Encontro em Osório reforça a importância dos funcionários (as) de escola


Nesta quarta-feira (12) ocorreu o Encontro Regional dos Funcionários (as) de Escola no 13º Núcleo – Osório. Os(as) educadores(as) do 32º Núcleo – Taquara também participaram do evento.

No início do encontro a diretora do 13º Núcleo, Marli Aparecida de Souza deu as boas vindas aos(as) educadores(as) e destacou o momento pelo qual passa a categoria. “Estamos passando por situações de muita perseguição e retirada de direitos. Temos que lutar por mudanças, temos que nos levantar e ir para a luta. E na sexta-feira, dia da Greve Geral, será o momento de mostrarmos nossa força” concluiu.

“É muito importante tirarmos um dia para fazer a discussão da nossa situação. O governo está consumindo com os nossos direitos. Por isso, dia 14 temos que sair às ruas para dizer que não queremos a reforma da previdência”, analisou a diretora do 32º Núcleo, Simone Goldschmidt.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, fez a análise da conjuntura política estadual e nacional, destacando os cortes na educação e a defasagem salarial da categoria que já está há cinco anos sem receber aumento. Helenir também destacou a importância do reconhecimento dos funcionários(as) como educadores e a importância deles no cotidiano das escolas e nas lutas da categoria. “Se o funcionário parar, a escola também para. Nenhuma fica aberta sem limpeza, sem merenda e sem os cuidados diários de vocês. O trabalho e os cuidados que vocês têm com os alunos é essencial”, analisou.

“Nós temos que fazer toda a resistência para impedirmos a reforma da previdência. Não é verdade que a previdência está quebrada. Portanto, no dia 14 não podemos só cruzar os braços, temos que sair para as ruas. É a nossa força nas ruas que vai barrar a reforma da previdência. Dia 14 é fundamental a participação de todos e todas. Nosso recado será: ou para a reforma da previdência ou vamos parar muito mais vezes até retirarem a reforma da pauta”, declarou Helenir.

Logo após, ocorreu a apresentação do Grupo de Aposentadas de Torres. Elas apresentaram a peça “Quem quer ovo?”, uma sátira ao momento pelo qual passa a categoria de miserabilidade, que já amargam 5 anos sem reajuste salarial.

Reforma da Previdência e os direitos dos(as) educadores(as)

O advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS, falou sobre as consequências da Reforma da Previdência, caso seja aprovada.

De acordo com ele, uma das principais consequências da reforma será o aumento da idade e do tempo de contribuição: as educadoras que podem se aposentar atualmente aos 55 anos, com 30 anos de contribuição, caso a proposta seja aprovada terão que ter idade mínima de 62 anos mais 25 anos de contribuição. Já os educadores, atualmente podem se aposentar com 60 anos de idade e com 35 anos de contribuição, se a Reforma passar terão que ter 65 anos de idade mais 25 anos de contribuição.

Marcelo trouxe como exemplo os trabalhadores da Argentina que se mobilizaram e pararam o país e assim barraram a Reforma da Previdência. “O mesmo podemos fazer aqui. Se pararmos o Brasil eles terão que retirar a proposta. Não temos saída, temos que derrubar a esta reforma”, finalizou.

No início da tarde, a diretora do Departamento de Funcionários de Escola, Sônia Solange dos Santos Viana, expôs a história de lutas e conquistas dos(as) funcionários(as) de escola. “Todos os lugares da escola são educativos. E nós, funcionários, fazemos educação dentro da escola todos os dias. Nós somos educadores e devemos ser reconhecidos e valorizados.”

Sônia também destacou a data de 16 de maio – Dia Mundial do(a) Funcionário(a) da Educação, desde ano de 2018. “Os professores têm o seu dia, os funcionários públicos têm o seu dia e nós, agora, também temos o nosso, pois nós merecemos”,ressaltou.

Os esclarecimentos e as informações repassadas durante o Encontro foram destacados pelo público como os pontos mais importantes da iniciativa, aprovada por todos os participantes.

“Achei o encontro fantástico, nunca recebi tantas informações. Daqui mesmo eu já estou repassando para os meus colegas. Adorei mesmo!”, disse Tatiana Souza Nunes, servente de escola de Capão da Canoa.

“Foi muito importante receber todas essas informações, saber da nossa história, direitos e lutas. Esse encontro foi muito significativo para mim”, falou Ivonete Nunes Maciel, merendeira em Osório.

Por uma escola sem preconceitos

A vice-presidente do CPERS e diretora do Departamento de Gênero e Diversidade, Solange Carvalho falou sobre o machismo ao qual todos estão expostos pela sociedade desde pequenos. “Muitas vezes nós mesmos somos machistas, mas não por culpa nossa, e sim porque somos criados em um mundo machista, com muitos preconceitos. Logo vamos fazer um encontro de saúde, gênero e diversidade para a categoria”, finalizou Solange.

O segundo vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia, falou sobre o racismo e o preconceito que os negros sofrem dentro das escolas. “O CPERS é um sindicato com mais de 70 anos e somente há cinco anos, em nossa gestão, criamos o coletivo de igualdade racial e combate ao racismo. Nós sabemos que o preconceito é crime e muitas pessoas não se declaram negros. Destaco a importância de todos os núcleos terem seu coletivo para que onde aconteça o preconceito possamos agir mais depressa”, finalizou.


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