Em reunião com o MP, CPERS denuncia atrasos nas obras de restauração do Instituto de Educação


Nesta sexta-feira (15), o CPERS, representado pela presidente Helenir Aguiar Schürer, reuniu-se com a promotora Annelise Monteiro Steigleder, da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público (MP), para, mais uma vez, denunciar os atrasos nas obras de restauração do Instituto de Educação General Flores da Cunha, o IE, devido à interferência da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) no projeto.

A obstrução por parte da Seduc para que a empresa Concrejato inicie as obras em determinados espaços e as diretrizes informais impostas pela Secretaria, como a imposição do Museu da Educação para o Amanhã (Museduca) e a criação de um Centro de Referência em Educação no edifício histórico do IE, ocorreram apesar das advertências de órgãos como o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público de Contas (MPC), que enfatizaram a necessidade de conformidade legal para qualquer alteração no projeto em andamento.

Curiosamente, apenas dois dias após esses eventos, em 23 de agosto, o governador Eduardo Leite (PSDB) assinou o Projeto de Cooperação Técnica Internacional (Prodoc), que prevê a alocação de R$ 21.482.410,074 à Organização dos Estados Ibero Americanos (OEI) com o objetivo de desenvolver diretrizes para modificações no mencionado projeto.

A restauração do prédio do IE teve início em 2016; em 2019, foi paralisada e retomada três anos depois, em 2022. O destino da instituição segue em disputa, pois, o governo Eduardo Leite (PSDB) não respeitou o projeto aprovado pela comunidade escolar – que aguarda há mais de 10 anos pela reforma – e segue insistindo em estruturar no local um Centro de Referência em Educação e o Museu da Educação para o Amanhã (Museduca).

O Sindicato defende a manutenção da escola como uma instituição completamente pública, sem modificações em relação ao projeto original, que engloba áreas destinadas à tecnologia, ciência, esportes, cultura, inclusão, acessibilidade, segurança, climatização e, acima de tudo, o número de vagas para os alunos(as).

Reafirmamos o nosso contínuo apoio ao projeto original desenvolvido pela comunidade escolar”, asseverou Helenir.

O encontro também contou com a presença da presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e da Frente Parlamentar em defesa do IE 100% escola pública, Sofia Cavedon (PT), entre outras representações.


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