Encontro Regional dos(as) Funcionários(as) de Escola chega ao 6º Núcleo – Rio Grande


Funcionários(as) de escola de Rio Grande e Pelotas participaram, nesta sexta-feira(17), do Encontro Regional organizado pelo CPERS para tratar das demandas específicas desta parcela significativa da categoria.

Um público atento e interessado acompanhou as atividades realizadas no decorrer do dia no salão da Aprofurg. Análise da conjuntura política, informações sobre as consequências da Reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro, a importância da profissionalização, os riscos que a sobrecarga de trabalho acarretam para a saúde e os direitos dos(as) funcionários(as) de escola foram alguns dos assuntos abordados.

A iniciativa também contou com apresentações culturais do grupo de danças dos aposentados do 6º Núcleo e do grupo vocal da EEEM Bibiano de Almeida.

Dando início aos debates, o integrante da direção executiva da CUT/RS, Elton de Oliveira Lima, abordou a importância da luta dos(as) trabalhadores(as) para garantir a democracia e os direitos trabalhistas. “O que não acontecia em nosso país desde a década de 80, volta a ocorrer agora. Os patrões têm a liberdade de explorar seus funcionários. Nosso país foi assaltado, seguiram a orientação do capital internacional e querem desmontar o Estado. Só tem uma saída para nós, tomar as ruas. Quando o povo se levanta, não há Congresso que resista”, destacou.

Na seqüência, Dóris Nogueira, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o diretor do Departamento da Juventude do CPERS, Daniel Damiani realizaram a análise da conjuntura atual. “Já sabíamos dos ataques que sofreríamos, então a CNTE foi muito certeira em articular a Greve Nacional da Educação. Na verdade foi uma articulação para fazermos uma grande greve geral. O que está em jogo são anos de lutas e conquistas que tivemos para os funcionários e os professores”, observou.

Em sua fala, Damiani destacou a Caravana em Defesa da Educação Pública, realizada pelo CPERS em 2018, e que visitou milhares de escolas levando informações aos(as) educadores(as) sobre os projetos que estavam em disputa nas eleições. “No Estado ganhou a continuidade do governo Sartori e no país foi eleito um projeto conservador que tenta incansavelmente retirar direitos essenciais da população. Para o governo Bolsonaro não precisa investimento em educação, vêem isso como um gasto desnecessário. O governo Leite quer ações como enxugar o serviço público e vender as estatais, ou seja, diminuir o estado para tentar, não garantir, a nossa valorização salarial. Um total absurdo”, avaliou.

A trajetória de luta pelos direitos dos funcionários dos(as) funcionários(as) de escola, os avanços conquistados, o reconhecimento, a importância da profissionalização através do Profuncionário e a necessária unidade na luta foram os pontos abordados pela diretora do Departamento dos Funcionários de Escola do CPERS, Sonia Solange Viana.

“Nós precisamos romper a barreira da invisibilidade social. Nós somos imprescindíveis na escola. A primeira pessoa que tem que perceber a nossa importância somos nós mesmos. Temos que conquistar nosso valor dentro da escola e uma das formas de fazer isso é participar das atividades como a que estamos realizando hoje”, destacou.

“Funcionário é educador, não tem sala do professor tem que ter sala dos trabalhadores em educação. Cabe a nós fazer a diferença, pois a luta pelos nossos direitos é de todos”, disse a funcionária Maria Ivone Farias.

Para falar sobre as consequências da Reforma da Previdência, o Encontro contou com os esclarecimentos e informações apresentadas pelo advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado. Após explicar os riscos que todos(as) os(as) trabalhadores(as) correm com esta proposta, ele explicou que aqueles que desejarem informações específicas sobre sua situação quanto a aposentadoria, devem verificar a agenda dos atendimentos jurídicos nos Núcleos do Sindicato.

As situações que influenciam na saúde dos(as) trabalhadores(as), a diferença entre o trabalho formal e o informal, o que caracteriza e quais são os tipos de assédio moral e a humanização no local de trabalho foram alguns pontos da abordagem realizada pela diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador, Vera Lesses. Ela explicou ainda que as doenças podem ter origem na realização do trabalho e também nas relações no ambiente em que atuam. Também destacou uma questão preocupante. “No Estado, se sofremos um acidente de trabalho só temos direito ao laudo e nada mais. Não tem para o Rio Grande do Sul, uma legislação específica para dizer se a doença é do trabalho ou não”, informou.

A diretora do 6º Núcleo, Andréa Nunes da Rosa, agradeceu a presença de todos(as) e ressaltou a importância da iniciativa. “O Encontro superou a nossa expectativa. Muito bom ver essa participação tão significativa na mesma semana em que tivemos uma grande mobilização contra o corte de verbas para a educação e a reforma da previdência. Agora é mostrarmos essa força novamente na Greve Geral”, observou.

No total são 16 Encontros Regionais que irão abranger os 42 Núcleos do Sindicato. Na próxima semana será a vez dos Núcleos de São Luiz Gonzaga e Três de Maio participarem das atividades.

 

 

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