o que prejudica o transporte escolar, que é feito em parceria com o município.

A desorganização do Estado é tanta que os horários entre o transporte conveniado com o município e as aulas não batem, já que este não chega até o local às 7h da manhã.

A medida autoritária também prejudica os educadores(as) que lecionam em outras escolas e não têm tempo hábil para chegar até outras instituições pelo horário imposto.

“Somos obrigados a fazer esse horário e não temos possibilidade de fazer o contraturno. Qual o professor que consegue sair às 12h30 e chegar na outra escola às 13h?”, questionou o vice-diretor substituto da EEEB Eugênio Frantz, Moacir Thiele.

O vice-diretor Moacir também explica, com preocupação, que quando o governo fecha um turno, é muito difícil abri-lo novamente. Por isso, clama por ajuda. “Nossa escola precisa de uma orientação para que possamos resistir”, frisou.

Para a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, é importante a escola mobilizar a comunidade e preparar um documento para que o CPERS cobre explicações do governo.

“É essencial que se tenha qualquer documento para resistir a mais esse ataque de Eduardo Leite. A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco. Vamos cobrar explicações”, asseverou Helenir.

“A escola precisa fazer um dossiê para contar a história no papel, assinada por todo o quadro e juntar todo o material em um único documento”, completou a diretora do 36⁰ Núcleo, Romi Gertz.

O CPERS solicitou uma audiência com a Seduc e irá cobrar a reabertura do turno.

“O governo do Estado é de uma desorganização total. Vamos levar isso para a Seduc, cobrar um posicionamento. Também precisamos do apoio dos pais para resistirmos” afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Para o CPERS, o sucateamento das escolas estaduais – comprovado pela Caravana do CPERS – aliado à política de enxugamento de matrículas, turnos e escolas, evidencia a intenção do governo: precarizar para abrir mercado ao ensino privado, priorizando interesses do empresariado, e não da comunidade.

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